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Altas temperaturas e o desafio na avicultura de postura: estratégias nutricionais para minimizar impactos

Setor avícola enfrenta desafios com o estresse térmico das poedeiras, mas soluções inovadoras trazem esperança para a manutenção da produtividade e qualidade dos ovos.

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Com a elevação das temperaturas, os avicultores de postura lidam com um desafio recorrente: o impacto do estresse calórico sobre a produção e a qualidade dos ovos. Durante o verão, as aves sofrem com a alta temperatura corporal, resultando na redução do consumo alimentar, desidratação, queda na postura e deterioração da qualidade da casca do ovo. Essa situação exige medidas nutricionais estratégicas para amenizar os efeitos do calor extremo.

Dentre as soluções disponíveis, a inclusão de minerais quelatados na dieta das poedeiras tem se mostrado uma estratégia eficaz para aumentar a resistência ao estresse térmico e otimizar a absorção de nutrientes essenciais. “Os minerais quelatados melhoram a biodisponibilidade e a eficiência nutricional, contribuindo diretamente para a qualidade da casca, fortalecimento ósseo e resistência ao calor”, destaca Jane Cristina Gonçalves, Zootecnista e Dra. em Nutrição Animal e gerente técnica da VLN Feed.

Estudos demonstram que a suplementação com zinco, cobre, manganês e cálcio em formas quelatadas pode reduzir a incidência de ovos quebrados, otimizar a produção e reforçar a imunidade das aves, tornando-as mais adaptáveis às variações climáticas. Além disso, essas soluções nutricionais ajudam na regulação do metabolismo, minimizando os efeitos negativos da alta temperatura e garantindo maior bem-estar animal.

A adoção dessas estratégias reforça o compromisso do setor com a inovação e a sustentabilidade, promovendo maior eficiência produtiva mesmo em condições climáticas desafiadoras. Para os avicultores, investir na nutrição adequada das poedeiras significa não apenas mitigar perdas, mas também garantir um fornecimento estável de ovos de alta qualidade ao mercado, independentemente da estação do ano.

Fonte: Assessoria VLN

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Veto à Lei dos Safristas mantém entrave à contratação formal no campo

Projeto aprovado pelo Congresso permitia que a renda do contrato de safra ficasse fora do cálculo dos benefícios sociais. Entidades do agro dizem que a decisão preserva uma distorção que dificulta contratações temporárias, estimula informalidade e afeta cadeias dependentes de mão de obra sazonal.

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O veto integral ao Projeto de Lei 715/2023, conhecido como Lei dos Safristas, abriu uma nova disputa entre o setor agropecuário e o governo federal em torno da contratação temporária no campo. A proposta, aprovada pelo Congresso, permitia que trabalhadores rurais contratados por safra mantivessem o acesso a benefícios sociais, como o Bolsa Família, durante o período do vínculo formal.

Foto: Divulgação

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (11). Com o veto, o texto retorna ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial em sessão conjunta de deputados e senadores.

Na prática, o projeto alterava as Leis 5.889/1973 e 14.601/2023 para excluir a remuneração decorrente do contrato de safra do cálculo da renda familiar mensal considerada para recebimento de benefícios sociais. Também previa o registro das informações do contrato no eSocial.

O que estava em discussão

O contrato de safra é usado em atividades temporárias do campo, especialmente em períodos de plantio, colheita e preparação de áreas. Em cadeias com alta demanda por mão de obra, a contratação formal costuma disputar espaço com a informalidade, em parte pelo receio de trabalhadores perderem benefícios sociais durante vínculos de curta duração.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirma que o veto mantém uma falsa oposição entre proteção social e

Foto: Gilson Abreu

trabalho formal. Em nota, a entidade sustentou que o projeto “não retira direitos, não cria novos benefícios e não fragiliza a rede de proteção social”, mas permitiria que trabalhadores temporários aceitassem oportunidades durante a safra sem medo de perder imediatamente o acesso a programas sociais.

Para a FPA, a decisão “desconsidera a realidade do campo brasileiro, penaliza trabalhadores que buscam ingressar no mercado formal e dificulta a contratação de mão de obra em um setor estratégico para a segurança alimentar e a economia nacional”.

