Notícias Encontro do setor suinícola mundial
Após 30 horas de conteúdo, IPVS2022 encerra sua 26 ª edição com muitas inovações
Evento ofereceu atualização e networking para participantes de 55 países.

Ponto de encontro dos profissionais especialistas em suínos, o IPVS2022, que ocorreu entre segunda (21) e sexta-feira (24), no RioCentro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), terminou suas atividades comemorando o sucesso da edição.
Após uma maratona de 30 horas de conteúdo técnico, 2.127 congressistas de 55 países tiveram acesso aos conteúdos de 49 palestrantes em 26 sessões técnicas, 120 apresentações orais de trabalhos científicos e 335 pôsteres expostos. “O sucesso desse evento é um presente para nós, mas não é uma surpresa. Digo isso pois, desde a ideia inicial até a concretização desse projeto, foram 10 anos de trabalho sério e de comprometimento de todo o comitê que compôs a área científica e organizacional do IPVS2022”, ressaltou a presidente do evento Fernanda Almeida.
Ela relembrou que a edição brasileira do evento, que retornou ao Brasil após 34 anos, teve momento memoráveis. “Foram muitas emoções desde a abertura do IPVS2022. Em um formato inovador, com temas relevantes desde o Pré-Congresso contamos com grande adesão do público e ficamos muito satisfeitos”, disse. “O evento foi construído com grande compromisso e dedicação da equipe que deu o ‘sangue com muita raça’. Fomos apoiados desde o início pelo board internacional da IPVS com uma ação conjunta, com ‘várias mãos’ unidas em torno de um mesmo ideal: fazer o melhor evento para ficar na história da suinocultura. Atingimos, assim, nosso objetivo, que foi o de promover uma troca de conhecimento, atualização e muito networking”, destacou.

Presidente do IPVS2022, Fernanda Almeida: “Em um formato inovador, com temas relevantes desde o Pré-Congresso contamos com grande adesão do público e ficamos muito satisfeitos”
De acordo com Fernanda, o IPVS2022 recebeu colegas de profissão vindos dos cinco continentes, ávidos por compartilhar e absorver conhecimento. “Nossos palestrantes, escolhidos criteriosamente, abrilhantaram o evento e entregaram a vanguarda do conhecimento técnico e científico da suinocultura e nossos expositores deram um show de design e simpatia, mostrando as últimas novidades e soluções para o setor”, enalteceu Fernanda.
Para o diretor de Relações Institucionais do IPVS2022, diretor Executivo de Agropecuária e Sustentabilidade da JBS/Seara e Presidente do Sindicarne, José Antônio Ribas, o IPVS2022 foi um sucesso. “Apresentamos para o mundo que o Brasil faz uma suinocultura com muita competência, responsabilidade, qualidade e sustentabilidade. Isso ficou demonstrado na organização do evento, na quantidade de trabalhos inscritos e mostramos que implementamos muita ciência em nossa atividade”, apontou. “Fizemos muitas inovações no evento e uma delas foi a realização do bloco de agronegócio dentro de um evento com uma característica bastante técnica e científica. São mundos completamente conectados. A ciência precisa de produção e a produção precisa da ciência e trouxemos estes dois mundos para o mesmo meio ambiente. Isso foi muito saudável e um grande aprendizado”, acrescentou.
De acordo com Ribas, o IPVS2022 mostrou que o Brasil está integrado em todos os seus conceitos para a gestão de uma suinocultura que vai atender o quesito que foi amplamente debatido no Rio de Janeiro: mudança de relação das pessoas com o alimento e do alimento com o planeta. “Conseguimos mostrar que estamos preparados para essa transformação. O IPVS2022 foi um sucesso de público, de discussão, de debates e de abordagem e será um divisor de águas para a suinocultura brasileira”, acrescentou.
Plataforma inovadora
Uma das inovações desta edição foi o evento híbrido. Pela primeira vez, o IPVS pôde ser acompanhado online e de maneira bastante realista graças ao desenvolvimento de um ambiente 360º do RioCentro, em tamanho e características reais. Os estandes parceiros foram reproduzidos do físico para o digital, possibilitando uma experiência imersiva, conexões, networking e levando o IPVS2022 do Brasil para o mundo com muita tecnologia e conteúdo.
Celebração da cultura brasileira

