Conectado com

Avicultura

Artrites infecciosas ameaçam desempenho e ampliam perdas no abatedouro

Essas enfermidades comprometem a locomoção das aves, dificultando o acesso a alimentos e água, o que resulta em prejuízos no ganho de peso e na conversão alimentar.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

As artrites e tenossinovites infecciosas representam um desafio crescente para a avicultura de corte, afetando diretamente o desempenho produtivo e a viabilidade econômica dos lotes. Essas enfermidades comprometem a locomoção das aves, dificultando o acesso a alimentos e água, o que resulta em prejuízos no ganho de peso e na conversão alimentar. Além de impactar os índices zootécnicos, as infecções elevam a taxa de mortalidade e comprometem o bem-estar das aves.

No abatedouro, as perdas se intensificam. As artrites infecciosas estão entre as principais causas de condenação de carcaças e partes de carcaças, causando prejuízos financeiros expressivos. Em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural, o médico-veterinário, mestre em Ciências Veterinárias com concentração em Patologia, especialista em Sanidade Animal e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcos Antônio Zanella Morés, elenca que lotes com alta incidência de lesões demandam redução na velocidade de abate devido ao acúmulo de carcaças no Departamento de Inspeção Final (DIF), o que pode comprometer a eficiência operacional da linha de produção.

Entre os agentes patogênicos mais prevalentes nos surtos da doença, o Reovírus se destaca como o principal responsável pelos casos de artrites infecciosas. No entanto, infecções causadas por Mycoplasma synoviae, Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Enterococcus cecorum também são frequentemente associadas ao problema. “O controle eficaz dessas infecções exige um programa sanitário rigoroso, incluindo monitoramento contínuo, boas práticas de manejo e protocolos de biosseguridade”, expõe Morés, que trata a temática durante o 25º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), que acontece nesta semana, em Chapecó (SC).

Nas infecções causadas por Reovírus, o especialista explica que os quadros clínicos tendem a ser mais brandos do que nas infecções bacterianas. “Em muitas situações, não são observados sinais clínicos nas granjas. No entanto, quando as aves chegam ao abatedouro, as lesões se tornam evidentes e resultam em condenações”, afirma, enfatizando que quando a doença é identificada nas granjas, os principais sinais clínicos incluem aumento no número de aves com dificuldades de locomoção, maior tempo de permanência das aves deitadas e maior desuniformidade nos lotes, além do aumento da mortalidade. “As lesões características incluem inchaço na articulação do jarrete e inflamação na região dos tendões flexores dessa área. Além disso, é possível observar edema e hemorragias nos tecidos periarticulares e nos tendões, com aumento no volume de líquido articular”, detalha.

Nas infecções bacterianas, pode haver a presença de material fibrinoso nos espaços articulares. Em quadros mais graves de infecção por Reovírus, também pode ocorrer a ruptura do tendão gastrocnêmio, agravando ainda mais o problema.

Identificação precoce

A detecção rápida do problema nos lotes possibilita a execução imediata de medidas de controle antes da propagação da infecção, reduzindo de forma significativa as perdas produtivas. Para isso, é essencial realizar um diagnóstico preciso dos agentes envolvidos, permitindo a adoção de estratégias de controle mais eficazes. “Tratamento de infecções bacterianas com uso de antibióticos é sempre recomendado, porém nos casos de artrites virais, também pode ser necessário o uso de antimicrobianos para evitar as infecções bacterianas secundárias”, aponta Móres, acrescentando: “Oferecer condições ambientais adequadas, tais como qualidade da cama, ventilação e qualidade do ar é igualmente essencial para manter uma boa imunidade e resistência das aves às infecções”.

O médico-veterinário ressaltou que na prevenção e controle das artrites infecciosas, todos os elementos que reduzem a imunidade das aves favorecem o surgimento das infecções. “Garantir que as aves estejam protegidas contra agentes imunossupressores, como estresse, vírus da Doença de Gumboro, vírus da anemia infecciosa, micotoxinas e desafios ambientais, é essencial para minimizar riscos. Além disso, fatores que predispõem à proliferação bacteriana, como qualidade inadequada da cama e problemas de saúde intestinal, devem ser constantemente monitorados”, alerta o especialista.

Biosseguridade como pilar da prevenção

Medidas de biosseguridade são fundamentais para reduzir a incidência das artrites infecciosas nas granjas. Entre as ações mais importantes, Morés destaca as medidas de biosseguridade externa, que impedem a introdução de novos agentes patogênicos, e as de biosseguridade interna, que controlam a pressão de infecção dentro dos lotes já existentes. “Não apenas nas granjas de frangos, mas também nas granjas de origem, como as avós e matrizes, é essencial implementar medidas de biosseguridade externa. O Reovírus e o Mycoplasma synoviae são transmitidos também verticalmente e, se introduzidos na cadeia de produção, podem infectar os lotes de frangos”, salienta o mestre em Ciências Veterinárias.

