Notícias
Aquishow Brasil divulga programações institucional e empresarial
Mais de 40 palestras, comandadas por entidades expositoras e empresas, movimentam a feira.

A 12ª Aquishow Brasil divulga as programações institucional e empresarial do evento, a serem realizadas de 23 a 25 de maio, nas Salas 1 e 2 do Pavilhão “Marcelo Berriel”, no Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental, do Instituto de Pesca, em São José do Rio Preto (SP).
São mais de 40 palestras, ministradas por entidades e empresas presentes em estandes da Aquishow 2023, paralelamente à programação oficial, no auditório principal.
Entre as participações de destaque estão o Instituto de Pesca; a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Faesp-Senar/SP); o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV/SP); e a Secretaria Nacional de Aquicultura, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Ainda aparecem nessa lista outros órgãos ligados à Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, como o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), o Programa Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos (PESAAq) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), além de representantes de outros Estados, como o Governo do Estado do Tocantins, e entidades do terceiro setor, como a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
A presidente executiva da Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (PeixeSP) e uma das organizadoras da Aquishow Brasil, Marilsa Fernandes, explica que a proposta de ampliar as atividades técnico-comerciais tem como objetivo proporcionar ainda mais trocas de conhecimentos e experiências entre os expositores e os visitantes, em um formato inédito até então. “A feira, hoje, está muito focada nas empresas do setor da aquicultura e nas pessoas que fazem essas empresas funcionarem. Então, queremos não só gerar novos negócios, movimentando a economia, mas também promover a reciclagem e a atualização dessas empresas com tudo que há de mais inovador no mercado, para qualificarmos e fortalecermos constantemente o setor”, destaca.
Os ingressos para entrada no pavilhão dão acesso à programação oficial, no auditório principal; à programação institucional, na Sala 1; e também à programação empresarial, na Sala 2. Já para participar dos minicursos, do Instituto de Pesca, é cobrado um valor à parte. Para aproveitar os descontos, é importante comprar com antecedência, pelo site oficial do evento.
Realização
A 12ª Aquishow Brasil é realizada pela PeixeSP, em parceria com a Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento; e o Governo de São Paulo, através do Instituto de Pesca, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Neste ano, o evento conta com o apoio institucional da Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp); do Sindicato Rural de São José do Rio Preto; da Faesp-Senar/SP; do CRMV/SP; do Instituto de Inovação Israelense (INNA) e do MPA.
Programação institucional (Sala 1)
Terça-feira (23) – Tarde
Das 14h às 14h40 – Faesp-Senar/SP: Palestra “Regularização ambiental da atividade de piscicultura”, com Estela Megiani, especialista em Gestão Ambiental e Aquicultura
Das 14h50 às 15h30 – Feap: Palestra “Crédito rural para Aquicultura”, com Francisco Martins, zootecnista
Das 15h40 às 16h20 – Governo do Estado do Tocantins: Palestra “Tocantins: Parcerias e oportunidades de negócios na Aquicultura Sustentável”, com Carlos Humberto Duarte, secretário da Indústria, Comércio e Serviços, e Miyuki Hyashida, secretária da Pesca e Aquicultura
Das 16h30 às 17h10 – Comissão de Aquicultura do CRMV/SP: Palestra “Aquicultura e Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo: uma parceria que tem tudo para dar certo”, com Agar Costa Alexandrino Perez, médica veterinária