Entidades veem risco de informalidade

O Sistema Faep também criticou o veto e informou que vai atuar junto a deputados e senadores pela derrubada da decisão. A entidade participou da articulação da proposta ao lado da FPA e defende que a mudança daria maior segurança jurídica às relações de trabalho no campo. “O veto interrompe a solução de um problema crônico e antigo do campo: o trabalhador rural em situação de vulnerabilidade recusa o contrato formal de safra por receio fundado de perder o Bolsa Família, que é a renda que sustenta sua família nos meses em que não há colheita”, afirmou o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O veto interrompe a solução de um problema crônico e antigo do campo” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

Segundo ele, o efeito prático é a manutenção de um ciclo que combina escassez de mão de obra, informalidade e perda de produção em atividades que dependem de trabalho sazonal. “O maior prejudicado pelo veto não é o produtor rural, é o trabalhador safrista e sua família”, disse Meneguette.

A FPA adotou argumento semelhante. Na avaliação da frente parlamentar, impedir que trabalhadores complementem renda por meio de contrato formal “reduz oportunidades, aumenta insegurança e compromete a eficiência da produção nacional”.

Impacto no Paraná

No Paraná, o tema tem peso direto em cadeias agrícolas que dependem de mão de obra temporária. O Estado é produtor relevante de grãos, café, maçã, uva, hortifrúti, erva-mate e proteína animal, atividades que mobilizam trabalhadores em diferentes etapas do calendário agrícola.

Segundo o Sistema Faep, dezenas de milhares de safristas são mobilizados todos os anos nas colheitas paranaenses,

Foto: Gilson Abreu

especialmente em cadeias em que a mecanização integral não é viável. “A insegurança jurídica e social que o veto perpetua atinge em cheio o produtor que quer contratar formalmente e não encontra trabalhadores dispostos a assinar a carteira, e atinge o trabalhador paranaense que abre mão de uma renda digna por medo de desamparar sua família”, ressaltou Meneguette.

Justificativa do veto

De acordo com o Senado, a Presidência da República vetou integralmente o projeto que permitia aos trabalhadores safristas manter benefícios sociais durante contratos temporários no campo.

Nas notas divulgadas à imprensa, as entidades afirmam que o despacho presidencial apontou inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, sob alegação de impacto orçamentário e financeiro. A FPA contesta esse argumento e diz que a proposta promoveria inclusão produtiva, formalização do trabalho, geração de renda e segurança jurídica. “O veto cria uma falsa oposição entre proteção social e trabalho formal”, frisou a FPA em nota.

Foto: Alvaro Rezende

Próxima disputa será no Congresso

O PL 715/2023 foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, após análise do substitutivo do Senado, e seguiu para sanção presidencial.

Com o veto integral, a discussão volta ao Congresso. Para derrubar a decisão, deputados e senadores precisam analisar o veto em sessão conjunta.

A FPA informou que atuará pela derrubada da decisão presidencial. O Sistema Faep também afirmou que seguirá trabalhando junto a parlamentares para tentar restabelecer o texto aprovado pelo Legislativo.

Para as entidades, a discussão central não está apenas na contratação de mão de obra para as safras, mas na possibilidade de compatibilizar proteção social com trabalho formal em atividades rurais de curta duração.

Fonte: O Presente Rural
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Segurança no campo esbarra na falta de conexão em áreas rurais do Paraná

Com mais de 37 mil propriedades cadastradas, programa Patrulha Rural Comunitária enfrenta dificuldades de comunicação em áreas sem sinal. Testes com internet via satélite tiveram resultado positivo, mas tecnologia ainda não foi implantada.

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A falta de conectividade em áreas rurais do Paraná voltou a ganhar destaque no debate sobre segurança no campo. Embora o programa Patrulha Rural Comunitária tenha mais de 37,3 mil propriedades cadastradas em todo o Estado, grande parte dos produtores ainda enfrenta dificuldades para entrar em contato com a Polícia Militar em situações de emergência por falta de sinal de internet ou telefonia.

Foto: Divulgação

A situação levou o Sistema Faep a cobrar do governo estadual a implantação de internet via satélite nas viaturas da Patrulha Rural, tecnologia que chegou a ser testada em 2025, mas que ainda não foi incorporada à operação do programa.

