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Suínos e Peixes – Maio

Bovinos / Grãos / Máquinas Gestão

Aplicativo auxilia pecuaristas no controle financeiro

Ferramenta apresenta relatórios para cada plano de contas, assim como algumas margens econômicas, facilitando a compreensão

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Divulgação/Embrapa

Acaba de ser disponibilizado gratuitamente o aplicativo Controlpec, ferramenta desenvolvida pela Embrapa Gado de Corte (MS) e parceiros que permite registrar movimentações financeiras da atividade pecuária, de corte ou leiteira, de forma ágil, fácil e simplificada.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Mariana de Aragão Pereira, o software é intuitivo e funciona de acordo com a lógica do produtor. Especialista em administração rural, ela conta que muitas propriedades que exploram a pecuária não costumam realizar um controle financeiro detalhado.

“Um dos problemas é a dificuldade em estabelecer e manter uma sistemática de coleta, processamento, análise e interpretação de dados financeiros para a tomada de decisão. Outro obstáculo é a ausência de ferramentas gerenciais de fácil manuseio”, conta a cientista, esclarecendo que a proposta do Controlpec é justamente cobrir essa demanda.

Com as perspectivas de crescimento do mercado dessas ferramentas gerenciais, Aragão e equipe decidiram transformar o Controlpec, até então disponível apenas no formado de planilhas eletrônicas, em aplicativo. Ela afirma que o controle do fluxo de caixa é o primeiro passo para o produtor conhecer a realidade financeira da sua propriedade. “Um acompanhamento executado adequadamente é meio caminho andado para calcular o custo de produção, que é mais complexo, com outros custos indiretos e variantes envolvidos”, explica.

Os empreendedores rurais Eloisa Franciscon Fernandes e Gilberto Marques Filho utilizam há anos as planilhas eletrônicas do Controlpec para gerenciar as contas de suas propriedades, situadas em Anaurilândia (MS) e Guapó (GO), respectivamente. Ambos esperam que a versão mobile apresente praticidade e mobilidade tanto para registros quanto para acompanhamento e pesquisa.

A ferramenta apresenta relatórios para cada plano de contas, assim como algumas margens econômicas, facilitando a compreensão. No demonstrativo de resultados, há a linha do tempo para cada conta, com extrato ordenado cronologicamente.

Como as finanças permeiam toda a atividade agropecuária, é possível adotar o Controlpec em qualquer atividade agropecuária, pois sua configuração é aberta. Além dos produtores, os técnicos e os consultores rurais também podem usufruir dessa solução tecnológica para controlar as finanças de diversas propriedades rurais, simultaneamente, facilitando o serviço prestado por eles.

Para a produtora Eloisa Fernandes, a possibilidade de compartilhar com os demais membros da família a movimentação financeira da fazenda de cria-recria-engorda já é um ganho. Aragão comenta que a vida do produtor se mistura com a da fazenda, inclusive as contas bancárias. “Isso, do ponto de vista gerencial, dificulta ter uma real visualização da situação. No Controlpec, a conta ‘Pró-labore’ permite separar as retiradas dos sócios (quando houver), do produtor (incluindo pro-labore, se houver) e da família (ex. escola dos filhos) das demais despesas”, exemplifica a cientista.

O desenvolvimento da solução

Essa versão do Controlpec é uma aplicação web progressiva, PWA (Progressive Web Application), que tem como principal característica oferecer ao usuário a mesma experiência de uso de um aplicativo móvel nativo. Entre as vantagens é possível sistematizar a coleta e inserção de dados em tempo real. Os registros podem ser em desktops, notebooks e em dispositivos móveis (tablets e smartphones) de qualquer modelo, marca ou sistema operacional.

“O primeiro acesso necessita de uma conexão de internet, mas a partir daí, o aplicativo funciona off-line. As informações são gravadas no celular ou computador da pessoa, mas somente são sincronizadas na nuvem se ela estiver registrada. Devido à natureza do Controlpec decidimos que o registro é obrigatório”, lembra o analista de tecnologia da informação (TI) da Embrapa Camilo Carromeu.

A funcionalidade atua ainda como um backup, de fácil restauração, caso o dispositivo tecnológico em uso tenha sido trocado, perdido, roubado ou danificado. O acesso é feito por uma conta no Google ou Facebook (esta última em implementação), com adesão a uma política de uso, seguindo orientações legais, completa o especialista.

