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Após ano de sólidos investimentos, em 2023 a ASBIA reforça planejamento para valorizar ainda mais a genética bovina

Neste ano, a entidade continua fomentando o uso da inseminação artificial, por meio da promoção e divulgação da técnica, além da promoção de campanhas para melhoria da tecnologia da IA, com incentivo às pesquisas para introdução de novas técnicas.

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Foto: Assessoria

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) teve, em 2022, um ano de grande sucesso. Nesse período, se articulou e esteve em frentes importantes, defendendo o setor de genética bovina. Para isso, a entidade teve sólido investimento em sua própria estrutura, no fortalecimento da comunicação e do relacionamento com o mercado e os associados, em novas parcerias para áreas estratégicas e na aproximação com importantes instituições e órgãos do agronegócio, incluindo os órgãos governamentais.

“Para evidenciar o processo de inseminação artificial como um fator de vantagem competitiva sustentável na pecuária, precisamos reforçar ainda mais o posicionamento da Asbia ao lado de importantes instituições, órgãos e entidades do agro nacional. Dessa forma, naturalmente faremos com que nossos associados e toda a cadeia de produção se desenvolva, o que no fim da linha beneficia a cadeia da produção de proteínas animais (carne e leite) e, por consequência, a população”, destaca Nelson Ziehlsdorf, presidente da Asbia.

Com objetivo de se modernizar constantemente, em 2022 a Asbia investiu em uma série de melhorias, incluindo a reforma da sede, em Uberaba (MG). A entidade fechou parceria com especialistas em tecnologia da informação para o desenvolvimento de negócios por meio de computação nas nuvens.

Outra parceria envolveu especialistas em ações de vendas e marketing, com o objetivo de fornecer inteligência para tomada de decisões, reforçar relacionamento com clientes e parceiros, melhorar processos e aumentar as vendas. Essas movimentações resultaram na conquista de novos associados, como Cenatte Embriões, Zebuembryo, Virbac, Zoetis e Ion Vet, que se juntam aos outros 35 membros da entidade.

A Asbia também desempenhou importante papel com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), participando de várias reuniões como a de Detalhamento de Consulta Pública da Instrução Normativa (IN) 53, Treinamento de responsáveis técnicos no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) e Detalhamento Técnico de Consulta Pública, entre outras.

Consultor da Asbia, o dr. Josélio de Moura participou de debate temático no Plenário do Senado sobre o Processo de Autocontrole. A entidade também visitou o ministro nomeado pelo novo governo federal, Carlos Fávaro, ainda em 2022, antes da posse, ampliando o relacionamento com a pasta.

 

Planejamento

Para 2023, a Asbia reforça a divulgação bimestral do relatório Index, que apresenta as principais movimentações do mercado de genética bovina no Brasil, incluindo produção, exportação e importação, seja da pecuária leiteira ou da pecuária de corte. Desde 2018, esses balanços eram feitos trimestralmente.

A entidade também segue se movimentando para participar dos principais eventos da pecuária nacional, como a Expozebu. Além disso, já participou da Expoinel Minas, realizada em Uberaba (MG). Além delas, outras exposições, feiras, leilões, torneios e eventos de abrangência nacional, assim como congressos, estão no radar da entidade.

“Para a execução de projetos e conquista de melhorias para seus associados, produtores e toda a cadeia produtiva, a Asbia permanece atuando ao lado de poderes públicos federais, estaduais e municipais, com autarquias e entidades estatais, assim como órgãos de classe”, complementa Cristiano Botelho, executivo da Asbia.

Neste ano, a entidade continua fomentando o uso da inseminação artificial, por meio da promoção e divulgação da técnica, além da promoção de campanhas para melhoria da tecnologia da IA, com incentivo às pesquisas para introdução de novas técnicas.

