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Artrites infecciosas ameaçam desempenho e ampliam perdas no abatedouro

Essas enfermidades comprometem a locomoção das aves, dificultando o acesso a alimentos e água, o que resulta em prejuízos no ganho de peso e na conversão alimentar.

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As artrites e tenossinovites infecciosas representam um desafio crescente para a avicultura de corte, afetando diretamente o desempenho produtivo e a viabilidade econômica dos lotes. Essas enfermidades comprometem a locomoção das aves, dificultando o acesso a alimentos e água, o que resulta em prejuízos no ganho de peso e na conversão alimentar. Além de impactar os índices zootécnicos, as infecções elevam a taxa de mortalidade e comprometem o bem-estar das aves.

No abatedouro, as perdas se intensificam. As artrites infecciosas estão entre as principais causas de condenação de carcaças e partes de carcaças, causando prejuízos financeiros expressivos. Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, o médico-veterinário, mestre em Ciências Veterinárias com concentração em Patologia, especialista em Sanidade Animal e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcos Antônio Zanella Morés, elenca que lotes com alta incidência de lesões demandam redução na velocidade de abate devido ao acúmulo de carcaças no Departamento de Inspeção Final (DIF), o que pode comprometer a eficiência operacional da linha de produção.

Entre os agentes patogênicos mais prevalentes nos surtos da doença, o Reovírus se destaca como o principal responsável pelos casos de artrites infecciosas. No entanto, infecções causadas por Mycoplasma synoviae, Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Enterococcus cecorum também são frequentemente associadas ao problema. “O controle eficaz dessas infecções exige um programa sanitário rigoroso, incluindo monitoramento contínuo, boas práticas de manejo e protocolos de biosseguridade”, expõe Morés, que trata a temática durante o 25º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), que acontece nesta semana, em Chapecó (SC).

Nas infecções causadas por Reovírus, o especialista explica que os quadros clínicos tendem a ser mais brandos do que nas infecções bacterianas. “Em muitas situações, não são observados sinais clínicos nas granjas. No entanto, quando as aves chegam ao abatedouro, as lesões se tornam evidentes e resultam em condenações”, afirma, enfatizando que quando a doença é identificada nas granjas, os principais sinais clínicos incluem aumento no número de aves com dificuldades de locomoção, maior tempo de permanência das aves deitadas e maior desuniformidade nos lotes, além do aumento da mortalidade. “As lesões características incluem inchaço na articulação do jarrete e inflamação na região dos tendões flexores dessa área. Além disso, é possível observar edema e hemorragias nos tecidos periarticulares e nos tendões, com aumento no volume de líquido articular”, detalha.

Nas infecções bacterianas, pode haver a presença de material fibrinoso nos espaços articulares. Em quadros mais graves de infecção por Reovírus, também pode ocorrer a ruptura do tendão gastrocnêmio, agravando ainda mais o problema.

Identificação precoce

A detecção rápida do problema nos lotes possibilita a execução imediata de medidas de controle antes da propagação da infecção, reduzindo de forma significativa as perdas produtivas. Para isso, é essencial realizar um diagnóstico preciso dos agentes envolvidos, permitindo a adoção de estratégias de controle mais eficazes. “Tratamento de infecções bacterianas com uso de antibióticos é sempre recomendado, porém nos casos de artrites virais, também pode ser necessário o uso de antimicrobianos para evitar as infecções bacterianas secundárias”, aponta Móres, acrescentando: “Oferecer condições ambientais adequadas, tais como qualidade da cama, ventilação e qualidade do ar é igualmente essencial para manter uma boa imunidade e resistência das aves às infecções”.

O médico-veterinário ressaltou que na prevenção e controle das artrites infecciosas, todos os elementos que reduzem a imunidade das aves favorecem o surgimento das infecções. “Garantir que as aves estejam protegidas contra agentes imunossupressores, como estresse, vírus da Doença de Gumboro, vírus da anemia infecciosa, micotoxinas e desafios ambientais, é essencial para minimizar riscos. Além disso, fatores que predispõem à proliferação bacteriana, como qualidade inadequada da cama e problemas de saúde intestinal, devem ser constantemente monitorados”, alerta o especialista.

