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Apaixonado pelo cooperativismo, pai constrói carreira e inspira filho a seguir seus passos na Copagril

Profissional enaltece que a cooperativa oferece um ambiente de trabalho acolhedor, que estimula o desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários. Essa valorização se reflete em oportunidades de crescimento, programas de capacitação, reconhecimento por mérito e um ambiente que fomenta o trabalho em equipe e a colaboração.

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

Com uma trajetória que ultrapassa cinco décadas, a Copagril Cooperativa Agroindustrial reconhece nas pessoas a força motriz capaz de impulsionar seu crescimento. Entre seus mais de 1,5 mil colaboradores estão Laercio e João Victor da Silva Fincke, pai e filho que há alguns anos vestem todos os dias a camisa da cooperativa paranaense para fazer parte dessa história.
Laercio, o pai, que ingressou na Copagril em 2013, desempenhou diversas funções no atendimento ao público, como vendedor e assistente na área agronômica. Hoje ocupa o cargo de gerente da Loja Agropecuária de Itaquiraí, no Mato Grosso do Sul. “Uma das principais motivações para eu ingressar na Copagril reside no compromisso da cooperativa em valorizar a família, seus colaboradores e clientes. A cooperativa oferece um ambiente de trabalho acolhedor, que estimula o desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários. Essa valorização se reflete em oportunidades de crescimento, programas de capacitação, reconhecimento por mérito e um ambiente que fomenta o trabalho em equipe e a colaboração”, enaltece Laercio, que neste ano completou 10 anos de atuação na cooperativa.

Ao longo da última década, Laercio diz que testemunhou várias mudanças e avanços significativos na Copagril. Entre os quais cita a implantação de novas unidades de lojas agropecuárias, supermercados, postos de combustíveis, expansão do Núcleo de Ovos Férteis em Guaíra, PR, Terminal de Recebimento de Grãos (TRR) e, mais recentemente, a instalação de uma Usina de Energia Fotovoltaica.

No contexto da intercooperação, ocorreram importantes parcerias entre a Copagril e a Lar Cooperativa Agroindustrial, com a transferência do abatedouro de aves em Marechal Cândido Rondon, PR, a fábrica de rações de Entre Rios do Oeste, PR, e o Núcleo de Ovos Férteis. “Com essas decisões estratégicas, a Copagril realizou uma aquisição significativa ao adquirir o complexo industrial da Sperafico. Essa aquisição está alinhada às necessidades e demandas da cooperativa, contribuindo para a geração de renda e empregos na região Oeste do Paraná. Esses são apenas alguns exemplos das transformações pelas quais a Copagril passou ao longo dos últimos anos. Cada mudança reflete a visão estratégica da cooperativa, buscando se adaptar às demandas do mercado e oferecer soluções inovadoras aos seus associados e clientes”, pontua Laercio.

Ele também destaca que um dos momentos mais marcantes de sua carreira profissional aconteceu neste período quando recebeu o convite para assumir a gerência da loja agropecuária em Marechal Cândido Rondon, após dois anos e quatro meses de trabalho na unidade de Guaíra. “Foi um momento único da minha carreira profissional e também uma responsabilidade muito grande estava sendo a mim confiada, desafio esse superado assumi recentemente a Gerência da unidade na cidade de Itaquiraí. Essa nova oportunidade representa uma mudança significativa, mas o acolhimento e a facilidade de relacionamento com as pessoas da região tornam essa nova experiência enriquecedora”, menciona Laercio, com brilho nos olhos e um sorriso largo no rosto.

Saindo da zona de conforto

Gerente da Loja Agropecuária da Copagril em Itaquiraí, MS, Laercio Fincke, em atendimento a cooperado

O gestor também ressalta que essas transformações ocorridas na cooperativa fizeram com que os profissionais da Copagril ficassem ainda mais atentos às mudanças e à evolução, principalmente de capital humano. “A Copagril tem investido no aprimoramento da equipe, buscando constantemente capacitar e desafiar seus funcionários para ser e fazer parte de um time vencedor. Como resultado, nós, especialmente os gestores, precisamos nos readaptar aos novos desafios e às mudanças. Em áreas que antes levávamos dias para obter informações, agora estão disponíveis em questão de segundos. Isso nos obriga a sair da zona de conforto, mexendo com nossas emoções e nos incentivando a aprimorar nossos talentos individuais. Essa abordagem, sem dúvida, eleva a capacidade de nossa equipe de colaboradores”, sustenta o profissional.

