Conectado com

Suínos Durante três dias

Aquishow Brasil movimenta R$ 173 milhões em negócios

A 13ª edição da maior feira de aquicultura do Brasil foi realizada em São José do Rio Preto (SP), reunindo público de sete mil participantes brasileiros, da América Latina e do mundo.

Publicado em

em

Fotos: Moura Comunicação Integrada

A organização da 13ª edição da Aquishow Brasil estima que mais de R$ 173 milhões foram gerados entre negócios realizados e prospectados nos três dias de evento. O número representa um aumento de 5% em relação à edição de 2023, que contabilizou R$ 165 milhões.

O evento foi realizado de terça (21) a quinta-feira (23), no Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental, do Instituto de Pesca (IP-Apta), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com mais de 100 estandes das principais marcas do setor aquícola.

O público, contando com a abertura oficial realizada no Parque Tecnológico de Rio Preto, que teve a presença do ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), André de Paula, e do secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, chegou a aproximadamente sete mil participantes.

A qualificação do público nesta 13ª edição representou um grande diferencial da feira, com representantes da cadeia produtiva de todas as regiões brasileiras com destaque para as caravanas dos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Amazonas, Tocantins e Mato Grosso. Isso sem contar os participantes do Chile, dos Estados Unidos, da Colômbia, de Moçambique, da Noruega, de Portugal, da Espanha, de Honduras, da Bolívia, do Equador, da França, da Angola, do Peru, do Chile, da Holanda e de Gana.  “A Aquishow Brasil 2024 foi um sucesso e atingiu o seu principal objetivo que é a geração de negócios, além de fomentar o setor aquícola com as mais modernas tecnologias e tendências do mercado”, disse Marilsa Fernandes, idealizadora e organizadora da Aquishow.

Uma das novidades da Aquishow Brasil 2024 foi o trabalho feito por um grupo de consultores cadastrados que realizaram mais de 80 atendimentos para assessoria e orientação aos participantes interessados na ampliação dos seus negócios ou para quem quer empreender na atividade aquícola.

Ainda de acordo com Marilsa, o evento gerou 400 empregos entre diretos e indiretos para a montagem, a manutenção do pavilhão (fornecedores) e a desmontagem, além de ter aquecido diversos setores de serviços, como rede hoteleira, transporte e alimentação. “Pela relevância regional e estratégica de Rio Preto, sediar o maior evento de aquicultura do país significa contribuir ativamente na construção de uma cadeia produtiva extremamente promissora. Assim como em outras iniciativas, a Prefeitura assume o papel de proporcionar um ambiente favorável ao crescimento e desenvolvimento de todos os envolvidos neste arranjo produtivo”, afirmou o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo.

Já o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Pedro Pezzuto, explicou que “São José do Rio Preto está inserida numa macrorregião banhada pelos rios Grande, Tietê e Paraná. Temos uma relevante quantidade de tanques escavados que podem ser ativados com a organização da cadeia produtiva e o fomento dos canais de comercialização. A aquicultura é uma oportunidade de renda muito promissora, principalmente para o pequeno produtor. Além disso, o município é grande consumidor e canal de comercialização. A conjunção dessas coisas nos permite potencializar o mercado local e regional”.

Feira alavanca potencial da aquicultura

A Aquishow é um evento que, há mais de uma década, tem alavancado o potencial da aquicultura brasileira, consolidando-se como uma das principais feiras do segmento em todo o País e na América Latina. “Vários segmentos dos peixes de cultivo têm gerado soluções e oportunidades para a cadeia de produção. A Aquishow Brasil é uma feira que temos a participação massiva de quem realmente produz”, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros.

O Estado de São Paulo, maior consumidor do produto do País, ocupa a terceira posição na produção nacional, um setor que movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano. “É inegável a importância econômica e social das atividades de pesca para o Estado. Existe um grande potencial de crescimento e desenvolvimento tecnológico e, por meio dos técnicos e pesquisadores, principalmente do Instituto de Pesca, estamos trabalhando para alavancar esse setor”, afirmou Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Para o empresário do setor Júlio César Antônio, também presidente da Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), a Aquishow Brasil representa um divisor de águas para a categoria e contribui efetivamente para a melhora do cenário da aquicultura no Brasil e na América Latina. “É um evento que sempre promove grande visibilidade ao setor, integrando todos os segmentos da cadeia, desde a produção até o consumo. Isso sem falar da troca de conhecimento, do acesso a tendências e inovações tecnológicas, e a atração de investidores”, reforçou.

Pesquisa com participantes

Pesquisa realizada de maneira presencial com os participantes da Aquishow valida a vocação de Rio Preto como anfitriã de grandes eventos: a movimentação econômico-financeira chegou a R$ 7,9 milhões em 2024, um aumento de 92% em relação ao ano anterior (R$ 4,1 milhões). “Rio Preto demonstra, mais uma vez, sua viabilidade do ponto de vista econômico, por conta de toda a logística e dos serviços que a cidade oferece. Os números refletem isso”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Negócios de Turismo, Jorge Luis de Souza.