Biosseguridade como pilar da prevenção

Medidas de biosseguridade são fundamentais para reduzir a incidência das artrites infecciosas nas granjas. Entre as ações mais importantes, Morés destaca as medidas de biosseguridade externa, que impedem a introdução de novos agentes patogênicos, e as de biosseguridade interna, que controlam a pressão de infecção dentro dos lotes já existentes. “Não apenas nas granjas de frangos, mas também nas granjas de origem, como as avós e matrizes, é essencial implementar medidas de biosseguridade externa. O Reovírus e o Mycoplasma synoviae são transmitidos também verticalmente e, se introduzidos na cadeia de produção, podem infectar os lotes de frangos”, salienta o mestre em Ciências Veterinárias.

Para reduzir o risco de disseminação vertical, é fundamental evitar a mistura de ovos e pintinhos de diferentes origens na formação dos lotes. “Isso diminui a probabilidade de um aumento no número de lotes infectados nas primeiras horas de vida, período em que os pintinhos são mais vulneráveis. Recém-nascidos, ainda com o umbigo à mostra e o sistema imunológico em desenvolvimento, são mais suscetíveis a infecções. A adoção de medidas adequadas de higiene e desinfecção no incubatório é essencial para reduzir o risco de contaminação”, reforça o médico-veterinário.

Entre as práticas recomendadas nas granjas, Morés menciona o controle rigoroso de visitantes, troca de vestimentas e calçados antes de acessar áreas internas, isolamento da granja para impedir a entrada de animais e aves externas, controle da qualidade da água e de vetores.

No âmbito da biosseguridade interna, o especialista salienta que a manutenção de um ambiente controlado dentro das instalações avícolas é de suma importância. “Evitar a umidade excessiva da cama e o acúmulo de gases como amônia e CO₂ contribui para preservar a saúde das aves. Além disso, garantir intervalos adequados entre os lotes permite a adoção de medidas sanitárias eficazes, como fermentação da cama, limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos”, enumera Morés, ressaltando que essas práticas ajudam a reduzir a carga microbiana no ambiente, minimizando os riscos sanitários para os lotes subsequentes.

Principal estratégia de prevenção

A vacinação é a principal estratégia para o controle da artrite viral em frangos, causada pelo Reovírus. No entanto, a eficácia da imunização depende diretamente da qualidade das vacinas e do processo de imunização. Morés explica que os Reovírus associados à artrite e tenossinovite apresentam grande diversidade genética, e não há imunidade cruzada eficaz entre as diferentes cepas. “Isso representa um desafio para o desenvolvimento de vacinas, já que as variantes circulantes podem não ser totalmente cobertas pelas formulações disponíveis”, pontua.

No Brasil, as vacinas comerciais são produzidas a partir de amostras dos genótipos 1 e 2 do Reovírus. Porém, os surtos clínicos no campo são causados, predominantemente, pelos genótipos 2, 3, 4 e 5. “Para enfrentar essas limitações, a indústria tem recorrido ao uso de vacinas autógenas, produzidas a partir de cepas virais isoladas de casos clínicos recentes, buscando uma proteção mais eficaz”, revela.

Garantir a hiperimunização das matrizes é essencial para conter a propagação do vírus na produção de frangos de corte. O especialista diz que o protocolo ideal combina vacinas vivas modificadas e vacinas inativadas, promovendo altos níveis de anticorpos no soro das matrizes. “Isso além de reduzir o risco de infecção durante o ciclo produtivo, também minimiza a transmissão vertical do vírus. Além disso, a transferência passiva de anticorpos maternos protege os pintinhos contra o desafio horizontal nos primeiros dias de vida, período em que são mais vulneráveis”, enfatiza Morés, ressaltando que o monitoramento sorológico contínuo é indispensável para avaliar a eficácia da imunização. “Caso os níveis de anticorpos nas matrizes diminuam, pode ser necessária uma revacinação com vacinas autógenas”, comenta.

De acordo com o especialista em Sanidade Animal, o maior desafio na vacinação contra a artrite viral é garantir que as cepas apresentadas nas vacinas sejam as mesmas que circulam no campo. “Um diagnóstico preciso, aliado a métodos avançados de tipificação e sequenciamento genômico, é fundamental para identificar as variantes virais envolvidas e ajustar as estratégias de controle. Esse monitoramento deve ser contínuo, permitindo respostas rápidas a possíveis mutações do vírus, garantindo desta forma maior proteção ao plantel”, afirmou.