Segundo o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, a ausência de comunicação em regiões remotas compromete a eficiência do atendimento policial. “O trabalho da Patrulha Rural é essencial para manter a segurança no meio rural do Paraná, e as estatísticas comprovam isso. Porém, não podemos ignorar que a falta de comunicação em regiões sem cobertura de internet segue sendo um problema. Dessa forma, o produtor não consegue contato com o efetivo policial quando precisa”, aponta.

Ele ressalta que as grandes distâncias entre as propriedades tornam a conectividade ainda mais importante. “Pela

Foto: Divulgação

distância, não tem como a polícia estar em todo lugar com agilidade. É exatamente por isso que temos que garantir ferramentas para que o contato seja facilitado. Sem internet, sem conectividade, isso não é possível”, acrescenta.

Tecnologia foi testada em 2025

A discussão ganhou força após um projeto piloto realizado em abril de 2025, durante a ExpoLondrina. Na ocasião, o governo do Paraná instalou equipamentos de internet via satélite em viaturas da Patrulha Rural do 5º Batalhão da Polícia Militar para testes em áreas remotas dos municípios de Londrina e Tamarana.

A iniciativa integrou o programa de Conectividade Rural, coordenado pela Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), e teve duração de dois meses.

Foto: Divulgação

De acordo com a secretaria, os resultados foram considerados positivos. Em nota, a Seia informou que o sistema apresentou “alta viabilidade operacional para as necessidades específicas das patrulhas em regiões remotas”, assegurando conexão estável à internet, inclusive com a viatura em movimento pelas estradas rurais.

A pasta destacou ainda que a tecnologia oferece criptografia de dados e integração com os sistemas de segurança pública do Estado.

Apesar do desempenho considerado satisfatório, a experiência não foi ampliada para outras regiões. Segundo a Seia, a decisão sobre uma eventual contratação definitiva da tecnologia cabe à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

A Sesp informou que a Diretoria de Tecnologia e Inovação da Polícia Militar está conduzindo estudos para aquisição

Foto: Divulgação

dos equipamentos. “A Diretoria de Tecnologia e Inovação da Polícia Militar está procedendo o protocolo para aquisição para todas as viaturas que precisam: Ambiental, Fronteira, Rodoviária, Patrulha Rural, entre outras, após realização de levantamento das necessidades”, informou a secretaria.

Produtores relatam dificuldades

A falta de sinal não afeta apenas regiões isoladas. Em Tamarana, no Norte do Paraná, o produtor rural Luciano Choucino afirma que o problema persiste mesmo em propriedades próximas ao perímetro urbano.

Sua fazenda está localizada a apenas 1,5 quilômetro da cidade, mas a comunicação ainda é limitada. “O governo faz muitos projetos, mas a prática que a gente vê é outra. Tem muita propriedade ao longo de toda a extensão do município que precisa ter comunicação”, diz.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Seguimos fazendo um trabalho intenso para mobilizar agricultores e pecuaristas e manter as propriedades atualizadas. Porém, precisamos desse respaldo do Estado com investimento em tecnologia para melhorar a comunicação entre a polícia e os produtores rurais” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

O município possui cerca de 800 quilômetros de estradas rurais, o que amplia a dificuldade de cobertura por redes convencionais de telefonia e internet.

Mais de 37 mil propriedades cadastradas

Criado para aproximar a Polícia Militar dos moradores do campo e ampliar a prevenção de crimes rurais, o programa Patrulha Rural Comunitária contabiliza atualmente 37.362 propriedades cadastradas no Paraná.

Além disso, 24.607 propriedades já receberam certificação e placas de identificação, que auxiliam no georreferenciamento e na localização das áreas atendidas.

Desde a retomada do programa, o Sistema Faep tem atuado na mobilização dos produtores para adesão e atualização cadastral.

Para Meneguette, entretanto, a ampliação do cadastro precisa vir acompanhada de investimentos em tecnologia. “Seguimos fazendo um trabalho intenso para mobilizar agricultores e pecuaristas e manter as propriedades atualizadas. Porém, precisamos desse respaldo do Estado com investimento em tecnologia para melhorar a comunicação entre a polícia e os produtores rurais. Se não, todo esse trabalho será em vão”, afirma.

