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Após visitar lavouras afetadas pela seca no PR e MS, ministra diz que ação imediata é garantir plantio da safrinha

Tereza Cristina conversou com produtores afetados nos dois estados. Na quarta-feira, a ministra esteve no RS e em SC, regiões também atingidas pela estiagem

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Lavoura afetada pela seca em Cascavel (PR). Foto: Guilherme Martimon/Mapa

A equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), liderada pela ministra Tereza Cristina, esteve no Paraná e em Mato Grosso do Sul e se reuniu com produtores afetados pela estiagem, nesta quinta-feira (13). A viagem é continuação da agenda iniciada no Rio Grande do Sul e que passou por Santa Catarina, na quarta-feira (12).

Em Cascavel (PR) e em Ponta Porã (MS), a ministra destacou que o foco no momento é garantir que os produtores, atingidos pela seca, tenham condições de plantar a safrinha, principalmente de milho. “Temos custeio e nossa preocupação é agilidade nessas ações para que a gente possa plantar com segurança. Para que o agricultor possa saber o que vai acontecer na segunda safra, que é a safrinha, que é muito importante, pois é quando se tem a maior parte do plantio de milho nesses estados”, destacou, em entrevista em Ponta Porã.

Para fazer o diagnóstico da situação das lavouras nos estados afetados (RS, SC, PR e MS), a equipe do Mapa conta com apoio da Conab, Embrapa e representantes do Banco Central, Banco do Brasil e do Ministério da Economia.

Em Cascavel, o produtor Vanderlei Campos contou que havia replantado, em novembro, a lavoura de milho, perdida na safra anterior. “Veio a seca e castigou. A lavoura perdeu a floração”, disse, estimando perdas da ordem de 60% a 70%. Os agricultores da região também pedem a prorrogação de pagamentos das dívidas para que tenham condições de plantar as próximas safras, diante dos prejuízos com a atual safra.

A ministra sobrevoou a região de Ponta Porã e Naviraí, em Mato Grosso do Sul, onde estão as lavouras mais castigadas pela seca no estado. Ela estava acompanhada do secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos; do subsecretário de Política Agrícola do Ministério da Economia, Rogério Boueri; do chefe do Departamento de Crédito Rural e Proagro do Banco Central, Cláudio Filgueiras; e do diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Antônio Carlos Wagner Chiarello.

Em Naviraí (MS), a ministra e secretários se reuniram com produtores da região, a mais afetada pela estiagem no estado, para ouvir as dificuldades enfrentadas neste momento. “Estamos aqui para ouvir vocês. Não dá para ter uma medida geral. Temos municípios que tiveram perda total e outros não. É muito importante levarmos dados. Isso nos dá condições de sentar com o Banco Central, com o Ministério da Economia, com Banco do Brasil e outros bancos para definir as medidas”, disse, acrescentando que diversos setores foram afetados, como soja, milho e leite. “São várias as situações que estamos anotando. Às vezes, você precisa mudar a legislação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) precisa aprovar algumas ações. Nós queremos celeridade para o produtor saber o que pode fazer e o que pode plantar”, destacou.

Tereza Cristina ressaltou que serão tomadas medidas imediatas, de médio e longo prazo. Uma delas prevê ampliação do seguro rural. Segundo a ministra, o Mapa já está em contato com 15 seguradoras.

Apoio ao produtor

Para possibilitar tomadas de medidas de forma mais ágil e ajudar agricultores e outras categorias de profissionais afetadas pela estiagem no estado, o governo do Paraná decretou situação de emergência.

 

Fonte: Mapa
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Notícias Olhar atento no campo

Dicas para fazer o planejamento da safra e melhorar a produtividade

O ato de se planejar pode ser uma eficiente ferramenta no agronegócio para o ano que inicia. Responsável por uma fatia média de 20% do PIB, o agro deverá impulsionar a economia brasileira mais uma vez em 2022.

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Arquivo OP Rural

Como tradição em todo começo de ano, o planejamento das metas, sejam elas pessoais ou de negócios, é sempre a melhor forma de se dar o primeiro passo para concretizar algo. Pouca gente sabe, mas até a alface e outros tipos de cultivos que parecem simples hortaliças precisam de um planejamento, atributo essencial para que o produtor esteja atento aos fatores que podem impactar diretamente nos ganhos produtivos.

Nesta etapa, analisar questões básicas que envolvem os custos de produção, bem como o momento do mercado e as condições climáticas, são estratégias que ajudam a avaliar os caminhos para melhorar a rentabilidade do plantio e estar atento aos riscos.

Segundo Diego Guterres, especialista líder de cultivo da Yara Brasil, adotar cautela para o plantio de grandes culturas pode contribuir para a previsibilidade dos custos de produção, por exemplo. Outras quatro dicas elencadas pelo Guterres são:

  • Acompanhar o patamar de preço dos grãos e insumos avaliando a relação de troca em paralelo à análise de preços históricos (em reais e em dólares);
  • Ter um olhar racional e estratégico sobre os custos de produção, já que atualmente estão em alta, direcionando recursos ao que é essencial para garantir produtividade (analisar custos totais e custo por unidade, por exemplo, R$/ha e R$/sc);
  • Antecipar compras e recebimentos de alguns insumos, como fertilizantes e defensivos sempre que possível;
  • Adotar critério técnico na adubação, especialmente para quem pensa em reduzi-la buscando mitigar os custos, pois medidas erradas podem reduzir a produtividade.