Fatores que favorecem a incidência de artrites infecciosas

Médico-veterinário, mestre em Ciências Veterinárias com concentração em Patologia, especialista em Sanidade Animal e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcos Antônio Zanella Morés: “O controle eficaz para prevenir artrites infecciosas exige um programa sanitário rigoroso, com monitoramento contínuo, boas práticas de manejo e protocolos de biosseguridade” – Foto: Divulgação/Embrapa

A incidência de artrites infecciosas em frangos está diretamente relacionada a fatores como nutrição e manejo da cama. Morés destaca que a seleção genética para maior ganho de peso corporal nem sempre acompanha o desenvolvimento ósseo na mesma proporção, resultando em ossos menos mineralizados, mais porosos e suscetíveis a fraturas e lesões. “Esse enfraquecimento estrutural torna as aves mais vulneráveis ​​à infecção por agentes oportunistas presentes no ambiente, especialmente em situações onde fatores imunossupressores impactam os lotes”, aponta o especialista.

Uma nutrição desequilibrada, com deficiência de macro e microminerais, além de vitaminas essenciais, pode agravar essa fragilidade óssea, aumentando o risco de infecções. Além disso, uma dieta adequada é fundamental para fortalecer o sistema imunológico das aves, reduzindo a predisposição a doenças. O manejo adequado da cama, com controle do excesso de umidade, também é essencial para prevenir e controlar as artrites, uma vez que inibe a proliferação bacteriana de agentes com capacidade patogênica”, ressaltou o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves.

Medidas corretivas

Quando um surto de artrite infecciosa ocorre no aviário, as opções de controle são limitadas. No entanto, a rápida identificação do problema e a administração de antimicrobianos adequadas podem minimizar a propagação da doença no lote. “A escolha do tratamento deve ser baseada na sensibilidade antimicrobiana dos agentes envolvidos, garantindo maior eficácia no controle”, frisou, mencionando: “Proporcionar boas condições ambientais é essencial para minimizar os impactos da enfermidade. Manter o conforto térmico dentro das instalações contribui diretamente para a qualidade da cama e da ventilação. Além disso, para evitar a recorrência de problemas nos lotes subsequentes, é fundamental reforçar as medidas preventivas durante o período de vazio sanitário”.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na avicultura de corte e postura do Brasil acesse a versão digital de Avicultura Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária

Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

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Foto: Indea MT

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.

A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.

Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.

“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.

Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.

Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Fonte: Assessoria Seapi
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Alta nas exportações ameniza impacto da desvalorização do frango

Mesmo com preços mais baixos, demanda externa segura o ritmo do setor.

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Foto: Shutterstock

O mercado de frango registrou queda de preços em março, mas manteve equilíbrio impulsionado pelo desempenho das exportações. Em São Paulo, o frango inteiro congelado recuou para R$ 7/kg, 2,4% abaixo de fevereiro e 17% inferior ao registrado há um ano. Já no início de abril, houve reação nas cotações, que voltaram a R$ 7,25/kg.

Com a desvalorização da proteína ao longo do ano e a alta da carne bovina, o frango ganhou competitividade. A relação de troca superou 3 kg de frango por kg de dianteiro bovino, nível cerca de 30% acima da média histórica para março e acima do pico dos últimos cinco anos, registrado em 2021. Em comparação com a carne suína, que também teve queda de preços, a relação se manteve próxima da média, em torno de 1,3 kg de frango por kg de suíno.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, março também foi positivo para as exportações brasileiras de carne de frango, mesmo diante das dificuldades logísticas relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Os embarques somaram 431 mil toneladas in natura, alta de 5,6% em relação a março de 2025 e de 4,9% no acumulado do primeiro trimestre.

Foto: Ari Dias

O preço médio de exportação, por outro lado, recuou 2,7% frente ao mês anterior, movimento associado ao redirecionamento de cargas que antes tinham como destino países do Oriente Médio, especialmente os Emirados Árabes. Ainda assim, o bom desempenho de mercados como Japão, China, Filipinas e África do Sul compensou as perdas na região.

