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ApexBrasil publica nova edição da revista Exporta Brasil com resultados de 2024
Publicação reúne os principais programas e projetos realizados pela Agência no ano passado e apresenta os melhores números da história do comércio exterior brasileiro .

A Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) publicou recentemente a nova edição da Revista Exporta Brasil. A publicação detalha os principais programas, projetos e ações realizadas pela Agência no ano passado, que ajudaram o país a conquistar resultados históricos no comércio exterior.
O Brasil segue rumo à era trilionária e a ApexBrasil tem tido papel crucial nessa jornada, promovendo as exportações de produtos e serviços brasileiros e atraindo investimentos estrangeiros para o país, por meio da realização de fóruns empresariais, missões em mercados-chave, estudos de mercado e diversas atividades coordenadas com diferentes parceiros nacionais e internacionais.
A nova edição da revista Exporta Brasil mostra todos os esforços empenhados pela ApexBrasil em 2024 e está disponível gratuitamente no portal da Agência. “O Brasil está consolidando sua posição no comércio global e avançando em direção a um novo patamar. Em 2024, aceleramos nossa presença internacional, ampliamos mercados e fortalecemos nossa competitividade”, afirma o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
Se 2023 foi o momento da reconstrução da presença brasileira no mercado externo, 2024 foi o ano marcado por grandes avanços que consolidaram o protagonismo brasileiro no cenário internacional. Entre os números de destaque está o fluxo total de bens e serviços negociados pelo país com o mundo, que atingiu US$ 751,4 bilhões, elevando o Brasil a um novo patamar rumo à marca histórica de US$ 1 trilhão até o final de 2026, dentro dos objetivos do governo Lula.
Em 2024, todos os setores da economia registraram aumento dos volumes vendidos ao exterior, quando o Brasil exportou US$ 337 bilhões. O valor é ligeiramente menor que os US$ 339,7 bilhões exportados em 2023, mas ainda o segundo maior da história. “A ApexBrasil se orgulha de ter contribuído para esses resultados. Nas páginas desse segundo volume da revista Exporta Brasil você vai ver que temos trabalhado muito”, destaca Jorge Viana. “E tudo isso só se tornou possível graças ao entusiasmo e à dedicação do time de funcionários da ApexBrasil comprometido e competente, a quem agradeço por mais um ano de realizações”, reforça o presidente da Agência.
Recordes batidos e novas marcas alcançadas
Os números comprovam: em 2024, a ApexBrasil bateu o recorde histórico de mais de 20 mil empresas apoiadas, das quais cerca de 54% são de micro e pequeno porte e aproximadamente 21% são das regiões Norte e Nordeste. O ano foi marcado pelo fortalecimento das iniciativas para reduzir as desigualdades em todas as áreas.
Entre os programas de destaques está o Exporta Mais Brasil que realizou, só em 2024, 15 etapas em diferentes estados, atendendo 388 empresas das quais mais da metade são lideradas por mulheres. Com o slogan “Rodando o país para nossas empresas ganharem o mundo”, desde 2023, o programa realizou 28 edições e movimentou mais de meio bilhão de reais em negócios. Só em 2024 foram R$ 277,6 milhões em negócios gerados.
Confira os depoimentos das empresas participantes do programa na reportagem da revista. Em 2024, por meio do programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), 1.437 empresas com liderança feminina foram apoiadas diretamente pela ApexBrasil. “A inclusão feminina no comércio exterior é uma prioridade e estamos criando caminhos para que cada vez mais empreendedoras levem seus negócios para o mundo”, afirma a diretora de Negócios da Agência, Ana Paula Repezza.
Para isso, a Agência vem aplicando uma lente de gênero em todos os seus projetos e programas. Outro marco de 2024 foi a celebração de 20 anos do PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação – que já atendeu mais de 30 mil empresas, de mais 1.500 municípios, sendo 75% delas de micro e pequeno porte (MPE). Trata-se de uma das iniciativas mais relevantes da Agência, que qualifica gratuitamente empresas de todos os portes e setores para o mercado internacional. Entre 2023 e 2024, 6.213 empresas foram capacitadas pelo PEIEX. Dessas, 1.086 exportaram e geraram mais de US$ 3,2 bilhões.
Promovendo a biossocioeconomia
Outro ponto relevante na atuação da ApexBrasil em 2024 foi o olhar diferenciado para a promoção do desenvolvimento sustentável. Com o apoio da Agência, empresas brasileiras têm provado que é possível crescer sem abrir mão da conservação ambiental e da inclusão social. “A ApexBrasil está comprometida em promover um modelo de desenvolvimento que alie crescimento econômico à preservação ambiental e à inclusão social, como estratégia fundamental. Queremos fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e atrair investimentos responsáveis”, afirma o diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro.
A segunda edição do programa Exporta Mais Amazônia, realizado em novembro de 2024, é exemplo disso. O programa levou 15 compradores para dentro da floresta amazônica, no Pará, e movimentou mais de R$ 35 milhões ao colocá-los frente a frente com 33 fornecedores nacionais de produtos compatíveis com a floresta, como castanhas, açaí e temperos amazônicos. A reportagem da revista conta como funciona o programa e apresenta ainda outras iniciativas realizadas pela ApexBrasil em 2024 voltadas para a promoção da biossocioeconomia, como a Missão Acre de Biomateriais e o evento Awake, realizado em Milão.
Promoção comercial e atração de investimentos
A participação em feiras internacionais é uma estratégia essencial para empresas que desejam expandir seus mercados. Em 2024, a ApexBrasil apoiou a participação de 900 empresas brasileiras em 54 diferentes feiras mundo afora. Entre elas estão Sial Paris, na França; Gulfood, em Dubai; Offshore Technology Conference (OTC), nos Estados Unidos; Africa´s Big 7, na África do Sul; Expo Ferretera, em Guadalajara, no México; e diversas outras. Com relação aos investimentos, ao longo do ano passado, a Agência superou a meta de atendimentos a investidores, alcançando um total de 244 – número 28,4% acima da meta prevista.
Foram 64 projetos de investimentos anunciados com o apoio da Agência em 2024, totalizando US$ 8,6 bilhões. Além disso, a Agência realizou, novamente, como todos os anos, dois grandes eventos com foco na atração de investimentos para o país: a 7a edição do Brasil Investment Forum (BIF) e a 8a edição do CV in Brasil (Corporate Venture in Brasil). Na revista estão todos os detalhes e resultados dessas grandes realizações.
Reaproximando o Brasil de todos os continentes
A agenda da ApexBrasil em 2024 esteve focada em intensificar esforços para reaproximar o Brasil de todos os continentes apostando na diplomacia presidencial como estratégia para abrir novos mercados e fortalecer parcerias comerciais consolidadas.
Ao lado do Ministério de Relações Exteriores (MRE), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e de outras entidades parceiras, a ApexBrasil promoveu fóruns empresariais internacionais, encontros e missões em mercados-chave como Bolívia, Chile, Japão, África, Europa e países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). A matéria de capa da revista traz detalhes de cada um desses eventos e o impacto dessas iniciativas no posicionamento do Brasil frente ao mercado global.