Para concluir o projeto, Aragão e Carromeu firmaram uma parceria inédita com as empresas High Tech e Perseu Tecnologia, por meio de um contrato de cooperação técnica. Os analistas da Perseu disponibilizaram a versão atual, mas já trabalham com novas funcionalidades a serem introduzidas nos próximos upgrades da versão, como a inserção de gráficos, por exemplo.

Para o diretor da Perseu e analista de sistema, Alison Moura, os ganhos para a empresa desenvolvedora foram além da parte técnica, pois envolveram as áreas gerencial e jurídica. O diretor da escola de programação High Tech, Virmerson Santos, acredita que a parceira proporcionou aos alunos experiência prática a partir de um problema real.

Os desenvolvedores apostam que o aplicativo Controlpec permitirá ao produtor conhecer melhor o seu padrão de gastos e receitas e, consequentemente, planejar melhor seu orçamento, intervindo quando necessário. Assim fará uma gestão mais consciente de sua empresa rural.

Fonte: Embrapa Gado de Corte
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Bovinos / Grãos / Máquinas Em segundos

Aplicativo calcula necessidades nutricionais da lavoura de soja

Tecnologia traz rapidez, economia e precisão na gestão da lavoura de soja, já que a cultura necessita de muitos insumos cotados em dólar

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Vinicius Braga

Alguns toques na tela de um smartphone ou tablet, e em segundos o agricultor obtém um balanço nutricional de sua plantação de soja, com as quantidades de nutrientes e corretivos de que a lavoura necessita. É o que oferece o aplicativo Nutri Meio-Norte, módulo soja, o primeiro do gênero desenvolvido pela Embrapa. A tecnologia traz rapidez, economia e precisão na gestão de uma lavoura de soja, já que a cultura necessita de muitos insumos cotados em dólar.

Desenvolvido no ano passado pelo então estagiário de tecnologia da informação Filipe Ribeiro Chaves, da Associação de Ensino Superior do Piauí (Aespi-FAPI), da equipe vencedora da maratona Hackathon Acadêmico Embrapa 2017, no Piauí, o aplicativo foi construído para ser uma plataforma digital ampla. Nesse primeiro módulo, o Nutri Meio-Norte permite, a partir da análise foliar, conhecer a fertilização adequada para o cultivo da soja, mostrando os dados nutricionais das plantas, como os nutrientes em excesso e outros com deficiência, gerando o desequilíbrio nutricional.

A dinâmica do aplicativo

É simples operar a tecnologia. Primeiramente, o produtor terá de realizar a análise foliar da lavoura, feita por um laboratório especializado. Após abrir o aplicativo, o agricultor deverá inserir na página “análise foliar” dados obtidos na análise laboratorial das amostras de sua lavoura, como as quantidades dos macro e micronutrientes encontrados. Depois, ele deve escolher o método de análise (DRIS ou CND, veja quadro abaixo) e clicar no botão “enviar”. Em seguida, aparecerão os índices nutricionais em formato de gráficos de barra e radar. Ele deve clicar, então, em “gerar relatório” para abrir um formulário a ser preenchido sobre dados da propriedade, em talhão ou lavoura, como área plantada, data da coleta da folha diagnóstica e algum manejo realizado na área. Finalmente, ao clicar em “baixar”, os resultados gerados são armazenados no dispositivo em forma de relatório que poderá ser compartilhado por e-mail ou programas de mensagens, como o WhatsApp. 

A ferramenta, disponível gratuitamente na internet para sistema Android (Play Store) e em breve para iOS (App Store), é indicada para o Maranhão e o Piauí, por analisar apenas amostras de folhas coletadas nesses dois estados. O uso do aplicativo poderá ser ampliado para Bahia e Tocantins, alcançando assim toda a área de produção de grãos da região Matopiba, quando o banco de dados receber informações desses estados.

“Com o resultado, o produtor pode adequar a adubação e ter eficiência no uso de nutrientes”, garante o pesquisador Henrique Antunes, que gerencia a plataforma e é, com o professor Danilo Eduardo Rozane, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), responsável pelas informações técnicas. Segundo ele, a ferramenta traz mais segurança ao produtor na aquisição e uso de fertilizantes e corretivos, ao recomendar a adequada nutrição das plantas.

A avaliação final do balanço nutricional da planta, por meio da ferramenta, sempre dependerá de uma análise de tecido vegetal feita em laboratório especializado. “É uma inovação tecnológica de fácil acesso ao banco de dados criado pela Embrapa Meio-Norte (PI), que gerou os sistemas Integrado de Recomendação e Dianóstico (DRIS) e o Diagnose da Composição Nutricional (CND)”, destaca Antunes. 