Fonte: Assessoria

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Rastreabilidade deve ampliar competitividade da pecuária brasileira nos próximos anos

Implementação do PNIB e aumento das exigências por transparência e comprovação de origem ampliam a importância da identificação individual dos rebanhos.

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Foto: Divulgação

A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável defendeu a rastreabilidade como um dos pilares para a competitividade da pecuária nacional durante encontro regional promovido pela Mesa Global de Carne Sustentável (GRSB) e pelo Bezos Earth Fund, realizado em maio na cidade de São Paulo.

Foto: Divulgação/MBPS

Na oportunidade, a presidente da Mesa Brasileira, Ana Doralina Menezes, afirmou que a identificação individual dos animais passou a ocupar posição estratégica nas discussões sobre acesso a mercados, transparência, sanidade e sustentabilidade. “O debate sobre rastreabilidade vai além de uma exigência de mercado. Estamos falando de uma infraestrutura estratégica para fortalecer a confiança entre campo, indústria, sociedade e mercados, além de apoiar uma pecuária cada vez mais sustentável, inclusiva e competitiva”, afirmou.

Segundo Ana Doralina, o Brasil atravessa um momento importante para o fortalecimento dessa agenda. Entre os fatores que impulsionam o tema estão o reconhecimento internacional do país como livre de febre aftosa sem vacinação e a implementação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que prevê a identificação individual do rebanho brasileiro até 2032.

Durante o encontro, a entidade também destacou sua atuação nas discussões sobre o desenvolvimento de sistemas

Foto: Divulgação/MBPS

de rastreabilidade no país. Desde 2022, a Mesa Brasileira participa de debates técnicos relacionados à interoperabilidade entre plataformas, ampliação do acesso dos produtores às ferramentas de identificação animal e construção de políticas públicas voltadas ao tema.

Além da participação em fóruns nacionais e internacionais, a organização tem defendido a criação de condições que favoreçam a adoção dos sistemas nas propriedades rurais, incluindo assistência técnica, acesso ao crédito, integração de dados, segurança jurídica e mecanismos de inclusão produtiva.

Foto: Divulgação/MBPS

Para a entidade, a ampliação da rastreabilidade depende da participação coordenada de diferentes segmentos da cadeia pecuária e da construção de um ambiente capaz de gerar confiança e credibilidade para produtores, indústria e consumidores. “A rastreabilidade pode ser mais do que uma resposta às pressões externas. Ela pode se consolidar como a base de uma nova proposta de valor para a pecuária brasileira, conectando origem verificável, produtividade, sustentabilidade e confiança”, destacou Ana.

A participação da Mesa Brasileira no encontro reforçou a presença da entidade nas discussões internacionais sobre o futuro da produção pecuária e os mecanismos necessários para ampliar a competitividade do setor em mercados cada vez mais atentos à origem e à transparência dos produtos agropecuários.

Fonte: O Presente Rural
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Exportações de carne bovina batem recorde histórico até maio

Embarques somam 1,36 milhão de toneladas e receita supera R$ 40 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026.

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Foto: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram ritmo acelerado nos primeiros cinco meses de 2026 e alcançaram o maior volume já registrado para o período na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 1,36 milhão de toneladas da proteína, avanço de 14,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e de 26,6% na comparação com os cinco primeiros meses de 2024.

Além do recorde em volume, o setor também atingiu o maior faturamento da história para o período. A receita acumulada com as exportações chegou a R$ 40,207 bilhões até maio, valor 20,24% superior aos R$ 33,44 bilhões registrados entre janeiro e maio do ano passado.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho foi favorecido pela combinação entre a valorização do dólar frente ao real e o aumento do preço médio pago pela carne bovina brasileira no mercado internacional. No acumulado do ano, a tonelada exportada foi negociada, em média, por cerca de R$ 29,5 mil.

Somente em maio, os embarques totalizaram 290,453 mil toneladas, crescimento de 2,5% em relação a abril e de 17,2% na comparação com maio de 2025. O faturamento do mês alcançou R$ 9,04 bilhões, o maior resultado mensal de 2026 até o momento.

