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Apaixonado pelo cooperativismo, pai constrói carreira e inspira filho a seguir seus passos na Copagril

Profissional enaltece que a cooperativa oferece um ambiente de trabalho acolhedor, que estimula o desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários. Essa valorização se reflete em oportunidades de crescimento, programas de capacitação, reconhecimento por mérito e um ambiente que fomenta o trabalho em equipe e a colaboração.

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

Com uma trajetória que ultrapassa cinco décadas, a Copagril Cooperativa Agroindustrial reconhece nas pessoas a força motriz capaz de impulsionar seu crescimento. Entre seus mais de 1,5 mil colaboradores estão Laercio e João Victor da Silva Fincke, pai e filho que há alguns anos vestem todos os dias a camisa da cooperativa paranaense para fazer parte dessa história.
Laercio, o pai, que ingressou na Copagril em 2013, desempenhou diversas funções no atendimento ao público, como vendedor e assistente na área agronômica. Hoje ocupa o cargo de gerente da Loja Agropecuária de Itaquiraí, no Mato Grosso do Sul. “Uma das principais motivações para eu ingressar na Copagril reside no compromisso da cooperativa em valorizar a família, seus colaboradores e clientes. A cooperativa oferece um ambiente de trabalho acolhedor, que estimula o desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários. Essa valorização se reflete em oportunidades de crescimento, programas de capacitação, reconhecimento por mérito e um ambiente que fomenta o trabalho em equipe e a colaboração”, enaltece Laercio, que neste ano completou 10 anos de atuação na cooperativa.

Ao longo da última década, Laercio diz que testemunhou várias mudanças e avanços significativos na Copagril. Entre os quais cita a implantação de novas unidades de lojas agropecuárias, supermercados, postos de combustíveis, expansão do Núcleo de Ovos Férteis em Guaíra, PR, Terminal de Recebimento de Grãos (TRR) e, mais recentemente, a instalação de uma Usina de Energia Fotovoltaica.

No contexto da intercooperação, ocorreram importantes parcerias entre a Copagril e a Lar Cooperativa Agroindustrial, com a transferência do abatedouro de aves em Marechal Cândido Rondon, PR, a fábrica de rações de Entre Rios do Oeste, PR, e o Núcleo de Ovos Férteis. “Com essas decisões estratégicas, a Copagril realizou uma aquisição significativa ao adquirir o complexo industrial da Sperafico. Essa aquisição está alinhada às necessidades e demandas da cooperativa, contribuindo para a geração de renda e empregos na região Oeste do Paraná. Esses são apenas alguns exemplos das transformações pelas quais a Copagril passou ao longo dos últimos anos. Cada mudança reflete a visão estratégica da cooperativa, buscando se adaptar às demandas do mercado e oferecer soluções inovadoras aos seus associados e clientes”, pontua Laercio.

Ele também destaca que um dos momentos mais marcantes de sua carreira profissional aconteceu neste período quando recebeu o convite para assumir a gerência da loja agropecuária em Marechal Cândido Rondon, após dois anos e quatro meses de trabalho na unidade de Guaíra. “Foi um momento único da minha carreira profissional e também uma responsabilidade muito grande estava sendo a mim confiada, desafio esse superado assumi recentemente a Gerência da unidade na cidade de Itaquiraí. Essa nova oportunidade representa uma mudança significativa, mas o acolhimento e a facilidade de relacionamento com as pessoas da região tornam essa nova experiência enriquecedora”, menciona Laercio, com brilho nos olhos e um sorriso largo no rosto.

Saindo da zona de conforto

Gerente da Loja Agropecuária da Copagril em Itaquiraí, MS, Laercio Fincke, em atendimento a cooperado

O gestor também ressalta que essas transformações ocorridas na cooperativa fizeram com que os profissionais da Copagril ficassem ainda mais atentos às mudanças e à evolução, principalmente de capital humano. “A Copagril tem investido no aprimoramento da equipe, buscando constantemente capacitar e desafiar seus funcionários para ser e fazer parte de um time vencedor. Como resultado, nós, especialmente os gestores, precisamos nos readaptar aos novos desafios e às mudanças. Em áreas que antes levávamos dias para obter informações, agora estão disponíveis em questão de segundos. Isso nos obriga a sair da zona de conforto, mexendo com nossas emoções e nos incentivando a aprimorar nossos talentos individuais. Essa abordagem, sem dúvida, eleva a capacidade de nossa equipe de colaboradores”, sustenta o profissional.

No decorrer de sua jornada na cooperativa, Laercio atribui sua permanência à valorização e à confiança da Diretoria da Copagril depositada em seu trabalho. “A transparência no diálogo com os gestores da cooperativa foi um elemento fundamental para me conduzir ao cargo que ocupo hoje. Ter clareza sobre o meu papel, minhas responsabilidades e com objetivos bem definidos fez toda a diferença nesta trajetória, tanto para mim quanto para a confiança mútua que se estabeleceu, de forma significativa para o meu crescimento na cooperativa”, diz orgulhoso da sua história construída no setor.

