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ANCP lança serviço de avaliações DEPG Interim

Nova ferramenta viabiliza predições genômicas indiretas para animais genotipados

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Foto: Divulgação ANCP

Sempre atenta às necessidades dos criadores, a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) apresenta uma nova ferramenta para auxiliar nas decisões de seleção e manejo dentro da fazenda. Trata-se da DEP genômica Interim, desenvolvida em parceria com o Centro Técnico de Avaliação Genômica (CTAG), cujo objetivo é oferecer predições genômicas indiretas para animais genotipados.

As DEPs genômica para a seleção de animais jovens e os serviços de genotipagem estão cada vez mais acessíveis econômica e tecnicamente aos criadores. No entanto, o tempo entre a coleta de amostras de DNA e a obtenção da avaliação genômica oficial, conforme o calendário pré-estabelecido pelo programa, pode se delongar. Muitas vezes, existe a necessidade de urgência, por parte do criador, para ter disponível a predição genômica assim que o genótipo é disponibilizado pelas empresas prestadoras desse serviço.

Para encurtar esse tempo entre a coleta e a avaliação, foi criada a DEPG Interim, uma avaliação que utiliza o genótipo de animais que ainda não tiveram o genótipo incorporado à avaliação genética oficial da ANCP, mesmo que sejam animais jovens, sem progênies e registros de produção. A ferramenta fornece predições genômicas rápidas para animais recém-genotipados, permitindo classificá-los para fins de descarte ou de seleção, enquanto se aguarda a avaliação oficial.

De acordo com o diretor de Pesquisa e Inovação da ANCP, Fernando Baldi, a DEPG Interim pode ser considerada uma avaliação intra-rebanho genômica para a comparação de animais jovens dentro da mesma fazenda e safra. “Essa DEP será útil para tomada de decisão antecipada da seleção (pré-desmama), para fornecer melhor manejo para animais de maior potencial, para venda de animais quando a avaliação genética oficial ainda não está disponível para os animais jovens genotipados e quando o genótipo do animal não foi incorporado na última avaliação oficial por atraso na entrega”, explica.

A nova ferramenta de avaliação já está sendo utilizada em algumas fazendas associadas da ANCP com resultados satisfatórios. É o caso da seleção CV Nelore Mocho. O CEO da empresa, Ricardo Viacava, explica que, antes da DEPG Interim, a amostra era coletada e enviada para a genotipagem e, quando voltava, era preciso esperar até a próxima avaliação genética oficial para ser comparada e ter uma DEP genômica com acurácia.

“Agora, de posse das informações genômicas, a DEPG Interim é calculada e nos dá um indicativo com altíssima correlação com as DEPs que vão sair na próxima rodada de avaliação. Portanto, ela agiliza o retorno da informação, possibilitando que tomemos a decisão mais acertada”, destaca.

Há alguns meses, a Fazenda Santa Nice também vem utilizando a DEPG Interim e atesta a sua eficiência, conforme explica Antônio Grisi, dono da propriedade. “Nós tínhamos uma decisão importante a ser tomada em relação a um lote de vendas e a predição dos bezerros através da DEPG Interim nos assessorou muito, uma vez que, com a saída do sumário, vimos uma aderência muito grande nos resultados”, comenta.

E não é só no Brasil que a DEPG Interim está sendo utilizada. A Fazenda Toda Uma Vida, na Bolívia, que utiliza avaliação genética da ANCP há quase 20 anos, também vem colhendo bons resultados com a nova tecnologia. “É uma ferramenta interessante, porque é possível fazer a avaliação genômica a qualquer momento, não sendo necessário esperar o próximo sumário. Ela é rápida e eficiente para fazer a seleção de nossos reprodutores”, avalia o gerente da propriedade, Grover Ibañez.

Fernando Baldi enfatiza que a nova ferramenta não deve substituir a DEP Genômica das avaliações oficiais do cronograma da ANCP. “A DEPG Interim é altamente correlacionada com a DEP Genômica da avaliação oficial, portanto, a classificação dos animais baseada nas duas DEPs deve ser muito próxima para todas as características consideradas na ANCP”, conclui.

Fonte: Assessoria

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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