Notícias
Sementes sem comprovação de origem são apreendidas durante fiscalização no Rio Grande do Sul
Produtos permanecem retidos até julgamento dos autos de infração e podem ser condenados.

OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na última semana, operação conjunta em Dom Pedrito (RS), que resultou na apreensão de 368 toneladas de sementes de azevém com irregularidades documentais e operacionais.
Durante a fiscalização, duas empresas produtoras de sementes de espécies forrageiras de clima temperado e duas empresas cerealistas foram inspecionadas. As irregularidades constatadas motivaram a autuação dos responsáveis e a apreensão de produtos avaliados em mais de R$ 1,5 milhão.
Além da apreensão, motivada pela ausência de comprovação de origem e procedência da produção e pela prestação irregular de serviço de beneficiamento, os estabelecimentos foram devidamente autuados pelos órgãos de defesa agropecuária. Como, a princípio, as irregularidades constatadas não podem ser sanadas, os produtos permanecem apreendidos até o julgamento dos autos de infração, podendo ser condenados.
A operação ocorreu em conjunto com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) e com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), por meio das Delegacias de Polícia Especializadas de Combate aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRABs) de Bagé e Alegrete.
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Gargalos logísticos pressionam custos e desafiam a qualidade da produção no Mato Grosso
Pressão no corredor logístico da BR-163 tem aumentado preços dos fretes e prejudicado o escoamento de grãos.

