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ANC reconhece criatórios com o prêmio Difusão Genética Nacional 2023 na Expointer

Na raça Angus, a Fazenda Angus Rio da Paz, de Antônio Zancanaro, de Cascavel (PR), levou o prêmio entre os machos e as fêmeas.

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Foto: Jandora Alvim

A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) reconheceu, na noite desta segunda-feira (28/8), propriedades das raças Angus, Braford, Brangus, Canchim, Charolês, Devon, Hereford e Ultrablack com o prêmio Difusão Genética Nacional 2023. O mérito, entregue durante a Noite do Assado 1% no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), foi concedido a 15 criatórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. “A genética nacional tem se destacado cada vez mais por sua qualidade graças ao trabalho encabeçado por pecuaristas como esses, focados na produção de animais superiores”, afirma o presidente da entidade, Joaquin Villegas. A distinção é concedida às cabanhas criadoras do animal cujos filhos nascidos na geração 2021, com avaliação própria, obtiverem a maior soma de Índice Final no Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo).

Na raça Angus, a Fazenda Angus Rio da Paz, de Antônio Zancanaro, de Cascavel (PR), levou o prêmio entre os machos e as fêmeas. O mérito veio, nos machos, com o touro Aksal Regard da Rio da Paz TE, que finalizou com 1383,0559 no índice somado dos filhos. O animal é contratado pela Alta Genetics. Já nas fêmeas, a conquista foi em conjunto com a Fazenda Angus da Limeira, de Pinhão (PR). A Emi 2 da Rio da Paz, do criador Antônio Zancanaro e de propriedade de Gisele Remlinger Fernandes, somou o valor de 585,829.

O vencedor na raça Braford foi o touro São Luis 38-C361, da Cabanha Pedro Surreaux, de Jarbas Arraes Pereira, de Uruguaiana (RS), que chegou a 333,8989. O exemplar está em coleta de sêmen na Cort. Nas fêmeas, destacou-se Camila M11, da Cabanha Santa Camila, de Manoel Francisco Zirbes Rodrigues, de Alegrete (RS), com índice somado dos filhos de 142,3121.

Na raça Brangus, o touro que saiu vencedor pertence a Ladislau Lancsarics, da Agrícola Anamélia LTDA, de Martinópolis (SP). Contratado pela Renascer, o animal Anamélia FIV 189K somou 2130,7708. A fêmea campeã foi a Brangus 17296 da Ave Maria, com 313,7472. A vaca da Fazenda Ave Maria, de Suc. Manoel Antônio Valle Palmeiro, de São Borja, (RS), é de propriedade da Agropecuária Progresso do Tarumã, de Márcio Sudati Rodrigues, de São Francisco de Assis (RS).

O reprodutor que venceu na raça Canchim foi o Works da Itamari, da Itamarati, de Luiz Carlos Dias Fernandes, de Paulistânia (SP). O animal, que pertence a Fazenda Santo Antônio – Canchim Ilma, de Irineu Lopes Machado, de Angatuba (SP), alcançou o valor de 343,7026. A fêmea de destaque foi a W-2141 S.J, da Fazenda São Joaquim, de Julio Silvestre de Lima, de Carvalhos (MG). Com 53,6535 na soma do índice final, a vaca também pertence ao criador Irineu Lopes Machado.

Em coleta de sêmen na Alta Genetics, o touro Jotabê 5579 BR sagrou-se na raça Charolês. O reprodutor da Charolês Figueira, de André Berta, de Arambaré (RS), atingiu 619,6259. Nas fêmeas, a vitória ficou com a Tarumã 1094 #, da Cabanha Tarumã JHBD, de Júlia Helena Berta Dorneles, de Camaquã (RS). Ela somou 113,0136.

Na raça Devon, a Cabanha Saudade, de José Carlos Assis Brasil Senna, de São Gabriel (RS), saiu vencedora com o touro Saudade Merlot Quartzo 05280. O animal que pertence a Cabanha Potreiro Velho, de Cirano Vieira Marques, de São Luiz Gonzaga (RS), alcançou 344,6253 e é contratado pela Renascer. A fêmea que evidenciou-se foi a Beta da Entre Rios 48, da Fazenda Entre Rios, de Isidoro José Brancher Neto, de Joaçaba (SC). O exemplar que é propriedade da Fazenda Sonho e Realidade, de Wanderley Berté, de Água Doce (SC), teve somatório de 96,1023.

Na raça Hereford, quem levou o prêmio foi o reprodutor Topass Astro 79, da Cabanha Touro Passo, de Ricardo Pereira Duarte, de Uruguaiana (RS), com 444,3455 de índice somado dos filhos. Já nas fêmeas, o mérito ficou com a Carol da Ilha, da Ilha BD Agropastoril LTDA ME, da Fazenda da Ilha, de Santa Cecília (SC), que teve valor de 72,4102. Ela é de propriedade da Fazenda Sonho e Realidade, de Wanderley Berté, de Água Doce (SC).

Na raça Ultrablack, a Tradição Azul, de Paulina Macedo Linhares, de Quaraí (RS), venceu com o touro Tradição Azul Lotus 008. O animal, contratado pela Solução Genética, alcançou 82,4104 no somatório. Nas fêmeas, a Fazenda Renascença, de Nelson Antônio Serpa, de Vargem (SC), levou o prêmio com a vaca Renascença UT22. Ela atingiu o valor de 32,9048.

Fonte: Assessoria

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões

Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

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Foto: Divulgação

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.

Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.

Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.

Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”

O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.

A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea

Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

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Foto: Shutterstock

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.

O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).

Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.

No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.

Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina

Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

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Fotos: Bruna Leticia/MB Comunicação

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan

Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.

Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.

Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.

O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.

Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.

Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.

O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.

Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.

A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.

Fonte: Assessoria Sebrae
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