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Aplicativo auxilia na identificação de inimigos naturais de pragas agrícolas

Com um smartphone em mãos, o produtor pode comparar um inseto coletado em campo com a galeria de imagens

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Uma das maiores dificuldades para o produtor é identificar os inimigos naturais das pragas que atacam sua lavoura, especialmente para quem pretende utilizá-los como método de controle, pois esses aliados naturais podem ser confundidos com as próprias pragas. Para facilitar a identificação, especialistas da Embrapa Agrobiologia (RJ) desenvolveram um aplicativo com o qual é possível acessar imagens dos agentes naturais de controle mais comuns. O Guia InNat é gratuito e está disponível para download na loja de aplicativos Google Play.

Com um smartphone em mãos, o produtor pode comparar um inseto coletado em campo com a galeria de imagens. Além disso, pode ir para o campo, fotografar um inseto presente na sua lavoura e comparar no mesmo momento a foto tirada com a câmera do celular com as imagens da galeria do Guia InNat. Além de fotos, o aplicativo contém informações sobre cada grupo de inimigo natural e sua função na natureza. “De nada adianta a presença de insetos benéficos na lavoura, se o agricultor confundi-los com os que podem causar danos à plantação”, alerta a pesquisadora da Embrapa Alessandra de Carvalho Silva, especialista em controle biológico de pragas e uma das idealizadoras do aplicativo.

Comem diferentes insetos-praga

A galeria de imagens do Guia InNat contempla 13 famílias de insetos predadores e mais os parasitoides e as aranhas. São inimigos naturais generalistas, ou seja, não são muito específicos e comem uma grande quantidade de insetos-praga. A ferramenta possibilita, por exemplo, a identificação de um determinado inseto visto com frequência na lavoura. “É também uma forma de o produtor saber se a área dele está bem ecologicamente. Se há mais inimigos naturais é porque o manejo está adequado”, explica Carvalho.

O fato de o aplicativo conter informações sobre o papel dos inimigos naturais como agente de controle ajuda o agricultor no momento de tomar decisões. A joaninha, por exemplo, vem com a informação de que suas larvas e adultos se alimentam, preferencialmente de pulgões, cochonilhas, ácaros, moscas-brancas, larvas e também de ovos de diferentes insetos. Portanto, se o produtor encontrar joaninhas em uma lavoura atacada por pulgões, ele saberá que brevemente a população da praga será reduzida, como explica a pesquisadora da Embrapa. “O InNat pode facilitar o entendimento sobre quem são os vilões e quais os insetos benéficos para as lavouras”, enfatiza.

Se há lagartas na lavoura e o agricultor encontra o inseto conhecido por “tesourinha” na plantação, com o InNat em mãos, ele vai constatar que este é um inimigo natural muito útil. “[Tesourinhas] São predadores de ovos, pulgões, moscas-brancas, lagartas pequenas…”, informa o aplicativo, que traz ainda dez fotos desse agente de controle. Na dúvida, basta fotografar o inseto que está presente na lavoura e comparar com as fotos do aplicativo.

Alessandra Carvalho explica que as tesourinhas costumam ser temidas por algumas pessoas, por isso a importância do esclarecimento. “As pinças que o inseto possui no final do abdome lhe dão uma aparência agressiva; se a pessoa não sabe o quanto ele pode contribuir para a redução de lagartas nas lavouras, uma vez que se alimenta dos ovos das mariposas, ele pode ser morto,” lamenta a cientista.

Aliado no Manejo Integrado de Pragas

Para os produtores que fazem uso do manejo integrado de pragas (MIP), o aplicativo pode ser um facilitador. A prática procura preservar e incrementar os fatores de mortalidade natural por meio do uso integrado de técnicas que visam manter a densidade de insetos abaixo de um nível que possa provocar dano econômico. Um inseto fitófago (que se alimenta de plantas) só é considerado praga se causa dano econômico, antes disso não é necessária nenhuma medida curativa.

Seja por meio da avaliação do controle biológico natural no agroecossistema, pela ação de inimigos naturais nativos ou pelo uso do controle biológico aplicado, com a liberação de inimigos naturais no campo, o reconhecimento desses agentes pelo produtor é de extrema importância para o sucesso do MIP. “Sem o devido reconhecimento desses organismos benéficos, as etapas seguintes do MIP ficam comprometidas”, explica a cientista.

Uma vez que o equilíbrio populacional dos insetos fitófagos na lavoura depende dos agentes naturais de controle, a pesquisadora ressalta que o aplicativo pode auxiliar nessa prática agrícola.  “Os microrganismos entomopatogênicos (que causam doenças nos insetos), bem como os predadores e parasitoides são disponibilizados gratuitamente pela natureza e apenas temos que reconhecê-los e preservá-los para obter sucesso na produção agrícola”, orienta a especialista.