No decorrer de sua jornada na cooperativa, Laercio atribui sua permanência à valorização e à confiança da Diretoria da Copagril depositada em seu trabalho. “A transparência no diálogo com os gestores da cooperativa foi um elemento fundamental para me conduzir ao cargo que ocupo hoje. Ter clareza sobre o meu papel, minhas responsabilidades e com objetivos bem definidos fez toda a diferença nesta trajetória, tanto para mim quanto para a confiança mútua que se estabeleceu, de forma significativa para o meu crescimento na cooperativa”, diz orgulhoso da sua história construída no setor.

Ao longo de sua trajetória como colaborador da Copagril, Laercio considera particularmente gratificante o fato de poder contribuir e fazer parte de uma empresa que busca constantemente o bem comum, valorizando tanto seus cooperados quanto seus funcionários.

Via de mão dupla

O ambiente de trabalho na cooperativa é descrito por Laercio como um lugar de respeito mútuo, parceria e engajamento, o que chamou a atenção de seu filho que iniciava uma carreira profissional. “Existe um forte espírito de trabalho em equipe, o que facilita o relacionamento entre os funcionários. A colaboração e o trabalho conjunto contribuem para criar um ambiente acolhedor e produtivo”, assegura, acrescentando: “Acredito que vivenciando esse espírito colaborativo inspirou meu filho a traçar seu próprio caminho no meio cooperativista. E para minha alegria é na Copagril. Sempre fui uma pessoa bastante dedicada e focada no trabalho e por sempre estar falando de como é bom trabalhar em um ambiente onde as pessoas se respeitam, são valorizadas e reconhecidas é que influenciei meu filho a querer também trabalhar na Copagril”, conta.

Assistente administrativo na unidade da Copagril em Marechal Cândido Rondon, João Victor da Silva Fincke

João relembra que desde criança via seu pai chegando em casa com a camiseta da Copagril e ficava atento ouvindo suas histórias do trabalho, dos desafios diários superados, do ambiente harmonioso, das capacitações que o preparavam para desenvolver melhor sua gestão, das festas em que ele participava e das palestras com os produtores. “Observar o trabalho do meu pai ao longo dos anos, testemunhar sua dedicação e o comprometimento com a cooperativa me inspiraram a buscar um crescimento com responsabilidade dentro da Copagril. Atualmente, estou cursando Agronomia e tenho o objetivo de contribuir nessa área no futuro. Estou empenhado em me dedicar cada vez mais, aprendendo com a experiência do meu pai e buscando meu próprio desenvolvimento dentro da cooperativa”, pontua, destacando a participação em treinamentos e o reconhecimento pelo seu trabalho como pontos motivadores para trilhar seu caminho profissional.

Em 2018, quando sua família se mudou para Marechal Cândido Rondon, João teve sua primeira oportunidade na cooperativa como jovem aprendiz, trabalhando no supermercado da Copagril, cargo que ocupou por 18 meses. “Essa experiência foi bastante enriquecedora, pois tive a chance de passar por diversos setores do supermercado”, destaca, contando que após alguns meses surgiu uma nova oportunidade, passando a ser efetivado como auxiliar administrativo na unidade do município, no setor da balança, em que já atua há mais de dois anos.

Aprimoramento profissional

Entre os programas de capacitação, pai e filho destacam os cursos de instruções normativas, especialmente voltadas para a segurança do trabalho e às atividades em cada setor. Além disso, são oferecidos ainda treinamentos que abrangem as áreas de autoavaliação, desempenho pessoal, gestão e liderança. Tanto Laercio quanto João já participaram de alguns desses programas de capacitação, aproveitando as oportunidades oferecidas pela cooperativa para aprimorar suas habilidades e conhecimentos profissionais. Eles reconhecem a importância desta iniciativa no desenvolvimento de suas carreiras e no aperfeiçoamento de suas competências dentro da organização.

Princípios cooperativistas

Quando se trata dos valores e princípios transmitidos ao seu filho, que o levou a seguir seus passos no cooperativismo, Laercio é enfático ao afirmar que esses princípios são uma extensão do que ensinou em casa para João. “Respeito ao próximo em qualquer situação, considerar a honestidade como valor fundamental, cultivar a empatia e a capacidade de se colocar no lugar do outro, além de ser uma pessoa educada e ética em seu trabalho, seguindo as orientações e normas da cooperativa, sempre foram valores transmitidos ao meu filho dentro de casa. Hoje tenho orgulho de vê-lo construindo sua própria carreira tendo como base esses valores”, salienta.

