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ApexBrasil promove abertura de mercados na América Central, no Caribe e no México
Atualmente, o fluxo de comércio bilateral entre o Brasil e os 40 países dessa região, mais o México, está em US$ 19,7 bilhões, enquanto o comércio desses países com os Estados Unidos chega a US$ 828 bilhões.

Para abrir novos mercados e aumentar a participação do Brasil no comércio com os países da América Central e do Caribe, que sofreu forte redução nos últimos anos, a ApexBrasil está reunindo, entre quarta (18) e sexta-feira (20), na Cidade do Panamá (Panamá), os embaixadores e secretários de Comércio e de Agricultura das representações brasileiras nos países da região – a exemplo do que já fez na África e deverá fazer na América do Sul.
“O objetivo é fortalecer a presença e a influência dos produtos brasileiros. Além disso, buscamos parcerias que não se restringem apenas ao aumento de nossas exportações, mas também à construção de relações em que todos podem prosperar. O presidente Lula frequentemente enfatiza esse ponto”, disse o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
Atualmente, o fluxo de comércio bilateral entre o Brasil e os 40 países dessa região, mais o México, está em US$ 19,7 bilhões, enquanto o comércio desses países com os Estados Unidos chega a US$ 828 bilhões – 55,4% do total. Na avaliação do governo, há um amplo caminho aberto para ampliar essa participação, intensificando uma relação que pode incluir também o incremento das compras brasileiras nesses países.
O presidente da ApexBrasil citou como exemplo a demanda por proteína animal no Caribe, que recebe cerca de 50 milhões de turistas por ano, e atualmente é suprida principalmente pelos Estados Unidos. “Apenas no setor de carne, o mercado movimenta cerca de US$ 2 bilhões anualmente, com a predominância dos americanos. Mas o Brasil tem potencial para se estabelecer aqui com nossas empresas”, afirmou Jorge Viana. Ele mencionou também a importância da participação da Embraer nesse mercado.
A partir das informações e cenários desenhados pelos Embaixadores e adidos das embaixadas, a ApexBrasil vai mapear oportunidades e definir estratégias de programas e projetos para colaborar com essas relações comerciais país a país. Dirigentes de empresas brasileiras também participam da reunião, assim como representantes dos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores.
Afirmando que tem o objetivo de dobrar de 3 mil para 6 mil o número de empresas exportadoras atendidas pela ApexBrasil até o fim do governo, Viana lembrou que o fluxo de comércio com os países do Caribe já foi muito maior, mas que, com a queda nos últimos anos, somente agora estamos conseguindo alcançar os níveis registrados em 2003. “Agora, no governo Lula, estamos voltando. Essa viagem na qual o Brasil saiu do Caribe, da África, do mundo, prejudicou muito o nosso país”, disse, enfatizando a importância da diplomacia presidencial do governo Lula. Participante do encontro, o embaixador Laudemar Aguiar, Secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, resumiu o novo momento das relações exteriores do país: “O Brasil voltou, e os países voltaram ao Brasil”.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



