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Aquishow Brasil movimenta R$ 160 milhões em negócios

Projeção dos organizadores supera as expectativas e mostra que o setor aquícola tem muito potencial a ser explorado.

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Mais de sete mil visitantes conferiram as novidades de 93 estandes comerciais - Foto: Divulgação/Aquishow Brasil

Mais de R$ 160 milhões em negócios fechados e orçamentos em aberto. Essa é a projeção dos organizadores para a movimentação econômico-financeira gerada entre os cerca de 7 mil visitantes e as 93 empresas expositoras da 12ª Aquishow Brasil.

O evento foi realizado de terça (23) a quinta-feira (25), no Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental, do Instituto de Pesca, em São José do Rio Preto (SP). “No ano passado, geramos R$ 130 milhões em negociações e, desta vez, superamos a expectativa inicial, que era de R$ 150 milhões. Vivemos um bom momento para o setor aquícola e os números comprovam isso”, explica Emerson Esteves, presidente do Conselho Deliberativo da Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (PeixeSP) e um dos organizadores do evento.

De acordo com uma pesquisa aplicada nos estandes do Pavilhão Marcelo Berriel, 30% das marcas presentes estiveram na Aquishow Brasil pela primeira vez. Dessas, 95% pretendem voltar na próxima edição, que já tem data marcada – de 21 a 24 de maio de 2024.

A Fesma, de Arujá (SP), é um exemplo. A marca existe há 37 anos e está consolidada no mercado de produtos com injeção plástica, como as carenagens de urnas eletrônicas e caixas eletrônicos. Durante o evento, a Fesma lançou uma linha inédita de brackets 100% sustentáveis para tanques-rede de médio e grande porte. “Participar da feira abriu nossos horizontes para o potencial desse mercado. No ano que vem, vamos voltar com soluções acessíveis, práticas e personalizadas para o dia a dia do pequeno produtor. Notamos uma carência grande de produtos prontos e padronizados para esse público”, planeja o sócio-diretor Leandro Dourado.

Entre os que já conhecem a feira, 75% dos participantes disseram que a geração de negócios melhorou em relação ao ano anterior. Uma dessas marcas é a Guabi, que comercializa soluções nutricionais para organismos aquáticos há quase 50 anos e acompanha a Aquishow Brasil desde o início. “Notamos um maior fluxo de pessoas e, consequentemente, mais oportunidades de negócios. Acredito que tivemos uma movimentação cerca de 30% maior do que em 2022”, calcula Lisandro Bauer, coordenador técnico-comercial de aquacultura da empresa.

Números

  • R$ 160 milhões foram gerados em negócios fechados e orçamentos futuros
  • 450 empregos foram gerados de forma direta ou indireta pelo evento
  • 7,2 mil pessoas passaram pelo pavilhão “Marcelo Berriel”, nos três dias de feira
  • 90 pessoas participaram da visita técnica à Global Peixe, em Esmeralda(SP)

Realização

A 12ª Aquishow Brasil é realizada de 23 a 26 de maio, pela PeixeSP, em parceria com a Prefeitura de São José do Rio Preto/SP, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento; e o Governo do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Neste ano, o evento conta com o patrocínio do Sebrae e o apoio da Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp); do Sindicato Rural de São José do Rio Preto; da Mar & Rio Pescados; da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Faesp – Senar/SP); do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV/SP); do Instituto de Inovação Israelense (INNA); da Itaipu Binacional e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Fonte: Assessoria Aquishow Brasil

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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