Bovinos / Grãos / Máquinas Associação Nacional
ANCP quer expandir sua representatividade na pecuária de corte com nova estrutura executiva
Esses profissionais, indicados pelo recém-formado Conselho Deliberativo, estarão dedicados a levar adiante a missão da entidade de aumentar a produtividade da pecuária de corte por meio do melhoramento genético e do aperfeiçoamento contínuo dos processos de pesquisa e desenvolvimento, bem como de ferramentas e serviços.

Prosseguindo os seus esforços na implementação do novo estatuto, a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) anunciou a constituição do seu Corpo Executivo. A equipe será responsável por atender às necessidades e interesses da associação, priorizando a transparência e fomentando o diálogo entre seus criadores e pesquisadores filiados.
Composto por renomados especialistas que já integram a equipe da ANCP, o Corpo Executivo é composto por Lilian Matimoto Nakabashi como superintendente geral, Argeu Silveira como diretor técnico, Fernando Baldi como diretor de Pesquisa e Desenvolvimento e Flávia Cristina Honório como diretora Administrativo e Financeiro.
- Argeu Carlos Silveira
- Flávia Cristina de Souza Honório
- Fernando Sebastian Baldi Rey
- Lilian Roberta Matomoto Nakabashi
Segundo João Carlos Guimarães Giffoni Filho, presidente do Conselho, a escolha do Corpo Executivo foi baseada em critérios como competência, experiência, liderança e alinhamento com os valores da ANCP. “Com esta equipe altamente qualificada, buscamos o equilíbrio entre o aspecto técnico-científico e as aspirações dos criadores”, enfatizou.
Lilian Matimoto mencionou a importância da integridade e imparcialidade da ANCP em todas as suas atividades. “É fundamental que nossa organização seja reconhecida por sua integridade e imparcialidade em todas as decisões e processos, sempre mantendo nosso compromisso com a ética e o respeito aos nossos integrantes e parceiros”.
A formação do Corpo Executivo aumenta ainda mais a segurança e credibilidade dos projetos da associação. “Sinto-me honrada em liderar esta equipe de profissionais excepcionalmente qualificados e dedicados que compartilham a missão da ANCP. Com um Corpo Executivo bem estruturado e experiente, podemos maximizar o alcance de nossos objetivos e fornecer soluções cada vez mais eficientes ao setor”, afirmou Matimoto.
A contribuição da ANCP para o melhoramento genético no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Venezuela e Peru lhe rendeu um reconhecimento significativo. Com sua nova estrutura, a associação pretende ampliar ainda mais sua representatividade no mercado de bovinos de corte, fortalecendo sua posição como um dos principais players do setor.
Conselho deliberativo
O também recém-criado Conselho Deliberativo da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) se reuniu pela primeira vez em 12 e 13 de junho, na sede da entidade, em Ribeirão Preto, SP. Os sete membros discutiram vários assuntos e serviu para os membros conhecerem as dependências da ANCP, as equipes técnica e administrativa e os processos internos regidos pela entidade.
De acordo com o João Carlos Guimarães Giffoni Filho, a ANCP deve passar por grandes evoluções, com um toque mais empresarial, mas nunca perdendo a essência técnica e de pesquisa que a nortearam até hoje. O Conselho Deliberativo é formado por quatro criadores e três pesquisadores, responsáveis por definir as diretrizes gerais da associação.
Ele é composto da seguinte forma: Presidente João Carlos Guimarães Giffoni Filho, vice-presidente Claudio de Ulhôa Magnabosco, Antônio Balbino de Carvalho Neto, e os conselheiros Fabiano Rodrigues da Cunha Araújo, Flávio Teodoro Martins, José Aurélio Garcia Bergmann e Ricardo Caldeira Viacava.
Corpo Executivo
Superintendente geral. Lilian Roberta Matimoto Nakabashi, médica veterinária, especializada em Produção de Gado de Corte, com experiência em planejamento estratégico em agropecuária. Atuou na gestão de processos e pessoas e foi encarregada das habilitações de certificações nacionais e internacionais da Sadia-BRF Foods. Pela ANCP, atuava no cargo de gerente executiva.
Diretor Técnico. Argeu Carlos Silveira, médico veterinário, especialista em Melhoramento Genético e Seleção para Eficiência Alimentar. Com mais de 30 anos de experiência em planejamento estratégico em agropecuária, liderou projetos de seleção de grandes criatórios brasileiros e de países da América Latina. Entrou para a equipe técnica da ANCP em 2016.
Diretor de Pesquisa e Inovação. Fernando Sebastian Baldi Rey, engenheiro agrônomo, mestre, doutor e pós-doutor em Genética e Melhoramento Animal. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em melhoramento genético e estatística genômica. É professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp e lidera pesquisas em tecnologias genômicas com grupos nacionais e internacionais. Pesquisador associado da ANCP desde 2015, Baldi fez parte da diretoria da entidade nos dois últimos triênios, ocupando o cargo de.
Diretora Administrativo e Financeiro. Flávia Cristina de Souza Honório, bacharel em Processos Gerenciais, com especialização em Secretariado Executivo. Com quase 20 de experiência nas áreas administrativa e financeira, entrou para a equipe da ANCP em 2005, no setor administrativo e, desde 2013, atua também no setor financeiro.
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Nutrição estratégica impulsiona produtividade do rebanho com sistemas de Terminação e Recria Intensiva a Pasto
Modelos de TIP e RIP combinam tecnologia nutricional, eficiência econômica e atendem às exigências de sustentabilidade do mercado.

