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Aplicativo permite acompanhar crescimento e reprodução do rebanho leiteiro

Pelo aplicativo é possível registrar o peso dos animais ou importar as informações de outras bases

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Acompanhar o crescimento e o peso das novilhas e bezerras agora está mais fácil. A Embrapa coloca à disposição do pecuarista de leite a versão digital da Roda do Crescimento, uma ferramenta tecnológica que integra o aplicativo Roda da Reprodução. Gratuito, o novo recurso permite que o produtor gerencie os animais de recria, indicando se as bezerras e as novilhas estão abaixo ou acima do peso ideal desde o dia do nascimento até chegar à fase reprodutiva.

Pelo aplicativo é possível registrar o peso dos animais ou importar as informações de outras bases. Os bovinos são apresentados na tela por cores e formatos padronizados, sinalizando a situação de crescimento dos animais. Com isso, o sistema informa se estão com o peso ideal para a cobertura de acordo com as tabelas padronizadas para rebanhos de pequeno, médio e grande porte das raças.

“A lógica é colocar todo o rebanho de uma forma visual para o pecuarista tomar decisões gerenciais”, ressalta André Novo, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste (SP). O principal benefício é possibilitar a ação do produtor na manutenção do peso ideal das bezerras para assegurar que a reprodução ocorra na hora certa e que haja lucro com a atividade leiteira.

Essa versão atualizada integra a Roda da Reprodução e a Roda do Crescimento em um único aplicativo. A integração dos dados do rebanho é automática, permitindo o gerenciamento completo das fases de reprodução e crescimento, facilitando o trabalho dos produtores rurais. “A do crescimento complementa o funcionamento da Roda da Reprodução, de forma similar, permitindo que o produtor, que já está acostumado com a versão atual do aplicativo, possa usar essa nova funcionalidade de forma tranquila”, conta o pesquisador Marcos Visoli, da Embrapa Informática Agropecuária (SP).

Na Roda do Crescimento vão ser colocadas as bezerras de até 12 meses e as novilhas que não entraram em reprodução, da mesma forma e na mesma cor do quadro do processo reprodutivo. A principal diferença é que o quadro do crescimento tem 24 meses e as bezerras são classificadas por peso e idade, aptas ou não para a cobertura. Quando são inseminadas ou cobertas, as fêmeas passam a integrar novamente o quadro da reprodução.

Os ícones das bezerras e das novilhas são diferentes de acordo com peso, idade, raça e previsão de idade ao primeiro parto. Animais acima do peso adequado são identificados com um triângulo voltado para cima. Animais com peso ideal recebem um círculo e são identificados com um triângulo voltado para baixo.

O bom gerenciamento do rebanho de bezerras e novilhas em uma propriedade leiteira influencia significativamente na fase reprodutiva e produtiva. Durante o período de crescimento, o foco do produtor deve ser o peso. “É importante controlar o desempenho para que o animal possa entrar em reprodução e criar com um peso adequado”, destaca André Novo. De acordo com ele, caso a novilha entre em reprodução com o peso abaixo do recomendado, pode-se perder o potencial genético de toda sua vida reprodutiva.

Uso do aplicativo

Para usar a Roda do Crescimento, o produtor precisa inserir o número de todas as bezerras e novilhas e seus respectivos pesos e datas de nascimento. O app utiliza cinco cores: azul para animais de até um ano; amarelo, sem idade e sem peso ideais; cinza, sem idade e com peso; vermelho, com idade e sem peso; e verde, com idade e peso adequados.

Com a Roda do Crescimento, uma novilha que está na cor verde, na idade e peso certos, pode ser marcada para fazer a inseminação, passando automaticamente para a Roda da Reprodução. Se a mesma novilha está vazia, ela retorna à do Crescimento.

“A integração garante uma boa usabilidade do aplicativo. Simplificamos alguns recursos, incorporamos novos filtros e adicionamos uma tradução para o francês, além das versões em inglês e espanhol já existentes”, complementa Visoli. A Roda da Reprodução, lançada em 2016, teve ampla adesão de produtores, atingindo cerca de 12 mil usuários, sendo 73% deles no Brasil.