Vestir a camisa

João destaca que muitas vezes os jovens são rotulados como descompromissados, imaturos e sem comprometimento, mas são só desafios que ele supera. “São muitos os desafios que temos que superar a cada dia, mas estou ciente do meu papel e do quanto quero contribuir para o crescimento e à evolução da Copagril, por isso busco sempre realizar o meu trabalho da melhor forma possível, isso inclui ser pontual e me colocar à disposição para assumir outras atividades ou funções sempre que necessário. Estou empenhado em fazer a minha parte para ajudar no crescimento da cooperativa e estou aberto a novas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento”, diz seguro do caminho que quer traçar na Copagril.

Suporte e apoio

Pai e filho não trabalham diretamente juntos, mas João sempre busca o apoio e a orientação do seu pai quando enfrenta dificuldades no seu ambiente de trabalho. “Ele é uma referência para mim em termos de profissionalismo e seus conselhos são extremamente valiosos para o meu aprendizado. Além disso, ele está sempre me cobrando para garantir que eu esteja cumprindo minhas tarefas de forma correta. Apesar de não termos uma relação de trabalho direta, nos apoiamos e nos complementamos através das trocas de experiências e do suporte mútuo. A presença do meu pai na cooperativa é uma fonte de inspiração e motivação para mim, pois vejo nele um exemplo a ser seguido no ambiente profissional”, enfatiza João.

Atuação na comunidade

Além de ser uma cooperativa de referência no agronegócio, a Copagril proporciona oportunidades de trabalho para milhares de pessoas, gerando renda nas áreas agrícola e pecuária. Mas além do impacto econômico, a cooperativa também desempenha um papel social significativo na sua região de atuação. Através de seus programas, promove um trabalho social notável em várias comunidades. Estas iniciativas abrangem grupos de jovens, clubes femininos e apoio a atividades desportivas na Associação Atlética Cultural Copagril (AACC). “A Copagril não apenas fortalece a economia local, mas também desempenha um papel ativo no desenvolvimento social, proporcionando oportunidades e apoio às comunidades onde está inserida. Seu compromisso com o crescimento e bem-estar das pessoas é evidente em cada uma de suas ações”, ressalta o gestor da Loja Agropecuária de Itaqueraí.

Orgulho em pertencer

Fazer parte de uma cooperativa que ocupa uma posição de destaque no setor agropecuário para Laercio e João é algo extremamente gratificante. Para eles é um motivo de orgulho poder afirmar que fazem parte de uma cooperativa que está entre as 500 maiores empresas do Brasil, ocupando no ranking a 110ª posição entre companhias do Sul do país e a 41ª colocação entre as cem maiores do Paraná. “Os valores e princípios cooperativistas são a base que sustentam o crescimento da Copagril e ao segui-los estamos confiantes na construção de um ambiente de trabalho saudável, no atendimento de qualidade aos clientes e na busca contínua por soluções inovadoras no setor agropecuário”, enfatiza a dupla.

Embora trabalhem em ambientes e locais separados dentro da cooperativa, existem momentos marcantes que vivenciam juntos. “Um desses momentos é o prazer de sair de casa e irmos trabalhar na mesma empresa, compartilhando os mesmos princípios e valores. Essa conexão familiar nos traz uma sensação de união e pertencimento. Além disso, participar de eventos e confraternizações da cooperativa é uma experiência especial, porque essas ocasiões nos permitem interagir com colegas de trabalho de setores diferentes e fortalecer os laços de amizade. Esses momentos de celebração e reconhecimento pelo nosso trabalho nos fazem sentir parte de algo maior e reforçam o sentimento de orgulho em fazer parte da cooperativa”, ressaltam.

