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André de Paula é o novo ministro da Agricultura e Pecuária

Ex-ministro da Pesca e Aquicultura e deputado federal por seis mandatos, ele chega ao Mapa com experiência em políticas agropecuárias, pesca artesanal e desenvolvimento sustentável.

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Ministro de Agricultura e Pecuária, André de Paula: "Seguiremos fortalecendo segmentos como o Plano Safra, o PGPM, o Funcafé e o Seguro Rural" - Foto: Percio Campos/Mapa

André de Paula assumiu nesta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), substituindo Carlos Fávaro, que deixou o cargo para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso. Ao tomar posse, ele reforçou o compromisso de dar continuidade às políticas públicas e à governança do setor, garantindo previsibilidade e confiança para produtores e investidores. “Seguiremos fortalecendo segmentos como o Plano Safra, o PGPM, o Funcafé e o Seguro Rural”, afirmou.

Ministro de Agricultura e Pecuária, André de Paula: “Produzir alimentos hoje exige qualidade, segurança e sustentabilidade. Nosso sistema sanitário é um ativo estratégico e continuará sendo tratado como prioridade” – Foto: Carlos Silva/Mapa

Ele destacou que a atenção às transformações tecnológicas será prioridade. “Inovação, automação e o uso estratégico da inteligência artificial já são realidade no campo e serão cada vez mais decisivos”, disse.

André de Paula ressaltou ainda a importância de consolidar a atuação da Embrapa com base técnica e visão estratégica, além de manter a defesa agropecuária como pilar essencial. “Produzir alimentos hoje exige qualidade, segurança e sustentabilidade. Nosso sistema sanitário é um ativo estratégico e continuará sendo tratado como prioridade”, completou.

O novo ministro encerrou agradecendo ao trabalho desenvolvido pelo ex-ministro Carlos Fávaro. “É preciso reconhecer os resultados do Mapa sob a condução do ministro Carlos Fávaro e a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que consolidaram o Brasil como potência global. A gestão de Fávaro foi marcada por seriedade e compromisso público, deixando uma base sólida, institucional, técnica e estratégica, que orienta o presente e projeta o país para o futuro”, ressaltou.

Ele também sinalizou continuidade em programas voltados ao fortalecimento da produção agrícola e à sustentabilidade. Segundo André de Paula, o Mapa seguirá promovendo políticas que garantam segurança alimentar, estímulo à pesquisa tecnológica e ampliação da competitividade do agro brasileiro no mercado internacional. “Nosso objetivo é manter o Brasil entre os líderes globais em produção e exportação, sempre com foco em inovação, defesa agropecuária e desenvolvimento sustentável”, frisou.

Ministro de Agricultura e Pecuária, André de Paula: “Nosso objetivo é manter o Brasil entre os líderes globais em produção e exportação, sempre com foco em inovação, defesa agropecuária e desenvolvimento sustentável” – Foto: Carlos Silva/Mapa

Trajetória

Natural do Recife (PE), André Carlos Alves de Paula Filho é bacharel em Direito e acumula experiência em todos os níveis de governo, além de ter atuado nos Poderes Executivo e Legislativo. Entre 2023 e 2026, no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi ministro da Pesca e Aquicultura, período em que conduziu a reconstrução institucional da pasta e implementou políticas voltadas à pesca artesanal, aquicultura e produção sustentável, com foco em geração de emprego e segurança alimentar.

No Executivo estadual, ocupou os cargos de secretário de Produção Rural e Reforma Agrária (1999–2002) e de secretário das Cidades (2015–2016) em Pernambuco, coordenando políticas agropecuárias e de infraestrutura urbana. No Legislativo, foi vereador, deputado estadual e federal por seis mandatos consecutivos, com passagem por posições estratégicas, como presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Meio Ambiente, além de liderança partidária e funções na Mesa Diretora da Câmara.

Ao longo da carreira, assinou projetos em áreas como reforma do Estado, previdência e governança pública, e recebeu diversas condecorações, incluindo medalhas das Forças Armadas e do Legislativo.

Com perfil técnico e político, André de Paula assume o Mapa com o desafio de dar continuidade aos programas de fortalecimento do setor agropecuário, ampliar a produção sustentável e apoiar o desenvolvimento econômico do país.

Balanço da gestão

Em seu pronunciamento, o ex-ministro e senador Carlos Fávaro destacou os avanços alcançados durante sua gestão à frente do Ministério

Foto: Carlos Silva/Mapa

da Agricultura e Pecuária. “Hoje, por exemplo, tive a alegria de saber que o primeiro navio brasileiro carregado de DDG, coproduto da produção de etanol à base de milho, já está sendo carregado e segue para a China. São oportunidades que têm transformado a realidade do Brasil e levado mais dignidade aos brasileiros. É a prova de que as exportações brasileiras vão continuar crescendo, sendo cada vez mais fortes, expressivas e relevantes”, afirmou.

