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Arysta LifeScience adquire o grupo francês Goëmar

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A Arysta LifeScience adquire o grupo Goëmar, da BeCapital e Pechel Industries, sediada em Saint-Malo, França, fabricante e fornecedor global de bioestimulantes e inovadores produtos para controle biológico e nutrição vegetal, incluindo Physio ActivatorTM e tecnologias de defesa natural para plantas.
Esta aquisição fortalece a plataforma de biosoluções da Arysta LifeScience, desenvolvida inicialmente a partir da aquisição da GBM (Grupo Bioquímico Mexicano), em 2007, junto com sua carteira de biocontrole e NPP (Proteção Natural de Plantas), com produtos reconhecidos mundialmente , como ATONIK®, BIOZYME® e CARPOVIRUSINE®.
As duas empresas já vinham trabalhando em conjunto para oferecer de forma complementar suas ofertas de biosoluções na Europa, além de outras soluções provenientes de diversas parcerias comerciais em países com alto grau de crescimento e demanda, como a Índia e o México.
Goëmar agrega à Arysta LifeScience mais de 40 anos de pesquisa e conhecimento técnico em biosoluções, com um amplo portfólio de produtos altamente diferenciados, inovação de ponta e uma organização comercial líder nesta indústria, com competências e alcance geográfico complementares.
"O objetivo da Arysta LifeScience é fortalecer sua posição de liderança em biosoluções, além de maximizar as sinergias com as soluções tradicionais de proteção de cultivos", disse Wayne Hewett, CEO da Arysta LifeScience. "A aquisição da Goëmar é um pilar fundamental para o crescimento contínuo da Arysta LifeScience neste segmento em rápida expansão das biosoluções, onde compartilhamos uma visão alinhada e paixão por este mercado”.
"Estamos muito animados para nos unir à Arysta LifeScience e continuar a atuar na direção da nossa visão de liderança em biosoluções para aumentar o desempenho da agricultura ", acrescentou Jean -Pierre Princen, CEO da Goëmar. "A natureza complementar das duas empresas irá fornecer recursos adicionais para continuar o enorme crescimento que temos experimentado ao longo dos últimos anos. Além disso, a força combinada das duas carteiras de bioestimulantes e produtos para controle biológico estabelece um líder global nesses segmentos dinâmicos e crescentes".
Os termos da transação não foram divulgados.
Sobre a Goëmar
A Goëmar, com sede em Saint- Malo, França, é um fornecedor global de soluções sustentáveis, baseadas principalmente em matérias-primas naturais e seguras, como filtrados de algas ou ingredientes ativos para a agricultura. Com vendas em mais de 40 países, Goëmar é uma empresa inovadora, que investe a cada ano mais de 10 por cento da receita em pesquisa e desenvolvimento. Esta tecnologia permite à empresa ser uma especialista em nutrição e floração/estimulação de fixação de frutos, com destaque para a sua linha Physio- Activator. 
Os principais produtos Physio- Activator são: BM Start, Vivaflor, Calibra, Goteo, para Horticultura e Vinhedos.  E Appetizer, Forthial, Multoleo e Zeal, para culturas aráveis. Seu portfólio sob a linha de Tecnologia de Proteção Natural é composto de soluções de controle biológico. Os principais produtos são: Vacciplant Frutas e Hortaliças e Vacciplant Grandes Culturas, ambos baseados em Laminarina, um ativo 100% natural e seguro, listado no Anexo 1 Europeu desde 2005. 
Sobre a Arysta LifeScience
Sediada em Tóquio, no Japão, a Arysta LifeScience é uma das maiores empresas privadas do mundo no mercado de proteção de plantas e ciências da vida, com faturamento global de US$ 1,6 bilhão em 2013. Presente em mais de 125 países em todo o mundo, a Arysta é especializada no marketing e distribuição de renomadas marcas de defensivos agrícolas e produtos de nutrição para atender às necessidades de parceiros mundialmente. No Brasil, a empresa atua há mais de 45 anos com uma história de sucesso e importantes contribuições para o desenvolvimento da agricultura nacional. A Arysta conta com cerca de uma centena de representantes técnicos nas principais regiões agrícolas do País e atua fortemente nos mercados de Soja, Milho, Algodão, Cana-de-açúcar, Hortaliças, Frutas e Pastagem

Fonte: Ass. Imprensa da Arysta LifeScience

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ABPA abre inscrições para prêmio de pesquisa aplicada durante o SIAVS 2026

Reconhecimento valoriza estudos com impacto prático na avicultura e suinocultura e prevê experiência internacional aos vencedores.

