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Aos 48 anos, Embrapa contabiliza entregas e investe em garantir o protagonismo

Na próxima segunda-feira (26), a Embrapa completa 48 anos

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Na próxima segunda-feira (26), a Embrapa completa 48 anos, construindo a ciência que se reinventa para estar à frente e alinhada aos desafios, especialmente durante um dos episódios mais desafiadores da história, com a pandemia da covid-19.

Na busca pela superação que a pesquisa tem provado ser capaz em todas as áreas e a produtividade de alimentos de qualidade e com sustentabilidade, a Empresa tem direcionado os investimentos no dia a dia, norteada pelos recursos da inteligência estratégica, prospecção, observação de sinais e tendências e avaliação de riscos e oportunidades.

É a agricultura movida a ciência, que usa cérebros e não tratores, como diz o pesquisador Eliseu Alves, um dos fundadores e ex-presidente da Embrapa. Entre dezenas de indicadores, é a responsável por dobrar a produção de café nos últimos vinte anos, e nos últimos quarenta anos: aumento de 509% na produção de grãos com elevação de duas vezes na área plantada; sete vezes a produção de leite; 60 vezes a produção de carne de frango; 100% o rebanho bovino (com diminuição relativa da área de pastagem); 140% a produtividade do setor florestal; 240% a produção de trigo e milho; e 315% a produção de arroz.

Esses números mostram por que o Brasil é referência em ciência, tecnologia e inovação e um dos líderes mundiais na produção de alimentos, com exportações para cerca de 170 países. Mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) tem origem no esforço que vem da pesquisa e do campo.

Live para o público externo

Em decorrência da pandemia, os 48 anos  da Embrapa serão lembrados de forma virtual, com transmissão pelo canal da Empresa no YouTube.

Na quarta-feira (28), às 10h, a live “Embrapa 48 anos” será aberta ao público externo. Na ocasião serão lançados o Balanço Social 2020 e diversas soluções tecnológicas, publicações e cursos. Também será anunciada a assinatura de algumas parcerias.

Parlamentares, parceiros e a ministra Tereza Cristina falarão sobre a importância da Embrapa. Além disso, a Empresa entregará homenagens a seis atores relevantes do setor produtivo, do poder público e do universo da pesquisa.

Manter foco nas metas

No momento em que a trajetória de quase cinco décadas de ciência agropecuária é marcada por um cenário incerto, o presidente Celso Moretti reforça a importância do foco nas metas. “Será necessário investir mais do que nunca em estratégias sustentáveis que contribuam com a garantia de produção de mais alimentos, usando menos energia e água, para alimentar 8,5 bilhões de pessoas no planeta”, diz.

“No mundo pós-pandemia, para que haja saúde e segurança alimentar para a população dos países, serão necessários novos conceitos na produção de alimentos, baseados na sanidade animal, na saúde humana, na segurança dos alimentos e na sustentabilidade”, destaca. “Estaremos diante de uma realidade nova em termos populacionais, de urbanização, de longevidade e de padrões de consumo – a Embrapa precisa estar pronta para fazer sua parte. Os últimos 48 anos a prepararam para esse protagonismo”, afirma Moretti.

Referindo-se ao VII Plano Diretor da Embrapa (PDE), pela primeira vez definido em metas quantificáveis, o presidente lembra as oito áreas prioritárias da pesquisa e as três na gestão organizacional e estratégica. “Serão ampliados os esforços nas áreas de bioeconomia, inteligência territorial, agricultura digital, mudança do clima, sanidade agropecuária, desenvolvimento territorial com inclusão produtiva, sustentabilidade com competitividade, consumo e agregação de valor aos produtos do agronegócio”, cita. “Na gestão organizacional, nosso foco será ainda mais a modernização, com o aumento da eficiência e a racionalização de custos”.

Entre os compromissos do PDE estão:

  • a ampliação em mais de 10 milhões de hectares das áreas com plantios de sistemas integrados até 2025 (hoje a área estimada com ILPF é de 17 milhões);
  • o aumento em 1 milhão de hectares da área de florestas plantadas com sistemas de produção até 2030;
  • e o aumento em 10% dos benefícios econômicos de produtores que utilizam o Zoneamento de Risco Climático (Zarc) para o plantio.

