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Araguaína reúne na próxima semana especialistas do setor pecuário para debater a cadeia produtiva da carne
A cidade de Araguaína (TO) receberá na próxima semana alguns dos principais especialistas do setor pecuário brasileiro para debater a gestão das fazendas e a cadeia produtiva da carne. O encontro destes profissionais ocorrerá nos dias 15 e 16 de outubro, no Parque de Exposições Dair José Lourenço, que recebe pela primeira vez uma etapa do Circuito ExpoCorte, evento que percorre os principais polos de produção pecuária do País para disseminar tecnologia e fomentar discussões sobre a cadeia produtiva da carne. O Circuito é realizado pelo Sindicato Rural de Araguaína em parceria com a Verum Eventos.
"Ao ser realizado pela segunda vez no Tocantins, e pela primeira vez em Araguaína, o Circuito ExpoCorte desperta uma enorme expectativa de novamente levar ao pecuarista as mais atualizadas informações sobre o segmento da cadeia produtiva da carne. Tendo como uma de suas principais missões o compartilhamento do conhecimento e experiências de sucesso, a chegada desta etapa na região norte do estado, onde se concentram os grandes complexos pecuários, já é considerada a maior contribuição ao setor programada para o Tocantins, considera o leiloeiro Eduardo Gomes, um dos grandes entusiastas da pecuária do Tocantins e grande apoiador da realização do Circuito ExpoCorte no estado. Precisamos melhor a eficiência na produção pecuária! É necessário levar o melhoramento genético ao rebanho comercial e isso exige, ao mesmo tempo, a recuperação de pastagens degradadas. Encontrar o equilíbrio entre os investimentos e sua viabilidade econômica é o grande desafio", completa.
Araguaína tem grande parte de suas atividades voltada para a pecuária. Receber o Circuito Expocorte significa a ampliação do setor da pecuária não somente em nosso município, mas também nas cidades da região e de todo Tocantins. Até porque a atividade pecuária tem se evoluído tecnicamente, não somente com melhoramento genético, mas nas técnicas de manejo, no dia a dia do curral. Acredito que teremos um público significativo e interessado em se atualizar, vindo de outros estados vizinhos como Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e até mesmo Mato Grosso, aposta o prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas.
Além das 13 palestras e debates do workshop, empresas de referência no setor pecuário estarão presentes na feira de negócios que compõe o evento. Confirmaram presença na etapa de Araguaína as empresas Dow AgroSciences, Minerva Foods, Philbro, Zoetis, Taura, Tortuga – DSM, Beckhauser, Bellman, Ourofino, Arysta, Caltins, Minerthal, CRI Genética, ABS Pecplan, Associação Brasileira de Criadores de Senepol, Agronorte Rações, Granforte e Disbrava/Ford.
O Circuito ExpoCorte será palco ainda da entrega do selo social das empresas apoiadoras do Leilão Pecuária Solidária, iniciativa do leiloeiro Eduardo Gomes, que em três edições arrecadou doações que levadas a leilão geraram uma receita líquida de R$ 1,1 milhão distribuída a entidades assistenciais de Tocantins.
A ideia da criação deste selo é para que as empresas sejam reconhecidas pela sua colaboração ao Leilão Pecuária Solidária. O lançamento será na ExpoCorte, parceira do projeto, pois este é o evento que permitiu dar visibilidade nacional a esta iniciativa que ocorre no Tocantins desde 2009. Essa colaboração passou a ser um projeto social de muitas empresas, então adotamos o título de Ação Social do Agronegócio Nacional, um vez que o setor é responsável por mais de 90% das doações, sendo 100% da iniciativa privada, explica Eduardo Gomes. A quarta edição do Leilão Pecuária Solidária será em 2015.
Para encerrar o evento será realizado o Leilão Oficial do Circuito ExpoCorte, às 18h do dia 16/10, com a oferta de mais de 2 mil animais de cria, recria e engorda, provenientes de propriedades de todo o estado de Tocantins. O remate é promovido pela JM Leilões.
Programação do workshop
A programação do workshop está dividia em quatro blocos. No dia 15, a abertura ocorrerá com a palestra Cenário da pecuária de corte: 2014 é um divisor de águas? do especialista em proteína animal, Osler Desouzart. Pretendo mostrar o que devemos esperar no mercado internacional de carnes nos próximos 10 anos, que espécies prevalecerão, qual será a quantificação da demanda, onde essa ocorrerá e no caso específico da carne bovina, quem são e serão os principais atores na produção, importação e exportação hoje e nos próximos 10 anos. Se antes todos os esforços de melhoria se centravam da porteira para dentro, buscando aumentar eficiência e produtividade, hoje constatamos que o produtor bovino mostra um grande interesse em aprimorar seus conhecimentos da porteira para fora, avalia o consultor.
