Notícias Em Curitiba (PR)
Ano Internacional do Cooperativismo ganha exposição no Arquivo Público
São aproximadamente 50 itens, entre objetos e documentos históricos oriundos dos acervos do Arquivo Público, do Sistema Ocepar, de cooperativas paraenses e do IDR-Paraná, além de 17 painéis informativos.

Valorizar e divulgar a história do cooperativismo no estado é o objetivo da exposição “Raízes Paranaenses: cooperativas constroem um mundo melhor”, que será inaugurada no Arquivo Público do Paraná na próxima terça-feira (11), às 15 horas, e permanece até 28 de novembro.
Organizada em parceria com o Sistema Ocepar, a exposição relata o contexto de surgimento do cooperativismo, o histórico da atuação do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) e apresenta dados sobre o impacto social e econômico desse modelo de negócios.
São aproximadamente 50 itens, entre objetos e documentos históricos oriundos dos acervos do Arquivo Público, do Sistema Ocepar, de cooperativas paraenses e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), além de 17 painéis informativos.
A iniciativa faz parte das celebrações pelo Ano Internacional do Cooperativismo, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Ficamos muito honrados com mais essa parceria com o governo estadual, que representa um reconhecimento da importância do cooperativismo para o desenvolvimento do estado, em um ano particularmente especial para esse setor”, diz o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.
Atualmente, o Sistema Ocepar representa 227 cooperativas, dos ramos agropecuário, crédito, saúde, transporte, infraestrutura, consumo, e trabalho, produção de bens e serviços. São mais de 4 milhões de cooperados em todo o Paraná, com geração de 146 mil empregos diretos. Em 130 municípios, as cooperativas são os principais negócios. No ano passado, a receita global das cooperativas do Paraná atingiu R$ 205,6 bilhões.
Para o secretário estadual da Administração e Previdência, Luizão Goulart, a parceria reflete o compromisso do Governo do Paraná com a valorização da memória e do cooperativismo paranaense, aproximando a sociedade de uma história que inspira o presente e projeta um futuro melhor. “Celebrar o Ano Internacional do Cooperativismo é reconhecer o valor da união entre instituições públicas e o movimento cooperativista na construção de um Paraná mais justo, participativo e sustentável”, diz.
A diretora do Arquivo Público do Paraná, Fabiane Bergmann, destaca que o espaço tem como missão preservar a memória do estado e das pessoas que o constroem todos os dias. “Quando falamos de cooperativismo, estamos falando justamente disso: de uma história feita pela união, pelo trabalho conjunto e pela confiança mútua — e essa ideia de cooperação é muito forte entre os imigrantes europeus que vieram para o Paraná e iniciaram colônias agrícolas que deram origem a cooperativas fortes no Paraná”, avalia.
Nova exposição
Esta é a segunda exposição coordenada pela área de Comunicação e Marketing do Sistema Ocepar neste ano. Em julho, o Palácio Iguaçu recebeu a mostra “História, legado e futuro”, organizada em parceria com a cooperativa Frísia, de Carambeí, que completou 100 anos em 2025. Essa mesma mostra passou pela sede do IDR-Paraná, pelo Museu Oscar Niemeyer e atualmente está na Prefeitura de Carambeí. “A exposição que será inaugurada mantém as principais informações das iniciativas anteriores sobre a história do cooperativismo, mas é um novo projeto, incluindo documentos, fotografias e objetos que também contam a história da atuação da Ocepar e das cooperativas. Nada melhor do que uma exposição para que as pessoas possam ter contato com o mundo do cooperativismo e o que ele representa para as vidas das pessoas”, explica o coordenador de Comunicação e Marketing do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho.
Visitação
A instalação poderá ser visitada de segunda a sexta-feira das 09 às 12 horas e das 13h30 às 17 horas até o dia 28 de novembro. O Arquivo Público do Paraná está localizado na Rua dos Funcionários, nº 1796, no bairro Cabral, em Curitiba. Agendamentos para grupos podem ser feitos pelo telefone (41) 3521-9107.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



