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Após visitar lavouras afetadas pela seca no Paraná e no Mato Grosso do Sul, ministra diz que ação imediata é garantir plantio da safrinha
Tereza Cristina conversou com produtores afetados nos dois Estados. Na quarta-feira (12), a ministra esteve no Rio Grande do Sul e em Santa Catarinense, regiões também atingidas pela estiagem.

A equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), liderada pela ministra Tereza Cristina, esteve no Paraná e em Mato Grosso do Sul e se reuniu com produtores afetados pela estiagem, nesta quinta-feira (13). A viagem é continuação da agenda iniciada no Rio Grande do Sul e que passou por Santa Catarina, na quarta-feira (12).
Em Cascavel (PR) e em Ponta Porã (MS), a ministra destacou que o foco no momento é garantir que os produtores, atingidos pela seca, tenham condições de plantar a safrinha, principalmente de milho. “Temos custeio e nossa preocupação é agilidade nessas ações para que a gente possa plantar com segurança. Para que o agricultor possa saber o que vai acontecer na segunda safra, que é a safrinha, que é muito importante, pois é quando se tem a maior parte do plantio de milho nesses estados”, destacou, em entrevista em Ponta Porã.
Para fazer o diagnóstico da situação das lavouras nos estados afetados (RS, SC, PR e MS), a equipe do Mapa conta com apoio da Conab, Embrapa e representantes do Banco Central, Banco do Brasil e do Ministério da Economia.
Em Cascavel, o produtor Vanderlei Campos contou que havia replantado, em novembro, a lavoura de milho, perdida na safra anterior. “Veio a seca e castigou. A lavoura perdeu a floração”, disse, estimando perdas da ordem de 60% a 70%. Os agricultores da região também pedem a prorrogação de pagamentos das dívidas para que tenham condições de plantar as próximas safras, diante dos prejuízos com a atual safra.
A ministra sobrevoou a região de Ponta Porã e Naviraí, em Mato Grosso do Sul, onde estão as lavouras mais castigadas pela seca no estado. Ela estava acompanhada do secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos; do subsecretário de Política Agrícola do Ministério da Economia, Rogério Boueri; do chefe do Departamento de Crédito Rural e Proagro do Banco Central, Cláudio Filgueiras; e do diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Antônio Carlos Wagner Chiarello.
Em Naviraí (MS), a ministra e secretários se reuniram com produtores da região, a mais afetada pela estiagem no estado, para ouvir as dificuldades enfrentadas neste momento. “Estamos aqui para ouvir vocês. Não dá para ter uma medida geral. Temos municípios que tiveram perda total e outros não. É muito importante levarmos dados. Isso nos dá condições de sentar com o Banco Central, com o Ministério da Economia, com Banco do Brasil e outros bancos para definir as medidas”, disse, acrescentando que diversos setores foram afetados, como soja, milho e leite. “São várias as situações que estamos anotando. Às vezes, você precisa mudar a legislação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) precisa aprovar algumas ações. Nós queremos celeridade para o produtor saber o que pode fazer e o que pode plantar”, destacou.
Tereza Cristina ressaltou que serão tomadas medidas imediatas, de médio e longo prazo. Uma delas prevê ampliação do seguro rural. Segundo a ministra, o Mapa já está em contato com 15 seguradoras.
Apoio ao produtor
Para possibilitar tomadas de medidas de forma mais ágil e ajudar agricultores e outras categorias de profissionais afetadas pela estiagem no estado, o governo do Paraná decretou situação de emergência.

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Coreia do Sul sinaliza avanços para importação de ovos, carne suína e bovina do Brasil
Missão oficial registra progresso nas tratativas sanitárias e comerciais entre os dois países.