O valor médio recebido pelas exportações em maio foi de R$ 31.135,21 por tonelada, o que garantiu aumento de 5,35% na receita frente ao mês anterior e de 28,08% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para os pesquisadores do Cepea, o forte desempenho das vendas externas reforça a importância estratégica do mercado internacional para a pecuária brasileira. O cenário ganha relevância em um momento de transição entre safra e entressafra, período marcado por leve aumento na oferta de animais prontos para abate, demanda doméstica enfraquecida e maior competitividade de proteínas concorrentes no mercado interno.

Fonte: O Presente Rural
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Fim da cota chinesa amplia incertezas sobre os preços do boi gordo

Mercado busca avaliar se demanda de outros países e consumo interno serão suficientes para compensar a redução dos embarques à China.

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Foto: Ana Maio

Não existem duas respostas para uma equação matemática.

Não existe ambiguidade nos conceitos da física.

Não existem mágicas na ciência contábil.

Mas quando o assunto é mercado do boi, muitas vezes a lógica dá lugar às narrativas.

Não faltam opiniões. Faltam números confiáveis.

Artigo escrito por Paulo Bellincanta, presidente do Sindifrigo MT.

Se tivéssemos dados exatos sobre o tamanho do rebanho, taxa de desfrute e volume de abate, teríamos uma equação muito próxima da exatidão. Porém, além da ausência de números precisos, há outro fator que dificulta ainda mais qualquer análise: a bolsa.

A bolsa reflete o “papel” do boi, não necessariamente o boi físico. Reflete expectativas, apostas e movimentos especulativos. Muitas vezes, é utilizada mais para influenciar o mercado do que para servir como instrumento de proteção real das operações.

No mundo dos negócios existem períodos de estabilidade e momentos de tempestade, capazes de alterar abruptamente o ritmo do mercado.

Estamos às vésperas de uma dessas mudanças.

Com o encerramento da cota estipulada pela China para a carne bovina brasileira, teremos uma alteração importante no fluxo comercial. Nos últimos meses, o Brasil vinha embarcando para aquele país volumes superiores a 130 mil toneladas por mês. A partir de julho, esse excedente deixará de existir.

Naturalmente, devemos considerar outros fatores. Países que aumentarão suas exportações para a China, como Estados Unidos, Argentina e Uruguai, poderão ampliar suas compras de carne brasileira para abastecer seus mercados internos. Também não podemos ignorar o mercado doméstico, que tradicionalmente apresenta maior consumo durante o segundo semestre.

A grande dúvida é o tamanho desse volume adicional de demanda e se ele será suficiente para compensar a mudança no mercado chinês.

Existe ainda um segundo fator, não menos importante: o preço.

O valor atual do boi reflete uma realidade construída sobre vendas para a China na faixa de US$ 7.000 por tonelada. Já outros importantes destinos da carne brasileira como Estados Unidos, União Europeia, Chile, Egito, México, Rússia e Canadá pagam, em média, cerca de US$ 5.500 por tonelada, patamar muito próximo ao praticado pelo mercado interno.

Estamos falando de uma diferença próxima de 22%.

Sem subjetividade, sem narrativas e sem exercícios de imaginação, essa diferença precisará ser absorvida por algum elo da cadeia.

O cenário não é confortável nem para a indústria nem para o produtor.

Essa é a equação que temos diante de nós e cuja solução precisaremos encontrar em conjunto.

Sou tradicionalmente otimista, mas confesso estar preocupado com esse novo desafio.

Nada que algumas semanas de acomodação não possam corrigir. Os mercados se ajustam, as oportunidades surgem e, mais cedo ou mais tarde, voltamos a caminhar.

Fonte: Artigo escrito por Paulo Bellincanta, presidente do Sindifrigo MT.
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