Conectado com
Suínos e Peixes – Maio

Mário Lanznaster

Alimentação e inflação

A abundância de milho, soja e feijão terá uma repercussão altamente positiva na vida dos brasileiros: vai baixar o custo de vida

Publicado em

em

Artigo escrito por Mário Lanznaster, presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para o agronegócio da FIESC 

Graças aos produtores rurais e ao bom comportamento do clima, o Brasil vai colher uma excelente safra de grãos, neste ano. A abundância de milho, soja e feijão terá uma repercussão altamente positiva na vida dos brasileiros: vai baixar o custo de vida.

O brasileiro é um povo privilegiado, vive em um regime de segurança alimentar. Consome alimentos de alta qualidade e de preços relativamente baixos. Nunca enfrenta crises de abastecimento. Quando muito, uma escassez setorial de algum produto para o qual sempre há substituto.

Nesse ano, mais uma vez, a oferta de alimentos freia a inflação provocada pela péssima gestão macroeconômica da presidente afastada em 2016, que veio acompanhada de uma recessão sem precedentes. O caso do milho é emblemático. No ano passado, esse grão atingiu cotações extremamente exageradas, afetando gravemente o desempenho e a rentabilidade das grandes cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura e a bovinocultura de leite e de corte. Milhares de produtores rurais e centenas de empresas sofreram pesados prejuízos em consequência da falta de visão e de protagonismo dos órgãos de gestão de estoques e safras.

Neste ano, a garantia de oferta à preços históricos, assegura redução nos custos de produção das carnes mais consumidas no Brasil. Hoje, um quilograma de carne de frango, no mercado varejista, está disponível a menos de 5 reais. Ou seja, mais barato que uma cerveja. Também caem os preços de varejo das carnes suínas e bovinas. São representativos os casos da cebola e do tomate, cujos preços finais não cobrem os custos de produção, mas, beneficiam o consumidor.

O produtor rural brasileiro é o grande salvador da economia. Ele ajuda a manter a paz e a estabilidade, mesmo quando trabalha com taxas negativas de rentabilidade. Ele e a agroindústria brasileira são responsáveis pelo superávit da balança comercial.

Aliás, nesse aspecto, é essencial reconhecer que a agropecuária deixou de ser um segmento isolado da economia, tornando-se um elo fundamental das cadeias integradas de valor do agronegócio, interagindo com vastos setores de segmentos industriais e de serviços que interagem antes e depois da porteira.

Esse produtor rural a quem rendo homenagens – pequeno ou grande, mas sempre eficiente – é um agente econômico atualizado, arrojado, vocacionado e usuário de tecnologia que se tornou o principal ator das avançadas cadeias de produção integrada no sul do País. Com trabalho e tecnologia, faz com que o agronegócio assegure produtos finais (alimentos, bebidas, texteis, produtos de borracha etc.) que representam tranquilidade e paz social.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × 2 =

Mário Lanznaster

Uma reivindicação histórica do grande oeste catarinense

Publicado em

em

Artigo escrito por Mário Lanznaster, presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para o agronegócio da FIESC

Com mais de 100 anos de ocupação, colonização e desenvolvimento, o grande oeste de Santa Catarina – apesar de sua imensa importância econômica – nunca elegeu um governador. Esse fato não se deve à incompetência da classe política oestina. É preciso lembrar que até o final da década de 1970, a região mantinha fortes laços culturais e econômicos com Porto Alegre e todo o Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Florianópolis era uma terra distante e fora de curso para os catarinenses do oeste. As emissoras de radiodifusão que penetravam na região eram gaúchas ou paranaenses; os jornais que faziam a opinião pública eram editados nos pampas…

A preocupação com a integração esteve sensatamente presente no governo Celso Ramos que, em 8 de agosto de 1963, editou a lei 3283, criando a Secretaria dos Negócios do Oeste. Essa estrutura funcionou como uma administração avançada, promovendo investimentos essenciais em rodovias, pontes, escolas e obras em geral para a infraestruturação. Apesar da importância administrativa da Secretaria, foi a força da comunicação social que começou a operar a definitiva integração cultural e política do território catarinense a partir da década de 1980, quando os sinais das emissoras catarinenses atingiram todas as comunidades e jornais editados na Capital e em cidades-polos começaram a ser acessados pela população. Linhas aéreas passaram a fazer a conexão oeste-litoral. O intercâmbio leste-oeste se intensificou.

O saudoso governador Luiz Henrique da Silveira, em sua primeira campanha vitoriosa para o governo, desfraldou a arrojada bandeira da “deslitoralização”. O êxodo das áreas rurais para os polos e micropolos regionais e, especialmente, para o litoral, estava – e ainda está – esvaziando os campos e as cidades do interior e inchando o litoral. Enquanto o interior perde recursos humanos, densidade populacional e importância político-eleitoral, as áreas litorâneas ganham problemas insuperáveis em face das demandas por saúde, educação, habitação etc.

A eleição de um governador oestino pode influenciar na reversão desse processo porque é no hinterland que estão os recursos naturais, a riqueza econômica, a diversidade étnica e cultural e as condições para sustentar o desenvolvimento catarinense. No litoral, apesar de suas potencialidades, estão as demandas e a concentração de problemas.

Há uma latente aspiração do grande oeste em eleger um governador, não apenas porque é a única região que ainda não o fez, mas, fundamentalmente, porque há um conjunto de lideranças de praticamente todas as correntes ideológicas e todos os matizes políticos preparadas para essa missão. Se houvesse um deserto de líderes, essa pretensão seria apenas uma quimera. 

