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Suínos

Alta do milho reduz poder de compra do suinocultor pelo sexto mês seguido

Cereal sobe 4,6% em março e chega a R$ 70,96/sc em Campinas. Com suíno a R$ 6,94/kg, produtor compra 5,87 kg de milho por kg vendido.

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O avanço dos preços do milho voltou a pressionar a relação de troca da suinocultura paulista em março. Dados do Cepea mostram que, na parcial até o dia 17, o poder de compra do produtor caiu pelo sexto mês consecutivo, refletindo a valorização do insumo frente à estabilidade do preço do animal.

Foto: Ari Dias

No período, o suíno vivo posto na indústria foi negociado à média de R$ 6,94 por quilo no estado de São Paulo (SP-5), leve alta de 0,5% em relação a fevereiro. Já o milho, principal componente da ração, registrou aumento mais expressivo: no mercado de lotes de Campinas (SP), a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 70,96, avanço de 4,6% no mesmo comparativo e a maior variação mensal desde março de 2025.

Com isso, a relação de troca se deteriorou. Neste mês, a venda de um quilo de suíno vivo permite a aquisição de 5,87 quilos de milho, queda de 3,9% frente ao mês anterior.

Apesar da piora no curto prazo, o indicador ainda mostra leve recuperação na comparação anual, com ganho de 2%. Segundo o Cepea, a valorização do milho está associada à oferta restrita no mercado spot e à demanda aquecida para formação de estoques, em um ambiente de incertezas no mercado internacional.

Fonte: O Presente Rural com Cepea

Suínos

Brasil abre mercado para carne suína resfriada em Singapura

Acesso ao país asiático amplia valor agregado das exportações do setor.

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O governo brasileiro concluiu negociações que ampliam o acesso da carne suína ao mercado internacional. O principal avanço é a autorização para exportação de carne suína resfriada para Singapura, um mercado considerado estratégico por demandar produtos de maior valor agregado.

Em 2025, Singapura importou mais de US$ 710 milhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para carnes, café e itens de origem vegetal. A abertura para a carne suína resfriada tende a fortalecer a presença brasileira no país asiático e ampliar as oportunidades para o setor produtivo.

Além disso, o Brasil também garantiu a liberação para exportação de macadâmia e castanha de caju para a Turquia, que está entre os dez maiores importadores mundiais de castanha de caju. No último ano, as exportações brasileiras para o país superaram US$ 3,2 bilhões, com destaque para soja, algodão e café.

Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro soma 548 aberturas de mercado desde o início de 2023. Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Assessoria Mapa
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Nova ferramenta da Embrapa amplia inteligência e gestão na suinocultura brasileira

Aplicativo atualizado permite acompanhar custos, gerar relatórios detalhados e tomar decisões mais precisas sobre granjas de suínos e frangos.

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Fotos: Shutterstock

A Embrapa Suínos e Aves, em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), reforça o apoio à gestão econômica da suinocultura com a atualização do aplicativo Custo Fácil. Agora em sua quarta versão, a ferramenta está disponível para Android e iPhone (iOS), com novo desenho de interface e funcionalidades ampliadas, tornando ainda mais prática a organização e análise dos dados das granjas.

Voltado a produtores, gestores, assistência técnica e estudantes, o aplicativo permite estimar o custo de produção, a rentabilidade e a geração de caixa de granjas de suínos e frangos de corte em sistemas de integração. A proposta é oferecer uma visão clara e estruturada da atividade, facilitando a tomada de decisão em diferentes horizontes de curto e longo prazo.

Entre as funcionalidades, o usuário pode cadastrar múltiplas granjas e lotes, inserir informações detalhadas sobre alojamento, desempenho produtivo, investimentos, mão de obra, receitas e despesas. A partir desses dados, o sistema gera indicadores de desempenho, gráficos e relatórios completos, que podem ser compartilhados por e-mail ou aplicativos de mensagens.

O aplicativo também permite o acompanhamento detalhado dos custos, com possibilidade de ajustes e correções, além de oferecer análises e orientações que auxiliam na negociação e na gestão financeira da produção. Todos os cálculos seguem metodologias desenvolvidas pela Embrapa e por institutos de pesquisa em economia agropecuária do Brasil e do exterior, garantindo consistência técnica às informações.

Outro diferencial é o acesso a estatísticas anônimas de custos de outros usuários e a integração com o Repositório de Dados de Pesquisa da Embrapa, o Redape, ampliando o repertório de informações disponíveis para análise. A ferramenta ainda conta com uma biblioteca de conteúdos sobre gestão, custos de produção, custo da mão de obra familiar e capital investido, baseada em cursos gratuitos oferecidos pela instituição.

Foto: Jaelson Lucas/AEN

De acordo com o pesquisador da Embrapa, Marcelo Miele, a crescente demanda por soluções acessíveis e metodologicamente consistentes têm impulsionado o desenvolvimento dessas ferramentas, contribuindo para maior precisão nas análises econômicas do setor. “A ferramenta permite a formação de uma base de dados com o desempenho dessas granjas, precisamos agora mobilizar os produtores e associações para que a gente consiga acompanhar um número significativo de granjas, que permita montar essa base de dados que vai trazer um retrato com informações úteis para o setor”. explica.

Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, com a evolução do aplicativo e a ampliação das ferramentas de estimativa, Embrapa e ABCS fortalecem a geração de inteligência para a suinocultura brasileira, promovendo eficiência, transparência e sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.

Saiba mais clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABCS
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Suínos

Exportações sustentam desempenho da suinocultura no mercado externo

Ásia concentra cerca de 70% dos embarques, com alta nas compras de Filipinas e Japão, segundo a Consultoria Agro Itaú BBA.

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Os preços do suíno vivo recuaram de forma generalizada em fevereiro, acompanhando movimento semelhante ao observado no mercado de frango. No estado de São Paulo, a queda foi de 17% em relação a janeiro, com a cotação atingindo R$ 6,90 por quilo, valor 21% inferior ao registrado em fevereiro de 2025. Na primeira quinzena de março, os preços se mantiveram estáveis nesse patamar.

Mesmo com a carne suína mais competitiva frente à carne bovina, a relação de preços em comparação ao frango permaneceu dentro da média histórica.

A redução nas cotações impactou diretamente a rentabilidade da atividade. Na média dos estados do Sul e de Minas Gerais, os preços caíram 15%, enquanto o custo de produção teve leve recuo de 2,4%. Com isso, o spread da suinocultura diminuiu de 22% em janeiro para 10% em fevereiro, o menor nível em 21 meses.

Pelo lado da oferta, houve aumento nos abates. Dados preliminares indicam crescimento de 3% no volume abatido no primeiro bimestre do ano.

No mercado externo, as exportações mantiveram desempenho positivo. Em fevereiro, os embarques de carne suína in natura cresceram 3% em relação ao mesmo mês de 2025, acumulando alta de 8% no bimestre. A Ásia seguiu como principal destino, concentrando cerca de 70% das vendas, com destaque para Filipinas e Japão, que ampliaram suas compras em 81% e 46%, respectivamente.

Apesar do avanço no volume exportado, o preço médio das exportações apresentou leve recuo frente a janeiro. Ainda assim, com a queda mais acentuada dos custos, o spread das exportações permaneceu próximo de 40%, acima da média dos últimos cinco anos, de 30%.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o período foi marcado pela forte queda nos preços internos e compressão das margens, enquanto o mercado externo seguiu como principal suporte para a atividade.

Fonte: O Presente Rural
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