“Até 2025, queremos dobrar o número de usuários dos aplicativos da Embrapa, e em 20% o benefício econômico gerado por práticas agropecuárias e tecnologias sustentáveis capazes de reduzir os custos de produção”, completa.

Para Moretti, o que pode ser considerado “ousadia” é, na verdade, o reflexo da maturidade alcançada pela Empresa e que justifica os marcos científicos comemorados a cada ano. “São tempos de dificuldades, perdas e adaptações, mas que, ao mesmo tempo, provam o quanto a Empresa se preparou e busca estar cada vez mais apta a promover as entregas que a sociedade demanda da ciência”, completa.

Diversidade de conquistas

Desde a tecnologia que transformou os solos ácidos do Cerrado em uma das regiões mais produtivas do País, a ciência da Embrapa e parceiros acumula uma sucessão de marcos para a agropecuária. O mesmo bioma um dia considerado infértil, graças à pesquisa, hoje tem o potencial de dobrar a área cultivada com trigo no Brasil.  “Temos desenvolvido variedades adaptadas ao Cerrado, com teor de proteína quase duas vezes maior do que o do trigo produzido em outras regiões”, diz Moretti. O Brasil tem 2 milhões de hectares cultivados com o cereal, dos quais 200 mil hectares no Cerrado.

“Às vésperas de completar cinco décadas de pesquisa, outras contribuições merecem destaque, como a economia de base biológica, que representa o futuro e a garantia de sustentabilidade aliada ao desenvolvimento e à geração de emprego e renda”, comenta o presidente. “A fixação biológica de nitrogênio, o Biomaphos (primeiro inoculante nacional para fósforo), o Aprinza (inoculante para fixação biológica de nitrogênio na cana-de-açúcar), o controle biológico da vespa-da-madeira, o óleo essencial de manjericão-de-folha-larga para o controle de pragas, além dos bioinsumos desenvolvidos a partir de resíduos da cadeia de biocombustíveis, fazem parte desse rol de resultados que já chama a atenção de outros países, interessados em compartilhar o conhecimento brasileiro”.

Impactos continuam significativos

Segundo Moretti, a trajetória da pesquisa agropecuária vai além da lista de soluções tecnológicas. “A contabilização dos impactos também é alta”, diz. Um exemplo: em 2020, a fixação biológica de nitrogênio (FBN) foi a responsável por uma economia de R$ 22 bilhões em adubos nitrogenados não gastos. “Sem contar que deixaram de ser emitidas cerca de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalente”, resume.

Na área dos sistemas integrados, a pesquisa da Embrapa também se consolidou como referência para os novos rumos do agro, com a adoção da ILPF. “Para compreender o impacto, basta considerar que, se a ILPF for implantada em apenas 15% da área de produção, já seria o suficiente para compensar as emissões de gases de efeito estufa produzidos pelos animais e pela pastagem”, comenta.

Na evolução do agro, a Empresa também vem contribuindo fortemente com a necessidade de modernização dos recursos para os produtores. A agricultura digital, a rastreabilidade e a logística, associadas aos sistemas produtivos agrícolas, estão entre os temas prioritários da programação. “O universo de inovações e soluções tecnológicas é vasto, mas não há como prescindir da urgência da conectividade à disposição dos produtores rurais”, destaca o presidente.

“Quase todos os centros de pesquisa têm se dedicado ao desenvolvimento de tecnologias digitais, como sensores que medem a temperatura do animal e avaliam o conforto térmico nos sistemas ILPF, detecção de doenças, recontagem de frutos, medição de características em animais, simulação de fenômenos, previsão de safras, monitoramento de logística e transporte, rastreabilidade e suporte à tomada de decisão nas propriedades, mas o produtor precisa ter condições de acesso”, diz Moretti.

Ano difícil e muitos avanços

Passados mais de 13 meses desde a declaração de pandemia no País, a Embrapa permanece com mais da metade dos empregados trabalhando remotamente. Para que projetos não fossem inviabilizados, pesquisadores e suas equipes, mesmo com o isolamento social e a necessidade de implantação das escalas de revezamento, criaram formas de preservar o trabalho no campo e nos laboratórios. Experimentos necessitavam de acompanhamento muitas vezes diário, sob o risco de serem perdidos anos de dedicação.