Das 17h20 às 18h – Mútua – Crea/Confea: Palestra “Como a Mútua pode impulsionar seus negócios com recursos financeiros para auxiliar os profissionais em suas atividades”, com Renato Archanjo, diretor-geral
Quarta-feira (24) – Manhã
Das 09h às 12h – Secretaria Nacional de Aquicultura
- Workshop “A importância da certificação no desenvolvimento sustentável da Aquicultura”
- Abertura com Tereza Nelma, secretária Nacional de Aquicultura, e Maurício Pessôa, diretor do departamento de Desenvolvimento e Inovação da Aquicultura, Maurício Pessôa, diretor do departamento de Desenvolvimento e Inovação da Aquicultura; e Helinton Rocha, diretor do departamento da Indústria do Pescado
- Palestra “Perspectivas e ações da Secretaria Nacional de Aquicultura para práticas mais sustentáveis na Aquicultura”, com Evandro da Silva Sousa, chefe de divisão de Marketing e Comercialização
- Palestra “Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura (PNDA 2022-2023) e suas diretrizes para certificação”, com Carolina Mendes da Costa, chefe de divisão de pesquisa no departamento de Desenvolvimento e Inovação
- Palestra “Certificação: o que é, importância e como certificar?”, com Fernanda Seles David, supervisora de certificação da Control Union
- Roda de conversa “Conhecer as limitações, questionamentos, mapear gaps e gerar diagnóstico”
Das 12h às 12h40 – Secretaria Nacional de Aquicultura: Apresentação do Fiagro (Fundo de Investimentos do Agronegócio), com Renato Buranello
Quarta-feira (24) – Tarde
Das 14h às 14h40 – Sebrae: Resultados do ALI Rural
Das 14h50 às 15h30 – Sebrae: Acordo Geral de Cooperação “Juntos pelo Agro”
Das 15h40 às 18h – Embrapa Pesca e Aquicultura:
- Palestra “Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação em Aquicultura na Embrapa”, com Lícia Maria Lundstedt
- Palestra “Edição genômica em peixes de Aquicultura”, com Fernanda Loureiro de Almeida O’Sullivan
- Palestra “SIBRAAR: Sistema Brasileiro de Agro-rastreabilidade”, com Jeferson Dala Riva, da Ferpall Tecnologia
- Palestra “Tecnologias para conservação e industrialização do pescado”, com Fabíola Helena dos Santos Fogaça
- Palestra “AquaPLUS da Embrapa: Soluções genéticas para espécies aquícolas”, com Alexandre Rodrigues Caetano
- Sessão de perguntas
Quinta-feira (25) – Manhã
Das 9h às 11h15 – Instituto de Pesca:
- Palestra “Núcleo de Pesquisa Pescado para a Saúde”, com Jéssica Levy e Thaís Moron Machado (CAPDPM)
- Palestra “Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Sanidade na Piscicultura – uma nova experiência direcionada às resoluções de problemas no Estado de São Paulo, com Leonardo Tachibana (CPDA)
- Palestra “Programa de desenvolvimento ordenado e sustentável da macroalga Kappaphycus alvarezii no Estado de São Paulo, com Valéria Cress Gelli (Instituto de Pesca e ITESP)
- Palestra “Desenvolvimento de novos produtos de pescado: a importância da inspeção para o pequeno produtor”, com Érika Fabiane Furlan (Instituto de Pesca, CDA e Prefeitura de Rio Preto)
Das 12h às 12h30 – PESAAq/CDA/ SAA/SP: Palestra “Papel da Defesa Agropecuária na sustentabilidade da Aquicultura paulista”, com Ieda Blanco, médica veterinária
Das 12h30 às 13h – CATI/SAA/SP: Palestra “Extensão Rural na Piscicultura”, com Clóvis Inocente Filho, médico veterinário, e Daniel Bruno Beluti, engenheiro agrônomo
Quinta-feira (25) – Tarde
Das 14h às 15h30 – Epagri: Palestra “A receita catarinense de êxito no desenvolvimento da Aquicultura – Experiências de pesquisa e extensão na área de Aquicultura em Santa Catarina”
Programação empresarial (Sala 2)
Terça-feira (23) – Tarde
Das 14h às 14h40 – Nova Áqua: Palestra “Sistema de gestão em Aquicultura”, com João Lorena Campos
