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Análise de embalagens de alimentos do Tecpar assegura a saúde do consumidor
Instituto de Tecnologia do Paraná é referência nacional neste tipo de ensaio. No primeiro semestre de 2024 foram analisadas 102 amostras de embalagens de empresas de todo o Brasil.

Para apoiar indústrias alimentícias de todo o Brasil, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) realiza análises que avaliam a qualidade de embalagens para uso em contato com alimentos. O instituto é referência nacional neste tipo de ensaio, com laudos válidos para atender as exigências dos mercados de importação e exportação.
Estudos comprovam que um produto inadequado pode contaminar o alimento por meio da migração, que é a transferência de componentes da embalagem para o produto alimentício. Em muitos casos, ficou confirmado que a presença de elementos tóxicos em alimentos foi ocasionada por embalagens sem o devido controle de conformidade.

CURITIBA (BRASIL), 28/11/2022; Laboratórios de testes de Embalagens feito pelo TECPAR; Paraná, Brasil,. Foto: Hedeson Alves/TECPAR
No primeiro semestre de 2024, o Tecpar analisou a qualidade de 102 amostras de embalagens para alimentos. Dessas, 16% não foram aprovadas, sendo o principal motivo de reprovação a migração específica de metais. No mesmo período de 2023 foram 136 analises, chegando a 242 em todo o ano passado. Os clientes são empresas privadas de todo o Brasil, que buscam se adequar ou manter a conformidade com regulamentações nacionais e internacionais. “Este serviço é realizado por técnicos altamente qualificados, que seguem os mais rígidos controles de qualidade, com o uso de tecnologia de ponta, visando garantir a saúde e segurança do consumidor”, explica a gerente do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do Tecpar, Daniele Adão.
Ela destaca que, além disso, os ensaios de embalagens nos laboratórios do Tecpar são acreditados, pela Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (CRL 0244), e habilitados pela Anvisa.
Padrão de qualidade
Um dos clientes atendidos em 2024 foi Alone Menegolo Junior, gerente comercial da empresa Kit Merenda, que fornece utensílios para a alimentação escolar.

CURITIBA (BRASIL), 10/07/2024; Cliente antendido pelo TECPAR com análise de embalagens Alone Menegolo, representante da empresa MEtah Ltda, que fornece utensílios para a alimentação escolar, kit composto por bandeja, prato, cumbucas, copo, caneca, talheres de plásticos, Paraná, Brasil. Foto: Hedeson Alves/TECPAR
Menegolo conta que buscou o Tecpar por ser um laboratório habilitado pela Anvisa e referência neste tipo de análise no Estado, com a finalidade de comprovar a qualidade da matéria prima e o processo produtivo da empresa. “Desta forma, podemos oferecer ao mercado um produto final de altíssima qualidade chancelado por um dos mais conceituados laboratórios do Brasil nesta área”, salienta.
Nos laboratórios, os utensílios plásticos que compõe o kit merenda (bandeja, prato, cumbucas, copo, caneca, garfo, colher e faca) passaram por ensaios de migração total, migração específica de metais, e também pela verificação do comportamento ao calor. Todos os itens foram aprovados.
“A segurança alimentar é muito importante, uma preocupação que não deve estar voltada somente aos alimentos oferecidos aos alunos da rede pública, mas também nos utensílios utilizados. Precisamos garantir uma experiência de qualidade nas refeições escolares, pois esta é, muitas vezes, a melhor refeição do dia de muitos alunos”, destaca.
Segundo o gerente comercial, as análises agregam valor aos produtos da empresa, principalmente pela confiabilidade e credibilidade do Tecpar. “Com os documentos emitidos pelo laboratório nós temos um excelente diferencial de mercado quando podemos comprovar a qualidade dos nossos produtos. É um serviço de excelente qualidade, desde o atendimento do pessoal técnico até os processos de análise”, diz Junior.
Requisitos
A embalagem tem papel fundamental na cadeia produtiva da indústria alimentícia, garantindo a conservação, transporte, manuseio e preservação dos alimentos. Entre os parâmetros que definem a embalagem ideal estão: ser atóxica; proteger contra a passagem de umidade, gases, luz, gordura e aromas; resistir bem a impactos físicos e não causar mudanças na composição, sabor ou cheiro do alimento.
“As embalagens destinadas ao contato com alimentos não podem representar risco para a saúde humana, mas em alguns casos elas podem, sim, transferir substâncias que colocam em risco a saúde de quem consome os produtos. Por isso, a avaliação de conformidade é fundamental”, pontua Daniele.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina o limite máximo de migração permitido, sem prejudicar a segurança alimentar, e estabelece as metodologias que devem ser utilizadas para avaliar a migração destas substâncias. O risco de migração é maior quando as embalagens são usadas por períodos muito longos, quando expostas a altas temperaturas ou usadas para produtos para os quais não estão adaptadas.
Competência
No Brasil, tanto a empresa que fabrica como aquela que comercializa embalagens deve garantir que o produto atenda aos requisitos mínimos definidos pela Anvisa. A qualidade
destes itens deve ser avaliada e aprovada por meio de ensaios específicos, feitos em laboratórios qualificados.
O Tecpar realiza ensaios de migração total e específica de metais em embalagens e equipamentos de plástico, celulósico, cerâmica, vidro ou metal esmaltados ou vitrificados. Para avaliar a migração, o produto analisado é colocado em contato com uma solução com características que imitam o alimento, chamada de simulante. Em seguida, é feita a medição dos contaminantes que passaram para aquela solução, por meio de diferentes técnicas.
As embalagens também podem ser avaliadas quanto a suas propriedades mecânicas, deste modo, o Tecpar oferece ensaios para verificar a capacidade de empilhamento, compressão vertical, gramatura, umidade, cor, entre outros.
Saúde para os alunos
O Tecpar também é o responsável pelas análises laboratoriais que asseguram a qualidade dos alimentos das refeições servidas para cerca de 1 milhão de alunos em 2,1 mil estabelecimentos da rede estadual de ensino. Há 12 anos, o Instituto e o Fundepar mantêm esta parceria para proteger a saúde dos alunos e a qualidade da merenda escolar.

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



