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Área de pesquisa da Fundação MT em Nova Mutum recebeu quase 700 participantes em dois dias de evento
Quase 700 pessoas de diversas regiões de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Paraná, Minas Gerais e São Paulo participaram do Fundação MT em Campo 2015 nos últimos dias 23 e 24 em Nova Mutum-MT. O evento foi realizado no Centro de Aprendizagem e Difusão, CAD, área experimental da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT. Este é o segundo ano de pesquisa na área. Para o pesquisador e coordenador do projeto da Fundação MT, Leandro Zancanaro, as expectativas foram superadas. O público estava bastante interessado nos trabalhos, todos direcionados à questões atuais e práticas. Os produtores demonstraram estar satisfeitos e ansiosos para as avalições depois da colheita dos ensaios, destacou.
Foram apresentadas 12 estações com temas específicos e com demonstrações a campo. Os visitantes embarcaram em trenzinhos e a cada 60 minutos passavam em uma dessas estações a escolha deles. Além disso, eles também ficaram livres para caminhar entre uma estação e outra. Dessa forma, o produtor pôde optar pelo assunto que mais lhe interessava, dando dinamismo ao dia de campo, completa Zancanaro. O Agrometeorologista da Somar, Marco Antonio dos Santos, também apresentou palestras aos visitantes.
Um dos assuntos abordados durante o dia de campo foi o manejo e controle de plantas de soja dentro de lavouras de Crotalária. A pesquisadora em Nematologia da Fundação MT, Rosangela Silva, orienta que se conheça bem a área antes de escolher a cultura de cobertura a cultivar dentro de um plano de rotação, pensando em manejo de nematoides. Se o produtor não tiver conhecimento de quais nematoides são encontrados em suas áreas ele pode acabar aumentando as populações, já que determinadas culturas de cobertura fazem com que o número desses patógenos se eleve para a safra seguinte, explica.
Além destes assuntos, outros também foram apresentados no Fundação MT em Campo em Nova Mutum como: Adubação X Produtividade, Estádios de dessecação da Soja; A produtividade e a influência do ambiente (luz/água) na produtividade da soja; Manejo de lagartas e mosca branca na cultura da soja; Culturas antecessoras e ocorrência de Mancha Alvo na soja; Qualidade de semeadura da soja: combinação da velocidade, mecanismos sulcadores, momentos de dessecação e níveis de palha de milheto; Vitrine das Cultivares de Soja (Intacta, RR e Convencionais) e Algodão safrinha; Efeito de herbicidas sobre a produtividade da soja e níveis de fitotoxidez em cultivares submetidas a diferentes misturas de tanque; Manejo de doenças em soja: controle e seletividade; Estratégias de correção do solo em profundidade e modos de aplicação de fertilizantes na cultura da soja e Arranjo Espacial de Soja.
A produtora de Cláudia-MT, Roseli Muniz Giachini, distante quase 300 quilômetros de Nova Mutum, avaliou positivamente o evento. Aproveito o dia de campo para comparar com o que desenvolvemos dentro da propriedade. É muito produtivo, uma reunião de aprendizagem e questionamentos, conta.
Evento no sul do Estado – Nos dias 30 e 31 o Fundação MT em Campo ocorre em Rondonópolis na Fazenda Cachoeira, também a partir das 07h00. Lá os assuntos serão: Nitrogênio na palhada do milho e braquiária antecedendo à produtividade de soja super precoce e precoce; Oito Sistemas de Rotação de Cultura e Revolvimento do Solo no Manejo da Cultura da Soja – 7º Ano; Manejo da calagem na cultura da soja: calagem incorporada, calagem superficial e gessagem – 3º ano; Projeto do IPNI, em rede Mundial, com foco no Aumento da Produtividade do Milho – 6º ano; Desenvolvimento de Soja sobre Leguminosas e Gramíneas; Vitrine de Cultivares de Soja – Intacta, RR e Convencionais; Manejo da Adubação no sistema Soja e milho safrinha; Seis Sistemas de Rotação de Cultura e Revolvimento do Solo no Manejo da Cultura do Algodão – 7º Ano; Agricultura de Precisão – estratégias e ferramentas e Manejo de doenças em soja.
As inscrições para o Fundação MT em Campo são gratuitas e podem ser realizadas no início do evento
Fonte: Ass. Imprensa

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.