Das 14h50 às 15h30 – Multipesca: Palestra “Produção em RAS – desafios e preocupações”, com Irineu Frederico Feiden
Das 15h40 às 16h20 – Dioxide Ind. Química: Palestra “Cultivo Intensivo de Lambari”, com Jomar Delefrate
Das 16h30 às 18h – Associações de produtores: Reunião de encaminhamento e produção da Carta da Aquicultura
Quarta-feira (24) – Manhã
Das 08h às 10h – AgriFutura Pescado: Reunião do Movimento AquaHub & Apresentação dos Pitches das Startups
Das 10h10 às 10h50 – Y3K: Palestra “Diagnósticos de Patógenos por PCR Onfarm”, com Salomão Yen
Das 11h às 11h40 – Prevet: Palestra “Gestão sanitária através da informatização de diagnósticos e dados ambientais”, com José Dias Neto
Das 11h50 às 12h30 – MSD Saúde Animal: Palestra “Lançamento de novas plataformas e soluções digitais”, com Leonardo Cericato
Quarta-feira (24) – Tarde
Das 14h às 14h40 – Canal Amo Criar Tilápia: Palestra “Por que tratar apenas 1x por dia as tilápias?”, com Lucas Luís Kohler
Das 14h50 às 15h30 – Marangoni Aquaculture: Palestra “Manejo fácil – economia com tecnologia”, com Marcelo Campos Silva
Das 15h40 às 16h20 – Aquabusiness Consulting: Palestra “Desempenho Planejado”, com André Litmanowicz e João Manoel Cordeiro Alves
Das 16h30 às 17h10 – Hipra: Palestra “Construindo Imunidade para seus peixes – uma plataforma completa de imunidade para o alevino ao peixe saudável”, com Luís Otávio Del Guerra e Erik Diaz
Das 17h20 às 18h – ProChile: Momento Chile
Quinta-feira (25) – Manhã
Das 09h às 9h40 – Guabi: Palestra “É possível aumentar a imunidade de peixes através da alimentação?”, com Lisandro Bauer
Das 09h50 às 10h30 – Nanobiologic: Palestra “Como construir um biofiltro para sistemas de recirculação RAS e Bio-RAS”, com Oliver Povareskim
Das 10h40 às 11h20 – Marine Equipment & Oxyguard: Palestra “Monitoramento de O² e Automação de Aeradores”, com Bernardo Ramos José
Das 11h30 às 12h10 – Moinhos Vieira: Palestra “Moagem com peneiras cônicas ou paralelas? Aprenda a usá-las corretamente e aumente a performance da sua indústria na fabricação da ração”, com William Lima
Das 12h20 às 13h – Aquiplan Consultoria em Piscicultura: Palestra “A ferramenta que ordena e profissionaliza a Piscicultura nacional – Licenciamento ambiental”, com Paulo Roberto Silveira Filho
Quinta-feira (25) – Tarde
Das 14h às 14h40 – Nutricamp: Palestra “Mecanismos de ação dos fitoativos e suas vantagens frente aos antibióticos”, com Dandara Alfonso Pereira de Carvalho
Das 14h50 às 15h30 – Nuter: Palestra “A auto-alimentação de peixes – O próximo passo para a piscicultura de precisão no Brasil”, com Bruno Olivetti de Mattos

Notícias
Mato Grosso atinge 50,89 milhões de toneladas e reforça protagonismo mundial na soja
Se fosse um país, estado ficaria atrás apenas de Brasil e Estados Unidos no ranking global de produção.

Os números de Mato Grosso ganham ainda mais relevância quando analisados ao longo das últimas safras e comparados ao cenário internacional. Após colher 38,70 milhões de toneladas na safra 2023/24, o estado alcança um volume estimado de 50,89 milhões de toneladas na safra 2024/25, com projeção de 47,17 milhões de toneladas para a safra 2025/26. Esse patamar coloca Mato Grosso em nível de produção semelhante ao de países inteiros, como a Argentina, que produz em torno de 50 milhões de toneladas de soja.

Foto: Gilson Abreu
Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), esse resultado é reflexo direto de anos de investimento em tecnologia, manejo eficiente e compromisso com a produção sustentável. O desempenho alcançado pelo estado não apenas reforça sua liderança no agronegócio, como também destaca o papel de Mato Grosso na segurança alimentar mundial, demonstrando que é possível produzir em larga escala com responsabilidade, inovação e foco no futuro.