Amissão oficial brasileira à Coreia do Sul registrou, nesta segunda-feira (23), avanços nos processos para a abertura e ampliação de mercados para produtos da agropecuária nacional. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou, conforme mencionado pelo presidente sul-coreano, a etapa final para a exportação de ovos, a previsão de auditorias para uva e carne bovina e ampliação dos estados a serem avaliados para a exportação de carne suína ao país asiático.
Nos últimos dois anos, o Brasil já contabiliza a abertura de 538 mercados internacionais para produtos agropecuários.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo sul-coreano confirmou o recebimento da documentação necessária para a abertura do mercado de ovos brasileiros, e a emissão do certificado deve ocorrer nos próximos dias. “O presidente sul-coreano confirmou que recebeu toda a documentação para a abertura do mercado do ovo brasileiro para a Coreia do Sul. Aguardamos nos próximos dias a emissão do certificado”, afirmou o ministro.
Também foi confirmada a realização de auditoria por técnicos sul-coreanos para viabilizar a entrada da uva brasileira no país. A medida integra as tratativas para diversificar a pauta exportadora brasileira no mercado asiático.
Na área de proteínas, houve avanço para aceite dos processos de ampliação dos estados brasileiros autorizados a exportar carne suína. Estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal como livres de febre aftosa e de peste suína clássica poderão ter suas análises avaliadas pela Coreia do Sul. “Um avanço importante para a nossa suinocultura”, declarou Fávaro.
A carne bovina também avançou nas negociações. O Brasil busca a abertura desse mercado desde 2008 e, de acordo com o ministro, a Coreia do Sul confirmou que realizará auditoria nas plantas frigoríficas brasileiras. “Cumprimos todos os protocolos e o presidente Lee garantiu de forma expedita que vai fazer auditoria nas plantas frigoríficas brasileiras”, disse.
As medidas fazem parte da agenda da missão oficial brasileira no país e ampliam a cooperação sanitária e comercial entre Brasil e Coreia do Sul, abrindo caminho para o avanço das exportações do setor agropecuário.
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Aprosoja MT consolida 35 núcleos e amplia representatividade no campo
Estruturas regionais organizam demandas dos produtores, fortalecem o diálogo com a sede e garantem atuação alinhada à realidade local.

Criados com o objetivo de fortalecer a organização dos produtores nas diferentes regiões do estado, os 35 núcleos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) estão instalados junto aos sindicatos rurais e atuam como elo entre os produtores e a entidade, facilitando a comunicação e a representatividade no estado.
Para que uma região se torne núcleo, é necessário atender a critérios estabelecidos pela associação e desempenhar o papel fundamental de aproximar o produtor rural das decisões institucionais. De acordo com a delegada coordenadora do núcleo de Lucas do Rio Verde, Taisa Botton, os núcleos são a base da Aprosoja Mato Grosso, auxiliando na organização das demandas dos produtores rurais.
“Os núcleos são a base da Aprosoja MT. É por meio deles que nós conseguimos nos reunir, discutir as nossas dores e organizar as nossas demandas de uma forma mais estruturada para que a sede consiga nos atender com mais eficiência. E quando falamos em núcleo, nós estamos falando de representatividade. Imagina se todos nós deslocássemos até Cuiabá para apresentar individualmente as nossas demandas, sendo que muitas vezes são as mesmas. Seria inviável. O núcleo consegue organizar e trazer isso em força coletiva. A partir disso nós conseguimos debater os problemas da nossa microrregião, sistematizar todas as informações e transformar isso em dados para que a sede consiga agir. Isso faz total diferença em termos de fortalecimento na tomada de decisão e garante, inclusive, que a entidade consiga atuar com base na realidade do produtor”, destacou.
A partir da sua experiência e atuação na Aprosoja MT, Taisa Botton salienta que o principal avanço observado após a criação e consolidação dos núcleos na região é o sentimento de pertencimento dos produtores.
“Um dos principais avanços após a criação e a consolidação do núcleo na região me remete a um Circuito Aprosoja MT lá em 2009. Esse circuito reuniu muitos produtores e, naquele período, o nosso cenário exigia muita cautela. As discussões giravam em torno da gestão de custos, projeções de rentabilidade e planejamento estratégico, porque o ambiente econômico estava muito instável. Na época, o Circuito trouxe economistas, especialistas técnicos e lideranças do setor, o que resultou em painéis excepcionais. Foi naquele momento que ficou muito claro para muitos de nós que a Aprosoja MT não estava apenas promovendo eventos, mas construindo um espaço de orientação, de articulação e de defesa do produtor. A consolidação do núcleo trouxe, basicamente, isso: um sentimento de pertencimento. A gente passa a enxergar a entidade como uma casa, um espaço onde as dores são ouvidas, organizadas e transformadas em ações concretas. Não é apenas um avanço institucional, mas também um avanço entre nós, produtores, como cultura”, pontuou Taisa.
Criado recentemente, em dezembro de 2025, o núcleo Entre Rios representa sete municípios da região leste do estado. A iniciativa foi motivada pela necessidade de aproximar ainda mais o produtor rural das discussões e demandas locais, ampliando a participação da base e fortalecendo a comunicação regional. Segundo o delegado coordenador da região, Gelindo Lira Neto, a expansão dos núcleos reforça a representatividade do produtor mato-grossense.
“Os núcleos da Aprosoja MT aproximam o produtor da entidade. As reuniões e encontros que a Aprosoja MT leva aos núcleos fortalecem essa proximidade e mantêm o produtor informado sobre tudo o que está acontecendo no agronegócio. A criação do Núcleo Entre Rios surgiu justamente com esse objetivo: aproximar ainda mais o produtor do Nortão. Antes, Matupá era agregada a Sinop, o que tornava o acesso dos produtores do Norte de Mato Grosso mais difícil, devido à distância, dificultando a participação dos agricultores da região. Com a criação do Núcleo Entre Rios, em Matupá, e a realização dos encontros no município, será possível reunir e agrupar esses produtores, levando as informações da Aprosoja MT e, ao mesmo tempo, fortalecendo a aproximação do produtor com a entidade. A união dos produtores tende a gerar resultados cada vez mais positivos para a associação”, afirmou Gelindo.
Para o produtor rural de Jaciara, Alberto Chiapinotto, o núcleo funciona como uma ponte permanente entre o produtor e a sede da Aprosoja MT, promovendo diálogo contínuo e participação ativa.
“O maior avanço que constatamos no núcleo de Jaciara foi a participação dos produtores associados da Aprosoja MT trazendo suas demandas e sugestões para melhoria no dia a dia da região. A gente é muito grato pela entidade. A Aprosoja MT têm se destacado nas decisões. Então, foi bem esquematizada a distribuição dos núcleos para atender todo o estado de Mato Grosso. Os produtores levam para o núcleo as demandas para serem repassadas para a sede. Com isso, tomamos decisões corretas em defesa do produtor. Então, nós estamos bem representados pelos núcleos, pela entidade, pelos colaboradores e por toda a parte técnica da Aprosoja MT”, finalizou Alberto.
garantindo que as demandas da base sejam organizadas, sistematizadas e encaminhadas à sede, fortalecendo a atuação institucional em todo o estado.
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Dia de Campo de Verão 2026 reúne tecnologia, mercado e inovação
Evento da Cooperativa Agroindustrial Tradição acontece nesta semana em Pato Branco (PR), com palestras, mais de 80 expositores, arena de drones e lançamentos para a safra.

