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Aprosoja MT consolida 35 núcleos e amplia representatividade no campo

Estruturas regionais organizam demandas dos produtores, fortalecem o diálogo com a sede e garantem atuação alinhada à realidade local.

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Foto: Divulgação/Aprosoja

Criados com o objetivo de fortalecer a organização dos produtores nas diferentes regiões do estado, os 35 núcleos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) estão instalados junto aos sindicatos rurais e atuam como elo entre os produtores e a entidade, facilitando a comunicação e a representatividade no estado.

Para que uma região se torne núcleo, é necessário atender a critérios estabelecidos pela associação e desempenhar o papel fundamental de aproximar o produtor rural das decisões institucionais. De acordo com a delegada coordenadora do núcleo de Lucas do Rio Verde, Taisa Botton, os núcleos são a base da Aprosoja Mato Grosso, auxiliando na organização das demandas dos produtores rurais.

“Os núcleos são a base da Aprosoja MT. É por meio deles que nós conseguimos nos reunir, discutir as nossas dores e organizar as nossas demandas de uma forma mais estruturada para que a sede consiga nos atender com mais eficiência. E quando falamos em núcleo, nós estamos falando de representatividade. Imagina se todos nós deslocássemos até Cuiabá para apresentar individualmente as nossas demandas, sendo que muitas vezes são as mesmas. Seria inviável. O núcleo consegue organizar e trazer isso em força coletiva. A partir disso nós conseguimos debater os problemas da nossa microrregião, sistematizar todas as informações e transformar isso em dados para que a sede consiga agir. Isso faz total diferença em termos de fortalecimento na tomada de decisão e garante, inclusive, que a entidade consiga atuar com base na realidade do produtor”, destacou.

A partir da sua experiência e atuação na Aprosoja MT, Taisa Botton salienta que o principal avanço observado após a criação e consolidação dos núcleos na região é o sentimento de pertencimento dos produtores.

“Um dos principais avanços após a criação e a consolidação do núcleo na região me remete a um Circuito Aprosoja MT lá em 2009. Esse circuito reuniu muitos produtores e, naquele período, o nosso cenário exigia muita cautela. As discussões giravam em torno da gestão de custos, projeções de rentabilidade e planejamento estratégico, porque o ambiente econômico estava muito instável. Na época, o Circuito trouxe economistas, especialistas técnicos e lideranças do setor, o que resultou em painéis excepcionais. Foi naquele momento que ficou muito claro para muitos de nós que a Aprosoja MT não estava apenas promovendo eventos, mas construindo um espaço de orientação, de articulação e de defesa do produtor. A consolidação do núcleo trouxe, basicamente, isso: um sentimento de pertencimento. A gente passa a enxergar a entidade como uma casa, um espaço onde as dores são ouvidas, organizadas e transformadas em ações concretas. Não é apenas um avanço institucional, mas também um avanço entre nós, produtores, como cultura”, pontuou Taisa.

Criado recentemente, em dezembro de 2025, o núcleo Entre Rios representa sete municípios da região leste do estado. A iniciativa foi motivada pela necessidade de aproximar ainda mais o produtor rural das discussões e demandas locais, ampliando a participação da base e fortalecendo a comunicação regional. Segundo o delegado coordenador da região, Gelindo Lira Neto, a expansão dos núcleos reforça a representatividade do produtor mato-grossense.

“Os núcleos da Aprosoja MT aproximam o produtor da entidade. As reuniões e encontros que a Aprosoja MT leva aos núcleos fortalecem essa proximidade e mantêm o produtor informado sobre tudo o que está acontecendo no agronegócio. A criação do Núcleo Entre Rios surgiu justamente com esse objetivo: aproximar ainda mais o produtor do Nortão. Antes, Matupá era agregada a Sinop, o que tornava o acesso dos produtores do Norte de Mato Grosso mais difícil, devido à distância, dificultando a participação dos agricultores da região. Com a criação do Núcleo Entre Rios, em Matupá, e a realização dos encontros no município, será possível reunir e agrupar esses produtores, levando as informações da Aprosoja MT e, ao mesmo tempo, fortalecendo a aproximação do produtor com a entidade. A união dos produtores tende a gerar resultados cada vez mais positivos para a associação”, afirmou Gelindo.

Para o produtor rural de Jaciara, Alberto Chiapinotto, o núcleo funciona como uma ponte permanente entre o produtor e a sede da Aprosoja MT, promovendo diálogo contínuo e participação ativa.

“O maior avanço que constatamos no núcleo de Jaciara foi a participação dos produtores associados da Aprosoja MT trazendo suas demandas e sugestões para melhoria no dia a dia da região. A gente é muito grato pela entidade. A Aprosoja MT têm se destacado nas decisões. Então, foi bem esquematizada a distribuição dos núcleos para atender todo o estado de Mato Grosso. Os produtores levam para o núcleo as demandas para serem repassadas para a sede. Com isso, tomamos decisões corretas em defesa do produtor. Então, nós estamos bem representados pelos núcleos, pela entidade, pelos colaboradores e por toda a parte técnica da Aprosoja MT”, finalizou Alberto.

garantindo que as demandas da base sejam organizadas, sistematizadas e encaminhadas à sede, fortalecendo a atuação institucional em todo o estado.

Fonte: Assessoria Aprosoja

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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