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ApexBrasil leva delegação recorde à Gulfood 2024, em Dubai
A maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio recebe este ano a maior delegação do Brasil. Até sexta-feira (23), 117 empresas brasileiras realizarão negócios com compradores internacionais do mundo todo.

Começou a 29ª edição da Gulfood, a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, e uma das maiores do mundo, na última segunda-feira (19), em Dubai. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que é responsável pela delegação do Brasil no evento desde 2009, já registra recorde na edição de 2024: são 117 empresas brasileiras participantes.
Em parceria com entidades setoriais do agronegócio, a ApexBrasil organizou seis pavilhões para acomodar a delegação brasileira, além de uma série de ativações para promover a culinária nacional. Até sexta-feira (23), os exportadores terão a oportunidade de expor seus produtos para os cerca de 150 mil visitantes do mundo todo que passam pela feira, e conquistar novos mercados.
A cerimônia de abertura do pavilhão do Brasil contou com a presença da diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, do diretor do Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Embaixador Alex Giacomelli, e do secretário adjunto de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Júlio César Ramos.
Repezza ressaltou a diversidade da delegação e o potencial de negócios da ação. “Essa delegação traz apenas produtos tradicionais brasileiros, já reconhecidos no mercado, como as carnes, mas também produtos inovadores, como o açaí e os pulses, que vêm ganhando cada vez mais mercado e relevância aqui no Oriente Médio”, destacou. “Nós trouxemos empresas de diversos setores, de diversos portes. Desde empresas que já exportam há muito tempo para o mercado árabe até empresas cuja primeira ação internacional está sendo a Gulfood”, acrescentou.
A Gulfood é a maior feira de alimentos e bebidas do mercado árabe, mas também recebe compradores de outras regiões, como do norte da África e da Ásia. Para esse ano, a expectativa de vendas da delegação ultrapassa US$ 2,4 bilhões.
As empresas brasileiras estão distribuídas em seis pavilhões organizados pela ApexBrasil: o nacional, multisetorial; um de bebidas; um de especiarias, grãos e cereais; e três de proteínas animais – de trading companies, de aves, em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e de bovinos, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
O gerente de Agronegócio da ApexBrasil, André Müller, destacou a relevância da região para as exportações brasileiras de alimentos e bebidas. Para o setor de carnes de aves, por exemplo, o Oriente Médio é o destino de mais de um terço do total exportado. “É uma região muito importante para as exportações brasileiras do agronegócio. A gente acaba levando todo o agronegócio brasileiro, como cafés especiais, feijões e frutas”, explica.
Culinária brasileira em Dubai
Para que os visitantes possam sentir um pouquinho do sabor dos produtos brasileiros, a ApexBrasil organizou uma série de ativações culinárias ao longo da feira. No pavilhão nacional, ocorrem diariamente três apresentações gastronômicas com degustações de receitas elaboradas com ingredientes das empresas expositoras. Já no pavilhão de bebidas, são elaborados drinks não alcoólicos, duas vezes ao dia, e café especial é servido durante todo o dia.
Nos pavilhões das entidades parceiras (ABPA e Abiec) também são realizadas degustações diárias. No pavilhão da ABPA, são servidos omelete e shawarma de frango e de pato. Já no pavilhão da Abiec, é servido churrasco com os cortes nobres de carnes brasileiras.
Além dessas atividades culinárias nos pavilhões brasileiros, a Câmara de Comércio Árabe-Brasil (CCAB), em parceria com a ApexBrasil, aderiu a agenda gastronômica da Gulfood, em que chefs de renome internacional preparam pratos halal e revelam as tendências da gastronomia mundial.
Para representar o Brasil, ApexBrasil e CCAB convidaram o chef Ian Baiocchi, eleito o melhor chef brasileiro em 2023 pela revista Prazeres da Mesa. Além de participar da programação gastronômica da feira, ele também realizará um cooking show no Pavilhão Nacional, no dia 22 de fevereiro.
O dinâmico mercado halal
Um dos destaques do Brasil na feira são as proteínas animais. Hoje o país já é reconhecido pela produção de carne halal confiável e de qualidade e tem ganhado cada vez mais esse mercado. “Só em alimentos e bebidas, o mercado Halal representa US$ 1,6 trilhões, e o Brasil tem participação crescente. Estamos falando de mais de 2,2 bilhões de pessoas que têm esse hábito de consumo, e o Brasil está se posicionando muito bem nesse segmento”, ressalta André Müller.
O gerente ressalta que o Brasil apresenta uma produção muito bem-organizada e certificada, com alto potencial de expansão. “É um dos mercados que cresce mais rapidamente e a gente, da ApexBrasil, está muito atento, sempre em parceria com o setor privado e com as entidades setoriais”, celebra.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