Experiência enriquecedora

Pai e filho dizem que incentivam outras pessoas a considerar o cooperativismo como uma opção de carreira com entusiasmo, uma vez que trabalhar em um sistema cooperativo proporciona uma experiência enriquecedora, em que o foco está no bem-estar e no crescimento coletivo. “Uma das grandes vantagens de trabalhar em uma cooperativa, como a Copagril, é a oportunidade de atuar em prol do desenvolvimento não apenas pessoal, mas também da comunidade em que estamos inseridos. Existe uma sensação de propósito e de fazer a diferença na vida das pessoas. Além disso, as cooperativas geralmente oferecem benefícios atrativos aos trabalhadores. Na Copagril, por exemplo, além do pagamento pontual, há benefícios como vale-alimentação, seguro de vida, auxílio em plano de saúde e outros direitos garantidos. Integrar um sistema cooperativo promove um senso de pertencimento, colaboração e crescimento mútuo”, exaltam.

Sobre a Copagril

Com mais de seis mil associados, a Copagril tem sua trajetória consolidada como uma das principais cooperativas agroindustriais do Brasil, tendo como foco principal a produção, armazenagem e comercialização de grãos, como soja, milho, trigo e sorgo, além da produção e comercialização de insumos para alimentação animal, máquinas e implementos agrícolas. São 52 unidades de negócios espalhadas entre 15 cidades nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Entre seus ramos de atividades, a cooperativa possui uma indústria de beneficiamento de soja e duas fábricas de rações, ambas agregando valor aos produtos dos seus associados. A cooperativa também investiu nas áreas comerciais de postos de combustíveis, redes de supermercados, lojas agropecuárias e energia solar.

A edição Especial de Cooperativismo de O Presente Rural pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Boa leitura!

 

Fonte: O Presente Rural

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Acordo UE–Mercosul reforça protagonismo do Brasil no comércio internacional

Após 25 anos de negociações, tratado reforça liderança brasileira no bloco sul-americano e amplia acesso a um dos maiores mercados do mundo.

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A aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul representa um marco estratégico para o Brasil e reposiciona o país no centro das articulações do comércio internacional. A decisão, confirmada nesta sexta-feira (09) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, encerra um processo de negociação iniciado há 25 anos e cria uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo.

O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil. Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).

Fotos: Divulgação

Com peso determinante dentro do Mercosul, o Brasil teve atuação central na costura política do acordo, especialmente no período em que presidiu o bloco sul-americano. O entendimento é visto como um avanço relevante para a inserção internacional da economia brasileira, ao ampliar o acesso a um mercado que reúne 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22,4 trilhões.

O acordo sinaliza fortalecimento do multilateralismo e da cooperação entre blocos econômicos em um cenário global marcado por tensões comerciais e medidas protecionistas. Para o Brasil, o tratado tende a abrir novas oportunidades para exportações, atração de investimentos e maior previsibilidade nas relações comerciais com a União Europeia, um dos principais parceiros econômicos do país.

Além dos ganhos econômicos, o entendimento tem significado político. A conclusão das negociações reforça o papel do Brasil como articulador regional e interlocutor relevante em fóruns internacionais, ao liderar consensos dentro do Mercosul e dialogar com grandes economias globais.

Brasília - 14/10/2025 -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em debate, o projeto de lei (PL 1.087/2025) do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad: “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico” – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Com a aprovação pelo lado europeu, a próxima etapa prevê a ratificação formal junto aos países do Mercosul. A presidente da Comissão Europeia poderá viajar ao Paraguai, atual detentor da presidência rotativa do bloco, para a assinatura do acordo com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Nos países sul-americanos, o texto ainda será submetido aos respectivos parlamentos. A entrada em vigor, no entanto, será individual, permitindo que cada país avance conforme a conclusão de seus trâmites internos.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destacaram que se trata do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e um dos mais relevantes firmados pela União Europeia, ressaltando o potencial de ampliar fluxos comerciais, investimentos e a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

Ministros destacam benefícios para o Brasil 

Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) se manifestaram nesta sexta-feira (09) para celebrar o anúncio da União Europeia pela aprovação do acordo comercial com o Mercosul. Nas redes sociais, Haddad classificou o acordo como histórico e uma sinalização para um futuro de pluralidade e oportunidade. “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico. Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade”, disse Haddad.

Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos EconômicosComissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, para que sejam prestadas informações sobre a avaliação da Pasta quanto à eficiência dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pela União; e o cumprimento do disposto no Art. 4º da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que determina ao Governo a apresentação de plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária, até o nível de 2% do PIB. Mesa: ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet: ” O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”  – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Por sua vez, Simone destacou que o acordo irá proporcionar a chegada de produtos brasileiros a mais consumidores, ampliação de investimentos, o que poderá ajudar a reduzir a inflação no país. “Um marco histórico para o multilateralismo! O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Mais acesso a mercados consumidores, mais investimentos, mais integração entre os países e, principalmente, mais produtos disponíveis, maior competição, ajudando a baixar ainda mais a inflação. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”, afirmou a ministra, em nota oficial.
Repercussões 

Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou ser uma vitória do diálogo. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, afirmou.

