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Bovinos / Grãos / Máquinas

Amapá amplia VBP em 2025 com forte avanço da soja e crescimento do milho

Produção agropecuária atinge R$ 235,65 milhões, com expansão puxada pela soja e estabilidade das culturas tradicionais.

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Fotos: Shutterstock

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Amapá alcançou R$ 235,65 milhões em 2025, resultado que representa crescimento de 4,3% frente a 2024 (R$ 225,88 milhões), de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em 21 de novembro. O desempenho confirma a retomada após o recuo do ano anterior e reflete, sobretudo, o avanço das culturas comerciais, com destaque para soja e milho, que ganharam espaço na composição do VBP estadual.

Enquanto o VBP do Brasil avançou 11,4%, passando de R$ 1.267.385,28 milhões para R$ 1.412.203,57 milhões, o Amapá seguiu em trajetória positiva, ainda que em ritmo mais moderado. A participação do estado no total nacional manteve-se em 0,02%, evidenciando um crescimento real, porém concentrado e ainda dependente de poucas atividades.

Entre as atividades agropecuárias, a soja foi o movimento mais relevante de 2025. O VBP da cultura saltou de R$ 41,8 milhões em 2024 para R$ 52,8 milhões em 2025, crescimento de 26,3%, a maior variação percentual entre os produtos do ranking estadual. O avanço reforça o papel da soja como principal vetor de dinamismo recente do agro amapaense e indica ampliação de escala e maior inserção da cultura no estado.

O milho, embora ainda com participação modesta no total do VBP, também apresentou desempenho positivo. A cultura passou de R$ 2,1 milhões para R$ 2,3 milhões, alta de 9,5%, sinalizando estabilidade com leve expansão, mesmo partindo de uma base pequena. O resultado aponta para um processo gradual de fortalecimento das lavouras de grãos no estado.

Mandioca e banana sustentam a base produtiva

Apesar do protagonismo da soja no crescimento, o VBP do Amapá segue sustentado por lavouras tradicionais. A mandioca, principal produto do estado, avançou de R$ 110,3 milhões para R$ 111,2 milhões (+0,8%) e manteve a liderança isolada. A banana, segunda colocada, passou de R$ 60,6 milhões para R$ 61,0 milhões (+0,7%), reforçando a estabilidade da base produtiva local.

Quedas pontuais

No ranking, a laranja registrou recuo expressivo, de R$ 7,2 milhões para R$ 5,3 milhões (-26,4%). Também apresentaram queda o feijão (-21,1%) e o arroz (-27,3%), enquanto a cana-de-açúcar permaneceu estável, em R$ 0,8 milhão. Apesar das variações, essas atividades têm peso reduzido no VBP total e não alteraram o resultado agregado do estado.

Recuperação após recuo em 2024

A série histórica apresentada (2018–2025) mostra um VBP que cresce no longo prazo, mas com oscilações: depois de atingir R$ 242 milhões em 2023, o estado caiu para R$ 226 milhões em 2024 e voltou a R$ 236 milhões em 2025.

O comportamento reforça que, apesar do ganho no último ano, o Amapá ainda depende de poucos motores produtivos e que avanços pontuais, como o salto da soja, ainda não se traduzem em mudança de patamar no ranking nacional.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural

Bovinos / Grãos / Máquinas Volume recorde

Brasil abate mais de 10 milhões de bovinos no primeiro trimestre

Resultado reflete a maior oferta de animais e reforça a posição do país entre os principais produtores e exportadores mundiais de carne bovina.

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O Brasil registrou um novo recorde no abate de bovinos no início de 2026. Dados divulgados pelo IBGE mostram que 10,289 milhões de cabeças, entre machos e fêmeas, foram abatidas entre janeiro e março, o maior volume já contabilizado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do instituto.

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O resultado representa um crescimento de 3,27% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com os três primeiros meses de 2024, a alta é ainda mais expressiva, de 9,1%.

Os números refletem a maior disponibilidade de animais para comercialização e a expansão da produção pecuária observada nos últimos anos. O aumento do abate ocorre em um momento em que a cadeia da carne bovina mantém forte presença no mercado internacional e amplia sua capacidade de atender tanto a demanda externa quanto o consumo doméstico.

Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho do setor evidencia a elevada competitividade da pecuária brasileira, sustentada por ganhos de produtividade, ampliação da oferta e eficiência ao longo da cadeia produtiva.

O volume recorde também reforça a importância econômica da atividade. O Brasil permanece entre os maiores

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produtores e exportadores mundiais de carne bovina, com participação crescente em mercados internacionais e papel decisivo no abastecimento global de proteínas animais.

Para o Cepea, a combinação entre expansão da produção e demanda aquecida mantém a pecuária brasileira em posição estratégica, em um cenário de crescimento do consumo mundial de carne e de busca por fornecedores capazes de oferecer grandes volumes com regularidade e competitividade.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Melhor resultado de 2026

Mato Grosso fatura US$ 440,7 milhões com exportações de carne bovina

Estado embarcou 87,1 mil toneladas em maio, volume 32,3% superior ao de um ano atrás, impulsionado pela demanda da China, destino de 60,4% das vendas.

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Mato Grosso registrou em maio deste ano o melhor resultado de 2026 para as exportações de carne bovina, alcançando receita de US$ 440,72 milhões e consolidando sua posição como maior produtor e exportador de carne bovina do país. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e apontam também recorde histórico para o mês de maio, tanto em faturamento quanto em volume embarcado.