Para reduzir o risco de disseminação vertical, é fundamental evitar a mistura de ovos e pintinhos de diferentes origens na formação dos lotes. “Isso diminui a probabilidade de um aumento no número de lotes infectados nas primeiras horas de vida, período em que os pintinhos são mais vulneráveis. Recém-nascidos, ainda com o umbigo à mostra e o sistema imunológico em desenvolvimento, são mais suscetíveis a infecções. A adoção de medidas adequadas de higiene e desinfecção no incubatório é essencial para reduzir o risco de contaminação”, reforça o médico-veterinário.

Entre as práticas recomendadas nas granjas, Morés menciona o controle rigoroso de visitantes, troca de vestimentas e calçados antes de acessar áreas internas, isolamento da granja para impedir a entrada de animais e aves externas, controle da qualidade da água e de vetores.

No âmbito da biosseguridade interna, o especialista salienta que a manutenção de um ambiente controlado dentro das instalações avícolas é de suma importância. “Evitar a umidade excessiva da cama e o acúmulo de gases como amônia e CO₂ contribui para preservar a saúde das aves. Além disso, garantir intervalos adequados entre os lotes permite a adoção de medidas sanitárias eficazes, como fermentação da cama, limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos”, enumera Morés, ressaltando que essas práticas ajudam a reduzir a carga microbiana no ambiente, minimizando os riscos sanitários para os lotes subsequentes.

Principal estratégia de prevenção

A vacinação é a principal estratégia para o controle da artrite viral em frangos, causada pelo Reovírus. No entanto, a eficácia da imunização depende diretamente da qualidade das vacinas e do processo de imunização. Morés explica que os Reovírus associados à artrite e tenossinovite apresentam grande diversidade genética, e não há imunidade cruzada eficaz entre as diferentes cepas. “Isso representa um desafio para o desenvolvimento de vacinas, já que as variantes circulantes podem não ser totalmente cobertas pelas formulações disponíveis”, pontua.

No Brasil, as vacinas comerciais são produzidas a partir de amostras dos genótipos 1 e 2 do Reovírus. Porém, os surtos clínicos no campo são causados, predominantemente, pelos genótipos 2, 3, 4 e 5. “Para enfrentar essas limitações, a indústria tem recorrido ao uso de vacinas autógenas, produzidas a partir de cepas virais isoladas de casos clínicos recentes, buscando uma proteção mais eficaz”, revela.

Garantir a hiperimunização das matrizes é essencial para conter a propagação do vírus na produção de frangos de corte. O especialista diz que o protocolo ideal combina vacinas vivas modificadas e vacinas inativadas, promovendo altos níveis de anticorpos no soro das matrizes. “Isso além de reduzir o risco de infecção durante o ciclo produtivo, também minimiza a transmissão vertical do vírus. Além disso, a transferência passiva de anticorpos maternos protege os pintinhos contra o desafio horizontal nos primeiros dias de vida, período em que são mais vulneráveis”, enfatiza Morés, ressaltando que o monitoramento sorológico contínuo é indispensável para avaliar a eficácia da imunização. “Caso os níveis de anticorpos nas matrizes diminuam, pode ser necessária uma revacinação com vacinas autógenas”, comenta.

De acordo com o especialista em Sanidade Animal, o maior desafio na vacinação contra a artrite viral é garantir que as cepas apresentadas nas vacinas sejam as mesmas que circulam no campo. “Um diagnóstico preciso, aliado a métodos avançados de tipificação e sequenciamento genômico, é fundamental para identificar as variantes virais envolvidas e ajustar as estratégias de controle. Esse monitoramento deve ser contínuo, permitindo respostas rápidas a possíveis mutações do vírus, garantindo desta forma maior proteção ao plantel”, afirmou.

Fatores que favorecem a incidência de artrites infecciosas

Médico-veterinário, mestre em Ciências Veterinárias com concentração em Patologia, especialista em Sanidade Animal e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcos Antônio Zanella Morés: “O controle eficaz para prevenir artrites infecciosas exige um programa sanitário rigoroso, com monitoramento contínuo, boas práticas de manejo e protocolos de biosseguridade” – Foto: Divulgação/Embrapa

A incidência de artrites infecciosas em frangos está diretamente relacionada a fatores como nutrição e manejo da cama. Morés destaca que a seleção genética para maior ganho de peso corporal nem sempre acompanha o desenvolvimento ósseo na mesma proporção, resultando em ossos menos mineralizados, mais porosos e suscetíveis a fraturas e lesões. “Esse enfraquecimento estrutural torna as aves mais vulneráveis ​​à infecção por agentes oportunistas presentes no ambiente, especialmente em situações onde fatores imunossupressores impactam os lotes”, aponta o especialista.