Lula destacou que o acordo, além de trazer benefícios para os dois blocos, é uma sinalização em favor do comércio internacional. O presidente brasileiro foi atuante na costura desse acordo e tentou finalizá-lo no final do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano. Para Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia era uma prioridade.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Dia de Campo da Copacol conecta pesquisa, manejo e mercado ao produtor

Estudos do CPA mostraram, na prática, soluções para solo, soja e milho, além de análises de mercado para apoiar a tomada de decisão do produtor.

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Foto: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo CPA (Centro de Pesquisa Agrícola), e contou com a participação de 1,5 mil visitantes. “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperados que já acompanham de perto o trabalho do CPA garantem que eventos como esse fazem a diferença, como comenta o produtor de Joetaesse, Cássio Henrique Moeller. “O CPA sempre nos ajuda a alcançar melhores resultados e potencializar nossa produtividade e eventos como o Dia de Campo agregam muito conhecimento e traz novidades que nos ajudam a crescer nas propriedades”.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Na prática

Um dos assuntos abordados nas palestras em campo foi a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção. Essa compactação consiste na incapacidade de o solo absorver a água, o que muitas vezes pode gerar o aumento da umidade na superfície, tornando o ambiente propício para o desenvolvimento de doenças. “Nós utilizamos o método Dres [Diagnóstico rápido de estrutura de solo] onde podemos avaliar o nível de compactação do solo para saber qual técnica deve ser aplicada em cada propriedade, seja com plantas de cobertura, ou utilização de maquinários. É um processo muito importante, que impacta diretamente no desenvolvimento das culturas e na produtividade delas”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do CPA, Andrei Regis Sulzbach.

Para cooperado de Jesuítas, Renato da Silva Tonelli, é importante acompanhar o trabalho do CPA, e saber que problemas que eles enfrentam no dia a dia, já estão sendo estudados e soluções já podem ser aplicadas na propriedade. “No último ano tivemos problema com relação a compactação de solo, e hoje vi que há um trabalho de pesquisa já sendo feito para desenvolver novas formas de manejo, melhorar nossas condições e minimizar esses problemas que nós que vivemos do campo temos”, comenta o cooperado.

Outro assunto que chamou atenção dos participantes foi o painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA, que são apresentadas com duas datas de semeadura, adubação em quantidades de acordo com a época e orientação de acordo com a região plantada, também foram apresentados manejos de doença e controle de pragas. “Apresentamos um demonstrativo com as épocas de semeadura diferentes com o mesmo manejo, onde fica visível a diferença de comportamento de cada planta, para mostrar a importância de se atentar as recomendações do CPA, de acordo com testes feitos na prática”, conta o engenheiro agrônomo André Luiz Borsoi.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor.

Além disso, também foram apresentados resultados sobre plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades e manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo.

Comercialização

O mercado também faz parte do processo produtivo, e entender como e quando comercializar os grãos, é fundamental para o cooperado. Pensando nisso, a abertura do Dia de Campo contou com uma palestra sobre tendências no mercado de commodities, com o consultor da StoneX Brasil, Étore Baroni. “O objetivo é trazer mais informações para os cooperados. São muitos fatores que influenciam nos preços, então, é preciso preparar o produtor para aproveitar as melhores oportunidades ao longo do ano. Tivemos mudanças muito fortes nos preços nos últimos anos e o CPA consegue trazer esse ganho de produtividade contínua. Por isso, é preciso alinhar a produtividade boa, com níveis de preços bons, mantendo uma rentabilidade para o produtor”, completa o consultor.

Fonte: Assessoria Copacol
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Proteínas animais ganham novas oportunidades com acordo UE-Mercosul, celebra ABPA

Entidade vê avanço em previsibilidade comercial e reforço do Brasil como fornecedor global, com impactos graduais e cotas bem delimitadas para aves, suínos e ovos

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Após mais de duas décadas de negociações e sucessivos impasses políticos, a confirmação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começa a ser destrinchada. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o entendimento representa um avanço relevante em previsibilidade comercial e no fortalecimento das relações entre os dois blocos, com efeitos graduais e tecnicamente delimitados para a cadeia de proteínas animais.

