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APTA participa de programa internacional para impulsionar inovação e startups no agro
Iniciativa ARISE reúne Brasil, Estados Unidos e Reino Unido para estruturar cooperação tecnológica e fortalecer ecossistemas de inovação agroalimentar.

A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) participa, nos Estados Unidos, da etapa de St. Louis do “ARISE: Agri-Tech for Resilience, Innovation & Sustainable Ecosystems”, um programa internacional estruturado em três fases: Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. O objetivo é promover a cooperação entre ecossistemas de inovação e construir, de forma conjunta, um programa internacional de desenvolvimento tecnológico e fomento a startups no setor agroalimentar.
A iniciativa reúne representantes de instituições de pesquisa, governos, hubs de inovação, empresas, investidores e organizações de apoio ao empreendedorismo de países da América Latina, Estados Unidos e Reino Unido. O foco está na articulação entre ciência, inovação, políticas públicas e mercado, com ênfase em temas como inteligência artificial, biotecnologia, dados, sensores, sustentabilidade e sistemas alimentares resilientes.
A primeira etapa do programa foi realizada no Brasil, em São Paulo, e teve como objetivo inicial mapear competências, desafios e oportunidades nos diferentes países participantes. A etapa atual, em St. Louis, aprofunda essas discussões, promovendo encontros técnicos, visitas a ecossistemas de inovação e articulações institucionais. A etapa final ocorrerá em Cambridge, no Reino Unido, onde será consolidado o desenho do programa, com definição de modelos de cooperação, governança e ações concretas.
A APTA está representada no programa pelo diretor da instituição, Carlos Nabil, e pelo head de inovação, Sérgio Tutui. A participação da entidade ocorre tanto no âmbito da construção de um arranjo multilateral, envolvendo diferentes países e organizações, quanto no fortalecimento de relações bilaterais, com foco na criação de oportunidades específicas de cooperação entre institutos de pesquisa, startups e ambientes de inovação.
Além da articulação institucional, o programa abre espaço para a identificação de ações concretas, como intercâmbio de pesquisadores e startups, desenvolvimento de projetos conjuntos, acesso a infraestruturas de pesquisa e aproximação com investidores e empresas de base tecnológica. Essas conexões ampliam as possibilidades de inserção dos institutos paulistas em iniciativas internacionais e fortalecem a atuação da pesquisa pública em agendas globais estratégicas.
A participação da APTA no ARISE reforça o papel da pesquisa agropecuária paulista na construção de soluções colaborativas para os desafios da agricultura contemporânea, é o que afirma Tutui. “Essa é uma contribuição ativa para o desenvolvimento de parcerias internacionais, para a inovação tecnológica e para a consolidação de São Paulo como um polo relevante nos debates globais sobre ciência, tecnologia e sustentabilidade no agro”.

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Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia
Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.
Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik
O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.
Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.
Aviação na Amazônia
A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.
O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.
Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.
Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.
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Ritmo da colheita influencia preços do milho no mercado interno
Compradores reforçam estoques, enquanto produtores paulistas seguem retraídos à espera do avanço da segunda safra para ampliar as negociações.

Os preços do milho seguem com comportamentos diferentes entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, as cotações avançaram em algumas praças devido à retração de vendedores e ao ritmo ainda lento da colheita da segunda safra. Já nas regiões produtoras, os preços recuaram com o avanço dos trabalhos no campo.
O Cepea informa que parte dos compradores continua atenta às oportunidades de negociação, enquanto outros intensificaram as aquisições no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques abastecidos.
Apesar desse movimento, muitos consumidores aguardam o aumento da oferta de milho nas próximas semanas, com a expectativa de queda nas cotações no mercado interno. Do lado dos vendedores, produtores paulistas seguem retraídos e preferem esperar o avanço da colheita da segunda safra antes de negociar volumes maiores.
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Projeto prevê porte de arma para auditores fiscais agropecuários e reconhece atividade como de risco
Proposta em análise na Câmara estabelece novos protocolos de segurança para fiscais federais e condiciona autorização ao cumprimento de requisitos legais.

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe reconhecer como atividade de risco o trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários e autorizar o porte de arma de fogo para esses servidores, tanto durante o expediente quanto fora do serviço.
O Projeto de Lei 1.248/2026 altera a Lei nº 10.883/2004, que trata da carreira dos auditores fiscais agropecuários, e o Estatuto do Desarmamento.

Foto: Divulgação/Anffa Sindical
Pela proposta, a autorização para o porte de arma ficará condicionada ao cumprimento dos requisitos técnicos e psicológicos previstos na legislação e em regulamentação específica.
O texto também determina que o Poder Executivo estabeleça protocolos de segurança para atividades de fiscalização consideradas de maior risco.
Autor da proposta, o deputado Capitão Alden (PL-BA) argumenta que a medida busca adequar a legislação às condições enfrentadas pelos auditores fiscais durante o exercício da função.
Segundo o parlamentar, esses profissionais atuam na fiscalização, inspeção e controle de produtos agropecuários, além de participar de ações de combate a ilícitos administrativos e econômicos.
Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Se aprovado nas comissões, o texto seguirá para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.



