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Após Anuga, Brasil deve exportar US$ 1,8 bilhão em aves, suínos e ovos nos próximos 12 meses
Apenas nos cinco dias de evento, foram mais de US$ 570 milhões em negócios concretizados.

Terminou bem-sucedida a ação organizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), durante a Anuga, maior feira de alimentos do mundo, realizada entre os dias 07 e 11 de outubro, em Colônia (Alemanha).
Apenas nos cinco dias do evento, as 22 agroindústrias participantes da ação no espaço da ABPA concretizaram negócios que superam US$ 570 milhões em exportações para mercados dos cinco continentes, que estiveram presentes no evento.
A partir das tratativas realizadas no evento com os mais de 2 mil encontros de negócios realizados na feira, as empresas participantes da ação projetam exportações que deverão superar US$ 1,8 bilhão nos próximos 12 meses, contemplando os setores de aves, suínos e ovos.
Os grandes números do evento não se resumem aos resultados em exportações. A ação também foi marcada pelo fortalecimento das ações de imagem internacional do setor produtivo brasileiro. Foi o momento do lançamento da campanha internacional “Good Food – Sustainable Protein”, segunda fase da campanha iniciada em 2021 que destaca os atributos que diferenciam a sustentabilidade da avicultura e da suinocultura do Brasil. O lançamento contou com a presença de diversas autoridades – entre eles, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
A ação marca uma nova frente estratégica de ação setorial, desta vez, marcada pela apresentação de cases de sustentabilidade das empresas produtoras e exportadoras da avicultura e da suinocultura do Brasil – que ficarão disponíveis nos sites www.proteinasustentavel.com.br (versão em português) e www.braziliansustainableprotein.com (em inglês). Também serão realizadas ações em redes sociais, além da difusão de um vídeo da campanha.
O sabor e a qualidade dos produtos também foram destaque na área gastronômica da ABPA no evento, sob o comando do chef Marcelo Bortolon. Mais de 1,4 mil pratos à base de carne de frango foram servidos na área de degustação da associação.
Pela primeira vez, também foram realizadas degustações de carne de pato e de torresmos, que se somaram aos tradicionais omeletes, distribuídos para os importadores e potenciais clientes do setor. Tudo isto, contando ainda com a distribuição de materiais com informações sobre as indústrias exportadoras do setor e sobre as características da produção brasileira, que é baseada em três pilares: qualidade, status sanitário e sustentabilidade. “Foi uma ação ampla, complexa e com resultados que falam por si. A participação na Anuga é uma das mais importantes do nosso calendário, e o sucesso das ações em imagem e negócios mostram que alcançamos todos os nossos objetivos”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Quem esteve presente: Ao todo, 22 empresas confirmaram presença na ação da ABPA & ApexBrasil: Alibem, Avenorte, Bello Alimentos, C.Vale, Coasul, Copacol, Dália Alimentos, Ecofrigo, Frangos Pioneiro, Friato, Frigoestrela, Frimesa, Jaguafrangos, GTFoods, Lar Agroindustrial, Netto Alimentos, Rudolph, Somave, SSA, Vibra, Villa Germânia, Zanchetta Alimentos.
Outras associadas da ABPA estiveram com espaço próprio no evento, como Aurora Alimentos, BRF, Pamplona Alimentos, Seara Alimentos e Vossko.

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Brasil reduz em US$ 310 milhões as importações de defensivos químicos
Compras externas recuaram 6,8% em valor e 6,5% em volume, enquanto produtos genéricos ganham participação no mercado.

As importações brasileiras de defensivos químicos somaram US$ 4,28 bilhões entre janeiro e maio de 2026, queda de 6,8% em relação aos US$ 4,59 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Em volume, as compras externas recuaram 6,5%, passando de 537,3 mil para 502,6 mil toneladas, de acordo com levantamento do CropData.

Os produtos formulados responderam por US$ 1,4 bilhão das importações, pouco mais de um terço do valor total negociado no período. Segundo o levantamento, a redução das importações ocorre em um momento de ajuste do mercado, marcado pela queda dos preços médios e pelo avanço dos defensivos genéricos, os chamados produtos pós-patente.
De acordo com o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, a retração das importações não indica redução na proteção das lavouras, mas uma mudança na composição das compras. Conforme o executivo, produtores têm diversificado o portfólio diante de margens mais apertadas, elevado endividamento e restrições de crédito provocadas pelas recuperações judiciais no setor.
Gomides afirma ainda que a demora na aprovação de novas tecnologias no Brasil, um dos países com maior prazo para registro de defensivos entre as principais potências agrícolas, faz com que o mercado recorra aos produtos já disponíveis. “Quando a inovação chega com atraso, o mercado se orienta para o que já está disponível. O avanço dos genéricos tem também uma leitura regulatória, que precisa de maior previsibilidade”, ressalta.
Herbicidas lideram as importações
Entre os defensivos formulados, os herbicidas lideraram as importações, com US$ 471 milhões e 112 mil toneladas. Apesar da liderança, a categoria registrou retração em valor, volume e preço médio na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

