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Apetite paranaense abocanha avicultura de RS e SC

Migração de produção de aves de corte do RS e SC para o PR pulverizou os campos do Estado de granjas avícolas

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A participação paranaense na produção e abate de frango de corte deu um salto nos últimos dez anos no Paraná, abrindo margem cada vez maior para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nesse mesmo tempo, os dois vizinhos ao Sul perderam espaço na avicultura brasileira, que demonstra uma espécie de migração da atividade para o solo paranaense. Milho em abundância e uma cadeia que inclui cerca de 35 frigoríficos, nove incubatórios e mais de 30 mil granjas, de acordo com o Sindiavipar (Sindicato das Indústrias Avícolas do Estado do Paraná), são responsáveis por 32,46% de toda a produção de frango do país.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2005 o Paraná detinha 21,01% do mercado, enquanto os gaúchos tinham 18,63% e os catarinenses 21,74%. Em uma década, o Paraná aumentou sua participação para 32,46% (+ 11,45%). Nesse mesmo período, Santa Catarina perdeu participação para 16,24% (- 5,5%) e Rio Grande do Sul para 14,13% (- 4,5%). Para o presidente da ABPA, Francisco Turra, a facilidade de encontrar milho e soja – especialmente o primeiro -, matérias primas para a nutrição avícola, aliado a um parque fabril cada vez mais moderno, faz do Paraná um estado em constante ascensão nessa atividade.

De Cabo a Rabo

Essa migração pulverizou os campos do Paraná de granjas avícolas. “Se você sobrevoar o Paraná, de Curitiba a Foz do Iguaçu, vai ver os milhares de aviários que estão nas propriedades rurais”, resume o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins.

As regiões Oeste, com aproximadamente 8,7 mil aviários, Sudoeste, com 7,6 mil, e Norte, com 6,5 mil, são responsáveis pela maior parte da produção, mas a avicultura se solidificou até em Carambeí, nos Campos Gerais, município que, ao lado de Castro, é tradicionalmente conhecido pela produção de leite de alta qualidade. O avicultor ciscou e bicou seu espaço.

É o exemplo do produtor rural Pedro Emílio Rebonato, que abandonou a pecuária de leite para se dedicar exclusivamente à avicultura. Em seu sítio no interior de Carambeí, aposta no frango há mais de 30 anos. “A gente produz frango e leite desde 1980. Primeiro era meu pai, depois eu. A gente lidava com os dois, mas eu decidi ficar só com o frango. O leite é mais preso no mercado, o preço varia muito, não ajuda. Além disso, na época que tínhamos leite, a coisa era bem diferente. Tinha que encher os tanques e levar a pé até os caminhões. Hoje você coloca a teteira e o caminhão busca o leite. Era mais difícil, especialmente no frio”, diz o produtor, que recebeu a Reportagem de O Presente Rural em seu sítio.

Depois que começou a lidar com o frango, conta que sentiu mais segurança. “Hoje tenho 18 mil frangos em um galpão na integração com a BRF. Trabalho com a mão de obra familiar, com redução nas contas de luz e água (subsídios governamentais), com manejo mais fácil. Trabalho no frango griller, que fica alojado entre 28 a 32 dias. (Em relação à ave convencional), o griller tem mais vantagens, como o manejo mais fácil e a menor incidência de calos de pé. Estou satisfeito”, conta Rebonato.

O aviário possui sistema automático para os comedouros e bebedouros e aquecimento com fornos de lenha, importantes na região dos Campos Gerais, que costuma registrar baixas temperaturas durante vários meses do ano. “Quando é frio, a dificuldade é manter o aviário aquecido. A cada duas horas é preciso colocar lenha no forno”, acrescenta o avicultor.

Ano Razoável

Apesar de estar satisfeito com a atividade, o produtor paranaense conta que 2016 poderia ter sido melhor. “Foi um ano razoável. Sei que o milho afetou um pouco os custos de produção, mais eu esperava um pouco mais”, comenta. As queixas do produtor podem ser observadas na redução do número de lotes neste ano. “Hoje (início de dezembro) estamos com um intervalo de lotes de 12 dias. Esse intervalo já foi de três dias. É a indústria que pede”, lamenta.

Para 2017, espera um ano mais promissor. “A gente espera que 2017 seja um pouco melhor que 2016. Deus queira”, destaca o avicultor de Carambeí.

Produção e Exportações

A expectativa é que os abates de frango tenham fechado o ano com um aumento no Paraná. De janeiro a agosto de 2016, o acumulado era de 1,195 bilhão de cabeças, contra 1,098 bilhão no mesmo recorte do ano anterior.

As exportações paranaenses de carne de frango aumentam a cada ano. A expectativa do Sindiavipar é chegar próximo a 36% em pouco tempo. Hoje, o estado responde por das exportações do país. No acumulado de janeiro a agosto de 2016, tinha embarcado mais de um milhão de toneladas para o exterior.

Os principais compradores do frango paranaense no acumulado de janeiro a agosto, segundo o Sindiavipar, é a Arábia Saudita, seguida de China, África do Sul, Emirados Árabes e Japão.

Mais informações você encontra na edição do Anuário do Agronegócio Paranaense de 2016.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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