Ao longo de sua trajetória como colaborador da Copagril, Laercio considera particularmente gratificante o fato de poder contribuir e fazer parte de uma empresa que busca constantemente o bem comum, valorizando tanto seus cooperados quanto seus funcionários.

Via de mão dupla

O ambiente de trabalho na cooperativa é descrito por Laercio como um lugar de respeito mútuo, parceria e engajamento, o que chamou a atenção de seu filho que iniciava uma carreira profissional. “Existe um forte espírito de trabalho em equipe, o que facilita o relacionamento entre os funcionários. A colaboração e o trabalho conjunto contribuem para criar um ambiente acolhedor e produtivo”, assegura, acrescentando: “Acredito que vivenciando esse espírito colaborativo inspirou meu filho a traçar seu próprio caminho no meio cooperativista. E para minha alegria é na Copagril. Sempre fui uma pessoa bastante dedicada e focada no trabalho e por sempre estar falando de como é bom trabalhar em um ambiente onde as pessoas se respeitam, são valorizadas e reconhecidas é que influenciei meu filho a querer também trabalhar na Copagril”, conta.

Assistente administrativo na unidade da Copagril em Marechal Cândido Rondon, João Victor da Silva Fincke

João relembra que desde criança via seu pai chegando em casa com a camiseta da Copagril e ficava atento ouvindo suas histórias do trabalho, dos desafios diários superados, do ambiente harmonioso, das capacitações que o preparavam para desenvolver melhor sua gestão, das festas em que ele participava e das palestras com os produtores. “Observar o trabalho do meu pai ao longo dos anos, testemunhar sua dedicação e o comprometimento com a cooperativa me inspiraram a buscar um crescimento com responsabilidade dentro da Copagril. Atualmente, estou cursando Agronomia e tenho o objetivo de contribuir nessa área no futuro. Estou empenhado em me dedicar cada vez mais, aprendendo com a experiência do meu pai e buscando meu próprio desenvolvimento dentro da cooperativa”, pontua, destacando a participação em treinamentos e o reconhecimento pelo seu trabalho como pontos motivadores para trilhar seu caminho profissional.

Em 2018, quando sua família se mudou para Marechal Cândido Rondon, João teve sua primeira oportunidade na cooperativa como jovem aprendiz, trabalhando no supermercado da Copagril, cargo que ocupou por 18 meses. “Essa experiência foi bastante enriquecedora, pois tive a chance de passar por diversos setores do supermercado”, destaca, contando que após alguns meses surgiu uma nova oportunidade, passando a ser efetivado como auxiliar administrativo na unidade do município, no setor da balança, em que já atua há mais de dois anos.

Aprimoramento profissional

Entre os programas de capacitação, pai e filho destacam os cursos de instruções normativas, especialmente voltadas para a segurança do trabalho e às atividades em cada setor. Além disso, são oferecidos ainda treinamentos que abrangem as áreas de autoavaliação, desempenho pessoal, gestão e liderança. Tanto Laercio quanto João já participaram de alguns desses programas de capacitação, aproveitando as oportunidades oferecidas pela cooperativa para aprimorar suas habilidades e conhecimentos profissionais. Eles reconhecem a importância desta iniciativa no desenvolvimento de suas carreiras e no aperfeiçoamento de suas competências dentro da organização.

Princípios cooperativistas

Quando se trata dos valores e princípios transmitidos ao seu filho, que o levou a seguir seus passos no cooperativismo, Laercio é enfático ao afirmar que esses princípios são uma extensão do que ensinou em casa para João. “Respeito ao próximo em qualquer situação, considerar a honestidade como valor fundamental, cultivar a empatia e a capacidade de se colocar no lugar do outro, além de ser uma pessoa educada e ética em seu trabalho, seguindo as orientações e normas da cooperativa, sempre foram valores transmitidos ao meu filho dentro de casa. Hoje tenho orgulho de vê-lo construindo sua própria carreira tendo como base esses valores”, salienta.

Vestir a camisa

João destaca que muitas vezes os jovens são rotulados como descompromissados, imaturos e sem comprometimento, mas são só desafios que ele supera. “São muitos os desafios que temos que superar a cada dia, mas estou ciente do meu papel e do quanto quero contribuir para o crescimento e à evolução da Copagril, por isso busco sempre realizar o meu trabalho da melhor forma possível, isso inclui ser pontual e me colocar à disposição para assumir outras atividades ou funções sempre que necessário. Estou empenhado em fazer a minha parte para ajudar no crescimento da cooperativa e estou aberto a novas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento”, diz seguro do caminho que quer traçar na Copagril.