A Cooperativa Agroindustrial Tradição promove nesta semana, entre quarta (25) e quinta-feira (26), o Tradição em Campo – Dia de Campo de Verão 2026, um dos principais encontros técnicos do calendário agro regional. A programação acontece das 08 às 17 horas, no Centro de Tecnologia e Inovação Tradição (CITT), em Pato Branco (PR), reunindo cooperados, parceiros e produtores em dois dias dedicados à difusão de tecnologia, atualização de mercado e apresentação de lançamentos para a nova safra.
As inscrições são gratuitas e obrigatórias, mediante cadastro no site da cooperativa.
Nesta edição, o evento amplia a grade de conteúdo com três palestras centrais. No dia 25, às 14h30, o biólogo Richard Rasmussen abordará os desafios contemporâneos do agronegócio. No dia 26, o consultor Carlos Cogo apresentará análise do cenário agrícola global e brasileiro, com foco em tendências de mercado. À tarde, Maria Iraclézia tratará de gestão, liderança e empreendedorismo no setor.
Além das palestras, o Dia de Campo trará estações técnicas sobre soja, milho e feijão, além de apresentar novidades em máquinas, pecuária, TRR e cooperativismo. Mais de 80 expositores estarão presentes com soluções voltadas à produtividade e à eficiência no campo. “Estamos finalizando todos os preparativos para receber as famílias dos cooperados”, afirma o gerente técnico comercial da cooperativa, Carlos Francisco Marquezi.
Entre as novidades está a criação de um espaço kids com monitores, permitindo que as famílias participem do evento com maior conforto. “Será um espaço planejado para acolher as crianças, permitindo que os pais visitem a feira com tranquilidade”, reforça Marquezi.

A programação inclui ainda uma arena exclusiva para demonstrações de drones agrícolas, ampliando o acesso a tecnologias de agricultura de precisão. O setor de máquinas contará com pista para test drive de quadriciclos, proporcionando experiência prática aos visitantes.
Como atração especial, cooperados que visitarem os estandes parceiros e completarem o mapa da feira poderão concorrer ao sorteio de um quadriciclo, mediante cumprimento das regras estabelecidas pela organização.
Outra estrutura inédita será o bar suspenso, oferecendo visão panorâmica de unidades estratégicas da cooperativa, como a nova Indústria de Óleo e Farelo de Soja, a Unidade de Beneficiamento de Sementes e a Unidade de Grãos.
Com foco em inovação, integração e desenvolvimento sustentável, o Tradição em Campo consolida-se como vitrine tecnológica e espaço de relacionamento estratégico para o agronegócio regional.



