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Animais rústicos aumentam participação nesta edição da Expointer

Esta edição da Expointer também traz a presença da raça Bravon, que é uma raça sintética de gado de corte que mescla zebuínos Brahman com bovinos Devon, oriundos do Reino Unido.

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Foto: Fernando Dias

Este ano, a feira conta 1.344 animais inscritos na categoria, 549 a mais do que a edição passada (795), um incremento de 69% de rústicos. São bovinos e zebuínos, das raças Devon, Bravon, Aberdeen Angus, Ultrablack e Hereford/Braford, novilhas, coelhos, bubalinos, ovinos e cavalos, das raças Árabe, Quarto de Milha e Paint Horse, além da cavalos crioulos, em provas e leilões. Os animais estarão presentes na 47ª Expointer, que ocorre de 24 de agosto a 1º de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Mas o que são considerados animais rústicos? “A gente usa o termo rústico para aqueles animais que estão, principalmente, à campo e não tem um trato mais refinado, que ficam no pasto e, eventualmente, ganham suplementação de concentrados e sal. Já os animais de ‘argola’ são os animais que participam de julgamentos ou de galpão que são assim chamados porque o produtor traz eles pra ‘dentro de casa’”, explica o comissário-geral da Expointer, Pablo Charão.

Uma das novidades é a Feira de Novilhas Selecionadas, organizada pela Farsul. “Evento que esse ano retorna à Expointer neste espírito de retomada de negócios, retomada do Estado como um todo”, estima Charão.

A Feira de Coelhos também terá um crescimento considerável (60%), com a participação de 480 animais, contra 300, em 2023. “São filhotes de coelhos que os expositores trazem pra venda. Um mercado que vem crescendo: o mercado de ‘pets’”, afirma o comissário-geral da Expointer.

Esta edição da Expointer também traz a presença da raça Bravon, que é uma raça sintética de gado de corte que mescla zebuínos Brahman com bovinos Devon, oriundos do Reino Unido. Entre os equinos, além da Árabe e Quarto de Milha, participam de provas dez exemplares da raça Paint Horse, originária dos Estados Unidos.

Parque Assis Brasil em obras
O Parque Estadual de Exposições Assis Brasil se transformou em um canteiro de obras de 142 hectares, para receber a Expointer em sua melhor forma. O Governo do Estado está investindo cerca de R$ 6 milhões em reformas e benfeitorias no Parque.

Foto: Julia Chagas

A reestruturação das redes elétricas e da rede hidráulica está em andamento, assim como a recuperação de pavs, que são pisos intertravados de concreto. “Estamos reestruturando 1,3 mil metros de rede hidráulica e instalando mais 4 mil metros de pavs, em novas áreas do Parque que serão exploradas”, conta o diretor de Eventos do Parque Assis Brasil, Carlos Eduardo Santana.

Outras reformas estão sendo realizadas, como o conserto das calhas dos pavilhões Internacional, da Agricultura Familiar, do Comércio e do Gado de Leite, além da troca dos telhados do Boulevard. “Está em construção mais um Boulevard de 96 metros, ao lado do pavilhão de Gado de Leite”, detalha Santana.

Também houve a reforma de um dos banheiros do Parque, junto com a construção de mais dois. “Aumentamos para mais de 130 sanitários fixos”, destaca o diretor.

Novas pinturas foram feitas nos pavilhões Internacional e do Comércio, na frente do Parque, na bilheteria, nas três esferas e na Casa do Gaúcho.“O lavadouro do Gado de Leite recebeu uma grafitagem que representa a campeã do ano passado”, adianta Carlos Eduardo.

Fonte: Assessoria Seapi

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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