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ANCP capacita consultores e fortalece uso do CEIP na pecuária brasileira

Evento capacitou consultores ANCP para identificar e certificar animais de alto desempenho, ferramenta essencial para o aumento da produtividade e rentabilidade no campo.

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Fotos: Divulgação/ANCP

A Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), realizou do curso de capacitação de consultores para credenciamento do Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP). O evento, que ocorreu nos dias 12 e 13 de junho na Fazenda Bonsucesso, em Guararapes (SP), reuniu profissionais do setor com o objetivo de prepará-los para atuar na certificação de animais geneticamente superiores, um passo fundamental para elevar os padrões de produção e competitividade no mercado.

O CEIP é um certificado emitido por programas de melhoramento genético, como o da ANCP, que atesta a superioridade de determinados animais dentro de uma safra. Essa certificação é baseada em critérios rigorosos de avaliação genética, genômica e funcional, garantindo que apenas os indivíduos de maior potencial produtivo e reprodutivo sejam identificados. A ANCP foi um dos primeiros programas a serem homologados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para realizar essa emissão, demonstrando seu pioneirismo e compromisso com a qualidade e a inovação no melhoramento animal.

Capacitação aprofundada para consultores

Durante os dois dias de curso, os participantes tiveram acesso a um conteúdo abrangente, abordando desde as normativas do Mapa que regem a emissão do CEIP até os critérios técnicos específicos utilizados pela ANCP. A programação incluiu palestras ministradas pela equipe técnica da associação, além de contribuições de especialistas convidados.

No primeiro dia, 12 de junho, o foco foi na base teórica e regulatória. Foram apresentadas as normativas do Mapa e os critérios técnicos da ANCP aprovados pelo Ministério, com destaque para a importância da genotipagem dos animais, um critério pioneiro da ANCP para garantir maior consistência e precisão na identificação da superioridade genética. A programação do dia também contemplou uma análise do mercado da pecuária, abordando desafios e oportunidades, e uma sessão detalhada sobre o funcionamento do sistema Ancpnet, explicando os procedimentos internos para a solicitação do certificado pelos criadores e técnicos.

Já no dia 13 de junho, o curso continuou explorando aspectos teóricos e práticos essenciais para a atuação dos consultores. Houve palestras sobre o impacto genético-econômico dos animais certificados ao CEIP, demonstrando como a utilização desses indivíduos superiores pode influenciar positivamente os sistemas de produção em termos de consistência e desempenho.

Foto: Shutterstock

A avaliação funcional, segunda parte do processo para o animal receber o certificado, também foi detalhada. Um dos pontos altos do segundo dia foi a apresentação de Walter Domingues, consultor da ANCP, que abordou a importância do papel do consultor na entrega de valor aos produtores. Ele destacou a necessidade de esclarecer o programa CEIP ANCP, as informações cruciais a serem levadas ao campo e como valorizar esses animais certificados no mercado. O curso proporcionou um ambiente rico para troca de sugestões, ideias e discussões, o que foi de fato enriquecedor.”, disse Letícia Silva Pereira, Especialista em Pesquisa e Inovação da ANCP.  “O CEIP garante a superioridade genetica do animal em relação à sua safra, isso por si só já o define como um grande reprodutor. Capacitar nossos consultores para que o CEIP seja efetivamente concedido apenas aos animais que não apresentem defeitos morfológicos que prejudiquem seu desempenho reprodutivo e/ou produtivo, dá muito mais consistência ao objetivo do CEIP.”, comentou Carlos Henrique Cavallari, Coordenador de Relacionamento com Técnicos e Consultores da ANCP.

A ANCP faz um agradecimento especial ao time da Fazenda Bonsucesso, dos associados Patrícia Zancaner e Michel Caro, que gentilmente cedeu o espaço, demonstrando sua colaboração e engajamento em prol do avanço do melhoramento genético do rebanho brasileiro.

CEIP: Ferramenta estratégica para a pecuária moderna

O CEIP se consolida como uma ferramenta técnica e comercial de grande relevância para a pecuária. Ao certificar os animais que se destacam por sua superioridade genética, o programa oferece aos criadores a garantia de estar utilizando e comercializando indivíduos com alto potencial para gerar descendentes de elevado desempenho.

Conforme destacado no evento, em 2025, estão aptos a receber o CEIP os 28% melhores animais do programa Nelore Brasil e 22% dos melhores animais do programa ANCP PROCARNE, considerando toda uma safra. Esses animais passam por filtros rigorosos, incluindo avaliação genética, genômica e funcional. O credenciamento dos técnicos é fundamental para que eles estejam aptos a certificar e aprovar esses animais, assegurando que apenas aqueles que realmente atendem aos critérios de superioridade genética sejam certificados.

Foto: Shutterstock

A certificação CEIP contribui diretamente para o desenvolvimento de uma pecuária mais produtiva e rentável. Para o produtor, ter um animal certificado significa poder apresentar ao cliente uma comprovação de sua qualidade superior, baseada em dados técnicos e científicos. Dizer que um animal está entre os “x por cento dos melhores da safra do programa” é um argumento comercial que agrega valor e confiança.

O evento em Guararapes reforça o compromisso da ANCP em capacitar os profissionais que atuam na ponta, garantindo que o conhecimento e as ferramentas de melhoramento genético cheguem de forma eficaz aos criadores, impulsionando a evolução contínua da pecuária brasileira

Fonte: Assessoria ANCP

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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