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Suínos EcoPiggy

Aplicativo da Embrapa fortalece assistência técnica remota para suinocultura familiar

Ferramenta conecta produtores e técnicos em tempo real, integrando gestão ambiental, boas práticas de manejo e sustentabilidade, ampliando produtividade e eficiência no campo.

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Foto: Lucas Scherer

Uma inovação da pesquisa agropecuária vai fortalecer a assistência técnica remota a produtores familiares de suínos em todo o Brasil, com qualidade e em larga escala. O aplicativo EcoPiggy, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Suínos e Aves (SC) e a ManejeBem – Assessoria em Agricultura Sustentável Ltda., conecta em tempo real, via chat, técnicos, suinocultores, e organizações envolvidos na gestão ambiental da produção. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a assistência técnica e extensão rural (Ater) pode elevar em até 365% a produtividade agrícola.

“O déficit de profissionais especializados e as barreiras de acesso limitam o atendimento presencial, comprometendo a adoção de boas práticas em conformidade com normativas ambientais. O EcoPiggy entra nesse cenário para fornecer apoio remoto e qualificar a tomada de decisão no campo”, explica o pesquisador da Embrapa Marcelo Miele, líder do projeto. Nesse contexto, o aplicativo incorpora tecnologias que otimizam o atendimento ao produtor, ampliando em até cinco vezes a eficiência das equipes de campo da ManejeBem.

Foto: Jairo Backes

O aplicativo EcoPiggy reúne um conjunto de recursos de coleta de dados simplificada, relatórios automáticos e integração campo-escritório que facilitam o planejamento, o acompanhamento e a comunicação entre técnicos e produtores na aplicação das boas práticas de manejo dos dejetos e uso na adubação agrícola. A ferramenta disponibiliza ainda conteúdos técnicos sobre gestão da água, formulários para planejamento agrícola e painéis de controle com indicadores de nutrientes e custos.

Outro diferencial do aplicativo é a integração com outras soluções importantes da Embrapa, como o Sistema de Gestão Ambiental da Suinocultura (SGAS), criando um ecossistema de dados de gestão ambiental mais completo. “Ele foi desenvolvido com base em conhecimento científico e envolve especialistas da área ambiental da Embrapa, com agilidade e expertise tecnológica de uma Empresa que conhece e atua no mercado de ferramentas integradas de atendimento ao produtor e coleta de dados do campo”, comenta o pesquisador.

O aplicativo é leve e amigável para o usuário e oferece como uma das principais vantagens a integração do chat ao WhatsApp, o que facilita o contato do técnico com o produtor. “O aplicativo precisa de conectividade, mas algumas funcionalidades podem ser usadas off-line, como o chat, onde o produtor pode fazer seus questionamentos, colocar as informações e assim que tiver acesso à internet, faz o upload do material indicado pelo técnico”, pontua Juliane Blainski, CEO da ManejeBem.

Pequeno produtor na missão

Fotos: Nelson Morés

O EcoPiggy é estrategicamente focado em produtores de suínos de pequeno porte, que historicamente possuem acesso limitado à assistência técnica. Ao ampliar o apoio técnico, ele viabiliza o acompanhamento e a análise de dados, promovendo a sustentabilidade e a produtividade. “O trabalho foi desenvolvido em torno desse propósito: auxiliar na relação entre técnicos e produtores, permitindo que as atividades de Ater sejam realizadas também à distância — antes, durante ou após visitas presenciais”.

Blainski reforça que essa é a missão da ManejeBem, o desenvolvimento de pequenos produtores, independente da cultura que eles atuam. “Ao olhar os desafios da suinocultura, especialmente as questões ambientais, percebemos nas primeiras abordagens junto aos produtores a necessidade de educação, conscientização e conteúdo prático e técnico para esse público. Hoje, o app está desenhado para técnicos, para que eles façam essa ponte entre o conhecimento e a aplicação junto ao produtor. Isso foi o que nossa interação de campo mostrou”, destaca.