Foto: Jonathan Campos

Em nota setorial, a entidade destaca que o acordo é resultado de um processo longo e de elevada complexidade técnica, e que seus impactos não devem ser interpretados como uma abertura irrestrita de mercado, mas como a construção de oportunidades progressivas, condicionadas a regras sanitárias, cotas e salvaguardas já previstas no texto negociado.

No caso da carne de frango, principal item da pauta exportadora brasileira de proteínas, a ABPA é enfática ao afirmar que o acordo não altera o sistema de cotas atualmente em vigor entre Brasil e União Europeia. “Essas regras permanecem intactas. A novidade está na criação de um contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa”, informa na nota.

Esse volume será compartilhado entre os países do bloco sul-americano e dividido igualmente entre produtos com osso e sem osso. A implantação será gradual, em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total no sexto ano de vigência. A partir daí, a cota passa a se repetir anualmente, dentro das regras estabelecidas.

Carne suína

Para a carne suína, o acordo inaugura uma nova possibilidade. Pela primeira vez, o Mercosul contará com um contingente tarifário

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

preferencial específico para o produto, inexistente até então para o Brasil. “A cota final prevista é de 25 mil toneladas por ano, com tarifa intr­a-cota de € 83 por tonelada, valor significativamente inferior ao praticado fora do contingente”, diz a nota.

Aves

Assim como no caso das aves, a implementação será escalonada ao longo de seis anos. No entanto, a ABPA ressalta que a efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, condição essencial para a abertura do mercado.

O segmento de ovos também aparece como um dos beneficiados pelo acordo. Estão previstos contingentes tarifários específicos, isentos de tarifa intr­a-cota, de 3 mil toneladas anuais para ovos processados e outras três mil toneladas para albuminas. Segundo a entidade, trata-se de uma oportunidade concreta para ampliar as exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado, especialmente em nichos industriais e alimentícios.

Cotas do acordo

Apesar das oportunidades, a ABPA chama atenção para um ponto central: todas as cotas criadas pelo acordo são do Mercosul, e não exclusivas do Brasil. Isso exigirá coordenação intrabloco para definir critérios de alocação entre os países-membros, além de atenção permanente às exigências regulatórias e sanitárias impostas pelo mercado europeu.

Foto: Jonathan Campos

A entidade reforça ainda que os impactos econômicos positivos tendem a ser graduais, acompanhando o cronograma de implantação do acordo e condicionados ao cumprimento rigoroso das normas técnicas. As salvaguardas previstas devem ser aplicadas de forma estritamente excepcional e baseada em critérios técnicos, evitando distorções comerciais.

Para a ABPA, a concretização do acordo UE-Mercosul fortalece o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais no mercado internacional, atuando de forma complementar à produção europeia. Sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva seguem como pilares centrais para o aproveitamento das oportunidades abertas pelo pacto. “O pleno potencial do acordo dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global”, afirma a entidade.

Confira a Nota Setorial na íntegra:

NOTA SETORIAL– ACORDO MERCOSUL–UNIÃO EUROPEIA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra o aceite do Bloco Europeu e a concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, resultado de um processo de negociação de longo prazo e de elevada complexidade técnica.

O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais.

No caso da carne de frango, é importante destacar que o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido. O que o acordo acrescenta é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco. Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente.

Para a carne suína, o acordo cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de € 83 por tonelada, substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota. Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual. A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional.

No segmento de ovos, o acordo estabelece contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul, isento de tarifa intr­a-cota. Estão previstos 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas, criando uma oportunidade concreta para a ampliação das exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado.
Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta que os contingentes criados pelo acordo são cotas do Mercosul, e não exclusivas do Brasil, o que demandará coordenação intrabloco para definição dos critérios de alocação entre os países membros. Os impactos econômicos positivos serão graduais, acompanhando o cronograma de implantação e condicionados ao cumprimento rigoroso dos requisitos sanitários, regulatórios e às regras de aplicação de salvaguardas, que devem permanecer estritamente técnicas e excepcionais.

Por fim, a ABPA ressalta que a concretização do acordo Mercosul–União Europeia reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementariedade à produção local, com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva. O pleno aproveitamento das oportunidades abertas dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global.

Fonte: O Presente Rural
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