Peixes
Anuário Peixe BR 2025 traz dados inéditos sobre a infraestrutura da piscicultura nacional
Publicação destaca avanço da atividade e a importância do mapeamento preciso para o setor.

A piscicultura brasileira, atividade de proteína animal que mais cresce no país, conta com infraestrutura de mais de 780 mil viveiros (escavados e de barragens) e 75.346 tanques-rede em águas continentais. Esses dados foram levantados, com exclusividade, para o Anuário Peixe BR 2025.
Com esse conteúdo inédito e de alta confiabilidade (acima de 95%), a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) avança em seu compromisso de oferecer aos associados e ao mercado de maneira mais ampla uma base de informação construída com extremo rigor, isenção e relevância.

Foto: Jonathan Campos
Esse compromisso acompanha a Peixe BR desde sua criação, em 2014, por um grupo de 11 empresas de diversos segmentos da cadeia da produção de peixes de cultivo – especialmente de produção, insumos, equipamentos e processamento.
Entre as várias entregas da entidade está este anuário, cuja primeira edição foi apresentada no início de 2017. Um dos objetivos principais deste completo raio-x da atividade envolve a clareza e confiabilidade dos dados de produção e estabelecimentos de peixes de cultivo.
O primeiro desafio (dados de produção) merece desde o início uma atenção superespecial, devido à sua importância para todosos agentes envolvidos na piscicultura. Para isso, a Peixe BR mantém uma grande proximidade com todos os estados brasileiros e, especialmente, com os órgãos oficiais e privados ligados aos peixes de cultivo. O objetivo é claro: acompanhar a evolução da atividade, com foco nas oportunidades, no crescimento e nos desafios e entraves.
Além disso, a Peixe BR reúne os dados dos elos essenciais da cadeia: genética, nutrição, sanidade e equipamentos. Com isso, colhe informações das entidades de classe e das empresas, o que – mais uma vez – reforça a credibilidade das estatísticas publicadas anualmente.
Num esforço de meses, a Peixe BR contabiliza os números e as informações colhidas e chega aos números de produção (nacionais e por estados) disponibilizados neste anuário.

Foto: Divulgação/C.Vale
A infraestrutura da produção de peixes de cultivo (tilápia, nativos e outras espécies) também é um ponto de atenção porque, além dos números, é preciso saber o tamanho da área de criação e suas características – poços escavados, barragens ou tanques-rede.Nesta edição, mostramos o resultado do trabalho realizado pela Bussola.farm, que representa um avanço significativo nessa frente.
Neste anuário trazemos por estado informações de área utilizada para produção aquícola (ha), número de viveiros e tanques-rede, porém na base de dados da Peixe BR temos mais informações como: Área total (ha), estabelecimentos rurais totais, área ativa geral (ha), área inativa geral (ha), viveiros escavados ativos, viveiros escavados inativos, viveiros barragem ativos, viveiros barragem inativos, tanques-rede total, tanques-rede totais em água doce, tanques-rede totais em águas marinhas e unidades de produção de organismos aquáticos em águas marinhas.

Foto: Jaelson Lucas
Esse raio-x foi feito pelo portal MaPeixe, da Bussola.farm. Para construção desta base de dados foram utilizadas tecnologias avançadas de sensoriamento remoto, inteligência artificial e validação em campo, cobrindo 100% do território nacional. Importante: este é o primeiro mapeamento sistemático da atividade aquícola no Brasil, reunindo informações valiosas sobre viveiros escavados, viveiros de barragem, tanques-rede e outras estruturas produtivasespalhadas pelo país.
A metodologia de validação dos dados combina visitas em campo para validação amostral, análises automatizadas via sensoriamento remoto e inspeção humana especializada, o que possibilita a localização precisa de cada unidade aquícola identificável via imagens de satélite de alta resolução, além de informações detalhadas sobre perímetro e tamanho das unidades aquícolas, classificando-as por porte e medindo a capacidade instalada versus a capacidade ociosa.
Com mais essas informações a Associação Brasileira da Piscicultura avança no seu compromisso de oferecer aos seus associados e ao mercado informações cada vez mais completas, seguras e confiáveis, um farol para o avanço da piscicultura no Brasil.

Peixes
Importações de tilápia ultrapassam exportações pela primeira vez
Fevereiro registrou 1,3 mil toneladas de filé do Vietnã, equivalente a 6,5% da produção mensal brasileira, e acende sinal de alerta no setor de piscicultura.

Pela primeiro vez, o Brasil importou mais tilápia do que exportou, segundo dados da Peixe BR. Só em fevereiro, o país trouxe do Vietnã mais de 1,3 mil toneladas de filé, equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo, cerca de 6,5% da produção mensal brasileira.
A tilápia segue como uma das proteínas de maior crescimento na piscicultura nacional. Nos últimos dez anos, a produção aumentou em média mais de 10% ao ano, posicionando o Brasil como o quarto maior produtor mundial da espécie.

Presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros: “Esse é praticamente o preço do peixe quando chega ao frigorífico no Brasil. Isso cria uma distorção importante na concorrência” – Foto: Divulgação/Peixe BR
A entidade aponta que a diferença de preços tem estimulado a entrada de pescado estrangeiro. O filé importado chega ao mercado brasileiro custando entre R$ 25 e R$ 29 por quilo, praticamente o mesmo valor do peixe nacional ao chegar aos frigoríficos. “Esse é praticamente o preço do peixe quando chega ao frigorífico no Brasil. Isso cria uma distorção importante na concorrência”, disse o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros.
Segundo a associação, fatores como carga tributária, custos trabalhistas e exigências regulatórias também prejudicam a competitividade do produto brasileiro. Em alguns casos, o pescado importado entra no país com vantagens fiscais.
A Peixe BR ainda solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária uma missão técnica ao Vietnã para avaliar riscos sanitários. O país asiático registra doenças como o vírus TiLV, ainda não presentes na produção brasileira, e que podem causar alta mortalidade. “Precisamos dessa análise com urgência”, alerta Medeiros.
O aumento das importações coincide com a Quaresma, período de maior consumo de peixe no Brasil, e pode influenciar preços no mercado interno. “As exportações ajudam a equilibrar o mercado. Com mais importações, esse efeito diminui, podendo afetar o setor”, explica Medeiros. Ele reforça: “Não somos contra a importação, mas queremos condições iguais para competir”.
Peixes
Produção de peixes avança no Pará com destaque para espécies nativas
Estado registra aumento anual e fortalece cadeia produtiva apoiada na abundância de água.

O Pará segue fortalecendo sua posição na piscicultura brasileira, combinando tradição e crescimento da atividade em diferentes regiões do estado. Parte desse avanço tem origem no uso de espécies nativas, que representam cerca de 96% do setor, com destaque para tambaqui, pirapitinga e matrinxã.
De acordo com dados do Anuário de Psicultura Brasileiro PeixeBR 2026, o estado alcançou 25.950 toneladas de peixes nativos em 2025, resultado 2,2% superior ao registrado no ano anterior. A produção reforça a relevância da atividade para a economia local.
A piscicultura paraense também se beneficia da disponibilidade de água, fator que favorece tanto os sistemas produtivos quanto a culinária regional, onde o pescado é presença constante. Esse cenário contribui para a manutenção da tradição e para o avanço da cadeia produtiva.
Entre os municípios, Marabá lidera a produção em áreas escavadas, com 554 hectares, seguido por Conceição do Araguaia (336 ha) e Parauapebas (271 ha). Paragominas e Itupiranga também aparecem entre os principais polos produtores.
Já na produção em tanques-rede, Tucuruí ocupa a primeira posição, com 145 unidades, enquanto Altamira aparece em seguida, com 114.
A tilápia responde por cerca de 900 toneladas da produção estadual, enquanto os peixes nativos dominam amplamente o setor, com 25 mil toneladas. Outras espécies somam aproximadamente 80 toneladas.
O desempenho confirma a expansão da piscicultura no estado, impulsionada por condições naturais favoráveis e pela consolidação de polos produtivos em diferentes regiões.
Peixes
Copacol apresenta pescados na Seafood Expo North America em Boston
Cooperativa leva tilápia e outros produtos ao maior evento do setor nos Estados Unidos para ampliar parcerias e oportunidades de exportação.

A Copacol está presente em uma das maiores feiras de pescados do mundo, a Seafood Expo North América, realizada anualmente em Boston, nos Estados Unidos. O evento reúne empresas, importadores, distribuidores e especialistas do setor de diversos países, sendo um importante espaço para negócios e relacionamento no mercado global de alimentos.
Durante a feira, a Copacol apresenta a qualidade e a diversidade dos produtos, com destaque para a linha de pescados, especialmente a tilápia, que vem conquistando cada vez mais espaço no mercado internacional. A participação no evento também permite à Cooperativa acompanhar tendências de consumo, fortalecer parcerias comerciais e ampliar oportunidades de exportação.
“Participar da Seafood Expo North América é uma oportunidade estratégica para a Copacol fortalecer a presença da nossa marca no mercado internacional. Estar em um evento que reúne empresas e compradores do mundo todo nos permite apresentar a qualidade dos nossos produtos, ampliar parcerias comerciais e abrir novas oportunidades de negócios. Esse trabalho internacional reflete diretamente no desenvolvimento da Cooperativa e na geração de renda para os nossos cooperados.”, destaca o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol
Valores
Antes de participar da Seafood Expo North América, em Boston, nos Estados Unidos, a Copacol esteve presente em um evento promovido pela Embaixada do Brasil reunindo representantes do setor produtivo brasileiro e parceiros do mercado internacional. O encontro teve como objetivo fortalecer a presença dos produtos brasileiros no mercado norte-americano, além de promover a troca de experiências entre empresas exportadoras, autoridades e representantes da cadeia de alimentos. A programação também destacou o potencial do Brasil na produção de proteína animal e pescados, evidenciando a qualidade e a competitividade dos produtos brasileiros no cenário global. “Nosso diferencial é o modelo de produção baseado no cooperativismo, que integra milhares de produtores rurais e garante eficiência e qualidade dos produtos, além de desenvolvimento para as famílias que fazem parte disso tudo. Esses valores são importantes e valorizados pelos parceiros que adquirem nossos alimentos e escolhem a marca Copacol”, complementa Pitol.