Os setores de hospedagem e alimentação foram os principais beneficiados pelo impacto financeiro da Aquishow. A pesquisa projeta que a feira movimentou R$ 5,5 milhões com hotéis em 2024, valor 89,7% maior que o registrado em 2023 (R$ 2,9 milhões). Nos restaurantes, o consumo subiu de R$ 517 mil em 2023 para R$ 1,6 milhão em 2024, um aumento superior a 209%.

O levantamento também registrou o crescimento aproximado de 17% no ticket médio de consumo de cada participante na feira, passando de R$ 676,53 em 2023 para R$ 789,32 em 2024. O impacto para os shoppings foi avaliado em R$ 619 mil e, para os bares, em R$ 90 mil.

Realização

A Aquishow Brasil foi realizada pela Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (PeixeSP). A coorganização é do Ministério da Pesca e Aquicultura, do Instituto de Pesca (IP-Apta), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e da Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento.

O evento é patrocinado pela Caixa e pelo Governo Federal, com apoio da Acirp (Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto), INNA ImC (Instituto de Inovação Israelense), Sindicato Rural, Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo), Banco do Brasil, Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo) e Mutua SP – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea.

Fonte: Assessoria Aquishow Brasil

Suínos

ACCS alerta para insegurança jurídica mesmo com retomada nos preços da suinocultura

Mercado de suínos dá sinais de recuperação com exportações aquecidas, mas a Associação Catarinense de Criadores de Suínos cobra segurança no campo e critica entraves trabalhistas e o chamado custo Brasil.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O cenário para a suinocultura brasileira desenha-se com otimismo nas granjas, impulsionado pelo reequilíbrio de preços e recordes de exportação previstos para este ano. No entanto, fora da porteira, o setor produtivo acende um forte sinal de alerta para os desafios políticos, trabalhistas e de segurança jurídica no campo. A avaliação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, que traçou um panorama detalhado sobre as projeções de mercado e os entraves que o agronegócio enfrenta atualmente.

Retomada de preços e exportações em alta

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi: “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”

O ano começou com a tradicional oscilação de preços, mas a perspectiva de estabilização já é uma realidade. Segundo o presidente da ACCS, a queda registrada na primeira quinzena de janeiro está sendo superada pela reação das bolsas do setor. “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”, projeta Losivanio.

A expectativa de alta nos valores pagos ao produtor é sustentada por uma combinação de fatores: a menor oferta de suínos no mercado, a manutenção do peso normal de abate e o ritmo acelerado das exportações, que em fevereiro devem ultrapassar a marca de 100 mil toneladas.

Outro elemento que protegeu a margem do suinocultor independente durante a recente baixa foi a queda no preço do milho. Além disso, não houve um crescimento desordenado da produção nos últimos dois anos. O principal freio para novas expansões foi a taxa de juros, já que, segundo o dirigente da ACCS, iniciar um projeto robusto na suinocultura hoje exige um investimento mínimo de R$ 10 milhões, tornando a captação de recursos cara e, muitas vezes, inviável.

O ciclo da carne bovina e a sanidade

O bom momento da carne suína também encontra respaldo no ciclo da pecuária de corte. Com as exportações de carne bovina batendo recordes e o volume de abates superando o de nascimentos de bezerros, a recuperação da oferta de bovinos será lenta — um ciclo que leva cerca de quatro anos. Essa dinâmica mantém a carne suína em um patamar competitivo e altamente atrativo.

Apesar dos ventos comerciais favoráveis, a ACCS reforça que o dever de casa sanitário é inegociável para garantir a estabilidade do setor. “Nós temos que olhar muito a questão da biosseguridade, da sanidade, para que a gente não seja acometido por alguma intempérie de doença, como aconteceu em vários países, e que a gente possa perder esses mercados importantes”, alerta.

Preocupações políticas e a escala 6×1

Se o mercado responde bem, o ambiente regulatório gera apreensão. Losivanio classifica como “populismo” a possibilidade de o governo intervir limitando as exportações de carne bovina para forçar a queda dos preços no mercado interno, especialmente em um ano eleitoral. Para ele, a solução real seria fomentar o poder de compra e a renda da população, e não proibir embarques.

No campo trabalhista, a proposta de alteração da jornada para a escala 6×1, reduzindo de 44 para 36 horas semanais — é vista com grande preocupação. A dinâmica do agronegócio não se adequa a expedientes engessados, e o peso da carga tributária sobre a folha de pagamento já asfixia quem produz. “A gente vê que o vilão não é o empresário, e sim é o sócio que nós temos, que é o governo”, pontua o presidente.

Ele contrasta a situação brasileira com a de países vizinhos: enquanto a Argentina avança no Congresso com propostas de jornadas de até 12 horas diárias e o Paraguai atrai indústrias brasileiras oferecendo redução de impostos, logística eficiente e segurança jurídica, o Brasil onera cada vez mais o empreendedor com mudanças legislativas constantes.