Em seguida, Antônio Chaker, coordenador da equipe de consultores da Terra Desenvolvimento Agropecuário, falará sobre o desafio de obter bons trabalhadores e como lidar com a situação. Sua palestra é intitulada Mão de obra ou Recursos Humanos. O fator que identificamos de maior diferença entre as fazendas é relacionado à capacidade de realização das pessoas. Existem fazendas de muito alto nível de execução de tarefas, enquanto outras cumprem muito pouco do combinado. Quando encontramos um time que foca na realização, encara os desafios e fazem mais, consideramos que ali existe a Gestão de recursos humanos; por outro lado, quando as pessoas da fazenda fazem menos que o combinado, o ambiente é de conflito e reclamações, definimos que está presente a conhecida e tradicional mão de obra, conceitua o consultor. Após há um debate com os palestrantes do primeiro bloco.
No segundo bloco, intitulado Minha propriedade, meu negócio que ocorre no período vespertino do dia 15/10, Fabiano Tito Rosa, do Minerva Foods fala dos desafios dos frigoríficos e das relações com os pecuaristas na palestra Do pasto para a mesa: desafios da cadeia produtiva da carne bovina. Em seguida o médico veterinário Renato dos Santos, responsável pela área de Manejo Racional da Beckhauser trata da importância econômica do bem-estar em animais de produção. Lesões nas carcaças são decorrentes de erros de manejo com os animais no campo e no transporte até o frigorífico. As lesões nas carcaças bovinas acarretam perdas não só econômicas, mas também na qualidade da carne, comprometendo a rentabilidade da atividade e a credibilidade do produto perante o consumidor, explica o médico veterinário. Ainda nesse bloco, o consultor Alberto Belentani tratará dos aspectos práticos da regularização ambiental e suas interações, seguido pelo zootecnista Daniel de Carvalho, da CRI Genética, que apresentara o tema Planejamento genético na prática: eficiência e ambiente. Mais um debate encerra o primeiro dia.
O bloco que inicia o segundo dia, com o título Tecnologia na prática, começa com a palestra A evolução da tecnologia de nutrição ministrada pelo zootecnista da Tortuga-DSM, Danilo Figueiredo, responsável técnico para gado de corte do estado do Tocantins. O médico veterinário da Philbro Diede Loureiro fala em seguida sobre Ferramentas que eu deveria estar usando no sistema de cria. Na sequência, Roberto Risólia, Engenheiro Agrônomo da Dow Agrosciences trata dos desafios de se ter um bom pasto com a apresentação Boi sem pasto adequado não rende. Ainda na parte da manhã, Robson Stellato da Pfizer faz a palestra Como e quando usar a castração a seu favor. Encerra esse bloco a apresentação do diretor da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e coordenador de conteúdo do Circuito ExpoCorte, Francisco Vila, que abordará uma das questões mais problemáticas e desafiadoras do campo: a sucessão dos negócios. Em alguns anos, um terço dos herdeiros não dará continuidade ao empreendimento da família e isso significa que 30% das terras das propriedades rurais estarão disponíveis no mercado. Precisamos criar um negócio atrativo para os nossos filhos, para isso, precisamos reestruturar, reinventar, fazer uma reengenharia dos nossos negócios", afirma Vila.
O quarto e último bloco de apresentações e debates tem início com a apresentação do assessor técnico da Coordenação de Sanidade Animal e Vegetal da CNA Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil sobre a Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), fruto de um acordo de cooperação técnica entre a CNA e MAPA.
Vivendo da minha fazenda e tomando as melhores decisões é o título da apresentação do pecuarista Epaminondas Andrade, proprietário da Fazenda Vale do Boi, localizada na região de Araguaína. Atualmente existem no Brasil três níveis de trabalho: aqueles que fazem o básico, apenas para sobrevivência e sem motivo para permanecer na atividade; o produtor intermediário, que agrega um pouco de tecnologia, mas ainda não tem uma pecuária rentável, e aqueles que têm um resultado econômico compensador. A pecuária no País encontra-se num momento com dois extremos. De um lado temos os que produzem bem e estão entre os melhores e conseguem os melhores preços na arroba. No entanto, no outro extremo, vemos pecuaristas desistindo da atividade, arrendando ou vendendo suas propriedades apenas para agricultura, por exemplo. É possível com tecnologia tornar a atividade rentável e com lucro. Não sou professor, nem catedrático, muito menos grande fazendeiro. Minha propriedade é relativamente pequena, se comparada aos grandes. Trabalho com minha família de forma simples, mas, com tecnologia de uma maneira que conseguimos bom rendimento e agregando valor, detalha o produtor.
O debate final dos palestrantes será mediado por Eduardo Gomes, tendo como convidados o presidente do Sindicato Rural de Araguaína, Roberto Paulino e o prefeito do município, Ronaldo Dimas.
Sobre o Circuito ExpoCorte
O Circuito ExpoCorte foi criado com a finalidade de levar tecnologia e discussão para os principais polos de produção pecuária do Brasil. Em sua terceira edição em 2014, o evento passou por Cuiabá (MT) em março, Campo Grande (MS) em julho, Ji-Paraná (RO) em setembro. Depois de Araguaína (TO) em outubro, a edição finaliza em Uberlândia (MG) nos dias 11 e 12 de novembro.
Fonte: Ass. impr. Expocorte