Festa de confraternização destacou a cultura brasileira
A noite da quinta-feira foi marcada pela realização de uma festa tipicamente brasileira, que promoveu um momento de celebração e confraternização entre os participantes do evento, 40% proveniente de outros países. A festa contou com um show de músicas e danças típicas do Brasil e comidas que fizeram referência ao cardápio das festas juninas.
Programação técnica
Na manhã de sexta-feira, além das palestras no último dia, foram realizadas apresentações orais e sessões de pôsteres. A programação do IPVS2022 seguiu com a realização de mais quatro sessões de palestras que abordaram casos clínicos, imunologia e vacinologia e segurança alimentar, com foco em parasitas.
Trabalhos científicos vencedores
No encerramento do evento foram anunciados os trabalhos científicos vencedores do IPVS2022 e os quatro destaques: Franciéli Adriane Molossi, com o trabalho “PCV-3associated disease in neonatal pigles in Brazil”; Jasmine Hattab com “Artificial Intelligence and Slaughtered Pigs: a promising affair”; Wei-Tao Chen com “Construction and Stable Expression of Mammalian Cell-based Secretory Classical Swine Fever Virus Envelope Glycoprotein E2 to Enhance Antigenicity and Performance of Enzyme-linked Immunosorbent Assays”; e Cipriano de Abreu com “Mycoplasma hyorhinis detection in dams and piglets during lactation”.
Alemanha 2024 e Bankgok 2026
O desafio já está lançado. Os próximos passos do IPVS já têm data e locais agendados. A sede do evento será Leipzig, na Alemanha, em junho de 2024. Já para a sequência do IPVS, em 2026, a Assembleia Geral indicou a cidade de Bangkok, na Tailândia como sede do congresso.
Somando forças com o IPVS2022
O IPVS2022 contou com o apoio das principais entidades da suinocultura brasileira, como: Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS), Sindicarne-SC e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O IPVS2022 tem como Partner as empresas Boehringer-Ingelheim, Farmabase, Hipra, MSD e Zoetis. Na categoria Supporter, temos a presença da Ceva e Elanco. As empresas Agroceres PIC, Biofarma, DB-Dan Bred, Idexx, Ourofino, Pharmacosmos, Sanphar, Trouw Nutrition, Vetanco e Virbac formam o grupo dos patrocinadores Platinum e no grupo Gold temos Crystal Spring, Magapor, Microvet, Phytobiotics, Thermo Fisher, Tonisity, VetScience, Vetoquinol, Lanxess, BioChek e Apha Scientific. Além destas, as empresas Adisseo, Boehringer-Ingelheim e ICC patrocinam o Pré-Congresso do IPVS2022.
O Jornal O Presente Rural foi parceiro de mídia do evento e a cobertura completa você confere na próxima edição de Suínos e Peixes.

Colunistas
Quando uma empresa do agro se torna irrelevante
Fazer diagnóstico de comunicação e marketing é crucial para identificar problemas.

Certo dia, cheguei na agência, a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, e tinha um recado pra mim. O gerente de marketing de uma importante empresa de fertilizantes havia ligado e solicitava retorno. Olhei para o celular e vi que o mesmo profissional também havia me enviado uma mensagem por WhatsApp. Era realmente urgente. Ele estava com um dilema e precisava de ajuda.
A mensagem dele terminava de forma abrangente, talvez por entender que não havia uma fórmula mágica: “Capella, você é especialista em marketing para agronegócio. O que você recomenda que eu faça?”.
O dilema em questão era o fato de a empresa perder relevância no mercado. Ele citou o relatório de uma consultoria que apontava justamente para esse cenário. O problema existia e ele precisava resolver.