O aplicativo ajuda o produtor a agir e corrigir problemas no início da vida do animal. Se a bezerra estiver abaixo do peso, ele pode aumentar a ração ou melhorar a pastagem do rebanho, por exemplo. Essa é uma possibilidade que o quadro físico não proporciona.

O acompanhamento durante o crescimento permite fazer interferências e evitar que o animal chegue à fase reprodutiva acima ou abaixo do peso. “Enquanto a novilha não cria, ela é improdutiva, por isso, essa fase deve ser a mais curta possível. O ideal é ocorrer o primeiro parto aos 24 meses no peso de cada raça”, conta Novo. Para raças pequenas, como jersey, por exemplo, o ideal é em torno de 450 quilos de peso vivo no dia do parto. Raças médias, cerca de 500 quilos, e raças grandes, 550.

Caso o animal entre em reprodução fora do peso adequado, pode-se ter sérios problemas. Além de dificuldades na hora do parto, terá baixo desempenho reprodutivo. “Uma vaca holandesa que parir com 400 quilos de peso vivo produz metade do que produziria com seu peso adequado. Quando um animal entra no processo de produção, e cria pela primeira vez, há uma restrição em seu crescimento. Ele ainda cresce em torno de 10% da primeira cria para a segunda, não conseguindo crescer mais do que isso depois da cobertura”, explica o chefe de Transferência de Tecnologia.

Para o produtor de leite Rodrigo Ferreira, de São Carlos (SP), a nova versão do aplicativo facilitou o dia a dia na fazenda. “Podemos acompanhar o desenvolvimento da bezerra do nascimento até a entrada na reprodução e todo seu ciclo produtivo”, conta. Segundo ele, a propriedade já fazia o gerenciamento pelos quadros físicos, tanto o da Reprodução como o do Crescimento. “A vantagem agora é que podemos ter tudo isso no celular. Consigo bater o olho em todas as fases e ver rapidamente se a novilha está no peso ideal”, destaca Ferreira.

Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste

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Sindiavipar, Ocepar e Sindicarne pedem apoio federal para a defesa sanitária no Paraná

Paraná é o maior produtor de carne de frango do Brasil

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Foto O Presente Rural

Em uma ação conjunta, com o Sistema Ocepar e o Sindicarne, o Sindiavipar entregou um ofício ao Ministro da Agricultura Carlos Favaro, durante sua visita ao Show Rural, expressando preocupação com a escassez de profissionais federais para a defesa sanitária no Paraná, maior produtor de carne de frango do Brasil. “Solicitamos ao Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA a disponibilização de mais profissionais qualificados para fortalecer e contribuir com a defesa sanitária estadual. Juntos, precisamos unir esforços e compartilhar responsabilidades para garantir a segurança e qualidade dos produtos avícolas paranaenses”, destaca o presidente do Sindiavipar Roberto Kaefer.

O Paraná é responsável por 34,5% dos abates de frango do Brasil. Os bons índices do estado paranaense também têm reflexo do mercado internacional, com ampliações de vendas à China e abertura para o mercado de Israel.

Fonte: O Presente Rural com informações do SINDIAVIPAR
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Venda de sêmen para pecuária leiteira reage em 2023; queda no segmento de corte desacelera

Arrefecimento das vendas totais de sêmen no ano passado se deve à diminuição na comercialização de doses destinadas à pecuária de corte, que foi de 5,4% entre 2022 e 2023.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

O mercado brasileiro de reprodução animal contabilizou a venda de 22,5 milhões de doses de sêmen (pecuárias de corte e leite) ao longo de 2023, queda de 2,8% frente ao ano anterior (quando 31,1 milhões de doses foram vendidas). Esses dados são resultados de pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), e fazem parte do relatório setorial Index Asbia, divulgado nesta semana. A Associação representa, segundo estimativas internas, cerca de 98% do share nacional de vendas de sêmen bovino.

Segundo o Cepea/Asbia, a arrefecimento das vendas totais de sêmen no ano passado se deve à diminuição na comercialização de doses destinadas à pecuária de corte, que foi de 5,4% entre 2022 e 2023. Ressalta-se, contudo, que essa retração na venda ocorreu em ritmo menor que a observada em 2022, que foi de 9,33% frente ao pico de negociação observado em 2021. Vale lembrar que, nos dois últimos anos, criadores nacionais têm enfrentado quedas constantes nos preços de comercialização de animais desmamados, o que, por sua vez, resultou em maior ritmo de descarte de matrizes e, consequente, em descapitalização de parte do setor.

