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Aplicativo ajuda agricultor a escolher as cultivares de milho mais adequadas

Novidade permite consultas sobre os materiais disponíveis no mercado a partir de um banco de dados que reúne informações técnicas cedidas pelas empresas sementeiras

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O Doutor Milho Cultivares, nova versão do aplicativovoltado a auxiliar produtores do cereal, foi aprimorado e agora é capaz de recomendar a cultivar mais indicada para cada objetivo e região produtora. A novidade permite consultas sobre os materiais disponíveis no mercado a partir de um banco de dados que reúne informações técnicas cedidas pelas empresas sementeiras. Dessa forma, o usuário poderá ter acesso a informações como potencial produtivo de cada cultivar, estabilidade de produção e resistência a pragas e doenças, entre outras. A nova versão é mais abrangente e atualizada e disponibiliza dados de características agronômicas e de doenças de todas as 298 cultivares disponíveis no mercado para a safra 2017/2018 (verão e safrinha).

“Com isso, o produtor poderá conhecer as mais modernas tecnologias de sementes de milho, facilitando a escolha da cultivar mais adequada às suas condições de clima e solo e ao objetivo de uso (grãos, silagem etc)", diz o pesquisador Israel Alexandre Pereira Filho, da Embrapa Milho e Sorgo (MG). O cientista explica que a equipe desenvolvedora pretende alimentar constantemente o aplicativo com informações sobre novos lançamentos de cultivares. O Doutor Milho Cultivares é gratuito e pode ser baixado nas versões para Android e iOS.

Por meio de filtros, o programa permite que o produtor selecione as características de sua lavoura, como o estado da federação em que se encontra a propriedade e a finalidade do plantio: milho em grão, silagem, milho verde, etc. Ele deve fornecer ainda a época de plantio (primeira safra  ou safrinha), se pretende plantar milho precoce ou tardio, o nível de tecnologia empregado em sua lavoura e, por fim, se pretende utilizar sementes convencionais ou transgênicas.

O software, então, seleciona as cultivares mais adequadas de acordo com os parâmetros fornecidos e apresenta esse grupo ao usuário. "O produtor poderá analisar cada um dos materiais sugeridos pelo Doutor Milho. Clicando em 'Detalhes', ele terá informações como a empresa que desenvolveu a cultivar e todas as características agronômicas da planta. Na janela 'Outras doenças', o usuário terá informações sobre a resistência das cultivares selecionadas", esclarece Pereira, ressaltando que a tecnologia foi desenvolvida com o apoio de produtores de sementes e de agricultores que testaram e aprovaram a nova versão.

Segundo o pesquisador Alexandre Martins Abdão dos Passos, que também integra a equipe, a informação rápida e de qualidade é atualmente o principal insumo da agricultura. “A Embrapa tem apresentado um portfólio de soluções tecnológicas em formato de aplicativos para auxiliar o produtor nas tomadas de decisão de forma assertiva. A nova versão do Doutor Milho apresenta uma valiosa ferramenta para o produtor na escolha de cultivares de milho – híbridos e variedades – alinhada com o módulo de práticas de manejo da cultura no mesmo aplicativo”, explica.

Evolução

A primeira versão do aplicativo, lançada em fevereiro de 2017, apresenta um módulo para a identificação da fase de desenvolvimento da planta de milho (fenologia). Fotografias e ilustrações mostram as principais ações a serem adotadas, sejam relacionadas ao manejo da cultura e ao controle de pragas, doenças e plantas daninhas, sejam relacionadas à finalidade do plantio: milho verde, silagem ou grão. Somente nos celulares que utilizam o sistema operacional Android foram registradas mais de dez mil instalações até o momento.

Além dessas funcionalidades da primeira versão, o novo módulo permite o acesso, rápido e simples, à relação das cultivares disponibilizadas pelas empresas produtoras de sementes. Pereira Filho explica que não há uma única cultivar que possa ser considerada a melhor. Por isso, o aplicativo indica um grupo de materiais para que o produtor possa escolher. "Em função da 'tecnologia embarcada' na semente, o seu preço impacta consideravelmente o custo de produção. Portanto, a escolha da cultivar deve atender a necessidades específicas, pois não existe um material que possa proporcionar seu máximo potencial produtivo sem que sejam levadas em consideração todas as situações regionais”, resume.

O levantamento das cultivares de milho em cada safra agrícola é feito anualmente pela Embrapa Milho e Sorgo. As informações são obtidas diretamente das empresas detentoras dos materiais disponíveis no mercado e registrados no Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A cada ano, as empresas indicam suas listas de novas cultivares (híbridos ou variedades) que irão fazer parte do mercado de milho para a safra agrícola seguinte. O aplicativo permite, dessa forma, o acesso dos usuários a esse levantamento, além de disponibilizar informações estratégicas sobre pragas, doenças e plantas daninhas.

