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Aquicultura em águas da União ganha rede nacional para mapear impactos ambientais e orientar produção sustentável

Coordenada pela Embrapa, iniciativa reúne mais de 40 instituições públicas e privadas para monitorar reservatórios federais e orientar expansão da atividade no país.

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A Embrapa Pesca e Aquicultura passou a coordenar a Rede Nacional de Pesquisa e Monitoramento Ambiental da Aquicultura em Águas da União, estrutura que reúne mais de 40 instituições públicas e privadas com foco no acompanhamento da atividade em reservatórios federais.

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O objetivo da iniciativa é produzir e integrar dados técnicos e científicos que permitam orientar a expansão da aquicultura em águas públicas de forma planejada, com equilíbrio entre viabilidade econômica, conservação ambiental e desenvolvimento social.

A rede atua especialmente em reservatórios de domínio da União, como os formados por rios federais, onde a atividade vem se expandindo e exige maior controle e padronização de informações.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura e atual coordenadora da rede, Flávia Tavares de Matos, a complexidade do sistema é um dos principais desafios do trabalho. “A temática é complexa, pois lida com diferentes corpos hídricos ao longo do país. Temos condições distintas em relação à localização e às condições físicas, hidrodinâmicas e climáticas dos reservatórios de domínio da União que trazem grandes desafios para a comunidade científica na busca de respostas e soluções que auxiliem na gestão desses corpos hídricos”, afirma.

Formalizada em dezembro de 2021, a rede reúne centros de pesquisa, universidades, órgãos estaduais de meio ambiente e representantes do setor produtivo. A

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proposta é integrar dados dispersos e consolidar informações que ajudem na gestão ambiental da aquicultura brasileira.

Desde a criação, a coordenação esteve sob responsabilidade da pesquisadora Fernanda Garcia Sampaio, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna-SP), passando agora para a Embrapa Pesca e Aquicultura.

Flávia destaca que a centralização da coordenação na unidade temática reforça o papel estratégico da instituição no setor. “Pelo fato de sermos, na Embrapa, a unidade temática em pesca e aquicultura, é de grande relevância que coordenemos as ações da rede em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura, gerando conhecimento e soluções tecnológicas que atendam o setor produtivo”, explica.

Atualmente, a rede é organizada em cinco coordenações regionais, que permitem acompanhar as diferentes realidades dos reservatórios e aproximar a gestão das condições locais de cada território.

Fonte: O Presente Rural

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Nova portaria moderniza regras de tarifa de energia para aquicultura

Setor passa a ter mais flexibilidade para definir horários de uso de energia com desconto, mas precisará alinhar operação com planejamento técnico e regras do sistema elétrico.

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A atividade de aquicultura no Brasil passa a contar com novas diretrizes para o uso de energia elétrica com desconto na tarifa rural, conforme estabelece a Portaria Normativa MME nº 137, de 08 de junho de 2026. A norma mantém o benefício tarifário aplicado às unidades consumidoras da Classe Rural, incluindo a aquicultura, para consumo em um período diário de 08 horas e 30 minutos. A principal mudança está na forma de utilização desse período, que agora poderá ser definido de maneira mais flexível pelo produtor.

Foto: Ari Dias

O tempo de desconto poderá ser utilizado de forma contínua ou dividido em até três faixas diárias, respeitando intervalos mínimos de 30 minutos. A escolha dos horários deverá ser acordada com a concessionária de energia, com prioridade ao consumidor na definição da escala, exceto no horário de maior demanda do sistema elétrico, entre 17 horas e 21h30.

Para o setor de aquicultura, que depende diretamente de sistemas de bombeamento, aeração e circulação de água, a previsibilidade no custo e no uso da energia é um fator crítico de operação.

A portaria também permite a definição de escalas diferentes ao longo do ano, o que pode beneficiar ciclos produtivos distintos, conforme o tipo de cultivo e a intensidade de manejo das unidades aquícolas.

No entanto, a flexibilização traz consigo uma necessidade maior de organização operacional. Os horários escolhidos

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passam a ser formalizados em contrato ou instrumento equivalente com a distribuidora de energia, exigindo planejamento mais rigoroso por parte do produtor.

Além do aspecto regulatório, a norma reforça a importância de decisões técnicas na definição dos períodos de uso. Assim como na irrigação, fatores como eficiência energética dos sistemas, estabilidade operacional e demanda de produção devem ser considerados na escolha dos horários.

A portaria também impõe às distribuidoras a obrigação de ampla divulgação das novas regras no prazo de até 60 dias, o que deve ampliar o conhecimento do setor sobre as mudanças.

Na prática, a nova regulamentação posiciona a energia como um insumo ainda mais estratégico para a aquicultura, exigindo integração entre gestão operacional, planejamento produtivo e eficiência energética para maximizar resultados.