A ideia de construção dessa plataforma, segundo o pesquisador, surgiu da necessidade de se ter um banco de dados regional, já que as cultivares plantadas no Nordeste são diferentes das semeadas no centro-sul, por exemplo. “As condições de clima e solo também são diferentes das encontradas nos demais estados da região do Matopiba. O manejo das lavouras foi outro ponto determinante para a necessidade de criação dessa ferramenta”, conta o cientista.

Examinando as folhas

A análise de tecido vegetal, também conhecida como análise foliar, tem como princípio básico de amostragem a seleção de partes da planta, como as folhas. No estudo dessa parte da planta, a folha diagnóstica (usada para análise dos nutrientes) é a que melhor representa o estado nutricional da lavoura. Após a coleta de amostras em lavouras de soja e análise de macro (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre) e micronutrientes (boro, cobre, ferro, manganês e zinco), os resultados são usados para fazer o balanço de nutrientes, obtido pelos métodos Diagnose da Composição Nutricional (CND) e Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação (DRIS), que comparam os teores encontrados com um banco de dados de alta produtividade.

Economia e segurança no cultivo

Os primeiros testes com o Nutri Meio-Norte foram positivos e animaram grandes produtores. A observação do gaúcho Fernando Devicari, gerente da Fazenda Barbosa (com 680 hectares), grande produtora de soja no município de Brejo, no leste do Maranhão, é o retrato do otimismo: “Os resultados obtidos com o aplicativo mostram com melhor exatidão, comparando com os do DRIS, o estado nutricional da planta. Com esse diagnóstico mais apurado, esperamos conseguir resultados de produtividade cada vez melhores, visto que o programa foi desenvolvido especificamente para nossa região”, relata.

Do município de Uruçuí, a 453 quilômetros ao sudoeste de Teresina, onde o cultivo de soja é o carro-chefe da produção agrícola, vem mais expectativa de ganho com o Nutri Meio-Norte. O produtor Altair Domingos Fianco, que deixou a cidade de Pato Branco, no Paraná, há 22 anos, aposta alto no aplicativo: “Essa plataforma possibilita ao agricultor conhecer seu solo exatamente como ele se encontra, proporcionando a aplicação de fertilizantes de uma maneira equilibrada, com economia e segurança”.

Dono de 7.232 hectares na fazenda Condomínio União 2000, Fianco, que já foi presidente da Associação dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja-Piauí), entidade que reúne 245 membros, acredita no aplicativo como ferramenta de gerenciamento: “Ele facilita na tomada de decisões. Com a tecnologia, podemos comprar os insumos certos, na quantidade correta, exatamente do que a planta precisa”, conclui.

Fonte: Embrapa Meio Norte
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Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Cepea

PIB do agronegócio apresenta leve alta em fevereiro

Apesar disso, ainda acumula queda de 0,46% no primeiro bimestre deste ano

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O PIB do Agronegócio brasileiro, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), registrou leve alta de 0,07% em fevereiro de 2019. Apesar disso, ainda acumula queda de 0,46% no primeiro bimestre deste ano.

Entre os ramos, o agrícola teve elevação de 0,19% em fevereiro, mas acumula baixa de 0,32% de no ano. Já o pecuário teve queda tanto no resultado mensal (-0,27%) quanto no acumulado de 2019 (-0,87%). Pesquisadores do Cepea ressaltam que estes resultados ainda não contemplam dados relativos ao volume de produção de atividades importantes do ramo pecuário, indisponíveis até o fechamento do relatório.

Insumos

O segmento de insumos agrícolas registrou alta tanto no mês quanto no ano, impulsionado por indústrias de fertilizantes e de defensivos. No primeiro caso, os maiores preços de janeiro a fevereiro de 2019 favoreceram a estimativa de faturamento para o ano e, no segundo, a produção esperada significativamente maior levou ao resultado estimado. No caso dos insumos pecuários, o aumento do PIB em janeiro refletiu principalmente o comportamento da indústria de rações.

Primário

No segmento primário, ainda se verifica pressão relacionada ao crescimento dos custos de produção, porém, tanto no primário agrícola quanto no pecuário observam-se elevações médias de preços e de quantidade produzida. Entre os produtos agropecuários, destacaram-se com maiores preços neste primeiro bimestre de 2019: batata, arroz, cacau, feijão, laranja, milho, soja, algodão, trigo, uva, frango e leite.