Suporte e apoio

Pai e filho não trabalham diretamente juntos, mas João sempre busca o apoio e a orientação do seu pai quando enfrenta dificuldades no seu ambiente de trabalho. “Ele é uma referência para mim em termos de profissionalismo e seus conselhos são extremamente valiosos para o meu aprendizado. Além disso, ele está sempre me cobrando para garantir que eu esteja cumprindo minhas tarefas de forma correta. Apesar de não termos uma relação de trabalho direta, nos apoiamos e nos complementamos através das trocas de experiências e do suporte mútuo. A presença do meu pai na cooperativa é uma fonte de inspiração e motivação para mim, pois vejo nele um exemplo a ser seguido no ambiente profissional”, enfatiza João.

Atuação na comunidade

Além de ser uma cooperativa de referência no agronegócio, a Copagril proporciona oportunidades de trabalho para milhares de pessoas, gerando renda nas áreas agrícola e pecuária. Mas além do impacto econômico, a cooperativa também desempenha um papel social significativo na sua região de atuação. Através de seus programas, promove um trabalho social notável em várias comunidades. Estas iniciativas abrangem grupos de jovens, clubes femininos e apoio a atividades desportivas na Associação Atlética Cultural Copagril (AACC). “A Copagril não apenas fortalece a economia local, mas também desempenha um papel ativo no desenvolvimento social, proporcionando oportunidades e apoio às comunidades onde está inserida. Seu compromisso com o crescimento e bem-estar das pessoas é evidente em cada uma de suas ações”, ressalta o gestor da Loja Agropecuária de Itaqueraí.

Orgulho em pertencer

Fazer parte de uma cooperativa que ocupa uma posição de destaque no setor agropecuário para Laercio e João é algo extremamente gratificante. Para eles é um motivo de orgulho poder afirmar que fazem parte de uma cooperativa que está entre as 500 maiores empresas do Brasil, ocupando no ranking a 110ª posição entre companhias do Sul do país e a 41ª colocação entre as cem maiores do Paraná. “Os valores e princípios cooperativistas são a base que sustentam o crescimento da Copagril e ao segui-los estamos confiantes na construção de um ambiente de trabalho saudável, no atendimento de qualidade aos clientes e na busca contínua por soluções inovadoras no setor agropecuário”, enfatiza a dupla.

Embora trabalhem em ambientes e locais separados dentro da cooperativa, existem momentos marcantes que vivenciam juntos. “Um desses momentos é o prazer de sair de casa e irmos trabalhar na mesma empresa, compartilhando os mesmos princípios e valores. Essa conexão familiar nos traz uma sensação de união e pertencimento. Além disso, participar de eventos e confraternizações da cooperativa é uma experiência especial, porque essas ocasiões nos permitem interagir com colegas de trabalho de setores diferentes e fortalecer os laços de amizade. Esses momentos de celebração e reconhecimento pelo nosso trabalho nos fazem sentir parte de algo maior e reforçam o sentimento de orgulho em fazer parte da cooperativa”, ressaltam.

Experiência enriquecedora

Pai e filho dizem que incentivam outras pessoas a considerar o cooperativismo como uma opção de carreira com entusiasmo, uma vez que trabalhar em um sistema cooperativo proporciona uma experiência enriquecedora, em que o foco está no bem-estar e no crescimento coletivo. “Uma das grandes vantagens de trabalhar em uma cooperativa, como a Copagril, é a oportunidade de atuar em prol do desenvolvimento não apenas pessoal, mas também da comunidade em que estamos inseridos. Existe uma sensação de propósito e de fazer a diferença na vida das pessoas. Além disso, as cooperativas geralmente oferecem benefícios atrativos aos trabalhadores. Na Copagril, por exemplo, além do pagamento pontual, há benefícios como vale-alimentação, seguro de vida, auxílio em plano de saúde e outros direitos garantidos. Integrar um sistema cooperativo promove um senso de pertencimento, colaboração e crescimento mútuo”, exaltam.

Sobre a Copagril

Com mais de seis mil associados, a Copagril tem sua trajetória consolidada como uma das principais cooperativas agroindustriais do Brasil, tendo como foco principal a produção, armazenagem e comercialização de grãos, como soja, milho, trigo e sorgo, além da produção e comercialização de insumos para alimentação animal, máquinas e implementos agrícolas. São 52 unidades de negócios espalhadas entre 15 cidades nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Entre seus ramos de atividades, a cooperativa possui uma indústria de beneficiamento de soja e duas fábricas de rações, ambas agregando valor aos produtos dos seus associados. A cooperativa também investiu nas áreas comerciais de postos de combustíveis, redes de supermercados, lojas agropecuárias e energia solar.

A edição Especial de Cooperativismo de O Presente Rural pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Boa leitura!

 

Fonte: O Presente Rural

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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