Próximos passos

Pereira informa que o aprimoramento do Doutor Milho continua e as futuras versões deverão incorporar orientações sobre a plantabilidade da cultura. "Pretendemos fornecer recomendações como densidade, espaçamento, profundidade do plantio e várias outras, sempre considerando as características locais e os objetivos do agricultor," declara o pesquisador. Em etapas futuras, a equipe pretende inserir uma versão específica sobre adubação e controle de plantas daninhas.

Fonte: Embrapa Milho e Sorgo

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Coops Day 2026 mobiliza Santa Catarina com ações em 12 municípios

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O cooperativismo será celebrado em Santa Catarina com uma programação que combina eventos presenciais, ações de rua e atividades de comunicação em diferentes regiões do Estado. As iniciativas marcam o Dia Internacional do Cooperativismo, o Coops Day 2026, celebrado mundialmente no primeiro sábado de julho.

Foto: Shutterstock

Neste ano, a mobilização tem como tema “Cooperativas por um mundo pacífico”, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), e orienta as ações do movimento em diversos países. A proposta relaciona o cooperativismo à construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis, com base em inclusão econômica, participação social e fortalecimento das comunidades.

No Estado, a programação envolve tanto eventos abertos ao público quanto ações simultâneas de divulgação em municípios catarinenses.

Programação cultural

Em Chapecó, o Coops Day 2026 foi realizado na última quinta-feira (02), no Teatro do Centro de

Foto: Divulgação

Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes. O encontro reúne cooperados, colaboradores, autoridades e comunidade em uma programação aberta ao público.

O evento contou com abertura oficial, apresentações culturais e interação com os Mascotes do Cooperativismo. O destaque foi o espetáculo do Grupo Sou Arte, de Campo Mourão (PR), inspirado no tema mundial do cooperativismo em 2026.

Ações de rua

Além da programação em Chapecó, o Sistema Ocesc promove no sábado (04) uma série de blitzes em parceria com emissoras de rádio em 11 municípios de Santa Catarina.

As ações serão realizadas em espaços públicos, praças e parques, com transmissões ao vivo, interação com o público, distribuição de brindes e participação de cooperativas locais.

Foto: Shutterstock

As atividades integram a celebração do Coops Day, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e promovida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que destaca a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento econômico e social.

Segundo o coordenador de comunicação da Ocesc, Paulo Henrique Santhias, a proposta é ampliar o alcance do tema no cotidiano da população. “Queremos levar a mensagem do cooperativismo para onde as pessoas estão, mostrando de forma leve e interativa como esse modelo de negócios gera desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, afirma.

Municípios participantes

As ações ocorrerão em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Lages, Tubarão, Concórdia, Chapecó, São Miguel do Oeste, Caçador, Criciúma e Canoinhas (local a confirmar).

Em Chapecó, também estão previstas atividades na Praça do Loteamento Vederti I e em frente ao Boca Sport Bar.

Fonte: Assessoria Sistema Ocesc
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Copagril recebe honraria da Assembleia de Mato Grosso do Sul por atuação no cooperativismo

Cooperativa foi uma das seis representantes do ramo agropecuário reconhecidas pela contribuição ao desenvolvimento econômico e social sul-mato-grossense.

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Copagril foi uma das seis cooperativas agropecuárias homenageadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul - Foto: Divulgação/Copagril

A Copagril foi uma das cooperativas homenageadas com a Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo em Homenagem ao Cooperativismo Sul-Mato-Grossense, durante sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), na última quarta-feira (1º) , em Campo Grande (MS). A homenagem integrou a programação da Semana do Cooperativismo e reconheceu pessoas, instituições e cooperativas que contribuem para o fortalecimento do movimento cooperativista e para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Homenagem reconheceu a contribuição da Copagril para o cooperativismo sul-mato-grossense – Foto: Divulgação/Copagril

A solenidade foi proposta pelo deputado estadual Professor Rinaldo Modesto, presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Cooperativismo (Frencoop/MS), que destacou a importância do setor para Mato Grosso do Sul. Atualmente, o cooperativismo representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, reunindo mais de 138 cooperativas, aproximadamente 668 mil cooperados e cerca de 15,5 mil empregos diretos.

Entre as cooperativas do ramo agropecuário, apenas seis receberam a honraria, evidenciando o protagonismo da Copagril no desenvolvimento do cooperativismo sul-mato-grossense. A cooperativa foi representada na cerimônia pelo diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, e pelo diretor-secretário, Ademir Luis Griep.

O reconhecimento reforça a trajetória construída pela Copagril no Estado, onde atua desde a década

de 1980. Nos últimos anos, a cooperativa intensificou seu plano de expansão, ampliando sua presença em diferentes regiões do Mato Grosso do Sul. De 2025 a 2026, foram inauguradas seis novas unidades, consolidando a estratégia de crescimento e de proximidade com os produtores rurais.