Agroindústria 

Para a de base agrícola, a menor produção esperada para o ano pressionou os resultados de fevereiro. Já no caso da indústria de base pecuária, a renda do segmento esperada para o ano tem sido pressionada pelo aumento previsto dos custos de produção, embora os preços dos produtos pecuários industriais tenham, em média, se elevado no primeiro bimestre deste ano (em comparação com o mesmo período do ano passado).

Serviços

Verificam-se baixas no mês e no acumulado do ano. Porém, a alta registrada em fevereiro para serviços do ramo agrícola e indicadores de mercado mostrando crescimento de vendas do grupo de produtos alimentícios e bebidas, além da elevação das exportações do agronegócio relativamente ao mesmo período do ano passado, devem impactar em uma reação no segmento para os próximos meses.

Fonte: Cepea
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Bovinos / Grãos / Máquinas Falta competitividade

Brasil não tem condições de exportar leite, sugere diretor executivo da Viva Lácteos

“Commodities é preço, e precisamos aumentar a competitividade para exportar”, resumiu

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Arquivo/OP Rural

A programação do Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite apresentou a visão da indústria com Marcelo Martins. Na palestra, realizada em 06 de novembro de 2018, Martins ressaltou a importância de, antes de focar apenas no mercado externo, ampliar o consumo interno. “Commodities é preço, e precisamos aumentar a competitividade para exportar”, resumiu.

 Martins é engenheiro agrônomo e atualmente ocupa o cargo de diretor executivo da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), além de ser consultor técnico da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Enquanto muito se fala da necessidade de exportar, Martins mostrou o imenso potencial dentro das fronteiras brasileiras. Hoje o consumo interno é de apenas 70 litros de leite/habitante/ano. “Os preços internos são bem superiores aos praticados no mercado internacional; só no leite em pó, a diferença é de 23%”, ressaltou. Portanto, o preço é o primeiro entrave para as exportações de leite. Para exportar, o Brasil precisa basicamente aumentar sua competitividade externa. “Além da otimização de custo por parte do produtor e da indústria”, salienta.

Martins destaca a importância de melhorar o saldo da balança comercial do setor e ampliar o consumo interno, visando um crescimento sustentável. “Não é saudável crescer 4% ao ano sem gerar demanda para isso”, enfatizou. O mercado, lembra ele, é regulado por oferta e demanda. “Sem fazer o dever de casa, teremos uma pressão de seleção, não só para o produtor, mas para todos que não se encaixarem”, enfatizou.

O palestrante lembrou que o Brasil é um importante consumidor do leite fluído. “Independente da condição de renda, as pessoas vão continuar consumindo leite UHT”. No entanto, o consumidor não tem disposição para pagar por grandes oscilações de preços, entende. “Nosso desafio é introduzir na dieta dos brasileiros produtos de maior valor agregado”, acredita, lembrando que o aumento do consumo de lácteos está relacionado à renda e ao processo de inovação tecnológica.

Marcos regulatórios

Martins ressalta a constante inovação tecnológica que entrega ao mercado novos produtos: zero lactose, funcionais, enriquecidos, fortificados, sobremesas lácteas, produtos light e grego, entre outros, todos com alta aceitação. No entanto, o país tem o desafio de atualizar os marcos regulatórios do novo sistema de registro de produtos e rótulos, harmonizar parâmetros de qualidade (IN51, 62, SIF, SIE e Sim) estaduais com regras federais, além da desburocratizar os trâmites na aprovação destes produtos.

O palestrante ressaltou ainda que nunca se falou tanto em alimentação e nutrição. “Os questionamentos são cada vez maiores. Também temos menos governança ao lidar com essa questão. Nos resta fazer o dever de casa e não dar brecha a temas como esses avançarem”, diz. Martins comenta ainda sobre o grande viés ideológico com relação a alimentos processados, rotulagem nutricional, redução de açúcar, sódio e gorduras. “Além de causar confusão ao consumidor, gera restrições à indústria”.

“A comunicação é extremamente importante”, garante. A estratégia hoje, diz Martins, é tornar alguns alimentos como “vilões”. Rotulagem de produtos e propaganda devem ser extremamente discutidos, acredita. “Vamos falar bem dos lácteos, dos nutrientes intrínsecos do leite e minimizar o risco da má informação. Temos muito a crescer, mas, cada vez mais, o profissionalismo é a bola da vez em nosso negócio”, sugere Martins.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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