“Graças à solidez da Empresa, o desafio tem sido enfrentado com serenidade neste momento tão novo e incerto”, afirma o presidente. Ele lembra que as pesquisas no campo e nos laboratórios não foram paralisadas. “A pandemia funcionou como um acelerador de futuro, nos obrigando a antecipar iniciativas que estavam sendo estudadas ou iniciadas, como o teletrabalho, o investimento maior em capacitações on-line, as transmissões por internet para conversar com técnicos e produtores, o desenvolvimento de sistemas de planejamento e o monitoramento de safras por satélite”, explica. Foram realizados mais de 40 cursos a distância, oferecidos por 25 UDs, que registraram mais de 400 mil inscrições.

Integração de esforços 

No balanço dos 48 anos, cada área da Embrapa também precisou se adaptar em seu planejamento. “Nosso maior desafio tem sido preparar a Empresa para manter seu protagonismo nos próximos anos, o que implica em ganhos de eficiência operacional, maior transparência e redução da dependência do Tesouro Nacional”, avalia o diretor-executivo de Gestão Institucional, Tiago Ferreira, ressaltando a consolidação fiscal e a pandemia como os dois principais condicionantes.

Segundo ele, a Embrapa será convocada a contribuir com o ajuste das contas públicas e precisará racionalizar o uso de recursos e obter ganhos de eficiência para preservar suas operações. “A transformação digital e os centros de serviços compartilhados são as principais frentes de ação, mas precisamos também explorar as vantagens associadas ao ERP-SAP, uma plataforma organizacional robusta, que contribui com a integração e o compartilhamento de processos administrativos”, explica.

Sobre a pandemia, o diretor diz acreditar no efeito transformador das relações, inclusive de trabalho. “Estão sendo estudadas alternativas para a organização do trabalho, sendo importante ressaltar nossas restrições, em especial a financeira”, comenta. “O fato é que não devemos temer a mudança, porque as transformações trazem desafios que, se encarados adequadamente, representam grandes oportunidades – o Brasil precisa da Embrapa”, conclui.

Dinamismo

Já a diretora-executiva de Inovação e Tecnologia, Adriana Regina Martin, destaca como prioridades a aproximação com o setor produtivo e o maior dinamismo na busca por novos modelos de financiamento de projetos de PD&I para incrementar o orçamento. “Diretoria e Unidades Centrais e Descentralizadas estão engajadas em melhorar esse cenário”, diz.

De acordo com a gestora, no ano passado, dos R$ 168,1 milhões investidos em projetos de PD&I, mais de R$ 32 milhões vieram da iniciativa privada, o que significa um salto de 11,2% em 2019 para 17,3% em 2020. Nesse sentido, Adriana Martin destaca os esforços para que seja atingida a meta de mais 40% dos projetos com parceiros até 2023, em alinhamento aos temas do VII PDE e às megatendências da agricultura brasileira.

Quanto às alternativas de financiamento, ela dá como exemplo a estruturação de fundos privados com grandes players do agronegócio. Cita ainda o trabalho da Secretaria de Inovação e Negócios (SIN), como Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), na busca de novos modelos de negócio para transferir as tecnologias ao setor produtivo e à sociedade, gerando maior valor agregado. “Estão sendo fundamentadas as bases para que a Embrapa seja sócia de empreendimentos para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores e o lançamento de ativos, com melhor posicionamento de mercado e visibilidade”, completa.

Aumentar a visibilidade da Empresa no ecossistema de inovação nacional é outra linha de ação relevante para a agenda institucional, como forma de promover o desenvolvimento de novos mercados e o fortalecimento do empreendedorismo. “Quase todos os centros de pesquisa da Embrapa têm parcerias com empresas de base tecnológica digital e iniciativas para impulsionar o mercado de startups”, diz. “São oportunidades para embarcar ativos tecnológicos e pré-tecnológicos da Empresa em soluções digitais, de biotecnologia e de nanotecnologia, dentre outros segmentos possíveis”, conclui.