Para o diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, a homenagem demonstra que o trabalho

Diretor-secretário da Copagril, Ademir Luis Griep, com o diretor vice-presidente Cesar Luiz Petri representaram a Copagril na cerimônia realizada em Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação/Copagril

desenvolvido pela cooperativa vem gerando resultados concretos para o desenvolvimento regional. “Receber esta homenagem é motivo de muito orgulho para a Copagril. É o reconhecimento de uma trajetória construída com seriedade, compromisso com os cooperados e investimentos constantes no Mato Grosso do Sul. Seguiremos trabalhando para fortalecer o agronegócio e levar cada vez mais oportunidades aos produtores da região”, destaca Petri.

O diretor-secretário, Ademir Luis Griep, ressalta que a expansão da cooperativa no Estado está diretamente ligada aos princípios do cooperativismo. “Esse reconhecimento pertence a todos que fazem parte da Copagril. Nossa missão é estar cada vez mais próximos do produtor, oferecendo soluções, assistência técnica e segurança para que ele possa produzir com eficiência. É gratificante ver esse trabalho sendo valorizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul”, afirma Griep.

Para a Copagril, a homenagem representa o reconhecimento de um trabalho pautado nos princípios do cooperativismo, na geração de oportunidades para os cooperados e no compromisso com o desenvolvimento regional. A expansão da cooperativa no Mato Grosso do Sul reafirma esse propósito, levando soluções, tecnologia, assistência técnica e fortalecendo o agronegócio em um dos estados mais promissores do país.

A Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo foram instituídos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para reconhecer pessoas e instituições que contribuem de forma significativa para o fortalecimento do cooperativismo, um modelo de negócio que segue impulsionando o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Estado.

 

Fonte: Assessoria Copagril
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Veto ao Projeto dos Safristas mantém impasse sobre contratação de temporários no campo

Texto aprovado pelo Congresso previa preservar o acesso a programas sociais para trabalhadores contratados durante a safra. Cooperativas e setor produtivo defendem derrubada do veto.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

Ampliar a oferta de mão de obra formal durante os períodos de safra sem comprometer a proteção social dos trabalhadores é um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira. Como forma de oferecer uma solução para essa questão, o Projeto de Lei (PL) 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, apoiado pelo cooperativismo, foi aprovado no Congresso Nacional. Apesar de sua importância para o setor, a proposta foi integralmente vetada pela Presidência da República e, por isso, a expectativa agora é de que a decisão seja revertida no Parlamento.

Foto: Gilson Abreu

De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê que a renda obtida em contratos temporários de safra não seja considerada para a exclusão imediata de programas sociais. A medida busca reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho no campo e atender à demanda de produtores rurais e cooperativas que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores durante os períodos de colheita.

Relator da matéria, o deputado Evair de Melo (ES), também membro da Frencoop, defende que a iniciativa responde a uma demanda histórica do setor produtivo e cria condições para ampliar a formalização das relações de trabalho. “A ideia é fomentar a formalização do trabalho em diversas culturas agrícolas. As regras dos programas sociais e a remuneração por produtividade acabam criando um cenário que incentiva a informalidade. Precisamos oferecer segurança para quem quer trabalhar e para quem precisa contratar”, afirma.

Cooperativas defendem mudança

O Projeto dos Safristas conta com apoio do Sistema OCB e de cooperativas agropecuárias, que afirmam enfrentar dificuldades recorrentes para formar equipes durante os períodos de colheita.

Segundo a entidade, a escassez de mão de obra formal afeta diferentes cadeias produtivas e tem levado produtores e cooperativas a buscar alternativas para atender à demanda sazonal de trabalhadores.

Foto: Divulgação

Dados do Sistema OCB indicam que o ramo agropecuário reúne 1.172 cooperativas, movimenta R$ 438,2 bilhões por ano e responde por mais de 257 mil empregos diretos no país.

Para a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a proposta cria um mecanismo para aproximar políticas de assistência social e de geração de emprego. “O desafio da mão de obra no campo só será resolvido com regras que estimulem a formalização. O Projeto dos Safristas representa um avanço porque aproxima políticas sociais e políticas de emprego, beneficiando trabalhadores, cooperativas e toda a cadeia agropecuária”, afirma.

Próximo passo depende do Congresso

Com o veto presidencial, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que decidirá, em sessão conjunta de deputados e senadores, se mantém ou derruba a decisão do Executivo. Caso o veto seja rejeitado, o texto poderá ser promulgado e entrar em vigor.

A discussão ocorre em um momento em que produtores rurais e cooperativas relatam dificuldades para preencher vagas temporárias durante as safras, especialmente em atividades que exigem grande número de trabalhadores em períodos concentrados. O Projeto dos Safristas foi apresentado como uma tentativa de reduzir esse gargalo por meio de incentivos à contratação formal, sem impacto imediato sobre os benefícios sociais recebidos pelos trabalhadores.

Fonte: O Presente Rural com OCB
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