Fávaro também reconheceu o trabalho de sua equipe e desejou sucesso ao sucessor: “Enfim, é uma prestação de contas, talvez um pouco longa, mas resultado de muito trabalho e do esforço de muitas pessoas ao longo desse período. André, siga em frente. Você é tão ou mais competente e vai liderar esse time do Ministério, construindo ainda mais resultados”,exaltou.

Ex-ministro de Agricultura e Pecuária, senador Carlos Fávaro – Foto: Percio Campos/Mapa

Durante a cerimônia, o ex-ministro apresentou um balanço de sua gestão, destacando a abertura recorde de 555 novos mercados internacionais em três anos. Segundo ele, o resultado foi fruto de diplomacia comercial ativa, diálogo internacional e fortalecimento da confiança sanitária, permitindo ao Brasil ampliar exportações mesmo diante de tensões comerciais globais e manter sua posição de liderança como fornecedor mundial de alimentos.

A gestão também ampliou o crédito rural, com execução de R$ 1,547 trilhão por meio dos Planos Safra, mais que o dobro do volume do governo anterior. O esforço reforçou a capacidade produtiva, incentivou investimentos no campo, gerou emprego e renda e expandiu instrumentos como o seguro rural. Paralelamente, programas como Caminho Verde Brasil e Eco Invest mobilizaram mais de R$ 50 bilhões para recuperação de áreas degradadas, reincorporando cerca de 4,5 milhões de hectares ao sistema produtivo.

Fávaro destacou ainda o crescimento do agronegócio, com alta de 11,7% em 2025, produção recorde superior a 1,3 bilhão de toneladas e

Foto: Carlos Silva/Mapa

contribuição significativa para o PIB nacional. A gestão consolidou a defesa agropecuária, enfrentou crises sanitárias com rapidez, ampliou o acesso de pequenos produtores aos mercados via SISBI, modernizou sistemas públicos, fortaleceu instituições estratégicas como a Embrapa e investiu na valorização do serviço público e na infraestrutura rural.

A transição para André de Paula ocorre em um contexto de continuidade das políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor agropecuário. Dinâmico e resiliente, o agronegócio brasileiro segue em expansão, impulsionado por inovação, sustentabilidade e abertura de mercados, reafirmando seu papel estratégico na geração de emprego, renda e segurança alimentar no Brasil e no mundo.

Fonte: O Presente Rural com Mapa

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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos

Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

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Fotos: Claudio Neves

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.

No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.

Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Brasil exporta 23,5 milhões de toneladas de soja no início do ano

Ritmo acelerado de embarques mantém país à frente no mercado internacional e amplia vantagem sobre concorrentes.

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Foto: Divulgação

A soja registrou alta na Bolsa de Chicago ao longo de março, em um cenário marcado por forte volatilidade no mercado internacional. Apesar da ampla oferta global, os contratos futuros chegaram a se aproximar dos maiores níveis em quase dois anos no início do mês, impulsionados pela valorização do complexo de óleos vegetais, pelo avanço do petróleo e pela expectativa de maior demanda da China.

Foto: Divulgação/Aprosoja MT

Com o passar das semanas, porém, o movimento perdeu força diante da confirmação de uma safra recorde no Brasil, estimada em cerca de 180 milhões de toneladas. Ainda assim, a cotação da soja em Chicago encerrou março com valorização de 4,3%, a US$ 11,72 por bushel, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Nos primeiros dez dias de abril, o mercado seguiu volátil, mas com tendência mais pressionada. O cenário refletiu a ampla oferta global e o enfraquecimento das exportações dos Estados Unidos, que enfrentam forte concorrência do Brasil no mercado internacional.

No Brasil, os preços acompanharam o movimento de alta observado em Chicago, mas de forma mais moderada. Em Sorriso (MT), a soja teve valorização de 1,8% em março, chegando a R$ 101,40 por saca. Chuvas em algumas regiões atrasaram o ritmo da colheita, sem impacto relevante sobre a produção.

Foto: Divulgação/Governo da Bahia

No início de abril, os preços registraram leve alta, sustentados pela melhora dos prêmios de exportação. Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar limitou ganhos mais expressivos no mercado interno.

As exportações brasileiras seguiram em ritmo acelerado. Em março, os embarques somaram 14,5 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado do ano até março, o país exportou 23,5 milhões de toneladas de soja, volume 6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná

Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

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Foto: Anderson Gibathe/Itaipu Binacional

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.

O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.

Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.

A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.

O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.

Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.

No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.

Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.

Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.

Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.

A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.

Fonte: Agência Brasil
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