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio
Marcamos uma reunião online e o profissional me deu mais detalhes, informando que ano a ano a empresa perdia market share e não conseguia abrir novos mercados. Para ele, a conclusão era clara: a empresa precisava agir logo.
Orientei que o primeiro passo era fazer um diagnóstico de comunicação e de marketing. O que a empresa estava comunicando? Para quem? Com qual objetivo e frequência? Essas e outras perguntas precisavam ser respondidas o quanto antes.
Após algumas semanas, conversando com gerentes, diretores e outros profissionais-chave, percebemos que havia um grande descompasso dentro da empresa, sem ações planejadas e sem um objetivo claro. E pior: não havia um discurso padrão. Cada um denominava a empresa como bem entendesse, o que prejudicava diretamente as vendas.
Como próximo passo, estruturamos e aplicamos um treinamento para unificar as mensagens. Na sequência, elaboramos um planejamento, que englobou presença em eventos, assessoria de imprensa e estruturação de canais digitais.
Em um ano, a realidade da empresa já era outra. A visibilidade tinha aumentado e as vendas haviam subido.
Deste episódio, eu trouxe muitos aprendizados. O principal: uma empresa se torna irrelevante quando deixa de dialogar de forma precisa com o seu público. Nesse caso, identificamos que a comunicação precisava ser feita em eventos, por meio de assessoria de imprensa e em canais digitais.
Mas, e em sua empresa? A comunicação está realmente assertiva?
Notícias
Corrente de comércio do Brasil atinge US$ 48,4 bilhões em fevereiro
País registra crescimento de 5,3% na corrente de comércio, com destaque para expansão das exportações e redução das importações.

Nesta quinta-feira (05), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou o recorde das exportações em fevereiro, com crescimento de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, além do avanço da corrente de comércio e das iniciativas do governo para ampliar a inserção internacional do Brasil. Ele abriu a entrevista coletiva de apresentação dos dados da Balança Comercial.
“Destacar o recorde de exportação no mês de fevereiro. Cresceu 15,6% as exportações, comparada com fevereiro do ano passado. Então, recorde para meses de fevereiro de exportação. Recorde de corrente de comércio para os meses de fevereiro. O Brasil está se integrando ao mundo como nunca”, avaliou o ministro

Fotos: Claudio Neves
Em fevereiro de 2026, as exportações somaram US$ 26,3 bilhões e as importações, US$ 22,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,208 bilhões e corrente de comércio de US$ 48,404 bilhões.
No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 51 bilhões e as importações, US$ 42,9 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 93,82 bilhões.
Fazendo a análise comparativa dos totais somente de fevereiro/2026 (US$ 26,31 bilhões), nas exportações, com fevereiro/2025 (US$ 22,75 bilhões), houve crescimento de 15,6%. Em relação às importações houve queda de 4,8% na comparação entre o mês de fevereiro/2026 (US$ 22,1 bilhões) com o mês de fevereiro/2025 (US$ 23,22 bilhões).
Assim, no mês de fevereiro/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 48,4 bilhões e o saldo foi de US$ 4,21 bilhões. Comparando-se este período com o de fevereiro/2025, houve crescimento de 5,3% na corrente de comércio.
Já comparando o valor das exportações de janeiro/fevereiro – 2026 (US$ 50,92 bilhões) com o de janeiro/fevereiro – 2025 (US$ 48,15 bilhões) houve crescimento de 5,8%. Em relação às importações, houve queda de 7,3% na comparação do valor do período de janeiro/fevereiro – 2026 (US$ 42,9 bilhões) com janeiro/fevereiro – 2025 (US$ 46,28 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 93,82 bilhões e apresentou queda de 0,6% na comparação entre estes períodos.
Exportações e importações por Setor
No mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,3 bilhão (6,1%) em Agropecuária; de US$ 2,37 bilhões (55,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,85 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: queda de US$ 0,11 bilhão (20,0%) em Agropecuária; de US$ 0,11 bilhão (12,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,87 bilhão (4,0%) em produtos da Indústria de Transformação.
Já com relação aos meses de janeiro/fevereiro 2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,36 bilhão (4,2%) em Agropecuária; de US$ 1,85 bilhão (16,0%) em Indústria Extrativa e de US$ 0,53 bilhão (1,9%) em produtos da Indústria de Transformação.
Já o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: queda de US$ 0,28 bilhão (24,7%) em Agropecuária; de US$ 0,45 bilhão (21,9%) em Indústria Extrativa e de US$ 2,61 bilhões (6,1%) em produtos da Indústria de Transformação.
Notícias Em Foz do Iguaçu
36º Congresso Brasileiro de Zoologia reúne 1,6 mil participantes no Oeste do Paraná
Evento aproxima ciência, indústria e poder público, com debates sobre biodiversidade, polinização, espécies invasoras e saúde pública.