A intensificação da pecuária a pasto vem ganhando tração no Brasil ao combinar aumento de produtividade, melhora da eficiência econômica e avanços em sustentabilidade. Nesse movimento, os sistemas de Terminação Intensiva a Pasto (TIP) e Recria Intensiva a Pasto (RIP) deixaram de ser práticas pontuais e passaram a ocupar espaço crescente nas fazendas, impulsionados pela busca por carne de qualidade e por sistemas produtivos mais previsíveis.
A lógica desses modelos está no uso mais eficiente das pastagens, associado à suplementação nutricional planejada para cada fase do ciclo produtivo. O resultado é a elevação consistente do desempenho animal, mesmo em cenários climáticos adversos. “TIP e RIP são estratégias que ajudam o produtor a extrair o máximo potencial das pastagens, corrigindo deficiências nutricionais e garantindo desempenho superior mesmo em condições climáticas desafiadoras”, afirma a zootecnista Mariana Lisboa.

Foto: Fabiano Bastos
Embora complementares, os dois sistemas atuam em momentos distintos da produção. A TIP é aplicada na fase final de engorda e busca acelerar o ganho de peso e melhorar o acabamento de carcaça em menos tempo. Já a RIP atua na recria, etapa decisiva para o desenvolvimento estrutural do animal. Ao encurtar esse período, a recria intensiva antecipa a entrada do gado na terminação e eleva a eficiência do sistema como um todo.
Os ganhos produtivos em relação ao manejo extensivo tradicional são expressivos. Em sistemas convencionais, o ganho médio diário costuma variar entre 400 e 600 gramas. Na recria intensiva, esse indicador pode ultrapassar 900 gramas, enquanto na terminação intensiva os ganhos chegam a variar entre 1,2 kg e 1,6 kg por animal ao dia. “A suplementação adequada reduz os efeitos da sazonalidade e minimiza perdas nos períodos de seca ou de transição climática. A nutrição estratégica é o pilar desses sistemas. Sem ela, o potencial produtivo do TIP e do RIP fica comprometido”, ressalta Mariana.
Do ponto de vista econômico, a redução do ciclo produtivo é um dos principais atrativos. Com animais prontos mais cedo, o produtor aumenta o giro do rebanho ao longo do ano, amplia a produção por hectare e dilui custos fixos ligados à sanidade, à mão de obra e ao manejo. O efeito final é uma melhora na margem da arroba e maior competitividade frente a outros sistemas de produção.
A intensificação a pasto também dialoga com as exigências crescentes do mercado por práticas sustentáveis. Ao elevar a produtividade sem expansão de área, os sistemas TIP e RIP contribuem para o uso mais racional do solo e para a redução da pressão por abertura de novas áreas. Além disso, ciclos produtivos mais curtos estão associados a menores emissões de metano por quilo de carne produzido. “Hoje, sustentabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser requisito de mercado, e os sistemas TIP e RIP atendem plenamente a essa demanda”, afirma a zootecnista.

Foto: Arnaldo Alves
A adoção dos sistemas exige, no entanto, condições mínimas de infraestrutura e manejo. Pastagens bem formadas, piquetes adequadamente divididos e acesso à água são requisitos básicos. O TIP é mais indicado para lotes uniformes e próximos do abate, enquanto o RIP se encaixa melhor em propriedades focadas na recria de bezerros.
Em ambos os casos, o sucesso depende de suplementação ajustada a cada fase e de mão de obra capacitada para evitar falhas operacionais. “Na recria, os suplementos proteicos estimulam o crescimento estrutural e garantem ganho de peso com bom custo-benefício. Já na terminação, a suplementação energética, associada a minerais e aditivos, acelera o ganho de peso e promove uniformidade no acabamento da carcaça”, explica Mariana.
Com suporte técnico adequado, os resultados podem incluir ganhos médios diários superiores a 1 kg, carcaças bem acabadas e lotes mais homogêneos, características valorizadas pela indústria frigorífica. Na prática, há registros de redução do ciclo produtivo em até 30%, o que se traduz em retorno mais rápido do capital investido.
Para produtores interessados em migrar para o modelo, a recomendação é começar de forma gradual, com bom planejamento da área, lotes menores e acompanhamento técnico próximo. “O TIP e o RIP representam um marco na evolução da pecuária brasileira”, resume Mariana.
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Carne bovina do Mato Grosso chega a mais de 90 países em 2025
Exportações somam 978,4 mil toneladas e geram US$ 4,1 bilhões, com liderança da China e avanço da diversificação de destinos internacionais.

