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Apesar de queda mensal, exportação de ovos em 2023 já supera volume de 2022

No mercado interno, os preços dos ovos subiram na semana passada na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea, influenciados pelo aquecimento da procura.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

As exportações brasileiras de ovos – considerando-se produtos in natura e processados – caíram de setembro para outubro. Apesar disso, no acumulado deste ano (de janeiro a outubro), os envios da proteína ao exterior já superam em 2,5 vezes o volume escoado em todo o ano de 2022.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados e analisados pelo Cepea, mostram que os embarques de ovos totalizaram 1,03 mil toneladas em outubro, queda de 33% frente a setembro, mas 75% acima da quantidade exportada em outubro do ano passado.

No mercado interno, os preços dos ovos subiram na semana passada na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea, influenciados pelo aquecimento da procura.

Fonte: Assessoria Cepea

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Produção de trigo deve cair 20% no Brasil em 2026

Redução da área plantada, incertezas climáticas e menor atratividade econômica da cultura pressionam as projeções para a nova safra.

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Foto: Divulgação

A combinação entre incertezas climáticas e margens apertadas continua limitando o interesse dos produtores em expandir a área dedicada ao trigo no Brasil. O cenário já se reflete nas estimativas para a safra de 2026, que apontam redução tanto da área cultivada quanto da produção nacional.

Foto: Aires Mariga

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita brasileira de trigo deverá atingir 6,3 milhões de toneladas em 2026. O volume representa queda de 1,4% em relação à projeção divulgada em maio e recuo de 20% na comparação com a safra de 2025.

A área semeada está estimada em 2,12 milhões de hectares, redução de 1,1% frente à previsão anterior e de 13,4% em relação ao ciclo passado. Já a produtividade média deve ficar em 2.974 quilos por hectare, com retração de 0,4% no comparativo mensal e de 7,6% sobre a temporada anterior.

Enquanto as perspectivas para a nova safra seguem pressionadas, o mercado doméstico mantém preços firmes. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações do trigo em grão continuam sustentadas pela oferta limitada no mercado disponível e pela postura cautelosa dos vendedores, que seguem retendo estoques à espera de condições mais favoráveis para comercialização.

Fonte: O Presente Rural
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Soja, milho e bovinos sustentam VBP de R$ 1,4 trilhão em maio

Indicador recua 4,6% em relação a 2025, refletindo principalmente a desvalorização de importantes produtos agropecuários.

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Foto: Shutterstock

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) alcançou R$ 1,4 trilhão em maio, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A lavoura continua respondendo pela maior parcela do VBP nacional, com faturamento estimado em R$ 908,8 bilhões, correspondendo a 64% do total.

Já na pecuária, o VBP está estimado em R$ 510,2 bilhões, representando 36% do valor nacional.

O resultado permanece em patamar elevado, embora apresente variação de -4,6% em relação ao ano passado. O desempenho reflete, principalmente, a queda nos preços de importantes commodities agropecuárias, como cacau, laranja e arroz, além de ajustes nas expectativas de produção de algumas culturas.

Entre as culturas com melhor desempenho, destacam-se a batata-inglesa (22,3%), o feijão (12,6%), a mandioca (8,1%), o tomate (5,6%) e a banana (3,0%).

Foto: Shutterstock

Por outro lado, as maiores reduções foram observadas no cacau (-56,8%), na laranja (-38,0%), no arroz (-30,0%), na mamona (-20,1%), no trigo (-18,2%), no amendoim (-14,8%), na uva (-11,4%) e no algodão (-10,2%). No geral, o valor da produção das lavouras apresentou redução de 5,9%.

Embora a atividade pecuária tenha registrado recuo de 2,2% em relação a 2025, a bovinocultura continua apresentando desempenho positivo, com crescimento de 8,9%, alcançando R$ 248,7 bilhões. Em contrapartida, foram observadas reduções nos segmentos de suínos (-20,3%), frango (-10,4%), ovos (-7,9%) e leite (-4,8%).

