Peixes
Apesar do crescimento, piscicultura do Rio Grande do Norte enfrenta obstáculos para expandir
Estado precisa superar desafios logísticos e burocráticos para alcançar seu pleno potencial.

Em 2024, a piscicultura no Rio Grande do Norte apresentou um crescimento de 2,32% em relação ao ano anterior, alcançando 4.400 toneladas de produção, conforme dados da Peixe BR. O estado segue consolidado na criação de tilápia, que lidera a produção com 3.100 toneladas, e também destaca-se na criação de espécies nativas, com 700 toneladas. A produção de carpa, truta e panga, embora significativa, permanece em 600 toneladas.

Foto: Divulgação/UFRN
Apesar de um desempenho positivo, o estado enfrenta desafios importantes. A concorrência de estados vizinhos, como Pernambuco, que tem uma produção mais robusta e consolidada, limita o avanço da piscicultura potiguar. No entanto, o Rio Grande do Norte conta com boas condições para o setor, especialmente em função de seu clima e recursos hídricos, que favorecem a criação de tilápia.
Um ponto positivo é o fortalecimento de parcerias entre instituições acadêmicas, de pesquisa e empresas, que têm promovido inovação e contribuído para a sustentabilidade e eficiência da atividade. No entanto, a falta de iniciativas mais eficazes dos órgãos governamentais e os entraves burocráticos relacionados ao licenciamento ambiental ainda dificultam o pleno desenvolvimento do setor. Além disso, a deficiência de infraestrutura e logística nas regiões produtoras é outro obstáculo relevante. A falta de um sistema logístico eficiente impede o estado de aproveitar todo o potencial local, retardando o avanço da piscicultura e limitando as exportações.
Maiores municípios produtores

Foto: Divulgação/Inter TV Cabugi
A produção de peixe no estado continua a ser uma das principais fontes de geração de emprego e renda. Em 2024, cerca de 4.400 toneladas de peixe foram produzidas, com destaque para os municípios de Nísia Floresta, Timbaúba dos Batistas e Lagoa de Pedras, que figuram entre os maiores produtores. Embora o crescimento seja positivo, a falta de um planejamento estratégico e a continuidade de obstáculos logísticos e burocráticos tornam a expansão da piscicultura mais lenta do que poderia ser.
Com as oportunidades existentes, se o estado superar esses desafios estruturais e melhorar a infraestrutura, há grande potencial para o Rio Grande do Norte se tornar um protagonista no setor de piscicultura, ampliando sua competitividade e se consolidando como uma referência na produção de tilápia no Brasil.

Peixes
Preço da tilápia registra leves altas regionais e mantém média de R$ 9,63/kg
Triângulo Mineiro apresentou a maior variação positiva no período analisado pelo Cepea.

O preço médio nacional da tilápia foi cotado em R$ 9,63 por quilo na semana de 16 a 20 de fevereiro, conforme levantamento do Cepea. O indicador é considerado referência para o mercado brasileiro da piscicultura.
Entre as regiões acompanhadas, o maior valor foi registrado no Norte do Paraná, onde a cotação chegou a R$ 10,24/kg. No Triângulo Mineiro, o preço ficou em R$ 9,89/kg, com alta de 0,72%.
Em Morada Nova de Minas, a tilápia foi comercializada a R$ 9,64/kg, avanço de 0,25%. Já na região dos Grandes Lagos, o valor ficou em R$ 9,63/kg, com leve alta de 0,08%.
O menor preço entre as praças monitoradas foi observado no Oeste do Paraná, com média de R$ 8,74/kg, registrando elevação de 0,10% no período.
Os dados são divulgados pelo Cepea, vinculado à ESALQ/USP, e têm atualização automática.
Peixes
Selo Pesca Artesanal passa a valer e beneficia pescadores em todo o país
Certificação exige inscrição no RGP e no CAF e promete aumentar renda ao ampliar participação em compras governamentais e no mercado privado.

Foi publicada, na última sexta-feira (20), a Portaria do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) que atualiza as regras do Selo Nacional da Agricultura Familiar (SENAF) e institui o Selo Pesca Artesanal. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o MDA.

Foto: José Fernando Ogura
A iniciativa tem como objetivo fortalecer as etapas de distribuição e comercialização dos produtos oriundos da pesca artesanal, ampliando o acesso a mercados e agregando valor à produção.
De acordo com o diretor do Departamento de Inclusão Produtiva e Inovações do MPA, Quêner Chaves, o selo abre novas oportunidades tanto no setor privado quanto em programas de compras governamentais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).“Essa ação possibilita o aumento da renda dos pescadores e pescadoras e garante a qualidade do produto aos consumidores”, afirmou.
Quais são os requisitos?
Para obter o selo, é necessário atender às exigências estabelecidas na portaria, entre elas:
- Estar inscrito no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), na categoria de Pescador(a) Profissional Artesanal, com licença em situação ativa ou deferida, emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura;
- Estar inscrito no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), do MDA;
- Estar com os produtos regularizados junto aos órgãos de fiscalização sanitária competentes.
Quem pode solicitar?
- Pescadoras e pescadores artesanais;
- Organizações cuja maioria dos membros seja formada por pescadoras e pescadores artesanais.
Como solicitar?
Mais informações sobre o processo de solicitação estão disponíveis no site: vitrine.mda.gov.br.
Quando passa a valer?
As novas disposições já estão em vigor desde sexta-feira. Com o selo, pescadoras e pescadores certificam que seus produtos atendem aos padrões de qualidade exigidos pelo mercado e são oriundos de comunidades tradicionais, valorizando não apenas o trabalho das famílias envolvidas, mas também a economia e a cultura locais.
Peixes
Piscicultura brasileira ganha radiografia atualizada com lançamento do Anuário 2026
Publicação reúne números atualizados por estado, análises de mercado, consumo, tecnologias e balanço dos principais fatos de 2025. Lançamento será transmitido ao vivo pelo YouTube nesta terça-feira (24), a partir das 15 horas.

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) lança na terça-feira (24), a partir das 15 horas, a 10ª edição do Anuário Brasileiro da Piscicultura, principal publicação da cadeia produtiva de peixe de cultivo no país.
Consolidado como a mais importante referência estatística do setor, o Anuário 2026 traz, em primeira mão, os dados atualizados da produção nacional, o desempenho da atividade nos últimos anos, a produção por estado, além de informações sobre consumo, mercado e tendências.
Nesta edição comemorativa, a publicação apresenta um panorama completo da piscicultura brasileira, destacando os avanços do setor, o crescimento da atividade, a adoção de novas tecnologias e as oportunidades que impulsionam a cadeia produtiva em solo nacional. O material também reúne os principais acontecimentos de 2025 e análises estratégicas sobre o cenário atual e as perspectivas para os próximos anos.
O evento contará com transmissão ao vivo pelo YouTube da Peixe BR, acesse clicando aqui.