Para vice-presidente oeste da Aprosoja Mato Grosso, Gilson Antunes de Melo, o volume na produção alcançada por Mato Grosso evidencia a importância estratégica do agronegócio estadual para o Brasil, tanto no abastecimento quanto no fortalecimento do balanço comercial.
“Além da soja, a produção de milho ganha cada vez mais relevância, impulsionada pelas indústrias de etanol. Esse movimento fortalece a industrialização do estado, gera mais arrecadação, viabiliza investimentos em infraestrutura e cria uma cadeia positiva em que produtor, indústria e sociedade avançam juntos. Esse cenário deve se consolidar ainda mais nos próximos anos, ampliando a competitividade e o rendimento do produtor rural”, destaca o vice-presidente.
Com um dos maiores territórios do país, Mato Grosso apresenta uma ocupação do solo marcada pelo equilíbrio entre produção e preservação. A atividade agropecuária se desenvolve de forma concentrada em áreas já consolidadas, enquanto uma parcela significativa do estado permanece preservada, abrigando importantes biomas e áreas de vegetação nativa. Esse cenário reforça que o avanço da produção ocorre de forma planejada, com respeito ao uso racional do território, à legislação ambiental e à conservação dos recursos naturais, pilares que sustentam a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio mato-grossense.
O vice-presidente leste da Aprosoja MT, Lauri Pedro Jantsch, explica que o investimento em tecnologia, manejo e sustentabilidade contribuíram para que Mato Grosso atingisse esse nível de produção, elucidando esse protagonismo do produtor mato-grossense na produção de soja mundial.
“Mato Grosso é um estado repleto de oportunidades no agronegócio. O produtor mato-grossense tem uma grande capacidade de adaptação diante dos desafios que surgem ao longo do caminho. Com investimentos em tecnologia, manejo adequado e correção de solos, é possível transformar áreas degradadas em áreas altamente produtivas. Essa capacidade de evolução e resiliência faz com que o produtor de Mato Grosso consiga converter dificuldades em resultados, promovendo produtividade e sustentabilidade no campo”, ressalta Lauri.

Foto: Jaelson Lucas
Mesmo diante de números expressivos, os produtores do estado ainda enfrentam diversos desafios que, na prática, limitam o avanço da produção e a competitividade do setor. Entre os principais entraves, o vice-presidente da região Leste destaca a logística e a armazenagem de grãos, que, quando comparadas às de outros países, ainda apresentam defasagens significativas.
“Aqui em Mato Grosso, ainda temos diversas dificuldades que atrapalham o produtor, e uma delas é a logística. No Brasil, há um déficit muito grande: temos um dos custos mais altos do mundo para transportar os grãos até os portos. Essa capacidade logística ainda é limitada e traz grandes custos para o produtor. Há também a questão da armazenagem, já que nossa capacidade de estocagem ainda é pequena, ao contrário do que ocorre com o produtor americano, por exemplo”, finaliza ele.
Diante desse cenário, Mato Grosso segue como referência mundial na produção de grãos, unindo escala, eficiência e responsabilidade ambiental. Ao mesmo tempo em que celebra resultados expressivos, o estado reforça a necessidade de avanços em infraestrutura, logística e armazenagem para sustentar o crescimento e ampliar a competitividade do setor. Com produtores cada vez mais atualizados e comprometidos, o agronegócio mato-grossense se consolida como peça-chave para o desenvolvimento econômico do Brasil e para o abastecimento alimentar global.
Notícias
Safra americana 2026/27 redesenha cenário para exportações brasileiras de grãos
Com milho mais ajustado e soja em recuperação nos EUA, Brasil pode encontrar oportunidades no cereal e maior pressão competitiva na oleaginosa.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, durante o Outlook Forum realizado na última semana, as primeiras projeções para a safra 2026/27. Os números indicam redução na produção de milho e avanço da soja no sistema produtivo americano.