Todo esse trabalho de campo foi acompanhado de perto pela equipe da Embrapa, que visitou suinocultores e técnicos na região de Concórdia (SC) e Palmitinho (RS). De acordo com o pesquisador Marcelo Miele, essa etapa foi muito importante para validar e ajustar o software de facilitação da assistência técnica e extensão rural, no conceito de Ater Digital, na temática ambiental. “Verificamos na prática o que estava sendo desenvolvido e como isso impactaria. Foram momentos de interação que permitiram ajustes importantes”, detalha.

O aplicativo aborda temas cruciais da área ambiental na suinocultura, como:

• Conteúdos técnicos sobre aproveitamento agronômico dos dejetos e licenciamento ambiental.

• Integração com o SGAS (Sistema de Gestão Ambiental da Suinocultura) da Embrapa, facilitando o acompanhamento e a gestão ambiental.

• Alertas sobre excesso de aplicação de dejetos.

• Painel de indicadores com dados sobre a oferta e demanda de NPK (Nitrogênio, Fósforo, Potássio) e o custo de distribuição dos dejetos.

A sustentabilidade é outro foco importante no uso do aplicativo, uma vez que fornece ferramentas para um diagnóstico da adubação com dejetos suínos e o acesso à informação e orientação técnica para as boas práticas. “Já estamos atuando para futuras versões, onde vamos incluir módulos sobre compostagem, biodigestão, qualidade da gestão ambiental e relatórios de inteligência territorial, reforçando o papel da inovação digital na sustentabilidade da agricultura familiar”, comenta a CEO da ManejeBem.

Fonte: Assessoria Embrapa Suínos e Aves

Suínos

Parceria público-privada assegura manutenção e investimentos na Estação Quarentenária de Cananeia

ABCS e ABEGS renovam parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária, garantem investimentos EQC e reforçam o controle sobre a entrada de material genético importado no país.

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Fotos: Giuliano De Luca/OP Rural

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) firmaram, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Primeiro Termo Aditivo ao Acordo de Cooperação Técnica nº 073/2020, assegurando a manutenção, a modernização e a plena operacionalização da Estação Quarentenária de Cananeia (EQC) até dezembro de 2030.

O aditivo prorroga a vigência da parceria e atualiza o Plano de Trabalho, consolidando o modelo de cooperação entre o setor público e a iniciativa privada. A renovação garante previsibilidade institucional e continuidade dos investimentos em infraestrutura, biosseguridade e qualificação técnica.

Localizada no litoral sul do Estado de São Paulo, a EQC é o único quarentenário oficial do país autorizado a receber suínos importados destinados à reprodução. Trata-se de uma estrutura estratégica para o Brasil, pois viabiliza a entrada controlada de material genético de alto valor zootécnico, sob rígidos protocolos sanitários e supervisão permanente do Serviço Veterinário Oficial (SVO).

O novo Plano de Trabalho contempla na estrutura do Ministério da Agricultura e Pecuária- EQC a realização da manutenção preventiva e corretiva das estruturas físicas e operacionais da EQC, a modernização da estação de tratamento de efluentes, com adequação às normas ambientais vigentes, investimentos em equipamentos e melhorias estruturais, além da realização de treinamentos técnicos anuais voltados à biosseguridade e aos protocolos sanitários. Também estão previstas ações de comunicação institucional e a produção de material técnico para reforçar a relevância estratégica da EQC para o setor.

A Estação desempenha papel central na proteção sanitária do rebanho suíno brasileiro. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, o controle rigoroso realizado na EQC é fundamental para a mitigação de riscos sanitários e para a preservação do status sanitário nacional. “A Estação fortalece o potencial produtivo da suinocultura, impulsiona a eficiência genética e contribui diretamente para ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional”, afirma.

Já para o presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, a formalização do Termo Aditivo fortalece a governança do sistema e dá estabilidade ao ambiente de investimentos. “A manutenção e modernização da EQC são fundamentais para garantir segurança sanitária, avanço genético e previsibilidade para as empresas que investem no Brasil. Estamos falando de um instrumento estratégico para sustentar o crescimento da suinocultura brasileira e ampliar nossa presença no mercado global”, destaca.

A ABEGS e a ABCS seguem responsáveis pela elaboração de estudos técnicos, pela execução das melhorias estruturais previstas e pelo apoio às ações de capacitação, sempre em conformidade com a legislação sanitária e ambiental. Com a renovação até 2030, o acordo reafirma o compromisso conjunto entre governo e setor produtivo com a excelência sanitária, a inovação genética e a sustentabilidade da cadeia suinícola nacional.

