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Apesar das dificuldades, cooperativas crescerão em 2015

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 O ano será de ajustes, cortes, queda de consumo e perda de dinamismo econômico. Mesmo assim, as cooperativas catarinenses crescerão entre 10% e 12% em 2015, de acordo com a previsão do presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Marcos Antônio Zordan.
 
Diretor de agropecuária da Coopercentral Aurora (Chapecó), Zordan tem 32 anos de vivência no cooperativismo. Aos 60 anos, é casado com Dalva Maria Zordan com quem tem três filhos (Marcos Jr, Matheus e Thaís). Gaúcho de Lagoa Vermelha, vive em Santa Catarina há 35 anos. Presidiu a Federação das Cooperativas Agropecuárias de SC (Fecoagro) e participou da administração da Cooper Leite, da Creditaipu, da Agromilk, da Ocesc e comandou por duas gestões a Creditaipu, entre outras entidades cooperativistas.
   
Como foi o ano de 2014 para o cooperativismo catarinense?
Basicamente foi um ano normal. O crescimento deverá ficar entre 12 a 15%, um pouco menor que 2013, principalmente, pela queda dos preços dos produtos nas Cooperativas agropecuárias, que representam em torno de 65% das receitas totais do cooperativismo barriga-verde.
Quais foram as principais conquistas?
O cooperativismo catarinense vem num crescente, tanto nos resultados econômicos quanto nos resultados sociais. Acreditamos que a conquista maior foi a aplicação prática dos princípios em especial o quinto, que trata da educação, formação e informação e o sétimo, que é o interesse pela comunidade. Não menos importante foi o número de associados, dirigentes e colaboradores de cooperativas que se propuseram a se preparar através de treinamentos patrocinados pelo SESCOOP. A busca de sobras (lucros) com bons índices de aproveitamento para cumprir rigorosamente com a parte social. Por isso que acreditamos no cooperativismo catarinense, porque a busca do melhor é constante, dando exemplo de persistência, seriedade e resultado. Essas são as maiores conquistas, acreditamos nós. Outra conquista que não podemos deixar passar em branco foi de que a primeira empresa a exportar seus produtos (carne) para os Estados Unidos é uma Cooperativa, a Coopercentral Aurora Alimentos, de Chapecó.
Quais foram as principais derrotas?
Acreditamos que a maior derrota do setor em 2014 foi não conseguirmos mais uma vez sucesso na aprovação da nossa lei estadual do Cooperativismo. Mas, graças à Deus e aos cooperativistas catarinenses, temos mais vitórias do que derrotas para contabilizar.
O senhor está otimista ou pessimista com 2015? Por quê?
O ano de 2015 será mais uma vez um ano-teste para todos nós brasileiros, independente de ser cooperativa ou não. O que temos que fazer sempre é estarmos preparados para o pior. Quanto a ser pessimista ou otimista, depende do ramo que atuamos. Para alguns ramos, como das carnes, não deverá ser tão ruim. Mas, certamente, o cooperativismo cresce na dificuldade e se o espírito da cooperação estiver presente, as dificuldades serão amenizadas. As cooperativas em geral,estão preparadas e seus dirigentes também, sempre reservando a condição de que a autogestão,a participação efetiva do sócio e uma boa governança são prerrogativas básicas para que isso aconteça.
Quais os desafios que o cooperativismo enfrentará em 2015?
Acreditamos que 2015 será um ano-teste, não só para o cooperativismo, mas, para nós brasileiros que trabalhamos honestamente. Teremos mais dificuldades no crédito, concorrência mais acirrada pela provável sobra de produção causada pelo baixo consumo. Teremos que ser mais ágeis, avaliarmos cada passo a ser dado.
Isso tudo porque o Governo deverá ajustar suas contas apertando todos nós para pagar esse déficit.
Será possível continuar crescendo entre 15% e 20% ao ano? Porque?
Claro que o crescimento depende da conjuntura econômica do País.  O cooperativismo sempre tem crescido acima de todos os índices oficiais. Portanto, acreditamos num crescimento sim, que deverá ficar entre 10 a 12% ao ano na área do cooperativismo. Isso tudo porque a pressão nos preços deverá ser forte e os custos deverão subir acima do normal.

Fonte: MB Comunicação

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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