Fonte: O Presente Rural
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Endividamento rural no Paraná chega a R$ 10,8 bilhões

Levantamento do Sistema Faep aponta crescimento das dívidas em atraso e alerta para agravamento da situação no campo.

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O endividamento rural do Paraná chegou a R$ 10,8 bilhões em janeiro deste ano, segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep. Esse número é o chamado “saldo problemático”: a soma das dívidas em atraso (de até 90 dias), das inadimplentes (com atraso acima de 90 dias) e daquelas que foram prorrogadas ou renegociadas. “Os índices de janeiro são preocupantes por si só, mas estimamos que o número atual de endividamento já possa estar alcançando o dobro desse valor, ultrapassando os R$ 20 bilhões”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

Presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette: “Os índices de janeiro são preocupantes por si só, mas estimamos que o número atual de endividamento já possa estar alcançando o dobro desse valor, ultrapassando os R$ 20 bilhões” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

O Paraná tinha, em janeiro, aproximadamente R$ 99 bilhões em empréstimos com instituições financeiras que operam crédito rural. Logo, o saldo problemático do Estado representa 11% do total de empréstimos, um indicador considerado alto para o setor, que tem um padrão histórico de baixa inadimplência.

As circunstâncias se repetem no panorama nacional. Em janeiro, de acordo com o mesmo levantamento, o Brasil somava cerca de R$ 881 bilhões em empréstimos rurais, com saldo problemático de aproximadamente R$ 153,6 milhões, equivalente a 17,4% do total.

A inadimplência entre produtores rurais foi recorde em 2025, conforme as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central. O índice de operações vencidas há mais de 90 dias foi de 6,5% no ano passado. O valor representa um salto em relação aos anos de 2024 e 2023, que registraram inadimplência de 2,3% e de 1,1%, respectivamente.

Conjunto de fatores levam ao endividamento

O quadro de endividamento é resultado de um conjunto de fatores: sucessivas quebras de safras devido a intempéries climáticas; juros elevados que dificultam a quitação de empréstimos; aumento dos custos de produção (como a elevação dos preços de fertilizantes e diesel); queda nos preços das commodities (provocando aperto na margem de lucro do produtor); além da falta de recursos para contratar seguro rural, o que garantiria maior estabilidade ao produtor mesmo frente a instabilidades.

Foto: Jonathan Campos

Fatores como esses levaram Luiz Flamengo, avicultor do município de Paranacity, no Noroeste do Estado, a contrair uma dívida de cerca de R$ 450 mil. Ele trabalha com o manejo de frango de postura, no regime de integração. “Na avicultura, os custos operacionais crescem em uma ascendência vertiginosa”, afirma. “Vimos aumento na tarifa de energia elétrica e aumento dos insumos de manutenção e manejo avícola, como cal virgem, peças de manutenção de equipamentos, lenha para aquecimento e mão de obra terceirizada para manutenção mecânica e elétrica”, relata.

Por outro lado, a remuneração por ave segue apenas o percentual de reajuste da inflação, sem considerar o aumento dos custos de produção. Vendo sua margem de lucro se dissipar, Flamengo chegou a vender um veículo para quitar uma dívida passada. “O endividamento nos impede de honrar os compromissos financeiros assumidos com fornecedores e agentes financeiros”, diz o produtor.

Medidas urgentes

Foto: Elizeo Garcia

O Sistema Faep, o Instituto Pensar Agro (IPA), a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alertam que o endividamento coloca em risco a atividade rural, assim como a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico do Estado. “Com margem reduzida e dívidas em atraso, o produtor não tem acesso ao crédito rural e, consequentemente, não tem recursos para investir no cultivo de uma nova safra. Isso afeta a produção de alimentos, gerando uma redução na oferta de produtos no mercado, o que inevitavelmente pressiona os preços para cima e compromete a segurança alimentar da população”, ressalta o presidente do Sistema Faep.

“É urgente um programa de renegociação de dívidas, por parte do governo federal, incluindo a abertura de novas linhas de crédito para o produtor”, defende.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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