Fonte: Assessoria ABCS
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Suínos

Suíno vivo tem variações mistas nos principais estados

Levantamento do Cepea mostra alta diária apenas em Minas Gerais, enquanto demais praças registram quedas. No mês, todos os estados acumulam recuo.

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Foto: Shutterstock

O Indicador do Suíno Vivo do Cepea/Esalq registrou variações mistas nos principais estados produtores nesta segunda-feira (23).

Em Minas Gerais (posto), o valor ficou em R$ 6,77/kg, com alta diária de 0,15%. No acumulado do mês, porém, há recuo de 4,38%.

No Paraná (a retirar), o preço foi de R$ 6,59/kg, com queda de 0,75% no dia e retração de 2,95% em fevereiro. No Rio Grande do Sul (a retirar), a cotação fechou em R$ 6,61/kg, recuo diário de 1,93% e baixa mensal de 2,22%.

Em Santa Catarina (a retirar), o suíno vivo foi negociado a R$ 6,58/kg, com leve queda de 0,15% no dia e variação negativa de 1,94% no mês.

Já em São Paulo (posto), o indicador marcou R$ 6,86/kg, com recuo diário de 0,15% e desvalorização acumulada de 3,24% no mês.

Os dados são do Cepea.

Fonte: Assessoria Cepea
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Suínos

Liderança e ambiente de trabalho são apontados como diferenciais na suinocultura paranaense

Consultor Dirceu Zotti defende que retenção de mão de obra depende de postura, capacitação e organização dos processos.

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Fotos: Shutterstock

Ajustes no dia a dia, organização dos processos e postura das lideranças podem transformar o ambiente de trabalho nas propriedades envolvidas com a suinocultura no Paraná. Esse foi o tema da primeira reunião da Comissão Técnica (CT) de Suinocultura do Sistema Faep, realizada na segunda-feira (23).

“A suinocultura é uma potência do Paraná e tem papel fundamental na geração de renda e no desenvolvimento regional. Precisamos avançar em eficiência, mas também em gestão e valorização das pessoas, garantindo que o crescimento da atividade seja sustentável para toda a cadeia”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “A discussão sobre gestão de pessoas e organização das granjas é estratégica para o fortalecimento da atividade no Estado”, complementa.

Durante a reunião, o consultor Dirceu Zotti, da DZ Consultoria, fez uma palestra sobre “Gestão de pessoas na suinocultura”. Com décadas de experiência na área do cooperativismo, Zotti abordou a realidade dos recursos humanos nas granjas brasileiras e os caminhos para fortalecer a retenção e o desenvolvimento de equipes.

“Nunca vamos ter um apagão de mão de obra nas granjas, sempre teremos pessoas disponíveis. A principal oportunidade está em mudar a abordagem e pensar no que podemos fazer dentro da granja para que as pessoas queiram ficar na equipe”, destaca o consultor.

Zotti afirma que as principais mudanças estão “da porteira para dentro”, principalmente quando envolvem projetos modernos, alinhados ao bem-estar animal e com alto nível de automação.

“Um colaborador motivado é reflexo das atitudes, das políticas, dos treinamentos e das oportunidades oferecidas pela granja. Tudo o que acontece as pessoas estão olhando, e os grandes responsáveis somos nós”, destacou. “Salário não segura pessoas. Investimentos em capacitação, reuniões de rotina, boa alimentação, estrutura adequada, remuneração justa, premiação por resultados, ambiente agradável e liderança presente são medidas essenciais”, acrescenta.

Entre os desafios na gestão de pessoas, Zotti cita a necessidade de adequar funções aos perfis, lidar com a falta de iniciativa, manter as equipes motivadas e comprometidas e compreender as características da geração Z. Ao abordar a otimização da mão de obra, o consultor explicou que o conceito envolve reduzir excessos e priorizar tarefas críticas e inegociáveis, com equipes altamente comprometidas e gestão democrática e participativa. Segundo ele, o desenho dos projetos e as condições oferecidas influenciam diretamente na retenção e no desempenho das pessoas. “Pessoas são a solução”, conclui.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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