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Alta genética chama atenção nos machos angus e ultrablack na Exposição Nacional de Rústicos 2023
O grande campeonato de trio de machos PO da raça angus ficou com a Parceria Rotta Assis, da Estância Tradição, com o lote 5, tatuagens T154, T153 e T161.

“Vimos animais de extrema qualidade, machos muito funcionais, carniceiros e ótimos reprodutores. Um belo plantel com exemplares da raça”, com essa alegria o jurado uruguaio Marcos Berruti avaliou o julgamento dos machos rústicos angus e ultrablack na última sexta-feira (29), na Exposição Nacional de Rústicos, em Bagé (RS).
Durante a tarde foi feito o julgamento dos machos PO e PC da raça angus, e ultrablack. O grande campeonato de trio de machos PO da raça angus ficou com a Parceria Rotta Assis, da Estância Tradição, com o lote 5, tatuagens T154, T153 e T161. A Parceria Rotta Assis também levou o melhor macho PO individual do trio angus com o animal de tatuagem T153, do lote 5, o Tradição T153 filho de mãe, Tradição TB396, e pai SAV Raindance 6848, e o reservado grande campeão individual dos trios macho PO com o animal do lote 5, tatuagem 161, Tradição T161, filho do pai Biguá 6679 Heavy Hitter TE e mãe Tradição TA888.
“O que acho mais interessante é ouvir o jurado falar dos animais, especialmente do grande campeão individual dos trios, que é um touro completo, que não vê defeitos onde ele olha. O Berruti é um técnico que conhece muito a raça angus, foi um dos responsáveis pelo fomento no Uruguai, e ele nos posicionar desta forma, elogiar nosso plantel com tais características é muito honroso. Me torno repetitivo, mas é sempre muito feliz ter tais resultados, mostra que estamos no caminho certo do melhoramento na Estância”, celebra Rogério Rotta Assis, da Estância Tradição, de Santa Vitória do Palmar, (RS).
O trio de machos PO reservado grande campeão foi consagrado pelo lote 7, do expositor P.A.P. Lagoa Preta, da Fazenda Santa Maria da Lagoa Preta, de Dom Pedrito (RS), com os animais de tatuagem 2831, 2819 e 2815. A Lagoa Preta também conquistou o terceiro melhor macho PO individual dos trios com o animal de tatuagem 2831, o touro 2831 Dalessandro Rainmast da Lagoa Preta, filho de pai SAV 654x Rainmaster 6849 e mãe NC 2300 Regalon Mery LP. Já o terceiro lugar do trio de machos PO ficou com o lote 8, da Cabanha Ouro Preto, do pecuarista Zélio Teixeira Dias, de Pedras Altas (RS), com os animais de tatuagem 1176, 1170 e 1175.
Nas avaliações dos machos PO individuais levou o título de grande campeão macho PO da raça angus, o lote 14, de Carlos Renato Tonet Ferreira, da Cabanha Cantagalo de Santana do Livramento (RS), com o animal de tatuagem 4487, o Cantagalo Resource 4487, filho de pai SAV Resource 1441 e mãe El Saycan De Cantagalo 3630. “Nosso trabalho na seleção de Angus PO já vem de longa data, selecionamos Angus há 43 anos. A busca por animais adaptados e capazes de proporcionar aos criatórios que utilizam nossa genética um ganho genético sempre nos norteou. Programas de melhoramento são utilizados a muitos anos por nós e as premiações obtidas nas exposições consolidam nosso trabalho”, avalia o produtor Carlos Ferreira.
O reservado grande campeão macho PO individual ficou com o lote 19, de Zélio Teixeira Dias, da Cabanha Ouro Preto, com o touro Ouro Preto 1178 Tomahawk Don Emilio filho de pai Tres Marias 6927 Pucara TE, e mãe Candiota GB 366 Donzela Falucho. E o terceiro melhor macho PO individual ficou com o lote 9, também da Cabanha Ouro Preto, o touro de tatuagem 1221, Ouro Preto 1221 Candelero Bismarck, filho de pai Três Marias 8155 Candelero e mãe Ouro Preto 1037 PO Bismarck.
Em seguida foram avaliados os animais machos PC da raça angus. O trio grande campeão de machos PC ficou com o lote 10, também da Parceria Rotta Assis, da Estância Tradição, de Santa Vitória do Palmar (RS), com os animais de tatuagem 2818, 2810 e 2824. Este mesmo lote da Parceria Rotta Assis levou todos os prêmios de macho PC individuais do trio: o melhor macho PC individual do trio, ficou com o animal de tatuagem 2824, o Tradição 2824, o reservado grande campeão macho PC individual do trio ficou com o animal de tatuagem 2818, e o terceiro lugar de macho PC individual do trio o touro de tatuagem, 2810.
