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Anffa Sindical repudia ataques injustos à carne brasileira
Sem embasamento técnico, declarações de parlamentares franceses são fruto de protecionismo e da desinformação sobre os rigorosos padrões sanitários brasileiros.

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) manifesta seu veemente repúdio às recentes declarações de parlamentares franceses que questionam a qualidade da carne brasileira. Tais afirmações são não apenas injustas, como também infundadas, desprovidas de embasamento técnico e incompatíveis com a realidade dos rigorosos padrões sanitários e de controle aos quais a produção brasileira é submetida. Para a entidade, trata-se de uma tentativa de manchar reputação do agronegócio nacional, em um momento de tensão por conta das negociações sobre o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

As declarações dos parlamentares franceses surgiram no mesmo dia em que o CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, elogiou publicamente a carne brasileira. O executivo destacou, por meio de uma carta de retratação, que o setor produtivo do brasileiro segue as mais rigorosas práticas sanitárias, que garantem a qualidade da proteína vendida ao exterior.
“Mais uma vez, há uma tentativa de influenciar negativamente um trabalho pautado em uma produção de excelência que chega às mesas de consumidores em mais de 160 países do mundo. Não é à toa que o Brasil ocupa o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo. Todo o processo da produção à exportação é baseado em critérios técnicos inquestionáveis, com níveis de qualidade reconhecidamente melhores do que a média mundial”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.
O reconhecido padrão de qualidade é realidade graças à atuação dos auditores fiscais federais agropecuários que atuam na fiscalização de todo o processo de exportação de produtos de origem animal e vegetal. As inspeções começam antes mesmo do abate dos animais, com as seleções através de exames clínicos feitos por médicos veterinários. Os cuidados continuam durante a armazenagem da carne, com inspeções em frigoríficos por todo o País, e seguem até as certificações necessárias para os embarques nos portos.
Para garantir a qualidade da proteína e viabilizar as vendas ao mercado internacional, cerca de 600 profissionais da carreira atuam diariamente para garantir o cumprimento de um rigoroso sistema de defesa agropecuária em todo o País. Essa qualidade é reconhecida, inclusive, pela União Europeia que compra e atesta a qualidade e sanidade das carnes produzidas no Brasil há mais de 40 anos.
O Anffa condena o protecionismo por trás das declarações de parlamentares franceses, que buscam desmerecer a excelência da carne brasileira para atender a interesses econômicos locais. Os auditores fiscais federais agropecuários reafirmam seu compromisso de zelar pelos mais altos padrões de qualidade e segurança sanitária, assegurando que os produtos nacionais continuem a ocupar posição de destaque nos mercados globais. Com profissionalismo e dedicação, seguimos firmes na missão de manter a confiança do consumidor e a reputação do Brasil como líder na produção de alimentos de qualidade.

Notícias Cooperativismo
Lar Cooperativa celebra 62 anos
Evento comemorativo contou com Santa Missa em Ação de Graças e homenagem a São José

A Lar Cooperativa celebrou, na manhã de quinta-feira (19), 62 anos de fundação com uma Santa Missa em Ação de Graças realizada no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR). A celebração reuniu associados, funcionários e a comunidade em um ato de espiritualidade e gratidão. O momento também homenageou São José, patrono dos trabalhadores e padroeiro da cooperativa, reafirmando o compromisso com os valores do trabalho e da fé.
“A Lar está celebrando 62 anos em um bom período, apesar das dificuldades externas advindas de grandes guerras. Então, temos muito que agradecer e fazemos isso com a celebração da missa, que nos trouxe reflexão e muitos ensinamentos. Esses momentos são importantes para seguirmos com o nosso propósito de cooperar para melhorar a vida das pessoas”, afirmou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.
A cerimônia foi marcada por orações, cânticos e reflexões que envolveram o público do início ao fim. Conduzida pelo Padre Leandro Blasius, a celebração destacou a importância da fé e da resiliência diante dos desafios globais, estabelecendo um paralelo entre a dedicação de São José e a trajetória da Lar.
“Foi um momento especial para reunir a família e a equipe de trabalho para agradecer por toda a trajetória vitoriosa da cooperativa. Quando olhamos para a figura de São José e a história da Lar, recebemos muitos ensinamentos, mas a grande mensagem que reforçamos é que aprendamos, a cada dia mais, a ser perseverantes e justos, vivendo com fidelidade a Deus, evitando conflitos e sendo mais ouvintes”, destacou o Padre Leandro Blasius.
A celebração religiosa faz parte das tradições da Lar e reafirma suas raízes históricas. Fundada no dia de São José, em 19 de março de 1964, a cooperativa nasceu sob a liderança do Padre José Backes, primeiro presidente da associação e pioneiro na colonização da “Gleba dos Bispos” (atual Missal). Ao se conectar com esse legado, a cerimônia une fé e cooperativismo em um único ato de profunda gratidão e espiritualidade.
Sob as bênçãos de São José e impulsionada pela força do cooperativismo, a Lar segue sua trajetória com solidez e resiliência. A cooperativa projeta o futuro com foco em crescimento sustentável, sem perder suas raízes e a fé presente desde a fundação.
“Vamos continuar com o nosso trabalho. É claro que, nesse caminho, precisamos superar desafios internos e externos, mas com resiliência e pessoas cada vez mais capacitadas, não temos dúvidas de que o melhor está por vir”, finalizou Irineo da Costa Rodrigues.
Notícias
Nova plataforma da Embrapa integra dados sobre produção e mercado do trigo
Solução traz mapas, cenários e estimativas inéditas para o setor.
Notícias
Justiça reconhece atribuições exclusivas de auditores no Vigiagro
Decisão envolve fiscalização em pontos de entrada no país; sindicato defende ajuste com governo para evitar impacto nas operações.

Uma decisão da Justiça Federal da 1ª Região, na Seção Judiciária do Distrito Federal, reconheceu que parte das atividades de fiscalização no Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) é de atribuição privativa dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs). A ação foi proposta em 2019, em meio a questionamentos sobre o cumprimento da legislação que define as competências da carreira, especialmente em operações nos pontos de entrada de produtos agropecuários no país.
Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) informou que irá conduzir diálogo com o Ministério da Agricultura e Pecuária para tratar dos desdobramentos da decisão. A entidade defende a construção de uma solução que permita a implementação do entendimento judicial sem comprometer a continuidade e a eficiência das atividades de fiscalização.

Foto: Mapa
As discussões devem envolver a coordenação do Vigiagro, o Departamento de Serviços Técnicos (DTEC) e a ANTEFFA, entidade que representa os técnicos da fiscalização agropecuária. Um dos pontos em análise é a adequação das atribuições atualmente exercidas por diferentes carreiras dentro do sistema.
O sindicato também admite a possibilidade de ajustes normativos ou alterações legislativas, caso sejam necessários para compatibilizar a decisão judicial com a operação cotidiana do Vigiagro. A avaliação será feita em conjunto com a assessoria jurídica da entidade, uma vez que a sentença ainda pode ser objeto de recurso.
O Vigiagro atua na inspeção e fiscalização de produtos agropecuários em portos, aeroportos e fronteiras, sendo considerado um dos principais instrumentos de proteção sanitária e de controle do comércio internacional do agronegócio brasileiro.