Fonte: Embrapa Agrobiologia

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Notícias 53 anos

Bet, nos 53 anos da Alfa: “Honestidade, ética e humildade, são tudo”

Cooperativa tem previsão de obter receita bruta, em 2020, 21% superior a 2019( que foi de R$ 3,7 Bi)

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Presidente Romeo Bet - Foto: Divulgação

Em 19 de outubro, a Alfa chegou aos 53 anos, com previsão de obter receita bruta, em 2020, 21% superior a 2019( que foi de R$ 3,7 Bi). Aqui, o presidente Romeo Bet, relata o atual estágio de crescimento e aponta rumos.

 

História bonita

“É uma história muito bonita. Passamos por várias etapas, de dificuldades e vitórias, de algumas paradas e, outras, de maior velocidade, porém, sempre com ímpeto de todas as diretorias que passaram, dos funcionários e associados, de tocar o barco adiante. Foi muito trabalho e muita dedicação, de muita gente”.

 

Uma grande sacada

“Quando a cooperativa começou a perceber que haviam várias outras pequenas com dificuldades, iniciou as incorporações, visando o fortalecimento e, também, para salvaguardar o próprio sistema associativo. Um exemplo foi a junção da então CooperChapecó com a CooperXaxiense, em 1975, gerando o nome ALFA. Isso tomou corpo e vieram mais estruturas em seguida”.

“Quem não cresce, ou fica estagnado, ou regride”. Romeo Bet

 

A modernização

“Outra estratégia excelente, foi o ingresso na industrialização, em 1977, com a indústria de milho, depois trigo e em 1983 a soja. Mais adiante as fábricas de ração. De alguma forma, a modernização foi um importante pilar. A cada pouco tempo, de lá para cá, há ampliação de área e mais incorporações, como a CooperCanoinhas e a ida ao MS há cinco anos. No RS, em 2017, alugamos parte das estruturas da Cotrel. Tudo isso para fazer frente ao aumento dos custos que, só tendem a baixar com novas frentes, novos negócios, mantendo os mesmos níveis de rentabilidade, ou ampliando-os. Quem não cresce, ou fica estagnado, ou regride”.

 

Alfa repaginada

Quando assumi, no início de 2009, depois de três mandados expansionistas de Mário Lanznaster – que sucedeu a ao saudoso Aury Luiz Bodanese -, a Alfa já estava muito bem, já vinha num ritmo crescente. Lógico que, o tempo foi passando e as estruturas já não davam mais conta. Assim, ao longo dos últimos 12/13 anos, fomos ampliando silos, lojas e mercados, novos mixes de mercadorias e melhorando o entrosamento das equipes.

“O crescimento da Alfa se deve, em grande parte, à confiança que os associados depositaram em nós e nas gestões anteriores. Creio que o jeito simples de administrar, focando a rentabilidade, os novos nichos de mercado que se apresentaram, a atualização tecnológica com pés no chão, tudo isso gerou um enorme salto de qualidade e, também, em solidez financeira” (Romeo Bet)

 

R$ 400 milhões em dois projetos

“Somente o novo projeto da Linha Tomazelli, Chapecó (que vai processar 2 mil toneladas de soja/dia a partir de 2022), mais a UPL em Sidrolância – MS (que vai abastecer com suínos o frigorífico Aurora de São Gabriel do Oeste), deverão consumir cerca de R$ 400 milhões. Por isso, este ano, estamos tendo um certo cuidado com outros investimentos. Contudo, alguns são inevitáveis, como é o caso do novo Superalfa e Loja em São Lourenço do Oeste – e em Itaiópolis – ambos em SC, onde também não temos estrutura própria”.

 

A transformação das pessoas

“Já no início da década de 1970, começou a assistência técnica, o preparo das pessoas, os sistemas de comunicação e isso nunca parou justamente por sermos uma cooperativa. De um lado, o caixa precisa ser forte; de outro, o preparo das pessoas deve ser permanente, olhando-se para as tecnologias viáveis. Uma cooperativa jamais deve esquecer seu trabalho social.  Treinamentos, programas com jovens, mulheres, casais de líderes, novos associados, campos demonstrativos, com temas sempre voltados ao interesse do associado, para que sua família também dê seus saltos evolutivos. Isso tudo vai ampliando a confiança e a segurança dos cooperados, nos negócios da Alfa. Se a confiança se vai, estaríamos fadados a sucumbir. Assim que a pandemia permitir, deveremos desencadear vários eventos presenciais, com segurança extrema, até porque, teremos um fim de ano com encaminhamentos bem importantes, por conta das eleições do Conselho em fevereiro de 2021”.

 

E o ´coração´?

A grande maioria notabiliza a Cota-Capital e o elevado grau de consultoria técnica que ofertamos. O mesmo ocorre com a pontualidade nos pagamentos e aplaude o trato feito e cumprido. A alfa está bem conceituada com o quadro social, os funcionários, os parceiros, os terceirizados, os clientes e a comunidade em geral.