Uma nutrição desequilibrada, com deficiência de macro e microminerais, além de vitaminas essenciais, pode agravar essa fragilidade óssea, aumentando o risco de infecções. Além disso, uma dieta adequada é fundamental para fortalecer o sistema imunológico das aves, reduzindo a predisposição a doenças. O manejo adequado da cama, com controle do excesso de umidade, também é essencial para prevenir e controlar as artrites, uma vez que inibe a proliferação bacteriana de agentes com capacidade patogênica”, ressaltou o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves.

Medidas corretivas

Quando um surto de artrite infecciosa ocorre no aviário, as opções de controle são limitadas. No entanto, a rápida identificação do problema e a administração de antimicrobianos adequadas podem minimizar a propagação da doença no lote. “A escolha do tratamento deve ser baseada na sensibilidade antimicrobiana dos agentes envolvidos, garantindo maior eficácia no controle”, frisou, mencionando: “Proporcionar boas condições ambientais é essencial para minimizar os impactos da enfermidade. Manter o conforto térmico dentro das instalações contribui diretamente para a qualidade da cama e da ventilação. Além disso, para evitar a recorrência de problemas nos lotes subsequentes, é fundamental reforçar as medidas preventivas durante o período de vazio sanitário”.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na avicultura de corte e postura do Brasil acesse a versão digital de Avicultura Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Rio Grande do Sul realiza em março 2º Fórum Estadual de Influenza aviária

Encontro vai reunir em Montenegro o setor avícola para discutir prevenção e contingência após registros recentes da doença na Argentina e no Uruguai.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Asgav

O município gaúcho de Montenegro, no Vale do Caí, vai sediar no dia 17 de março, a partir das 13h30, o 2º Fórum Estadual de Influenza aviária – Prevenção e Contingência. O evento será realizado no Teatro Roberto Atayde Cardona e reunirá lideranças do setor, técnicos e produtores rurais para debater estratégias de biosseguridade e resposta sanitária.

As inscrições para o fórum são gratuitas e podem ser realizadas clicando aqui.

A iniciativa é organizada pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi), em parceria com a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

O objetivo é promover a troca de experiências e reforçar protocolos de prevenção diante do cenário sanitário regional. Neste mês, foram confirmados focos da doença em aves comerciais na Argentina e em aves silvestres no Uruguai, o que acendeu o alerta no setor.

De acordo com a médica-veterinária Alessandra Krein, do Programa de Sanidade Avícola do DDA, o momento exige vigilância máxima. “Com os registros recentes nos países vizinhos, o momento se torna propício para a sensibilização máxima do setor avícola. Não podemos aliviar nas medidas de biosseguridade”, afirmou.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Avicultura

Painéis e debates técnicos compõem programação do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura

Inscrições estão abertas e o primeiro lote encerra nesta quinta-feira (26). Evento acontece entre os dias 07 e 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Publicado em

em

SBSA reúne especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios e as tendências da cadeia produtiva em abril, na cidade de Chapecó (SC) - Fotos: Divulgação/MB Comunicação

Um dos principais encontros técnicos da avicultura latino-americana já tem data marcada e programação definida. O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) ocorrerá de 07 a 09 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), reunindo especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios e as tendências da cadeia produtiva. As inscrições estão abertas e o primeiro lote encerra nesta quinta-feira (26).

Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o SBSA contará com programação científica e a realização simultânea da 17ª Brasil Sul Poultry Fair, um espaço estratégico para atualização técnica, networking e geração de negócios. O investimento para o primeiro lote é de R$ 600,00 para profissionais e R$ 400,00 para estudantes. O acesso à Poultry Fair é de R$ 100,00.

A 17ª Brasil Sul Poultry Fair reunirá empresas nacionais e multinacionais dos segmentos de genética, sanidade, nutrição, aditivos, equipamentos e tecnologias

Reconhecido como referência na disseminação do conhecimento e na promoção da ciência aplicada ao campo, o SBSA reúne médicos-veterinários, zootecnistas, técnicos, produtores, pesquisadores e empresas para discutir temas que impactam diretamente a competitividade da avicultura. A programação científica da edição de 2026 foi estruturada em painéis temáticos que abordam gestão, mercado, nutrição, manejo, sanidade, sustentabilidade e cenários globais, sempre com foco na aplicabilidade prática.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que o Simpósio mantém o compromisso de alinhar conhecimento técnico às demandas do setor. “O SBSA é espaço de atualização profissional e troca de experiências. Buscamos uma programação que integre o que há de mais atual e relevante, mas, principalmente, que leve aplicabilidade real ao dia a dia da produção avícola”, afirma.