A pressão operacional já aparece no frete e, para o produtor, isso significa menor margem em um cenário de preços internacionais mais comprimidos. Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o quadro reforça a necessidade de melhorias estruturais de capacidade e previsibilidade logística.

Foto: RRRufino
O acesso atual aos terminais segue em processo de melhorias emergenciais, enquanto um novo acesso pavimentado, em traçado paralelo, está em construção com previsão de conclusão em novembro de 2026. Até lá, o sistema permanece sensível ao alto volume de caminhões e às limitações físicas do trecho.
De acordo com vice-presidente norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, o crescimento do volume exportado não foi acompanhado por melhorias proporcionais na infraestrutura. “A produção aumenta ano após ano, mas as condições das rodovias continuam precárias. Há trechos finais de acesso que não são asfaltados e, em períodos de chuva, caminhões precisam ser rebocados um a um em subidas íngremes, formando filas que podem ultrapassar 30 quilômetros”, afirmou.
Segundo ele, o impacto econômico é direto na renda do produtor. “Hoje o frete entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) gira em torno de R$ 20 por saca. Com a soja sendo comercializada próxima de R$ 106 bruto, e menos de R$ 100 líquidos após encargos, o custo logístico compromete significativamente a margem e reduz a competitividade do produtor”, destacou. Ilson Redivo também chama atenção para um problema estrutural adicional: a capacidade de armazenamento do estado, estimada em cerca de 52% do volume produzido, o que obriga a comercialização e o escoamento em ritmo acelerado.
A produtora do município de Santa Rita do Trivelato, Katia Hoepers, acrescenta que os custos operacionais e a estrutura insuficiente nos pontos de recebimento agravam o cenário. “Para nós, o que mais impacta a rentabilidade é o frete e o custo do diesel, que pressiona toda a conta do transporte. O problema também está no porto em Miritituba, onde falta estrutura para receber os caminhões e tudo acaba travando. Além disso, houve expansão das áreas plantadas sem crescimento proporcional da armazenagem, o que gera longas filas nas tradings durante a colheita”, relatou.