Conhecer bem o solo e escolher o cultivo que melhor se adapta às condições climáticas da região é o segredo de Bruno Dittrich, especialista líder de cultivo da Yara Brasil para frutas e hortaliças. Outras dicas do especialista são:

  • Escolher materiais genéticos adequados, preferindo opções com a melhor aceitação comercial, que produza bons frutos, folhas ou tubérculos;
  • Avaliação do solo. Através da análise de solo, é possível conhecer as principais deficiências e atuar nas correções que podem ser feitas através de práticas como calagem, gessagem e uso de fertilizantes;
  • Uso racional de fertilizantes, especialmente em condições de baixa fertilidade do solo;
  • Agir preventivamente para facilitar o controle de pragas e doenças da região.

 Perspectivas para 2022

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a previsão de crescimento para o agronegócio em 2022 está em torno de 3 a 5%, com a safra de grãos estimada em 289 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação a 2021.

Responsável por uma fatia média de 20% do PIB, o agronegócio deverá impulsionar a economia brasileira mais uma vez em 2022. Com planejamento e olhar atento às tendências que considerem também a sustentabilidade do negócio, a previsão é que o setor permaneça forte e com grandes resultados produtivos

Fonte: Assessoria
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Notícias Fonte de proteína e nutrientes

Por que o ovo é tão benéfico para as pessoas? 

Além das tradicionais vitaminas A, B e E, outros nutrientes como colina, zinco, luteína, albumina, biotina e selênio estão presentes no ovo.

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Divulgação/ASGAV

O ovo, um dos alimentos mais consumidos no mundo, tem seus motivos para sempre estar à mesa das pessoas. Além do valor acessível, ele é considerado como uma das principais fontes de proteína e de diversos outros nutrientes que auxiliam no bom funcionamento do organismo e na prevenção de doenças.

De acordo com a nutricionista e coordenadora técnica da Quimtia Brasil, Daniely Salvador, além das tradicionais vitaminas A, B e E, outros nutrientes como colina, zinco, luteína, albumina, biotina e selênio estão presentes no ovo.

“Dentre os benefícios podemos destacar que o consumo de ovo com frequência ajuda a melhorar fatores como memória, auxilia no combate a diversas doenças, reduz o risco de degeneração macular, ajuda na recuperação de várias células do organismo e previne a queda de cabelo”, comenta.

A qualidade deve ser ponto de atenção

No entanto, para obter todos estes benefícios, existe a necessidade de cuidar, também, da qualidade da produção de ovo. Segundo a especialista, a atenção para com a qualidade do alimento começa bem antes, ainda durante a criação das galinhas poedeiras [as que põe ovos].

“Assim como toda a criação animal moderna, é necessário seguir manejos sanitários rigorosos e uma dieta nutricional adequada, evitando assim possíveis perdas que possam comprometer a produção”, alerta.

Daniely acrescenta ainda, que para preservar e assegurar a qualidade do ovo, outra alternativa é conservá-lo em temperatura uniforme, sem variação, de preferência em refrigerador. A explicação disso é que “ao sofrer alteração de temperatura, o alimento pode perder boa parte de suas propriedades, consequentemente, a qualidade”, finaliza.

Fonte: Assessoria
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Notícias Em nota

Abramilho critica proposta de taxação das exportações de milho

Na avaliação da entidade, trata-se de uma medida equivocada e temerária para o país.

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Claudio Neves

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) lamenta a falta de conhecimento da autora do Projeto de Lei 2814/21, que tramita na Câmara dos Deputados e estabelece imposto de 15% sobre a exportação de milho até 31 de dezembro de 2022. A verdade é que o produtor de milho não escolhe fazer a exportação. Ele simplesmente vende o milho para quem queira comprar, seja ele mercado interno ou externo, haja vista que vivemos em uma economia de livre mercado.

O milho é uma commodity no mercado internacional. O produtor precisa vender, muitas vezes, através de contratos antecipados tanto com a indústria nacional quanto internacional. Não faltou nem tem faltado milho no Brasil. Temos superávit, tanto que nossa produção está em torno de 100 milhões de toneladas e o consumo próximo de 70 milhões de toneladas. Sempre há um excedente que deve ser exportado e, muitas vezes, medidas como essa só tendem a prejudicar o setor e a desestimular o mercado e o produtor a plantar, tirando a competitividade do nosso produto.

Em situações similares, outros países, na vã ilusão de beneficiar o mercado interno, cometeram semelhante equívoco, que, em absolutamente nada, favoreceram a economia nacional ou o abastecimento interno. Foi o que ocorreu com a Argentina. Não podemos permitir que nosso país cometa semelhantes erros reiteradamente praticados.

Essa medida é temerária e equivocada. O mercado internacional não aceita a exportação de tributos, o que significa que este custo será repassado ao produtor. Salientamos neste ponto que, embora a inflação de alimentos tenha aumentado, a inflação dos insumos pagos pelos produtores já alcança os 50%, na variação anual. Isso demonstra o desconhecimento ou falta de sensibilidade da autora ao propor essa taxa.

O Brasil é um player importante no mercado internacional para exportação de alimentos. Dentre os principais produtos estão a soja, o milho, as carnes, seja bovino, suíno ou aves. A partir da produção agropecuária, o país tem alcançado receitas suficientes para enfrentar as crises econômicas mundiais mais graves.

Tributar o setor em qualquer uma dessas cadeias significa retirar artificialmente sua competitividade, prejudicando o Brasil perante seus concorrentes. Não se pode ser leniente com a história de sucesso da maior produção agropecuária tropical do planeta. Portanto, em vez de tributar as exportações dos alimentos, os deputados deveriam estar buscando soluções para baixar o custo de produção e melhorar a logística. Porque se existe um problema real para o milho no Brasil é a falta de uma logística adequada para o fluxo interno de milho e para garantir as exportações nos portos brasileiros.

Fonte: Assessoria
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