A área total plantada com milho, soja, trigo e algodão foi estimada em 94,5 milhões de hectares, levemente abaixo da safra anterior. O principal ajuste ocorre no milho, que deve perder espaço para a soja.
A área de milho está projetada em 38 milhões de hectares, com recuo em relação a 2025. Já a soja deve ocupar 34,4 milhões de hectares, com expansão sustentada por melhor rentabilidade relativa e pela dinâmica de rotação de culturas, especialmente no Meio-Oeste dos EUA. O trigo tem área estimada em 18,2 milhões de hectares, com leve queda, enquanto o algodão deve alcançar 3,8 milhões de hectares, embora a área colhida deva ficar em 3,16 milhões de hectares, devido a uma taxa de abandono próxima de 20%.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a atual relação de preços entre soja e milho na CBOT está mais favorável para a soja do que no mesmo período do ano passado, embora, considerando os contratos futuros de novembro de 2026 para soja e dezembro de 2026 para milho, a relação esteja próxima da média histórica.
Em relação à produção, o USDA projeta a colheita de milho em aproximadamente 400 milhões de toneladas em 2026/27, volume cerca de 30 milhões de toneladas inferior ao ciclo anterior. A redução é atribuída principalmente à menor área plantada, já que a produtividade estimada permanece elevada, próxima de 11,5 toneladas por hectare.
Para a soja, a produção está estimada em 121 milhões de toneladas, resultado da combinação entre maior área e produtividade projetada em torno de 3,6 toneladas por hectare. O aumento deve sustentar a expansão do esmagamento doméstico e recompor parcialmente a oferta exportável.
No trigo, a produção deve alcançar 50,6 milhões de toneladas, queda próxima de 6% em relação à safra anterior, reflexo de menor área colhida e produtividade inferior ao recorde do ciclo passado. No algodão, a produção é estimada em 3 milhões de toneladas, recuo de 2%.

Foto: Jaelson Lucas
No segmento de derivados, a produção de farelo de soja está projetada em 56,9 milhões de toneladas, com exportações estimadas em 18,9 milhões de toneladas. Já o óleo de soja deve atingir 14,2 milhões de toneladas, com destaque para o uso em biodiesel, estimado em 7,8 milhões de toneladas — aumento de 17% sobre 2025/26, impulsionado por metas relacionadas ao Renewable Fuel Standard (RFS) e por políticas estaduais de baixo carbono.
O USDA avalia que a oferta americana de milho tende a ficar mais ajustada em 2026/27, enquanto a soja apresenta cenário de recuperação produtiva. Trigo e algodão têm produção menor, mas ainda contam com estoques considerados confortáveis.
Entre os fatores que devem influenciar o mercado ao longo da safra estão o comportamento das compras chinesas de soja, a definição das metas de biocombustíveis nos Estados Unidos, as condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras e a consolidação da safra sul-americana.
Um novo relatório com estimativas atualizadas de área plantada, o Prospective Plantings, será divulgado no dia 31 de março, com dados baseados em entrevistas com produtores americanos.
Notícias
Mercado do trigo reage a cenário externo e oferta limitada no Rio Grande do Sul
Enquanto o grão registra valorização, farelo acumula desvalorização e farinhas mantêm estabilidade diante de demanda moderada.

As cotações internacionais do trigo vêm registrando fortes altas, impulsionadas pela seca em áreas de cultivo de inverno nos Estados Unidos.
De acordo com o Cepea, esse movimento externo foi repassado ao mercado do Rio Grande do Sul. No estado, a alta internacional se somou à oferta mais restrita, sobretudo de trigo de melhor qualidade, elevando as cotações.
No mercado de farelo de trigo, dados do Cepea mostram que tanto o produto ensacado quanto o a granel seguem em desvalorização, devido à maior competitividade de outros ingredientes utilizados na ração animal, como o farelo de soja – também em retração –, e ao avanço da colheita do milho de verão.
Para as farinhas, os preços apresentaram estabilidade relativa no mesmo período. Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado não encontra sustentação consistente, diante de uma demanda em recuperação gradual.



