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ApexBrasil vai ampliar busca por novos mercados para produtos brasileiros antes exportados aos EUA

Plano Brasil Soberano destina R$ 30 bilhões para crédito a exportadores e amplia atuação da Agência na abertura de alternativas comerciais, especialmente para micro e pequenas empresas.

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Foto: Gilson Abreu

Os setores exportadores brasileiros afetados pelo tarifaço de 50%, imposto pelo governo dos Estados Unidos, ganharam, quarta-feira (13), apoio do governo federal com iniciativas previstas na Medida Provisória Brasil Soberano, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Em cerimônia que contou com a presença do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana; ministros, parlamentares, representantes de entidades dos setores da indústria, agricultura, entre outros, foi anunciado o plano de apoio, que prevê R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis para empresas com perdas com a taxação americana, sobretudo pequenos e médios negócios.

Fotos: Claudio Neves

Outro alívio para os segmentos atingidos é a extensão do prazo para usar créditos tributários de empresas que atuam no Drawback, que é um regime aduaneiro especial, criado em 1996, que suspende ou isenta de tributos incidentes dos insumos importados e/ou nacionais vinculados a um produto a ser exportado.

Com o anúncio do plano, a ApexBrasil vai ampliar a busca por novos mercados para produtos brasileiros e oferecer alternativas especialmente para micro e pequenos exportadores. “O Brasil quer negociar e, ao mesmo tempo, criar alternativas de mercado para as empresas, oferecer crédito e uma série de programas que garantam a sobrevivência dessas empresas no comércio internacional”, ressaltou Viana.

A ApexBrasil estruturou um programa estratégico com o setor de negócios para promover a entrada de produtos brasileiros em novos mercados e fortalecer a presença do país no comércio internacional. O programa inclui investimentos e ações que possibilitam redirecionar produtos antes destinados aos Estados Unidos para outros países. Paralelamente, os escritórios da Apex em Miami e Washington, atuarão em parceria com a Câmara de Comércio Americana (Amcham) e com setores comerciais dos dois países, buscando minimizar o impacto do tarifaço sobre os produtos brasileiros. “Temos esperança e vamos trabalhar muito para que, nessa crise toda, possamos abrir novas oportunidades para o Brasil seguir ganhando o mundo com seu comércio exterior”, destacou Viana.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, explicou que o plano foi elaborado a partir de uma ampla conversa com representantes dos setores produtivo, do agronegócio, da indústria, de minério, de empresas brasileiras e de empresas americanas com filiais no Brasil. As medidas, segundo ele, visam proteger o país dos efeitos da tarifação unilateral, apoiar exportadores brasileiros, preservar empregos, incentivar investimentos em setores estratégicos e assegurar a continuidade do desenvolvimento econômico do país.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as medidas foram propostas depois de ouvir os setores econômicos e entender como eles sendo atingidos. Ele não descarta que o impacto ainda pode afetar outros segmentos. “Estaremos atentos não só ao que está acontecendo no Brasil, mas ao que está acontecendo no mundo. E se torna ainda mais imperativa esta exigência de abrir novos mercados. Vamos enfrentar esta crise, como já enfrentamos outras e vamos superar”, afirmou.

 Para saber mais detalhes sobre o anúncio da Medida Provisória Brasil Soberano, clique aqui.

Fonte: Assessoria ApexBrasil

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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