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Foto: Alf Ribeiro

Estão abertas as inscrições para o Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável, reconhecimento científico que a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverá durante o SIAVS 2026 – Salão Internacional de Proteína Animal, maior evento da avicultura e da suinocultura do Brasil, que será realizado entre os dias 04 e 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

A iniciativa contempla duas distinções, voltadas à valorização de pesquisas com efetiva aplicabilidade prática para a cadeia produtiva da proteína animal:

  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – Grandes Áreas, destinado a trabalhos científicos com impacto nas áreas de produção, manejo e ambiência; nutrição; tecnologia e processos; sanidade; sustentabilidade; e saúde pública.
  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – RAM (Resistência aos Antimicrobianos), voltado exclusivamente a estudos que abordem estratégias, ferramentas, indicadores e práticas relacionadas ao uso responsável de antimicrobianos e ao enfrentamento da resistência microbiana na produção animal, tema estratégico para o setor e alinhado aos princípios internacionais de One Health – no âmbito da  campanha “Uso Consciente, Futuro Responsável”, mantida pela ABPA.

O objetivo do Mérito é estimular pesquisas que extrapolem o ambiente acadêmico e apresentem aplicabilidade concreta, contribuindo para ganhos de eficiência, segurança sanitária, sustentabilidade e competitividade internacional da avicultura e da suinocultura brasileiras.

Os trabalhos inscritos serão avaliados por comissão julgadora composta por especialistas com reconhecida atuação técnica e acadêmica. Entre os critérios considerados estão:

  • Relevância estratégica para o setor
  • Grau de inovação
  • Consistência metodológica
  • Aplicabilidade prática
  • Potencial de impacto na cadeia produtiva

Após a etapa de avaliação, os trabalhos selecionados serão apresentados durante a programação oficial do SIAVS, ampliando sua visibilidade junto a empresários, pesquisadores, autoridades sanitárias e representantes nacionais e internacionais.

Como forma de reconhecimento, o primeiro autor do trabalho vencedor em cada uma das duas distinções participará, com apoio da organização, de uma experiência internacional em uma das principais feiras globais de alimentos, podendo escolher entre a SIAL Paris 2026, em Paris, ou a Gulfood 2027, em Dubai. A iniciativa proporciona imersão no ambiente internacional de negócios e inovação, fortalecendo a formação estratégica dos pesquisadores.

As inscrições devem ser realizadas conforme as orientações disponíveis no site oficial do evento, onde também constam regulamento completo, prazos, formato de submissão e demais informações, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABPA
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Abertura de 525 mercados para o agro gera oportunidade histórica ou risco de expansão sem margem?

Diversificação de destinos pode gerar até US$ 375 bilhões em exportações, mas exige gestão de custos e precificação para garantir rentabilidade.

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Fotos: Claudio Neves

A abertura de 525 novos mercados internacionais para o agronegócio brasileiro, com potencial estimado de até US$ 375 bilhões por ano em exportações, consolida o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos e reforça sua relevância estratégica no comércio internacional. Do ponto de vista institucional e geopolítico, trata-se de um avanço inegável. Do ponto de vista empresarial, no entanto, o aumento do acesso não pode ser confundido com geração automática de valor econômico.

A experiência mostra que expansão de mercado, quando não acompanhada por gestão rigorosa de custos e precificação adequada, tende a pressionar margens e aumentar a exposição financeira das empresas.

Exportar implica estruturas logísticas mais complexas, exigências sanitárias específicas, custos regulatórios adicionais, riscos cambiais, prazos de recebimento mais longos e maior dependência de capital de giro. Esses fatores alteram substancialmente o custo total da operação e não podem ser tratados como extensões do mercado doméstico.

Um dos erros mais recorrentes nas estratégias de internacionalização do agro é a ausência de segregação clara entre custos locais e custos de exportação. Quando a empresa utiliza uma estrutura de custos média para formar preços em diferentes mercados, acaba diluindo despesas específicas de cada canal e comprometendo a leitura real da rentabilidade por contrato, por produto e por país. O resultado é a celebração de volumes crescentes de vendas acompanhada por deterioração gradual das margens operacionais, muitas vezes percebida apenas quando o caixa

Foto: Divulgação

começa a ficar mais pressionado.