Fonte: O Presente Rural
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Pescador captura pintado de 18 quilos no interior do Paraná

Peixe foi capturado no Lago de Itaipu, na região do Arroio Guaçu, e se destaca entre os maiores exemplares da espécie já registrados recentemente em Mercedes.

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O pescador mercedense Jango Silva fez uma captura rara nesta sexta-feira (19) no Lago de Itaipu. Durante uma pescaria na região do Arroio Guaçu, ele fisgou um pintado com cerca de 18 quilos, considerado um dos maiores exemplares da espécie registrados nos últimos anos em Mercedes, no Oeste do Paraná.

A captura chamou a atenção de pescadores e moradores da região pelo porte do animal. O pintado é uma das espécies mais valorizadas pelos praticantes da pesca esportiva e de lazer, tanto pela força durante a fisgada quanto pelo tamanho que pode alcançar.

O episódio também reforça a vocação de Mercedes para a atividade. Com acesso privilegiado ao Lago de Itaipu e grande diversidade de espécies nativas, o município se tornou um dos principais destinos de pesca do Oeste paranaense, atraindo visitantes de diferentes regiões do Estado e até de países vizinhos.

Capturas de grande porte, como a realizada por Jango Silva, são pouco frequentes e evidenciam a riqueza pesqueira do reservatório, um dos maiores lagos artificiais do mundo e importante área para a pesca esportiva na região.

Fonte: O Presente Rural
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Cientista brasileiro recebe uma das maiores honrarias da biologia aquática

Pesquisador do INPA, Adalberto Luis Val será homenageado com a Medalha Le Cren pela contribuição ao estudo dos peixes amazônicos e pelos alertas sobre os impactos das mudanças climáticas na região.

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Biólogo e pesquisador brasileiro Adalberto Luis Val: "Estudar os peixes amazônicos é compreender como a vida responde aos limites impostos pelo ambiente" - Foto: Divulgação

O biólogo e pesquisador brasileiro Adalberto Luis Val será o primeiro cientista do Brasil e o primeiro representante de um país fora do eixo anglófono a receber a Medalha Le Cren, uma das mais importantes distinções internacionais na área da biologia aquática. A homenagem será entregue em 30 de julho, em Southampton, na Inglaterra, pela Fisheries Society of the British Isles (FSBI).

Referência mundial em ecofisiologia de peixes amazônicos, Val dedica mais de quatro décadas à pesquisa no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde é colíder do Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular. Em 2023, o cientista recebeu o Prêmio Fundação Bunge na categoria Vida e Obra e, atualmente, integra o Conselho de Administração da instituição como vice-presidente.

Biólogo e pesquisador brasileiro Adalberto Luis Val: “É uma grande honra receber esse reconhecimento” – Foto: Keiny Andrade/Fundação Bunge

Ao longo da carreira, suas pesquisas ajudaram a compreender como espécies da Amazônia respondem a fatores extremos, como altas temperaturas, baixos níveis de oxigênio e alterações na acidez da água.

Os estudos indicam que muitos peixes da região já vivem próximos de seus limites térmicos de sobrevivência, cenário que acende um alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas. “É uma grande honra receber esse reconhecimento. Estudar os peixes amazônicos é compreender como a vida responde aos limites impostos pelo ambiente. Essas espécies nos ajudam a entender não apenas a história evolutiva da Amazônia, mas também os riscos que as mudanças climáticas representam para a biodiversidade e para as populações humanas que dependem desses ecossistemas”, afirma.

Impactos além da biodiversidade

Segundo o pesquisador, as consequências das mudanças climáticas ultrapassam a questão ambiental e podem afetar diretamente a segurança alimentar das populações amazônicas. A redução da disponibilidade de peixes, principal fonte de proteína para milhões de pessoas na região, é uma das preocupações apontadas por Val.

 

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Além disso, períodos de seca mais intensos favorecem a ocorrência de incêndios florestais, que também provocam impactos sobre os ecossistemas aquáticos.

Autor de mais de 280 artigos científicos, 22 livros e 78 capítulos de livros, Adalberto Luis Val acumula mais de 10 mil citações acadêmicas e reúne uma série de reconhecimentos nacionais e internacionais. Entre eles estão a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, o Award of Excellence da American Fisheries Society e o próprio Prêmio Fundação Bunge.

O pesquisador também ocupou cargos estratégicos na ciência brasileira, como a direção do INPA entre 2006 e 2014 e a Diretoria de Relações Internacionais da Capes entre 2015 e 2016. Atualmente, é vice-presidente regional Norte da Academia Brasileira de Ciências.

Criada pela Fisheries Society of the British Isles, a Medalha Le Cren homenageia pesquisadores cujos trabalhos deixam contribuições duradouras para o avanço do conhecimento sobre peixes e ecossistemas aquáticos. A distinção leva o nome do biólogo britânico E. David Le Cren, referência mundial na área.

Fonte: O Presente Rural
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