O 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ), que teve início na última segunda-feira (02) e termina nesta quinta-feira (05), marca uma nova fase nos 66 anos do mais tradicional encontro da área no país, ao ampliar o diálogo entre ciência, indústria e poder público. Ao reunir cerca de 1.600 pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de todas as regiões do Brasil, e também do exterior, o evento fortalece parcerias institucionais e consolida a integração entre produção científica, setor produtivo e formulação de políticas públicas.
O congresso conta com apoios e parcerias da Petrobras, Itaipu Binacional, Sebrae e Confederação Nacional da Indústria (CNI) em uma agenda que aproxima ciência, indústria e políticas públicas. Um dos temas centrais é a discussão sobre métricas de biodiversidade, ferramentas científicas que permitem mensurar e mitigar impactos ambientais de grandes empreendimentos, reforçando a busca por desenvolvimento com responsabilidade ambiental.
Zoologia no dia a dia das pessoas

Presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ, Luciane Marinoni: “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública” – Foto: Silvio Vera
Para além dos laboratórios e publicações científicas, a zoologia impacta diretamente a vida da população. O congresso traz debates sobre polinização, espécies invasoras, transmissão de doenças e manejo de fauna, temas que influenciam desde a produção agrícola até a saúde pública.
A preservação de abelhas e outros polinizadores, por exemplo, é fundamental para a segurança alimentar. Espécies exóticas invasoras, como o javali, já causam prejuízos à agricultura brasileira. Insetos transmissores de doenças, como o mosquito da dengue, também fazem parte das discussões científicas. “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública. Nosso objetivo é mostrar que o conhecimento científico precisa dialogar com a realidade da sociedade”, destaca Luciane Marinoni, presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ.
Ao longo do evento, serão realizadas cerca de 70 atividades formais. Também será apresentado um livro com aproximadamente 1.500 resumos de pesquisas desenvolvidas por estudantes e pesquisadores de todo o país, um retrato da produção científica nacional na área.
Foz do Iguaçu como território estratégico
A escolha de Foz do Iguaçu como sede do congresso reforça o simbolismo do encontro. A cidade reúne infraestrutura para receber um evento de grande porte e está localizada em uma das regiões de maior relevância ambiental do Brasil.
Com o Parque Nacional do Iguaçu, as Cataratas, o Parque das Aves, o AquaFoz e diversos projetos de conservação da fauna, o município se consolida como um território estratégico para discutir biodiversidade, sustentabilidade e convivência harmoniosa com a natureza. “Foz é um lugar com forte vocação ambiental, infraestrutura adequada e conexão direta com os temas que debatemos”, afirma Luciane.

Bióloga Yara Barros fez a palestra de abertura do 36º CBZ
Tradicionalmente, o Congresso Brasileiro de Zoologia também resulta na elaboração de documentos técnicos e recomendações construídas a partir de simpósios e mesas-redondas. Esses materiais são encaminhados a órgãos governamentais e ministérios, especialmente do Executivo Federal, como contribuição técnica da comunidade científica à formulação de políticas públicas.
A proposta é que a produção científica apresentada no evento ultrapasse os limites do ambiente acadêmico e contribua para decisões estratégicas em nível federal, estadual e municipal. “Precisamos trabalhar juntos, ciência, indústria e governos, para mitigar impactos e construir soluções sustentáveis para o país”, reforça a presidente da SBZ.
Voz feminina na ciência
A edição de 2026 também reforçou o protagonismo feminino na ciência. A palestra de abertura foi ministrada pela bióloga Yara Barros, vencedora do Prêmio Whitley 2025, conhecido como o “Oscar Verde” da conservação ambiental. Em vez de abordar apenas o projeto de conservação da onça-pintada, Yara compartilhou sua trajetória profissional, desde a formação como bióloga até o reconhecimento internacional, e refletiu sobre a profissão de biólogo é necessária tanto para a conservação quanto para o mundo em transformação.
A fala prendeu a atenção de centenas de estudantes que lotaram a abertura do congresso, destacando a importância de referências femininas na ciência e inspirando novas gerações de pesquisadores.