No lado da oferta, os abates de frango cresceram cerca de 3% em março na comparação anual e 2% no acumulado do primeiro trimestre. Apesar disso, o aumento das exportações, que avançaram 5,4% no período, contribuiu para evitar sinais de sobreoferta no mercado interno.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Por que a vacina não resolve sozinha o controle da Salmonella na avicultura

Imunização reduz multiplicação do agente, mas não impede infecção nas granjas brasileiras.

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Foto: Shutterstock

A utilização de vacinas no controle da Salmonella na avicultura ainda enfrenta um problema recorrente: expectativa equivocada sobre o que, de fato, elas entregam no campo. A avaliação foi apresentada durante o Seminário Facta sobre Salmonelas, realizado em 19 de março, em Toledo (PR), ao discutir o papel real da imunização dentro dos programas sanitários.

Segundo a palestrante e médica veterinária especialista em biologia, Eva Hunka, o primeiro ponto que precisa ser ajustado é conceitual: a Salmonella não é eliminada – é controlada. “A gente não vai eliminar Salmonella. A gente tem que controlar Salmonella, que é bem diferente”, afirmou.

A explicação está na própria biologia do agente. A bactéria possui múltiplos hospedeiros e capacidade de permanência no ambiente produtivo, o que inviabiliza a erradicação completa dentro dos sistemas intensivos.

Vacina não impede infecção

Fotos: Giuliano De Luca/OP Rural

Um dos pontos centrais da apresentação foi a limitação funcional das vacinas. Diferentemente do que parte do setor ainda presume, elas não atuam como barreira absoluta contra a entrada do agente. “A vacina não é um campo de força. Ela não protege contra a infecção”, destacou.

Na prática, o efeito esperado é outro: reduzir a multiplicação da bactéria no organismo e, com isso, diminuir a pressão de infecção ao longo do sistema. “A vacina diminui a taxa de multiplicação do agente, melhora a defesa do organismo”, explicou. Esse efeito é suficiente para reduzir a ocorrência de sinais clínicos e contribuir para manter a bactéria em níveis baixos – muitas vezes não detectáveis -, mas não impede que a ave entre em contato com o patógeno.

Ferramenta dentro de um sistema, não solução isolada

A consequência direta dessa limitação é clara: a vacina não pode ser tratada como solução única. “Ela não deve ser usada sozinha. É mais uma ferramenta dentro de um programa de controle”, afirmou. Para a palestrante, o controle efetivo depende da combinação de fatores: biosseguridade, manejo, controle ambiental, qualidade intestinal e capacitação das equipes.

A vacina atua sobre um ponto específico: a dinâmica de multiplicação da bactéria dentro do hospedeiro.

Quebra-cabeça sanitário exige integração

Palestrante e médica veterinária especialista em biologia, Eva Hunka: “As pessoas são responsáveis pelo processo, mas também são os principais disseminadores”

Durante a apresentação, o controle da Salmonella foi descrito como um sistema de múltiplas camadas, em que cada ferramenta cumpre uma função distinta. “A gente tem um quebra-cabeça. Não é uma bala de prata, não é milagre”, afirmou. Nesse modelo, o manejo reduz a pressão ambiental, a biosseguridade controla a entrada, a vacinação reduz a multiplicação e a microbiota intestinal atua na competição.

E há um elemento transversal: as pessoas. “As pessoas são responsáveis pelo processo, mas também são os principais disseminadores”, alertou. Mesmo com tecnologia disponível, falhas operacionais comprometem diretamente a eficácia das vacinas. “A vacina só funciona se for utilizada da maneira correta”, afirmou.

Entre os erros ainda comuns, Eva Hunka citou “dose inadequada, falhas de aplicação, manejo incorreto, uso fora do momento ideal”. A consequência é uma percepção equivocada de ineficiência, quando, na prática, o problema está na execução. “Qualquer produto para a saúde animal precisa respeitar momento de uso, dose, via de aplicação”, destacou.

Sanidade de precisão

Ao final, a especialista chamou atenção para uma lacuna recorrente no setor: enquanto áreas como nutrição e ambiência avançaram para modelos de precisão, a sanidade ainda opera, muitas vezes, de forma menos estruturada. No caso da Salmonella, isso significa abandonar soluções isoladas e trabalhar com estratégias coordenadas – em que a vacina é uma peça relevante, mas nunca suficiente sozinha.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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