O trio reservado grande campeão machos PC ficou com o lote 14 de João Honório Teixeira Dias, da Cabanha Sinuelo, de Aceguá (RS), com os animais de tatuagem 421, 453 e 391. Já o terceiro melhor trio macho PC ficou com o lote 13 de Vivian Diesel Potter e Outros, da Timbauva de Bagé, com os animais de tatuagem D289, D229 e D212.
Ainda dos machos angus PC o melhor touro individual ficou com o lote 23, da Parceria Agropecuária Jacintho Cantão, da Estância Formosa, com o animal de tatuagem 1124. “É uma felicidade conquistar um campeonato aqui na Nacional, pois é resultado de anos de melhoramento e muito trabalho, já que somos uma empresa familiar e pequena ainda. Porém, diariamente estamos conquistando nossas metas e objetivos, que é ter um gado de muita qualidade tanto para abate quanto para reprodução. Estamos muito felizes”, celebra Aluísio Cantão da Estância Formosa, de Aceguá (RS).
Grandes Campeões da Raça Ultrablack
Após a avaliação da raça angus, foram julgados os animais ultrablack individuais, pelo jurado Paulo Ricardo Dias. A dupla de machos grande campeão ficou com o lote 5, de Zélio Teixeira Dias, com os animais de tatuagem 60 e 62. Ainda do mesmo lote, sagrou-se campeão o melhor macho da dupla o animal de tatuagem 60, o touro Ouro Preto 60 Francesco Zorzal, filho de pai Rancho1256 TE e mãe Ouro Preto 97 Disparo Zorzal. “Assim como nas fêmeas, ganhar com os touros ultrablack é uma extrema alegria, é o reconhecimento do nosso trabalho”, afirma Zélio.
E por fim, foi julgado o grande campeão macho da raça ultrablack individual, com o lote 4, o touro 129 Supremo Dalessandro L.P da P.A.P Lagoa Preta, com a tatuagem 129, da Cabanha Santa Maria Da Lagoa Preta. A Lagoa Preta ganhou ainda o reservado grande campeão individual com o animal do lote 2, tatuagem 155 e terceiro lugar com o lote 3, tatuagem 153.
“O Supremo é um animal que foi pensado já na hora do cruzamento, filho de pai e mãe excepcionais, com ótimo pedrigree. Ele nasceu já destacado, e com os dados Promebo pudemos ter a certeza das características que procuramos na nossa seleção. Um animal com uma carcaça diferenciada, profundidade racial e informações fenotípicas nos deixa muito orgulhosos deste resultado hoje”, finaliza Carlos Eduardo Tavares Simões Pires da Lagoa Preta, de Dom Pedrito (RS).

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo
Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.
“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.
Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.
Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.
“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep
Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.
A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.
“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado
Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.
Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal
A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.
Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.
Mais ações previstas
O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.
De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.
“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.
As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.
Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos
Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

Foto: Divulgação/Freepik
A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.
Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.
Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik
não apenas um ajuste momentâneo.
A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.