Outro ponto crítico é a formação de preços em ambientes de maior volatilidade. Oscilações cambiais, variações nos custos de frete internacional, alterações em tarifas e mudanças nos prazos de pagamento impactam diretamente a margem final, especialmente em contratos de médio e longo prazo. Sem mecanismos de proteção financeira e sem modelos de precificação que incorporem cenários de risco, a empresa transfere parte significativa da incerteza para dentro do próprio resultado.

Também é preciso considerar o efeito financeiro do crescimento acelerado. A ampliação das exportações exige maior investimento em estoques, transporte, certificações e estrutura comercial, elevando a necessidade de capital de giro. Em um ambiente de juros estruturalmente mais altos, esse custo financeiro passa a ser componente relevante da margem e precisa ser tratado como parte integrante da estratégia de preço, não como despesa posterior absorvida pelo resultado.

Nesse contexto, cresce a importância da análise de margem real, e não apenas do faturamento ou da participação em novos mercados. Empresas que operam com foco exclusivo em volume tendem a mascarar ineficiências operacionais e decisões comerciais mal calibradas, sustentadas temporariamente por crescimento de receita, mas estruturalmente frágeis do ponto de vista financeiro. Crescer sem margem é, na prática, uma forma de destruição de valor em escala ampliada.

Para que a abertura de mercados se traduza em resultado sustentável, é indispensável avançar em três frentes: modelos de custeio mais precisos, que permitam identificar com clareza a rentabilidade por mercado e por canal; políticas de precificação que considerem riscos financeiros, fiscais e logísticos específicos de cada operação; e integração efetiva entre áreas comercial, financeira e operacional na tomada de decisão. Sem essa visão sistêmica, a empresa passa a competir apenas por preço, abrindo mão de margem para ganhar contratos que não se sustentam no médio prazo.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

O ano de 2026 tende a ser decisivo nesse processo. A ampliação do acesso a mercados cria oportunidades relevantes, mas também eleva o grau de exigência na gestão. Empresas que dominarem seus custos, entenderem sua estrutura de margem e tomarem decisões baseadas em dados terão condições de transformar expansão em rentabilidade. As demais correm o risco de crescer em complexidade, exposição financeira e dependência de crédito, sem a correspondente geração de valor econômico.

A abertura de 525 mercados é, sem dúvida, uma conquista estratégica para o país. Para as empresas do agro, porém, o verdadeiro diferencial competitivo não estará apenas na capacidade de vender mais, mas na competência de vender com margem, previsibilidade e sustentabilidade financeira. Em um cenário global cada vez mais competitivo, não será o tamanho da operação que definirá a perenidade dos negócios, mas a qualidade das decisões econômicas que sustentam essa expansão.

Fonte: Artigo escrito por Fabiano Coelho, PhD em Ciências Contábeis.
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Exportações agropecuárias ganham alternativa para evitar gargalos no Golfo Pérsico

Exigência sanitária turca levou à criação de certificado específico para cargas em trânsito, permitindo passagem e armazenagem temporária de produtos de origem animal sem interrupção do fluxo ao Oriente Médio e à Ásia Central, mesmo com as restrições no Estreito de Ormuz.

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Foto: Claudio Neves

O Brasil garantiu a continuidade de uma rota alternativa via Turquia para o envio de exportações agropecuárias, diante das restrições no Estreito de Ormuz. A solução foi negociada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com isso, a estrutura portuária turca segue como opção importante para cargas brasileiras com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central, permitindo que as mercadorias sigam viagem sem a necessidade de passar pelo Golfo Pérsico.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

Essa rota já era utilizada por exportadores brasileiros. No entanto, a Turquia passou a exigir novas regras sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, como os de origem animal. Para evitar prejuízos ao fluxo das exportações, foi negociado o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário com Destino à Expedição para outro País/Navio.

Na prática, o documento permite que mercadorias brasileiras, especialmente produtos de origem animal, atravessem o território turco ou fiquem armazenadas temporariamente no país antes de seguirem para o destino final.

A medida confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do Mapa para manter o comércio agropecuário brasileiro em funcionamento.

Fonte: Assessoria Mapa
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