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Conab reúne especialistas para conhecer ferramenta de mapeamento global de áreas agrícolas
Encontro com participação de instituições internacionais discutiu ferramentas do projeto europeu World Cereal e ampliou cooperação para aprimorar o monitoramento de grãos e a geração de dados estratégicos para o setor agropecuário.

Técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participaram, em Brasília, de um encontro com especialistas nacionais e internacionais para conhecer a plataforma de mapeamento global de áreas agrícolas desenvolvida pelo projeto europeu World Cereal.

Foto: Divulgação
A reunião, realizada na última semana no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH), teve como foco o uso de tecnologias de observação da Terra e o fortalecimento da cooperação técnica voltada ao monitoramento da produção agrícola e à geração de informações estratégicas para o setor.
Segundo a diretora de Política Agrícola e Informações da Conab, Naiara Bittencourt, a iniciativa reforça a importância da cooperação internacional para ampliar a qualidade das informações usadas na formulação de políticas públicas. “Essa é uma oportunidade de reforçar a cooperação internacional para o desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas para as informações da agropecuária, de forma a termos cada vez mais fontes de informações objetivas para auxiliar e basear a tomada de decisões”, afirmou.
Ela destacou ainda o impacto das mudanças climáticas sobre a produção agrícola global. “Essas novas tecnologias possibilitam trazer essas informações e, a partir delas, pensar qual é o impacto na produção agrícola, especialmente na produção de alimentos, e como isso se reverbera para os próximos anos”, completou.
Durante o encontro, os participantes conheceram o funcionamento da plataforma do World Cereal, que utiliza imagens de satélite e processamento de dados para

Foto: Shutterstock
mapear áreas agrícolas em escala global.
Para a gerente de Geotecnologias da Conab, Patrícia Maurício Campos, a avaliação da ferramenta é essencial para verificar sua aplicabilidade no Brasil. “Ao compreender a operação do sistema é possível fazer uma melhor avaliação da ferramenta, de forma a analisar o potencial da sua aplicação no país e, caso venha a ser adotada, as necessidades de aprimoramento para a realidade brasileira”, disse.
O evento reuniu representantes de instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de pesquisadores da Argentina, Chile, México e República Dominicana.