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Ao todo, o estado exportou 87,10 mil toneladas equivalentes carcaça (TEC) no período, volume 3,55% superior ao registrado em abril e 32,27% maior que o observado em maio de 2025. O crescimento das vendas internacionais impulsionou o faturamento, que avançou 7,83% em relação ao mês anterior e expressivos 64,53% na comparação anual.

O desempenho foi sustentado pela forte demanda internacional, especialmente da China, principal destino da carne bovina mato-grossense. O país asiático respondeu por 60,43% de todos os embarques realizados em maio. Outro fator que contribuiu para o resultado foi a

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valorização da proteína bovina no mercado externo, com o preço médio atingindo US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números refletem a força da pecuária estadual e a capacidade de Mato Grosso de atender aos mercados mais exigentes do mundo. “Os resultados demonstram o enorme potencial da pecuária mato-grossense, que alia escala de produção e qualidade do rebanho. Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do Brasil e continua ampliando sua presença nos mercados internacionais graças ao trabalho desenvolvido pelos produtores, frigoríficos e instituições do setor. Temos condições de continuar crescendo e consolidando o estado como referência global na produção de carne bovina”, destaca.

Fonte: Assessoria Imac-MT
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Controle antecipado de plantas invasoras evita perdas e preserva o potencial das pastagens

Aplicação correta de herbicidas e manejo integrado ajudam a recuperar áreas degradadas e aumentar a eficiência da produção pecuária.

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As plantas invasoras estão entre os principais fatores que comprometem a produtividade das pastagens e a rentabilidade da pecuária. Embora muitas vezes sejam vistas apenas como um problema estético, essas espécies competem diretamente com as forrageiras por água, nutrientes, luz e espaço, reduzindo a produção de massa verde e a capacidade de suporte das áreas.

Técnico em agricultura Robson Slivinski Dantas: “Quando as plantas invasoras ocupam espaço na pastagem, elas passam a competir diretamente com o capim pelos recursos essenciais para o seu desenvolvimento” – Foto: Divulgação

O técnico em agricultura Robson Slivinski Dantas explica que os prejuízos costumam surgir de forma gradual, o que faz com que muitos produtores só percebam o problema quando a infestação já está em estágio avançado. “Quando as plantas invasoras ocupam espaço na pastagem, elas passam a competir diretamente com o capim pelos recursos essenciais para o seu desenvolvimento. O resultado é uma menor oferta de forragem, redução da capacidade de suporte da área e, consequentemente, queda na produtividade da atividade pecuária”, salienta.

Além da redução na disponibilidade de alimento, algumas espécies dificultam o acesso dos animais ao pastejo e podem até provocar intoxicações. O impacto aparece no desempenho do rebanho, já que os bovinos precisam percorrer maiores distâncias em busca de alimento, aumentando o gasto energético e comprometendo o ganho de peso.

Entre os principais sinais de alerta estão o aumento do tempo necessário para os animais atingirem o peso de abate,

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o surgimento de clareiras ou áreas com solo exposto entre as touceiras de capim e a redução da taxa de lotação em relação ao histórico da propriedade.

Segundo Dantas, um dos erros mais frequentes é esperar que a infestação se intensifique para adotar medidas de controle. “Quanto mais cedo a invasora for controlada, menor será o custo da operação e maior a eficiência do manejo. Plantas jovens costumam ser mais sensíveis aos herbicidas e exigem doses menores. Além disso, a ação antecipada evita que elas produzam sementes e aumentem a infestação nos anos seguintes”, ressalta.

Nesse cenário, os herbicidas ganham importância como ferramenta de precisão dentro do Manejo Integrado de Pastagens (MIP). Quando utilizados de forma adequada, permitem o controle seletivo das invasoras, eliminando a competição sem prejudicar as forrageiras e contribuindo para a recuperação e manutenção do potencial produtivo da área.

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Para obter melhores resultados, a recomendação é que a aplicação seja realizada durante o período de crescimento vegetativo ativo das plantas, normalmente no início ou no pico das chuvas. Nessa fase, a circulação de seiva é mais intensa, favorecendo a absorção e a translocação do produto até as raízes.

Entretanto, a eficiência do controle não depende apenas da escolha do produto. A calibração correta dos equipamentos, a observação das condições climáticas e a seleção do herbicida mais adequado para cada espécie invasora também são fatores determinantes para o sucesso da operação. “Não basta apenas aplicar o produto. É fundamental utilizar a tecnologia correta, respeitar as condições de aplicação e escolher a solução adequada para cada situação. Isso evita desperdícios, aumenta a eficiência do controle e protege o investimento realizado na pastagem”, destaca.

O profissional reforça que o manejo eficiente das invasoras deve ser encarado como um investimento de médio e

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longo prazo, capaz de evitar a degradação das áreas e preservar a produtividade da fazenda. “O controle de invasoras é a base para manter a capacidade de suporte da propriedade. Sem esse cuidado, outros investimentos, como genética e nutrição animal, acabam não entregando todo o potencial esperado. Por isso, enxergamos o manejo correto das pastagens como uma estratégia essencial para a rentabilidade da atividade pecuária”, afirma.

Nesse processo, a combinação entre diagnóstico técnico, planejamento e produtos adequados faz diferença para alcançar resultados duradouros no campo, permitindo que o produtor preserve o potencial produtivo das pastagens e maximize o retorno sobre os investimentos realizados na propriedade.

Fonte: O Presente Rural
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