Por outro lado, houve recuperação nas vendas de sêmen para o segmento de leite: de 6,44% de 2022 para 2023. De acordo com o Cepea/Asbia, isso se deve ao potencial ritmo de recomposição do plantel de vacas leiteiras, após o descarte exacerbado, em resposta aos consecutivos meses de retração nos preços do leite e à alta nos custos, registrada durante os períodos finais da pandemia. Isso pode evidenciar que, em um momento em que se observa o desânimo de pecuaristas sobre a atividade leiteira, um aumento no consumo de materiais para o melhoramento genético do rebanho aponta uma tendência de tecnificação do setor e possível saída da atividade de produtores com menor nível de tecnologia.

Estimativas realizadas pelo Cepea/Abia apontam que, tomando-se como base dados do efetivo de fêmeas em idade reprodutiva no rebanho nacional, observa-se que o percentual de fêmeas bovinas inseminadas no Brasil mantém-se em patamares acima de 20%, sendo o percentual por segmento de produção de 23,1 para as fêmeas de corte e de 12,3 para as do setor leiteiro. É importante destacar que, em termos proporcionais, os investimentos em uso de tecnologias de melhoramento genético são elevados no caso do setor de pecuária de corte brasileiro, mas ainda tímidos no leiteiro, sobretudo quando comparado a importantes players globais.

Quanto às vendas externas, em 2023 frente ao ano anterior, houve pequena retração de 0,9% nas exportações brasileiras de sêmen. Os países do Mercosul continuam sendo os principais clientes da genética nacional, mas evoluções importantes foram realizadas em 2023, especialmente com a Índia, que, vale lembrar, é berço das raças zebuínas, animais que foram responsáveis pelo início da evolução da produção pecuária no País. Pesquisadores do Cepea/Asbia ressaltam que novos parceiros comerciais para o segmento de genética evidenciam que o Brasil tem deixado de ser um importador de genética para ser um fornecedor da tecnologia.

No geral, observa-se que o uso de tecnologias para o melhoramento genético do rebanho nacional, apesar de ter grande influência das oscilações de preços de mercado, sobretudo das cotações do boi gordo, do bezerro e do leite, ainda está em expansão no País. Quando aplicado de forma técnica e acompanhado de planejamento estratégico adequado, os resultados são positivos tanto nos índices produtivos quanto no financeiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Indústria de alimentos do Brasil gera 70 mil vagas de emprego em 2023

Balanço anual da ABIA revela ainda que o número de trabalhadores diretos atingiu 1,97 milhão, registrando crescimento de 3,7% em relação a 2022. E o faturamento foi de R$ 1,161 trilhão, 7,2% acima do apurado no ano anterior, acompanhando o crescimento das vendas para o varejo e o food service, e das exportações.

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Foto: Marcos Vicentti

A indústria de alimentos no Brasil abriu 70 mil novos postos de trabalho diretos e formais em 2023, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). O montante representa 67% do total de empregos gerados na indústria de transformação. Juntamente os 280 mil postos indiretos, chega-se a 350 mil novos trabalhadores ao longo da cadeia produtiva do setor.

O balanço anual da associação revela ainda que o número de trabalhadores diretos atingiu 1,97 milhão, registrando crescimento de 3,7% em relação a 2022.

Para o presidente executivo da ABIA, João Dornellas, o resultado expressivo pode ser explicado pelo aumento de 5,1% da produção física (totalizando 270 milhões de toneladas de alimentos) e pelo incremento nos investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento, ampliação e modernização de plantas.

Os investimentos alcançaram a cifra de R$ 35,9 bilhões, em 2023, mais de 50% acima do apurado no ano anterior. “O aumento significativo reflete os esforços do setor em impulsionar o crescimento e a competitividade. Além disso, estamos comprometidos em ampliar o espaço que a indústria ainda tem para produzir mais, pois a capacidade utilizada hoje é de 75%”, afirma Dornellas.