Na sequência aparecem os inseticidas, com US$ 295 milhões em importações, e os fungicidas, com US$ 249 milhões, ambos também em queda.
Segundo Gomides, os herbicidas respondem por 34% do valor e quase 45% do volume dos produtos formulados importados pelo Brasil. O executivo atribui essa predominância à importância do controle de plantas daninhas, especialmente nos sistemas de plantio direto. “O produtor tem ampliado aplicações e o uso de pré-emergentes para garantir eficiência no manejo, especialmente no sistema soja, milho e algodão, onde a proteção nos estágios iniciais é decisiva para a produtividade”, afirma.
China concentra fornecimento

Gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides: “O produtor tem ampliado aplicações e o uso de pré-emergentes para garantir eficiência no manejo, especialmente no sistema soja, milho e algodão, onde a proteção nos estágios iniciais é decisiva para a produtividade”
A China manteve a liderança entre os fornecedores de herbicidas formulados ao Brasil, respondendo por 72% do valor importado, o equivalente a US$ 338 milhões, e por 90% do volume, cerca de 100 mil toneladas.
Em valor, os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com US$ 47 milhões (10%), seguidos pela Alemanha, com US$ 26 milhões (5%). Em volume, a China é seguida por Estados Unidos e Índia.
Consumo por hectare
O levantamento também lembra que o Brasil comercializou 826 mil toneladas de defensivos formulados em 2024. Considerando a área cultivada com grãos, café, cana-de-açúcar, hortifrutigranjeiros e florestas plantadas, as vendas corresponderam a 7,73 quilos por hectare.
Esse indicador é utilizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para estimar o consumo de defensivos agrícolas nos países.
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Seapi abre inscrições para Salão de Iniciação Científica com foco em bioinsumos e inovação no agro
Evento será realizado de forma online nos dias 23 e 24 de setembro e receberá trabalhos de estudantes, pesquisadores e servidores nas áreas animal, vegetal e de desenvolvimento rural.

Estão abertas as inscrições para o 15º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (Sicit), promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA). O evento será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, em formato totalmente online, com transmissão pelo canal do DDPA no YouTube.
A programação inclui também o 10º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2026. Durante os dois dias serão apresentados resultados de estudos nas áreas de produção animal, produção vegetal e desenvolvimento rural. A abertura do evento terá como tema “Bioinsumos: Legislação e Aplicações na Agropecuária”.

Foto: Matheus Flalanga
As inscrições são gratuitas. Podem submeter trabalhos bolsistas regularmente matriculados em instituições de ensino superior que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação tecnológica. Os participantes deverão encaminhar um resumo e realizar apresentação oral, gravada previamente, conforme as vagas disponíveis.
Os resumos devem ser enviados pela plataforma Even3 até 24 de agosto, seguindo o modelo previsto no edital. A divulgação dos trabalhos aprovados está prevista para 08 de setembro, enquanto o prazo para envio dos vídeos das apresentações encerra em 13 de setembro. Serão aceitos apenas resumos com resultados parciais, preliminares ou finais de pesquisas.
O evento também é aberto ao público interessado. As inscrições para ouvintes permanecem disponíveis até 22 de setembro, véspera do início da programação.

Foto: Divulgação
Segundo a Seapi, o Salão de Iniciação Científica, o Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa têm como objetivo ampliar o espaço para apresentação de pesquisas desenvolvidas por estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, além de pesquisadores e servidores da secretaria.
A iniciativa também busca estimular o interesse pela pesquisa científica, incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores e promover a geração e a transferência de conhecimento e de novas tecnologias para a agropecuária gaúcha.
Para mais informações, incrições e edital clique aqui.
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Governo atualiza preços mínimos para as safras 2026/27 e 2027
Novos valores servirão de referência para as operações da PGPM e abrangem leite, milho, soja, sorgo e outras culturas de verão e produtos regionais.

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) a Portaria nº 934, que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo que assegura remuneração mínima aos produtores quando os preços de mercado ficam abaixo do piso estabelecido.

Foto: Shutterstock
Entre os principais produtos contemplados estão leite, milho, soja e sorgo, culturas de grande relevância para a agropecuária brasileira. Os preços mínimos também foram fixados para algodão, arroz, feijão, mandioca e seus derivados, cacau, borracha natural cultivada, caroço de algodão, juta/malva e outros produtos regionais.
A vigência dos preços mínimos varia entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto.
A portaria também estabelece os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Estão incluídas sementes de algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo, com vigência entre novembro de 2026 e junho de 2028.
O que é a PGPM?
A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um instrumento de apoio à comercialização agrícola. Por meio dela, o governo estabelece preços de referência para diversos produtos agropecuários, buscando reduzir os impactos das oscilações de mercado sobre a renda dos produtores.
As propostas de preços mínimos são elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nos custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo, conforme determina o Decreto-Lei nº 79/1966. Os valores são posteriormente aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).




