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As lições deixadas pela paralisação nacional dos caminhoneiros

Paralisação dos caminhoneiros evidenciou que todos os governos da história do Brasil erraram ao não investir em outros meios de transportes da nossa produção que não seja o rodoviário

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Artigo escrito por Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos

A produção de proteína animal brasileira vive um de seus piores momentos da história. Produtores, agroindústrias e a economia brasileira de forma geral amarga os prejuízos deixados pela “Operação Carne Fraca”, deflagrada em 2017, e pela “Operação Trapaça”, desencadeada neste ano. Mas nada pode ser comparado com a paralisação nacional dos caminhoneiros. 

Além de impossibilitar o escoamento da produção, seja no mercado nacional ou internacional, todo o nosso plantel de animais correu o risco morrer por falta de insumos nas propriedades. O status sanitário diferenciado de Santa Catarina, construído ao longo de várias décadas, quase foi jogado fora na última semana. Isso sem mensurar os graves danos ambientais com a alta mortandade de aves e suínos caso a situação se estendesse por mais alguns dias.  

Em Santa Catarina a ACCS esteve em constante diálogo com os grevistas para conseguir liberar caminhões carregados com os insumos necessários para a produção da ração animal. Em diversos momentos passamos por situações constrangedoras, já que o movimento não apresentou um interlocutor específico. 

Assim como diversas entidades e associações, a ACCS apoiou a mobilização encabeçada pelos caminhoneiros. Entendemos que os transportadores precisam de um preço justo para trabalhar, principalmente no óleo diesel, mas,  a partir do momento em que o as negociações com o governo federal avançaram – e atendidas na grande maioria –, defendemos o fim da mobilização. 

A paralisação nacional dos caminhoneiros evidenciou que todos os governos da história do Brasil erraram ao não investir em outros meios de transportes da nossa produção que não seja o rodoviário. O caos vivido nos últimos dias serve de lição para que as nossas lideranças coloquem em prática ações que visem a instalação de uma malha ferroviária no Brasil. Essa é uma forma rápida, segura e com custos reduzidos utilizados por países de primeiro mundo e que manterá a competitividade brasileira frente aos mercados internacionais.  

A fragilidade dos políticos, seja em âmbito federal ou de Santa Catarina, também ficou evidenciada com a demora para dar resposta à classe dos transportadores e para a sociedade. Subestimar que a mobilização poderia ganhar grandes proporções foi outro erro fatal, que resultou na morte de mais de 70 milhões de aves, e que reflete em prejuízos para outros setores do agronegócio.

Uma intervenção militar não é o caminho certo para que o Brasil volte para o trilho do desenvolvimento, mas a população precisa escolher corretamente os seus representantes nas eleições, em outubro. O povo do nosso agronegócio precisa observar quem realmente apoia o setor para que possamos ter os nossos representantes políticos na defesa desta importante atividade, o agronegócio. 

Os produtores e as agroindústrias fazem a economia nacional crescer, mas sem representantes políticos competentes, ficamos à mercê de situações que coloquem todo o nosso esforço em vão. É por essa razão que os suinocultores de Santa Catarina, representados pela ACCS, defendem a participação de pessoas íntegras no pleito eleitoral, que deixem de lado as bandeiras partidárias, que não subestimem a capacidade de mobilização do povo e que tenham um projeto de reconstrução da nação.

Fonte: Assessoria

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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