A carne bovina de Mato Grosso chegou a mais de 90 países em 2025. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foram exportadas 978,4 mil toneladas da proteína, com uma receita de US$ 4,1 bilhões, consolidando o estado como um dos principais players globais do setor.
Em um ano histórico, no qual Mato Grosso bateu seu próprio recorde de exportação de carne bovina, foram abatidas 7,4 milhões de cabeças de gado. Com um produto cada vez mais competitivo no mercado internacional, o estado tem se beneficiado tanto da abertura de novos mercados, como o Marrocos, em 2024, quanto do crescimento da demanda de mercados já consolidados, especialmente na Ásia.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números refletem um trabalho consistente de toda a cadeia produtiva. “Mato Grosso vem colhendo os resultados de anos de investimentos em sanidade, qualidade e profissionalização da pecuária. Estamos preparados para atender mercados cada vez mais exigentes, com volume, eficiência e responsabilidade”.
A China segue como o maior comprador da carne bovina mato-grossense e importou, em 2025, 536,9 mil toneladas da proteína, o que corresponde a 54,8% do total exportado. Em segundo lugar aparece a Rússia, com 58,8 mil toneladas, representando 6% das vendas externas do estado.
A lista dos dez países que mais importaram carne bovina de Mato Grosso em 2025 inclui ainda Chile, Estados Unidos, Filipinas, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Itália e Holanda, demonstrando a diversificação dos destinos e a presença da proteína mato-grossense em mercados estratégicos da Europa, Oriente Médio, América e Ásia.
De acordo com o diretor do Imac, a tendência é de manutenção desse ritmo de crescimento. “A diversificação de mercados é fundamental para dar segurança ao setor. Quanto mais destinos abertos, menor a dependência e maior a estabilidade para o produtor, para a indústria e para a economia do estado”.
Para 2026, as perspectivas seguem positivas, impulsionadas especialmente pela abertura de novos mercados, como o da Guatemala, em dezembro. Com cerca de 18 milhões de habitantes, o país da América Central vem ampliando sua demanda por proteína bovina, o que reforça o potencial de expansão das exportações mato-grossenses nos próximos anos e consolida Mato Grosso como referência mundial na produção de carne bovina.
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MBRF passa a integrar colaboração brasileira de bem-estar animal
Entrada na COBEA reforça atuação conjunta entre grandes empresas para avançar em práticas responsáveis em toda a cadeia produtiva.

A MBRF é o mais novo membro da Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), iniciativa inédita de cooperação pré-competitiva no Sul Global, criada em 2024 pela certificadora Produtor do Bem para impulsionar o avanço contínuo do bem-estar animal no país. Ao integrar o grupo, a empresa se junta a outras oito organizações — Grupo IMC (International Meal Company), Special Dog Company, Minerva Foods, JBS Brasil, Planalto Ovos, Mantiqueira Brasil, Danone Brasil e Nestlé Brasil —, somando esforços na troca de boas práticas, no aprimoramento de conceitos e na ampliação do diálogo sobre condutas responsáveis em toda a cadeia produtiva.
“É muito significativo contar com a MBRF na coalizão. Como uma das líderes na produção de proteína animal no Brasil e no mundo, a empresa tem papel essencial para fortalecer o trabalho colaborativo na cadeia de valor e impulsionar soluções que acelerem os avanços em bem-estar animal”, afirma a diretora-executiva da COBEA, Elisa Tjarnstrom.
A MBRF mantém um trabalho consolidado em bem-estar animal em toda a sua cadeia produtiva, com compromissos públicos e específicos para aves, suínos e bovinos, alinhados a diretrizes nacionais e internacionais que promovem o manejo responsável e o abate humanitário, tanto nas operações próprias quanto na cadeia de fornecimento.
Entre os avanços alcançados, todas as unidades de abate da companhia são auditadas conforme padrões internacionais de bem-estar animal. Além disso, 100% das aves do sistema de integração são criadas livres de gaiolas, e todos os ovos utilizados globalmente pela empresa provêm de galinhas criadas fora de gaiolas, entre outros marcos relevantes.
A companhia também mantém uma relação estreita com os fornecedores das demais espécies presentes em sua cadeia de suprimentos global por meio do projeto Excelência em Bem-estar Animal na Cadeia de Suprimentos, que promove capacitações, visitas técnicas e materiais orientativos com o objetivo de impulsionar continuamente o bem-estar dos animais e engajar todos os elos do setor.
“Ao aderirmos à COBEA, somamos forças em uma sinergia estratégica que amplia e fortalece esse trabalho, reafirmando nossa dedicação ao cuidado e ao manejo responsável dos animais. A colaboração também nos permite contribuir de forma ainda mais ativa para o diálogo global, demonstrando que o Brasil trata o tema com seriedade, qualidade e transparência. Estamos convencidos de que essa união impulsionará avanços relevantes para todo o setor, consolidando padrões que representem não apenas o que realizamos hoje, mas o futuro que queremos construir para o agronegócio”, afirma o diretor global de Sustentabilidade e Relações Corporativas da MBRF, Paulo Pianez.