Entregas mais direcionadas

Ajustes na programação e nos programas, tornando-os mais focados e com entregas claras e escalonadas estão entre as principais metas da área de P&D, uma das mais estratégicas e essenciais da Empresa. De acordo com o diretor Guy de Capdeville, as dificuldades devido às restrições orçamentárias exigem que a Embrapa continue se adaptando para seguir entregando à sociedade as soluções que precisa, em especial aos agricultores.

“Precisamos fortalecer nossa atuação em redes regionais e nacionais, atuando cada vez mais transversalmente e multidisciplinarmente para acelerar nossa capacidade de produzir, entregar e subsidiar o Estado brasileiro no estabelecimento das políticas públicas que farão o País avançar”, diz.

Destacando o papel da Empresa no contexto do agro, o diretor lembra as cobranças constantes por entregas mais direcionadas pelo setor produtivo. “Detemos um volume de informações e ferramentas que orienta e ajuda nossas UDs a direcionar o avanço científico para atender as inovações que precisamos produzir”, comenta. “E não se trata de obliteração da criatividade, mas sim de dar orientação e pragmatismo. Ciência pode e deve ser lucrativa, principalmente em uma empresa como a Embrapa”.

Fonte: Assessoria

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Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho

Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.

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Fotos: Claudio Neves

As exportações brasileiras registraram crescimento de 6,7% na média diária até a terceira semana de julho de 2026, na comparação com o mesmo período de julho do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço dos embarques do setor agropecuário, com destaque para a soja, além do aumento nas vendas da indústria extrativa e da indústria de transformação.

De acordo com a publicação semanal da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial registrou, na terceira semana de julho, superávit de US$ 526 milhões, resultado de US$ 6,113 bilhões em exportações e US$ 5,587 bilhões em importações.

No acumulado do mês até a terceira semana, as exportações somam US$ 19,383 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 14,433 bilhões, garantindo saldo positivo de US$ 4,95 bilhões. A corrente de comércio chegou a US$ 33,816 bilhões. No acumulado de 2026, o país registra US$ 204,156 bilhões em exportações, US$ 156,848 bilhões em importações e superávit de US$ 47,308 bilhões.

Na comparação entre as médias diárias de julho de 2026 e de julho de 2025, as importações cresceram 1,6%, enquanto a corrente de comércio avançou 4,5%.

Agro lidera crescimento das exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou aumento de 6,5% na média diária, equivalente a US$ 20,29 milhões. A indústria extrativa apresentou crescimento de 17,2%, enquanto a indústria de transformação avançou 1,4%.

No agro, o principal destaque foi a soja, cujas exportações cresceram 16,9%, com acréscimo de US$ 36,65 milhões na média diária. Também apresentaram aumento os embarques de algodão em bruto (+37,8%), tabaco em bruto (+504,7%), animais vivos (+10,6%) e látex e borracha natural (+438,8%).

Na indústria de transformação, ganharam destaque as exportações de farelo de soja e outros alimentos para animais, com alta de 52,9%, além de carnes de aves e suas miudezas, que avançaram 39,1% na comparação com igual período de julho de 2025.

Importações

Nas importações, o setor agropecuário registrou queda de 16,3% na média diária em relação a julho do ano passado. Em contrapartida, houve crescimento de 37,7% na indústria extrativa e de 0,4% na indústria de transformação.

Os principais produtos que impulsionaram as compras externas foram petróleo bruto, gás natural, máquinas para processamento de dados, combustíveis e polímeros de etileno. Entre os produtos ligados ao agro, as importações de fertilizantes brutos cresceram 7,4% na média diária.

Os relatórios estão disponíveis no site da balança comercial. Acesse clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com MDIC
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Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária

Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

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Foto: Divulgação

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.

Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação

A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.

Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.

A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.

A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.

Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.

Fonte: Agência Brasil
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Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas

Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

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Canoinhas Fachada - Foto: Cooperalfa

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.

O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.

Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.

Áreas amplas de vendas

O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.

Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.

A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.

Bem-estar dos colaboradores

Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.

Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.

Desenvolvimento econômico e geração de empregos

O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.

O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.

A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.

Investimento com olhar para o futuro

O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.

Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.

Desafios e oportunidades

O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.

Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.

Fonte: Assessoria Cooperalfa
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