Fonte: Assessoria

Continue Lendo

Mário Lanznaster

A próxima estrela do agronegócio

Cadeia produtiva de lácteos vem fazendo, nas últimas duas décadas, fortes investimentos para a contínua elevação da qualidade nas várias fases do processo

Publicado em

em

Artigo escrito por Mário Lanznaster, presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para o agronegócio da FIESC

Santa Catarina tem uma inequívoca vocação para a produção de alimentos.  A nossa produção de grãos, frutas e carnes já conquistou os mercados mundiais mais exigentes. Desenvolvimento e expressão semelhantes atingirão, num futuro breve, os setores ligados à produção de leite. Temos a quarta maior bacia leiteira do Brasil e uma moderna indústria de processamento e industrialização dessa importante matéria-prima, essencial à nutrição humana. Cerca de 80 mil famílias rurais se dedicam a essa atividade, que gera importante receita mensal, contribuindo com a qualidade de vida e com a economia dos municípios catarinenses.

A cadeia produtiva de lácteos vem fazendo, nas últimas duas décadas, fortes investimentos para a contínua elevação da qualidade nas várias fases do processo. Nesse esforço se aliaram as cooperativas, os laticínios, os produtores rurais e os integrantes do Sistema S – Senar, Sebrae, Sescoop.

Evoluímos, mas precisamos avançar ainda mais. Nosso referencial, no plano internacional, é a Nova Zelândia, que detém a mais eficiente cadeia produtiva do Planeta. O processamento industrial do leite neozelandês gera 1.400 derivados.

Onde precisamos melhorar para produzir um leite de qualidade e a custos competitivos? É preciso perseverar nos programas de melhoramento genético dos rebanhos de gado leiteiro porque uma das prioridades deve ser o aumento de sólidos. O leite brasileiro rende 1/3 a menos, na indústria, em relação ao leite da Nova Zelândia. Outro caminho irreversível é a produção de pastagens e a adoção do sistema Voisan (pastoreio rotativo), que já vem sendo praticado com sucesso em Santa Catarina, com grande efeito na redução de custos.

Também é essencial perseverar nas metas de erradicação da brucelose e da tuberculose, investir em equipamentos de ordenha e resfriamento nos estabelecimentos industriais e aperfeiçoar a logística. 

Hodiernamente, não temos presença no mercado internacional de lácteos, mas, não há dúvida de que, em poucos anos, seremos um importante competidor. Talvez o principal concorrente da Nova Zelândia. Temos solos, clima, recursos humanos e vocação para esse desiderato. A estrada para essa conquista será pavimentada com esforços e investimentos dos produtores rurais, das indústrias, dos centros de pesquisa e do Estado.

Os resultados serão econômicos e sociais, já que praticamente todos os estabelecimentos agropecuários em território barriga-verde produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural. 

Fonte: Assessoria

Continue Lendo

Mário Lanznaster

Suíno ideal: a evolução da cadeia produtiva

Publicado em

em

Agricultura e agronegócio prosperam com investimentos em ciência e tecnologia. Estimuladas por esse princípio, as cooperativas praticam uma suinocultura industrial, no grande oeste de Santa Catarina, que é considerada uma das  mais avançadas do mundo. Reflexo desse conceito superlativo é o projeto Suíno Ideal que a Cooperativa Central Aurora Alimentos desenvolve há nove anos em parceria com as suas cooperativas filiadas. O objetivo é arrojado: produzir um suíno estandardizado, ou seja, que obedeça a padrões de peso, tamanho, qualidade da carne etc., permitindo a otimização do aproveitamento industrial.

O Suíno Ideal é um processo de melhoria contínua que envolve as questões de genética, sanidade, nutrição, manejo etc. e está sempre voltado para as demandas de mercado. Seu foco está na implantação de padrões de manejo e de assistência técnica. É a aplicação destes procedimentos nas rotinas dos técnicos e produtores, aliados à genética (através da Unidade de Disseminação de Gens) e nutrição, que garantem as melhorias que o mercado exige.

Os resultados mensurados nesses nove anos de programa comprovam seu sucesso na busca da melhoria contínua, tanto no aspecto de resultado zootécnico, como nos aspectos de organização dos recursos ambientais da propriedade, buscando atender as exigências dos mercados nacional e internacional. Neste período evoluíram-se muito os indicadores zootécnicos. O objetivo do projeto é a redução na variabilidade de peso de carcaça fornecida para a indústria. A padronização do processo de produção é extremamente importante, pois assegura domínio do processo produtivo, redução da variabilidade dos suínos disponibilizados para o abate e, por consequência, rendimentos padronizados, cortes padronizados e volume produzido dentro da necessidade das indústrias, bem como maior controle sobre os custos.

Essa imensa ação cooperativa impacta nos resultados industriais no tocante a otimização das carcaças de suínos e, portanto, nos resultados econômicos e financeiros. Esse conhecimento está devidamente codificado. Todas as práticas estão descritas no manual de produção de suínos na fase de crescimento e terminação. A cada dois anos ocorre a revisão de todo o processo com as equipes técnicas das cooperativas filiadas.

Os resultados econômicos são evidentes para produtor rural, indústria e consumidor. A cadeia de suíno já detinha um alto grau de eficiência, por isso, potencializar ainda mais os ganhos zootécnicos é um resultado fantástico. As avaliações e mensurações comprovam os ganhos zootécnicos em termos de redução da mortalidade  no transporte e na  propriedade, melhor conversão alimentar e redução do coeficiente de variação de peso no abate.

 

Fonte: Ass. de Imprensa

Continue Lendo
Ecobiol- Evonik
Conbrasul 2019
Biochem site – lateral

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.