Foto: Fernando Dias
A Conab já desenvolve iniciativas próprias e em parceria para monitoramento agrícola. Em fevereiro, a companhia lançou o sistema Parque Cafeeiro, que utiliza imagens de satélite, bases territoriais e algoritmos de análise espacial para mapear áreas de produção de café no Brasil.
Segundo a diretora, a ferramenta também contribui para rastreabilidade e exigências de mercado. “Essa ferramenta também traz imagens de satélite, dados de bases territoriais oficiais e algoritmos de análise espacial que delimitam e identificam essa área de produção cafeeira. Isso é bom para o mercado não só no sentido da identificação, da proveniência e da rastreabilidade desse café, mas também da qualidade do produto e da segurança para os nossos produtores”, afirmou.
A estatal também integra o programa internacional Geoglam, voltado ao monitoramento agrícola global, e utiliza o sistema GLAM (Global Agriculture Monitoring), desenvolvido pela Universidade de Maryland a pedido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), adaptado à realidade brasileira.
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CMN endurece regras do Proagro e passa a exigir fotos georreferenciadas para comprovar perdas no campo
Mudanças aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional buscam reforçar controle do seguro rural e equilibrar a saúde financeira do programa, que terá novas regras aplicadas a partir de julho de 2026.

Produtores rurais que solicitarem cobertura do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) terão de apresentar fotos georreferenciadas nas vistorias para comprovar perdas na lavoura. As imagens deverão conter dados de localização por GPS incorporados ao arquivo, permitindo validar o local afetado.

Foto: Gilson Abreu
A exigência faz parte de um conjunto de mudanças aprovadas na quinta-feira (25) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com o objetivo de reforçar os mecanismos de controle do programa.
Segundo o Banco Central (BC), responsável pela gestão do Proagro, o uso de imagens com georreferenciamento ajuda a comprovar que a área vistoriada corresponde, de fato, à propriedade atingida pela perda. A prática já vinha sendo incentivada desde as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024.
Controle maior sobre indenizações
Outra alteração aprovada pelo CMN muda a forma de cálculo das indenizações em casos de perdas mais severas. A produção efetivamente obtida pelo produtor passará a ser descontada do valor final da indenização.
De acordo com o Banco Central, a medida busca aprimorar a sustentabilidade financeira do programa, considerado o principal instrumento público de seguro rural

Foto: Gabriel Faria
do país.
Ajustes nas alíquotas
O monitoramento contínuo do Proagro também levou o CMN a revisar as chamadas alíquotas de equilíbrio e os adicionais pagos pelos produtores. Segundo o BC, a redução do risco médio observado no programa permitiu ajustes que tendem a reduzir o custo para a maior parte dos agricultores.
A alíquota de equilíbrio corresponde ao percentual pago pelo produtor para cobrir o risco de perda de safra em determinada cultura e região. Já o adicional é a taxa cobrada para adesão ao seguro.

Foto: Divulgação
O Banco Central afirma ainda que os valores das indenizações foram recalibrados para refletir de forma mais precisa o risco de quebra por produto e localização.
Regras passam a valer em 2026
As novas normas serão aplicadas às operações enquadradas no Proagro a partir de 1º de julho de 2026. O Banco Central afirma que as mudanças reforçam a sustentabilidade do programa e a proteção aos produtores rurais.
Criado em 1973, o Proagro é financiado pela União, pelas contribuições dos produtores e pelas receitas obtidas com a aplicação dos recursos do adicional pago pelos participantes.
Notícias Cooperativismo
Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível
Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.
Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.
A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.
Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