“Quando se fala em associado, estamos falando do ‘coração´ do sistema; o cooperado representa tudo para a cooperativa. Ao longo dos anos, os laços foram se fortalecendo. É motivo de alegria ver o associado satisfeito com sua entidade, por se abastecer de insumos e mercadorias na própria casa, bem como a comercialização da produção. É entendível, num universo de mais de 20 mil famílias, um ou outro caso apresentar, eventualmente, alguma insatisfação, especialmente quando acontecem oscilações de preços na produção. Preciso lembrar que isso é reflexo do mercado, e não da Alfa”. (Romeo Bet)

 

Os espelhos

“Espelhando-se o País e a esfera púbica, com a Alfa e seus times, vejo que há gestores e políticos corretos, que fazem o bem para a sociedade. Contudo, muitas atitudes na esfera pública são perversas. Percebo uma Cooperalfa e sua gente, com retidão. Para mim, ética, humidade e honestidade, é tudo; são qualidades preponderantes para pessoas e corporações. Desejo vida longa à cooperativa, transparência, sem acomodação, que continuemos pagando a cota em dia, inovando com consciência e que as próximas cinco décadas sejam tão profícuas quanto foram os primeiros 53 anos. Que nossas raízes fiquem bem firmes a quem virá, seja um filho, um neto. Que o Menino Jesus nos abençoe e que possamos nos cuidar para a travessia do momento”.

Fonte: Assessoria
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Notícias Exportação

Maior volume e dólar alto sustentam faturamento recorde neste ano

Volume exportado pelo agronegócio brasileiro cresceu mais de 16% frente ao mesmo período de 2019

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Ivan Bueno/APPA

As exportações do agronegócio brasileiro seguem demostrando excelente desempenho ao longo deste ano. Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados da Secex mostram que, de janeiro a setembro de 2020, o volume exportado pelo setor cresceu mais de 16% frente ao mesmo período de 2019, atingindo recorde da série histórica.

Quanto ao faturamento em dólar, nos primeiros nove meses de 2020, somou 79 bilhões, 8% acima do registrado entre janeiro e setembro de 2019. Esse aumento no montante, por sua vez, está relacionado ao maior volume exportado, tendo em vista que os preços médios em dólar recuaram 6% nos nove primeiros meses de 2020 frente ao mesmo período do ano anterior. Em moeda nacional, o faturamento cresceu 26% na mesma comparação, favorecido pela desvalorização do Real frente ao dólar, de quase 16%.

Produtos exportados

Pesquisadores do Cepea indicam que o aumento das vendas externas se deve a incrementos nos embarques dos produtos do complexo da soja, das carnes, do setor sucroalcooleiro, algodão, frutas e madeira.

No caso dos produtos do complexo da soja, os crescimentos nos embarques em 2020 foram de 32% para soja em grão e de 7% para o farelo e para o óleo. O açúcar tem sido grande destaque neste ano, com forte avanço de 71% nas exportações, devido à aquecida demanda internacional – as vendas externas de etanol cresceram 27%. As exportações de algodão em pluma seguem apresentando bom desempenho, com alta de 59%. As carnes também têm passado por bom período de vendas ao exterior, com altas de 47% para a suína, de 18% para a bovina e de 3% para a de aves. Aumentaram também os embarques de frutas (8%), madeira (5%) e café (1%). Já os produtos que registraram quedas nos embarques foram:  papel e celulose (-2%), suco de laranja (-9%) e milho (-30%)

Destino

A China, a cada ano, tem aumentado sua participação nas vendas totais do Brasil. De janeiro a setembro, 37% do total vendido pelo agronegócio brasileiro ao exterior teve como destino a China. Os países da Zona do Euro mantiveram participação de 14,3%, e os Estados Unidos, de 6,3%

Perspectivas

Caso o clima não atrapalhe, a elevada produção brasileira e o câmbio alto devem seguir favorecendo as vendas externas dos produtos do agronegócio nos próximos meses. Assim, tanto o volume quanto o faturamento em Reais com as exportações brasileiras do agronegócio podem atingir recordes em 2020.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Colheita do trigo se aproxima do final no PR; preço segue em alta

Alta nos preços externos e a estimativa de redução na safra da Argentina também sustentam as cotações no Brasil

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Divulgação/AENPr

A colheita da nova safra de trigo caminha para o fim no Paraná, maior estado produtor do País. No Rio Grande do Sul, as atividades de campo se aproximam de 1/3 da área.

Apesar disso, pesquisas do Cepea mostram que os valores do trigo e dos derivados continuam avançando no Brasil, influenciados, especialmente, pela retração das vendas por parte de produtores.

Além disso, a alta nos preços externos e a estimativa de redução na safra da Argentina também sustentam as cotações no Brasil.

Entre 19 e 26 de outubro, os preços do trigo no mercado de lotes subiram 5,05% no Paraná e 8,8% no Rio Grande do Sul, fechando respectivamente a R$ 1.343,56/tonelada e R$ 1.311,2/t nessa segunda-feira (26).

Fonte: Cepea
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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