Faturamento

O faturamento em 2023 foi de R$ 1,161 trilhão, 7,2% acima do apurado no ano anterior (em termos nominais), acompanhando o crescimento das vendas para o varejo e o food service, e das exportações. O volume corresponde a 10,8% do PIB nacional. Deste total, R$ 851 bilhões foram oriundos das vendas no mercado interno e R$ 310 bilhões das exportações.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As vendas reais totais (mercado interno e exportações) apresentaram expansão de 3,4%. Os principais destaques foram as exportações, que cresceram 5,2% em valor (dólar), alcançando o patamar recorde de US$ 62 bilhões.

No mercado interno, o balanço das vendas reais também se mostrou positivo, com expansão de 4,5%, puxado pelo mercado de food service, que manteve trajetória de retomada, e pelo varejo alimentar.

O presidente do Conselho Diretor da ABIA, Gustavo Bastos, lembra que, apesar dos desafios enfrentados ao longo de 2023, tanto econômicos quanto climáticos, a gestão eficiente das indústrias de alimentos permitiu que a produção se mantivesse robusta. “Mesmo diante dessas adversidades, nossa performance foi, mais uma vez, positiva. Nós nos destacamos não apenas no cenário internacional, mas também garantimos o abastecimento interno, contribuindo assim para a promoção da segurança alimentar de milhões de brasileiros.”

Bolso dos consumidores

Em 2023, o setor enfrentou menor variação de preços de itens como embalagens e combustíveis, o que aliviou os custos de produção de alimentos. Os preços de algumas das principais commodities agrícolas arrefeceram, a exemplo do milho, trigo e soja. Entretanto, outras como o cacau, café e açúcar sofreram aumentos significativos. O índice de preços de commodities da FAO registrou queda de 13,7% em relação ao ano anterior, porém permanece 19,2% acima do patamar de antes da pandemia.

O resultado dessa conjuntura pôde ser percebido nas prateleiras dos supermercados: o IPCA para alimentos e bebidas variou apenas 1,02% em 2023, ante 11,6% no período anterior. “O compromisso com a estabilidade de preços e a busca pela eficiência operacional permitiram que a comida chegasse mais barata à mesa dos brasileiros, o que representa uma contribuição relevante do setor para a queda da inflação. Importante ressaltar que em 2022 havíamos enfrentado aumentos expressivos nos preços dos insumos.”

Exportação de alimentos industrializados

Em 2023, o Brasil se consolidou como o maior exportador mundial de alimentos industrializados (em volume), com 72,1 milhões de toneladas, acima dos Estados Unidos. Isso representa um crescimento de 11,4% em relação a 2022 e de 51,8% em relação a 2019. Em valor, foram US$ 62 bilhões, 5,2% acima dos US$ 59 bilhões apurados no ano anterior e 82% acima do apurado em 2019. As exportações responderam por 27% das vendas do setor e o mercado interno por 73%.

Os principais destaques, em valor, foram produtos de proteínas animais (US$ 23,6 bilhões), produtos do açúcar (US$ 16,0 bilhões), farelo de soja e outros (US$ 12,6

Foto: Ari Dias

bilhões), óleos e gorduras (US$ 3,6 bilhões) e sucos e preparações vegetais (US$ 2,9 bilhões).

Os maiores mercados consumidores foram a China, com US$ 11 bilhões e participação de 17,7%, comprando principalmente produtos de proteínas animais; seguida dos 22 países da Liga Árabe, com US$ 10,2 bilhões e 16,4% de participação, consumindo produtos do açúcar e de proteínas animais; e União Europeia, com US$ 9,1 bilhões, participação de 14,6% e destaque para produtos do açúcar e farelo de soja.

Dornellas lembra que o Brasil vem se sobressaindo desde o início da pandemia como fornecedor global de alimentos.

“O Brasil tem uma indústria de alimentos muito forte com tecnologia e capacidade de produção para atender o mercado interno e ainda exportar para 190 países, além da condição de expandir essa capacidade. Apesar da nossa liderança como maiores exportadores mundiais de alimentos industrializados, estamos trabalhando para avançar na exportação de produtos com maior valor agregado.”

Fonte: Agência Brasil
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