Os resultados evidenciam a relevância econômica do setor agropecuário brasileiro, que continua movimentando valores expressivos na economia nacional. Apesar da variação em relação ao ano anterior, o VBP se mantém em patamar historicamente elevado e segue como um importante indicador da geração de renda no meio rural.

Destaques

Entre os produtos agropecuários de maior relevância econômica, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 338,5 bilhões, seguida pelo milho (R$ 162,2 bilhões), pela cana-de-açúcar (R$ 110,8 bilhões), pelo café (R$ 109,6 bilhões) e pelo algodão (R$ 33,2 bilhões). Juntos, esses cinco produtos respondem por aproximadamente 53,2% do VBP nacional.

No segmento pecuário, a bovinocultura lidera, com R$ 248,7 bilhões, seguida pela avicultura de corte (frango), com R$ 106,7 bilhões; pelo leite, com R$ 73,6 bilhões; pela suinocultura, com R$ 53 bilhões; e pela produção de ovos, com R$ 28,2 bilhões. Somente a bovinocultura representa cerca de 17,5% do VBP total estimado para o país.

Em relação ao cenário regional, Mato Grosso lidera em termos de valores brutos apurados, com R$ 213,5 bilhões, correspondendo a 15% do total. Na sequência, aparecem Minas Gerais, com R$ 171,6 bilhões (12,1%), e São Paulo, com R$ 159,6 bilhões (11,2%).

Tabela

Cálculo

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. O indicador representa o faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

Fonte: Assessoria Mapa
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Financiamento privado do agro supera R$ 565 bilhões em CPR

Estoque da principal modalidade de crédito privado cresce 13% em um ano, enquanto CRA e Fiagro ampliam participação no financiamento da produção agropecuária.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

A Cédula de Produto Rural (CPR) alcançou estoque de R$ 565 bilhões em maio de 2026, valor 13% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O resultado reforça a posição do título como um dos principais instrumentos de financiamento privado do agronegócio brasileiro.

Apesar do crescimento do estoque, o volume de novas emissões apresentou retração na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, período correspondente à safra em curso, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação aos R$ 366,6 bilhões contabilizados no ciclo anterior.

Os dados integram o Boletim de Finanças Privadas do Agro, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que acompanha o desempenho dos principais instrumentos de captação de recursos utilizados pelo setor.

Outro destaque do levantamento são as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Em maio, o estoque desses títulos atingiu R$ 571,5 bilhões, mantendo-se praticamente estável em relação aos últimos 12 meses, com leve recuo de 0,3%.

Foto: Divulgação

Embora o volume total tenha permanecido estável, os recursos efetivamente destinados ao financiamento rural aumentaram. Pelo menos R$ 342,9 bilhões foram direcionados às atividades agropecuárias, alta de 20% na comparação anual. O avanço está associado à exigência regulatória que elevou de 50% para 60% a parcela mínima dos recursos captados por meio das LCAs que deve ser aplicada no agronegócio.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) também registraram crescimento. O estoque desses papéis chegou a R$ 175,7 bilhões em maio, avanço de 12% frente ao mesmo período de 2025.

Em sentido contrário, os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentaram redução de 6% nos últimos doze meses. Segundo a Secretaria de Política Agrícola (SPA), o movimento reflete a acomodação após um crescimento atípico observado em agosto de 2024.

Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) seguem ampliando participação no mercado. Em abril, o patrimônio líquido desses fundos atingiu R$ 62 bilhões,

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

distribuídos entre 247 veículos de investimento em operação.

Embora ainda representem parcela menor do volume total de recursos privados direcionados ao agronegócio, os Fiagro vêm consolidando espaço como alternativa de financiamento e investimento, refletindo o avanço do mercado de capitais voltado ao setor rural.

O boletim é elaborado mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, vinculado à Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

Acesse as publicações completas aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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