Insegurança jurídica e a defesa do produtor

O alerta final da entidade recai sobre a insegurança no campo. O aumento da criminalidade e as tensões envolvendo áreas indígenas estão impactando diretamente quem produz. Produtores com histórico de gerações em suas terras e documentação legal estão perdendo acesso ao crédito rural e correndo o risco de perderem suas propriedades. “Nós estamos à beira de um caos muito forte”, desabafa.

Para Losivanio, falta ao poder público uma visão estratégica que valorize o agronegócio, setor que levou o Brasil ao posto de maior exportador de proteína animal do mundo, mesmo operando sob as legislações ambientais mais rigorosas do planeta. “Para dar emprego, nós temos que dar segurança para o nosso empreendedor, para que ele possa continuar acreditando e fazendo esse país crescer”, finaliza o presidente, pedindo uma mudança urgente de postura e de entendimento para garantir o futuro da produção nacional.

Fonte: Assessoria ACCS
Continue Lendo

Suínos

Demanda interna e exportações reforçam perspectiva de alta para o suíno vivo

Diversificação de mercados e consumo aquecido no pós-férias impulsionam mercado, enquanto produção e custo da ração exigem atenção no médio prazo.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Com a melhora sazonal da demanda interna e um cenário externo considerado favorável, os preços do suíno vivo devem apresentar reação nas próximas semanas. A expectativa é de recuperação no curto prazo, após o fim do período de férias escolares e do Carnaval.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a diferença de preços entre as proteínas também pode contribuir para esse movimento. A carne bovina segue em patamar mais elevado em relação à suína, o que tende a favorecer o consumo da carne de porco no mercado interno.

No comércio exterior, a diversificação de destinos observada desde o ano passado ajuda a reduzir a dependência de mercados específicos. Apesar disso, chama atenção o aumento da participação das Filipinas entre os principais compradores. Ainda assim, o cenário das exportações é considerado positivo e deve continuar colaborando para o equilíbrio da oferta e da demanda.

Para o médio prazo, dois fatores exigem monitoramento: o ritmo de crescimento da produção e os custos com ração.

No caso da produção, a tendência é de continuidade na expansão do envio de animais para abate, movimento sustentado pelas boas margens registradas na suinocultura nos últimos dois anos e pela demanda externa aquecida. Eventuais problemas no fluxo de embarques, embora não sejam o cenário principal, poderiam pressionar o mercado interno, elevando a oferta doméstica e impactando os preços, já que a produção não pode ser ajustada rapidamente no curto prazo.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável, mas com pontos de atenção. A previsão de clima positivo para o milho safrinha nos próximos dois meses indica potencial para boa produção. No entanto, parte relevante da área ainda precisa ser semeada, e não há definição sobre quanto ficará dentro da janela ideal de plantio, fator decisivo para o desempenho produtivo.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
Continue Lendo

Suínos

Suinocultura discute comportamento do consumidor na primeira Escola de Gestores de 2026

Evento da ABCS abordará tendências de consumo e impactos nas decisões estratégicas do setor de proteínas.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Entender o comportamento do consumidor se tornou um dos principais diferenciais estratégicos para o mercado de proteínas. Em um cenário de rápidas transformações, antecipar tendências, reduzir riscos e tomar decisões mais assertivas depende, cada vez mais, da leitura qualificada do consumo.

Com esse foco, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realiza a primeira edição de 2026 da Escola de Gestores, com o tema “Proteína, Consumo e Decisão de Compra: Tendências que Importam para 2026”, no dia 25 de fevereiro de 14h30  às 16 horas. O encontro será conduzido por Tayara Beraldi, consultora da ABCS e especialista em comunicação estratégica, e tem como objetivo ampliar a capacidade analítica e decisória dos gestores da suinocultura com dados reais e atualizados do comportamento do consumidor em uma época em que o consumo de proteínas tem ganhado destaque.

Voltada aos desafios atuais do setor, a iniciativa propõe uma reflexão aprofundada sobre como o consumidor pensa, quais fatores influenciam suas escolhas e de que forma essas decisões impactam o marketing, o posicionamento e a competitividade das proteínas no mercado. Na suinocultura, compreender esses movimentos deixou de ser uma opção e passou a ser parte central das decisões estratégicas.

Durante o encontro, os participantes irão discutir como interpretar tendências de consumo com mais clareza, transformar comportamento do consumidor em estratégia de mercado, fortalecer o posicionamento da carne suína e tomar decisões mais embasadas, com visão de futuro e impacto real no negócio.

A Escola de Gestores da ABCS é uma iniciativa que busca apoiar lideranças do setor na construção de conhecimento aplicado, conectando dados, comportamento e estratégia. O evento é exclusivo para o Sistema ABCS e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), com o objetivo de fortalecer o poder de decisão dos gestores, ampliando a capacidade de antecipação e a geração de vantagem competitiva no mercado de proteínas. Faça sua inscrição clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABCS
Continue Lendo