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ApexBrasil e Mapa promovem seminário sobre segurança alimentar com 13 setores do agro brasileiro

Encontros darão continuidade à missão brasileira no país asiático, que ocorre na oportunidade da visita oficial do presidente Lula e marca novo momento nas relações bilaterais.

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Foto: Divulgação

Na próxima quarta-feira (14), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizará novos encontros que compõem agenda da missão comercial brasileira à China. Em parceria com Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Diálogo Brasil-China sobre Segurança Alimentar vai ocorrer em Pequim, das 9h às 12h (horário local), reunindo organizações brasileiras e chinesas de diversos segmentos do agronegócio. No mesmo dia, será inaugurado o novo Escritório da Carne Brasileira na China, em parceria com a ABIEC e ABPA, e haverá assinatura de uma nova parceria com a Luckin Coffee. A missão ocorre na oportunidade da visita de Estado do presidente brasileiro ao país, que teve início na segunda-feira (12).

O Brasil desempenha um papel importante na segurança alimentar da China, representando mais de 25% das importações agrícolas e pecuárias do país asiático. A missão tem como objetivo ampliar o comércio bilateral que vive momento de maior integração.

Da parte brasileira, participarão do seminário entidades representativas como ABIARROZ, ABIEC, ABIPESCA, ABPA, ABRAFRUTAS, ABRAPA, BSCA, Cecafé, CropLife Brasil, IBRAFE e UNEM. Da parte chinesa, participarão importadores e representantes das seguintes organizações: CFNA (Câmara de Comércio do Governo da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Naturais e de Origem Animal); ATPC (Centro de Promoção do Comércio Agrícola da China); CFMA (Associação Chinesa de Comercialização de Frutas); CNAGS (Associação Nacional da China do Setor de Grãos); e CMA (Associação Chinesa da Indústria da Carne); CCA (Associação Chinesa de Algodão)  e Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais (MARA).

No período da tarde, será realizada cerimônia de abertura do Escritório da Carne Brasileira na China. O espaço, criado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), com o apoio da ApexBrasil, servirá como base de interlocução diária com as contrapartes chinesas, facilitando as negociações para abrir e consolidar mercados. Localizado na capital chinesa, o novo escritório será um hub institucional e operacional para as associações do setor em toda a Ásia. A iniciativa representa um marco estratégico para o setor de proteínas animais do Brasil, consolidando uma base institucional no maior mercado de destino das exportações brasileiras do setor.

Em seguida, ocorre a assinatura de mais uma parceria da ApexBrasil com a Luckin Coffee, uma das maiores empresas da China – líder em cafeterias – que abrirá 30 novas lojas temáticas brasileiras no mercado chinês. O evento marcará a abertura do Festival da Cultura do Café Brasileiro na rede chinesa e contará com a degustação de cafés especiais brasileiros. O provador de cafés Dionatan de Almeida, que conquistou o título de campeão mundial no World Cup Tasters Championship, realizado durante a Specialty Coffee Expo em 2024, participa do evento que será realizado em parceria com a BSCA e MAPA.

Investimentos anunciados 
O início da missão à China foi marcado pelo anúncio histórico de investimentos chineses no Brasil na ordem de R$ 27 bilhões durante o Seminário Empresarial China-Brasil. O evento foi realizado na segunda-feira (12), com a presença do presidente Lula, do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, autoridades chinesas e brasileiras e mais de 700 empresários dos dois países.

Os anúncios abrangem setores como indústria automotiva, energia renovável, tecnologia, mineração, saúde, logística e alimentos, e marcam um novo momento nas relações bilaterais.

Brasil e China 
Segunda maior economia do mundo, a China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o comércio entre Brasil e China atingiu um patamar histórico, com uma corrente de comércio de quase US$ 160 bilhões, resultado de exportações brasileiras de US$ 94,4 bilhões e importações de US$ 63,6 bilhões, gerando um superávit de US$ 30,7 bilhões – o que representou 41,4% do saldo comercial total do Brasil. O país se destacou como o maior fornecedor chinês de produtos essenciais como soja, carnes bovina e de aves, celulose, algodão e açúcar, reforçando seu papel estratégico na segurança alimentar da China.

Fonte: Assessoria ApexBrasil

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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