Avicultura DDG de Alta Proteína (HPDDG)
Alternativa eficiente e sustentável para dietas de frangos de corte
Esse ingrediente é obtido por meio da tecnologia ICM de separação de fibras, que remove a fibra do milho antes da fermentação e não inclui a fração solúvel, resultando em um coproduto com teor superior a 40% de proteína bruta, digestibilidade média de aminoácidos de 85% e energia metabolizável de 3.334 kcal/kg de matéria seca.

Artigo escrito por Kelly Morais Maia Dias, zootecnista, mestre e doutoranda e Ideraldo Lima, zootecnista, doutor e consultor em nutrição de aves e suínos pela ILL consultoria em Nutrição Animal
O crescimento da produção de etanol de milho no Brasil impulsionou a oferta de coprodutos valiosos para a nutrição animal, entre eles o HPDDG (High Protein Dried Distillers Grains, Grãos Secos de Destilaria com Alta Proteína – Imagem 1).
Esse ingrediente é obtido por meio da tecnologia ICM de separação de fibras, que remove a fibra do milho antes da fermentação e não inclui a fração solúvel, resultando em um coproduto com teor superior a 40% de proteína bruta, digestibilidade média de aminoácidos de 85% e energia metabolizável de 3.334 kcal/kg de matéria seca. Esses atributos posicionam o HPDDG como uma alternativa viável e competitiva ao farelo de soja, combinando vantagens nutricionais, econômicas e sustentáveis, com oferta contínua ao longo do ano.
O presente estudo teve como objetivo de avaliar os efeitos de níveis crescentes de HPDDG em dietas a base de milho e farelo de soja para frangos de corte sobre os parâmetros de desempenho zootécnico e rendimento de carcaça e partes.
O experimento foi realizado nas instalações da Universidade Federal de Viçosa, utilizando 1.200 pintos machos, distribuídos em boxes sob ambiente controlado. Os animais foram submetidos a seis tratamentos (tabela 1), compostos por níveis crescentes de inclusão de HPDDG durante as fases inicial (0 a 21 dias), crescimento (22 a 33 dias) e terminação (34 a 43 dias).

Tabela 1. Níveis de inclusão de HPDDG nas dietas experimentais por fase.
As dietas foram formuladas à base de milho e farelo de soja, ajustadas para serem isoenergéticas e isonutritivas, com suplementação de aminoácidos sintéticos, segundo as recomendações pesquisas anteriores.
O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com dez repetições por tratamento. Foram avaliados o peso corporal (PC), consumo de ração (CR), conversão alimentar (CA) e rendimento de carcaça e de partes aos 43 dias. Os dados foram analisados por Anova, com comparação dos tratamentos versus controle pelo teste de Dunnett, adotando-se nível de significância de P<0,05.
Durante o ciclo completo (1 a 43 dias), não foram observadas diferenças estatísticas significativas entre os tratamentos (P>0,05), gráfico 1 a 3.
Não houve nenhuma diferença estatística (P>0,05) para o peso corporal final de 3,57 kg no tratamento controle (0% de inclusão) para 3,54 kg no tratamento com maior inclusão de HPDDG (11% na fase inicial, 13% na fase de crescimento e 15% na fase de terminação). Da mesma forma, o consumo de ração foi semelhante entre os tratamentos, apresentando valores de 5,53 kg no controle e 5,54 kg no grupo de maior inclusão e a conversão alimentar que variou de 1,57 (controle) para 1,59 (maior inclusão).
Além do desempenho, o estudo também avaliou o rendimento de carcaça e de cortes (peito, coxa, sobrecoxa e asa). Não houve diferença estatística entre os tratamentos (P>0,05), indicando que o uso de HPDDG não compromete a qualidade dos cortes, mesmo em níveis mais elevados de inclusão, gráficos 4 a 6.
No período total (1 a 43 dias), inclusões de HPDDG de até 15% demonstraram ser seguras e eficientes, sem impacto sobre crescimento ou rendimento de carcaças ou partes.
Assim, conclui-se que o HPDDG é uma alternativa eficaz para dietas de frangos de corte, sustentando desempenho e qualidade de carcaça em inclusões de até 15%, com benefícios nutricionais, econômicos e sustentáveis que o posicionam como uma solução prática para a avicultura moderna.
As referências bibliográficas estão com os autores. Contato: [email protected].

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Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.