A realização do Simpósio ocorre em um momento de constante transformação da avicultura brasileira, setor que mantém protagonismo no agronegócio nacional, com crescimento produtivo, fortalecimento das exportações e desafios sanitários e logísticos que exigem qualificação técnica permanente. Nesse contexto, médicos-veterinários e zootecnistas desempenham papel estratégico na garantia da saúde pública, da produtividade e da sustentabilidade da atividade.

A 17ª Brasil Sul Poultry Fair reunirá empresas nacionais e multinacionais dos segmentos de genética, sanidade, nutrição, aditivos, equipamentos e tecnologias voltadas à avicultura, fortalecendo o intercâmbio entre indústria e produção.

As inscrições podem ser realizadas através do clicando aqui.

Programação geral

•  26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura

•  17ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 07/04 – TERÇA-FEIRA

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 08/04 – QUARTA-FEIRA

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Rosalina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

  17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

DIA 09/04 – QUINTA-FEIRA

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
Continue Lendo

Avicultura

Argentina confirma novo surto de gripe aviária em aves comerciais

SENASA detectou a doença em um estabelecimento de linhagens genéticas na cidade Ranchos, na província de Buenos Aires, ativando imediatamente seu Plano de Contingência.

Publicado em

em

Foto: Ilustrativa/Divulgação Governo da Argentina

Por meio de diagnóstico laboratorial, o Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria (Senasa) confirmou um caso positivo de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) H5 em aves de produção comercial, na província de Buenos Aires. O foco foi identificado após a análise de amostras coletadas em um estabelecimento localizado na cidade de Ranchos.

A notificação ao órgão sanitário ocorreu depois da observação de sinais clínicos compatíveis com a doença e de elevada mortalidade no plantel. Veterinários oficiais realizaram a coleta das amostras, que foram encaminhadas ao Laboratório Oficial do Senasa, em Martínez, responsável por confirmar o resultado para IAAP H5.

Foto: Shutterstock

Após a confirmação, o Senasa ativou o plano de contingência e determinou a interdição imediata do estabelecimento. Conforme o protocolo sanitário, foi instituída uma Zona de Controle Sanitário, composta por uma área de perifoco de 3 quilômetros ao redor do foco, com reforço nas medidas de contenção, biosseguridade e restrição de movimentação, além de uma zona de vigilância de 7 quilômetros, destinada ao monitoramento e rastreamento epidemiológico.

Entre as medidas previstas, o órgão supervisionará o despovoamento das aves afetadas e a destinação adequada dos animais, seguidos por procedimentos de limpeza e desinfecção no local.

O Senasa comunicará oficialmente o caso à Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA). Com isso, as exportações de produtos avícolas para países que mantêm acordo sanitário com reconhecimento de livre da doença serão temporariamente suspensas. Ainda assim, a Argentina poderá continuar exportando para os países que reconhecem a estratégia de zonificação e compartimentos livres de IAAP.

Caso não sejam registrados novos focos em estabelecimentos comerciais e transcorridos ao menos 28 dias após a conclusão das ações de abate sanitário, limpeza e desinfecção, o país poderá se autodeclarar livre da doença junto à OMSA e restabelecer sua condição sanitária, permitindo a retomada plena das exportações.

A produção destinada ao mercado interno seguirá normalmente, uma vez que a influenza aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos.

Medidas preventivas

Foto: Adapar

Para reduzir o risco de disseminação da IAAP, os estabelecimentos avícolas devem reforçar as práticas de manejo, higiene e biosseguridade previstas na Resolução nº 1699/2019. Entre as orientações estão a inspeção periódica das telas antipássaros, a verificação da correta lavagem e desinfecção de veículos e insumos, a intensificação da limpeza em áreas com acúmulo de fezes de aves silvestres e a eliminação de pontos com água parada que possam atrair outros animais.

Criadores de aves de subsistência também devem manter os animais em locais protegidos, evitar o contato com aves silvestres, utilizar roupas exclusivas para o manejo, higienizar regularmente as instalações e restringir o acesso de aves silvestres às fontes de água e alimento.

Fonte: Assessoria Governo da Argentina
Continue Lendo