Foto: Fernando Dias/Seapi
No campo, os efeitos são percebidos no dia a dia da operação. A incerteza quanto a prazos de entrega e a elevação do custo logístico impactam decisões de manejo, armazenamento e comercialização, além de ampliar riscos ao produto até a chegada ao porto.
Produtor no extremo norte do estado, Mateus Berlanda relata que as dificuldades começam ainda nas estradas regionais. “Nossa região tem alto índice de chuvas e solos com muita argila, o que dificulta o tráfego. Há muitos trechos de estrada de chão, pontes e bueiros danificados e, em períodos críticos, os caminhões simplesmente não conseguem avançar”, explicou. Ele acrescenta que o problema se estende à etapa seguinte da cadeia: “Mesmo quando conseguimos transportar a produção, enfrentamos filas de três a quatro dias nos armazéns, reflexo do déficit estrutural de capacidade e da pressão logística sobre toda a região”.
Berlanda, que produz na região de Alta Floresta, ressalta que a combinação entre infraestrutura precária, chuvas intensas e limitações de armazenagem aumenta custos operacionais e amplia o risco de perdas indiretas. “O produtor da ponta do estado enfrenta uma sucessão de obstáculos desde a colheita até a entrega final, o que encarece o processo e aumenta a insegurança da operação”, afirmou.
A expectativa do setor produtivo é que a conclusão do novo acesso pavimentado traga maior fluidez ao corredor, reduzindo o tempo de viagem e contribuindo para estabilizar os custos logísticos. Até que as melhorias estruturais se consolidem, produtores de Mato Grosso seguem absorvendo os efeitos dos gargalos sobre a competitividade da produção destinada ao mercado internacional.
“O produtor contribui com o FETHAB esperando que os recursos sejam destinados à melhoria da logística e da infraestrutura das estradas. No entanto, esse retorno não tem chegado de forma efetiva à ponta. Reconhecemos os avanços promovidos pela atual gestão do governo do estado, mas, em um cenário de margens cada vez mais apertadas, é necessário reavaliar o FETHAB. O produtor não pode seguir arcando com esse custo sem perceber resultados concretos na infraestrutura fundamental para o escoamento da produção”, afirma o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Foto: Divulgação
Nesse cenário, o fortalecimento de políticas públicas voltadas à armazenagem rural se apresenta como estratégia complementar para reduzir a pressão sobre o sistema logístico. Com maior capacidade de estocagem nas propriedades, o produtor pode planejar melhor o escoamento e evitar a concentração do transporte no pico da colheita, quando a demanda por frete aumenta e o fluxo intenso de caminhões sobrecarrega os principais corredores de exportação.
Em uma perspectiva estrutural, a Ferrogrão, ainda não leiloada e distante da entrada em operação, é apontada pelo setor produtivo como um projeto estratégico e potencialmente disruptivo para o enfrentamento dos gargalos da BR-163. A migração de parte significativa das cargas para o modal ferroviário tende a reduzir o volume de caminhões nos acessos ao distrito de Miritituba, promovendo maior eficiência logística, melhor distribuição do fluxo de transporte e alívio da pressão sobre os principais corredores de exportação com destino aos portos do Arco Norte.
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LCAs alcançam R$ 589 bilhões e lideram financiamento privado do agro
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária mostram alta de 11% no estoque e avanço de 34% nos recursos reaplicados diretamente no crédito rural.

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) seguem como a principal fonte de recursos privados destinados ao financiamento das atividades agropecuárias no país. Em janeiro, o estoque desses títulos alcançou R$ 589 bilhões, crescimento de 11% na comparação anual. Desse total, ao menos R$ 353 bilhões foram reaplicados diretamente no financiamento rural – um avanço expressivo de 34% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados são da nova edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro que já está disponível no site do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A publicação é elaborada pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário e reúne dados do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários e das registradoras B3, CERC e CRDC.
Outro instrumento relevante para o crédito do setor, as Cédulas de Produto Rural (CPRs), também apresentaram desempenho positivo. O estoque total chegou a R$ 560 bilhões em janeiro, alta de 17% nos últimos 12 meses. Na safra atual, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, foram registrados R$ 231 bilhões em CPRs. Apesar do volume significativo, o montante representa queda de 5% frente à safra anterior.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) mantiveram a trajetória de crescimento e atingiram R$ 177 bilhões em estoque, com aumento anual de 16%. Embora movimentem valores inferiores aos das LCAs e CPRs, os CRAs exercem papel estratégico ao ampliar a presença dos títulos do agronegócio no mercado de capitais, aproximando cadeias produtivas de investidores institucionais e pessoas físicas.
Na direção oposta, os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) registraram retração. O estoque recuou 15% na comparação anual, totalizando R$ 31 bilhões ao fim de janeiro. Esses títulos são emitidos exclusivamente por cooperativas de produtores rurais ou por entidades que atuam nas cadeias do agronegócio, com foco no financiamento de suas próprias operações.
O boletim mais recente também marca a retomada da divulgação dos dados sobre o desempenho dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) no financiamento privado do setor. A divulgação havia sido interrompida em março do ano passado, em razão do período de adaptação desses fundos às novas regras do Anexo VI da Resolução CVM 175. Criados em 2021, os Fiagro alcançaram, após quatro anos de operação, um patrimônio líquido de R$ 47 bilhões em dezembro de 2025, distribuídos em 256 fundos em funcionamento.
Os dados podem ser consultados no Boletim de Finanças Privadas do Agro.



